✍️ Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho
Neste artigo, Nepô apresenta uma releitura crítica do conceito de hobbies, mostrando que nem toda atividade de lazer cumpre a mesma função existencial. Ao distinguir hobbies criativos, lazer passivo e práticas voltadas à saúde física, o texto argumenta que a criação voluntária é um elemento vital para fortalecer a Mente Secundária, sair do piloto automático e sustentar um projeto existencial mais maduro, especialmente na vida adulta.
As melhores frases do artigo (sem seleção):
Quando falamos da Casa do Eu, estamos lidando com uma metáfora simples para algo complexo: como organizamos nossa existência?
Note, entretanto, que há uma confusão sobre hobbie quando pensamos na qualidade de vida e nos impactos das atividades de lazer na mente.
Temos que classificar hobbies (ou atividades de lazer) como aquelas não profissionais, que não fazemos por obrigação, mas como opção.
Hobbies seriam, então, atividades não ligadas à sobrevivência financeira.
O ideal para uma vida mais saudável é que se tenha atividades variadas de lazer, incluindo hábitos criativos.
É importante destacar que cada atividade de lazer tem uma função diferenciada na saúde física e emocional.
O Segundo Andar da Casa do Eu – para registro – é guiado pelas decisões existenciais do Terceiro Andar.
Passatempos, o nome já diz, é aquilo que você faz voluntariamente, mas não há criatividade envolvida. No passatempo você é passivo.
Os hobbies criativos funcionam como um contrapeso existencial.
Hobbies criativos não deveriam surgir por acaso, nem apenas na maturidade. Eles precisam ser cultivados desde cedo, como parte do projeto de vida.
Começar um hobby criativo mais tarde é possível, mas é mais difícil. Falta repertório, paciência e, muitas vezes, permissão interna para errar.
Projetos criativos pessoais ajudam a pessoa a sair do piloto automático, a se escutar melhor e a construir uma relação mais saudável consigo mesma.
Cuidar do corpo é obrigação. Descansar é necessário. Criar é vital.
Hobbies criativos não servem para ocupar o tempo, servem para reorganizar a mente.
Criar algo com as próprias mãos é uma forma silenciosa de sair do piloto automático.
Lazer passivo descansa o corpo, mas só a criação reorganiza a identidade.
Quando tudo na vida é obrigação, a mente perde espaço para experimentar.
Hobby criativo é onde a pessoa treina liberdade sem risco existencial.
Sem criação pessoal, o tempo livre vira apenas consumo disfarçado.
Criar não é performance, é diálogo interno.
A ausência de hobbies criativos empobrece a relação da pessoa consigo mesma.
Não é sobre talento, é sobre permitir-se produzir sem cobrança.
Cuidar do corpo mantém a vida; criar dá sentido a ela.
As melhores frases do artigo (selecionadas):
Hobbies criativos não servem para ocupar o tempo, servem para reorganizar a mente. (6 votos)
Cuidar do corpo é obrigação. Descansar é necessário. Criar é vital. (5 votos)
Cuidar do corpo mantém a vida; criar dá sentido a ela. (5 votos)
Lazer passivo descansa o corpo, mas só a criação reorganiza a identidade. (4 votos)
Hobby criativo é onde a pessoa treina liberdade sem risco existencial. (3 votos)
Hobbies criativos não deveriam surgir por acaso, nem apenas na maturidade. Eles precisam ser cultivados desde cedo, como parte do projeto de vida. (2 votos)
Projetos criativos pessoais ajudam a pessoa a sair do piloto automático, a se escutar melhor e a construir uma relação mais saudável consigo mesma. (2 votos)
As melhores frases dos outros:
“Todo criança é um artista. O problema é como permanecer um artista depois de crescer.” – Pablo Picasso.
“A arte limpa a alma da poeira do dia a dia.” – Berthold Auerbach.
“O trabalho criativo não é um privilégio egoísta, mas uma obrigação humana.” – Elizabeth Gilbert.
“A criatividade exige a coragem de abandonar as certezas.” – Erich Fromm.
“Criar é viver duas vezes.” – Albert Camus.
“A vida só se torna realmente significativa quando nos tornamos autores dela.” – Carl Gustav Jung.
“O oposto da criatividade não é a razão, é a rotina.” – Edward de Bono.
“A arte lava da alma a poeira do cotidiano.” – Pablo Picasso.
Vamos ao Artigo:
“A criatividade é a inteligência se divertindo.” – Albert Einstein.
No início de 2026, o foco da Escola Bimodal recai sobre o segundo andar dessa casa, o espaço da Mente Secundária, onde são feitas as escolhas mais reflexivas, menos automáticas, mais ligadas ao operacional.
O Segundo Andar da Casa do Eu – para registro – é guiado pelas decisões existenciais do Terceiro Andar.
O primeiro passo no aprofundamento do segundo andar – um dos focos de 2026 – é abrir a conversa sobre um tema aparentemente banal, mas profundamente mal compreendido: os hobbies.
O senso comum mistura tudo no mesmo saco. Mas, se queremos evoluir existencialmente, precisamos separar as coisas com mais cuidado.
Quando falamos da Casa do Eu, estamos lidando com uma metáfora simples para algo complexo: como organizamos nossa existência?
Precisamos criar uma nova sala que vamos chamar de Hobbies.
Hobby no dicionário, a visão mainstream, a partir do Google que dizer:
Hobby (ou passatempo) é uma atividade feita por prazer no tempo livre, sem obrigação, para relaxar, se divertir e aliviar o estresse, sendo uma forma de autocuidado e realização pessoal, que pode envolver artes, esportes, intelecto, ou outras práticas que trazem alegria e descompressão do dia a dia, como cozinhar, ler, pintar ou jardinagem.
Note, entretanto, que há uma confusão sobre hobbie quando pensamos na qualidade de vida e nos impactos das atividades de lazer na mente.
Temos que classificar hobbies (ou atividades de lazer) como aquelas não profissionais, que não fazemos por obrigação, mas como opção.
Hobbies seriam, então, atividades não ligadas à sobrevivência financeira.
Sob este ponto de vista, temos alguns tipos de hobbies:
- Criativos – aqueles que há a produção de algo como fotos, pintura, pratos na cozinha que fogem do padrão, tricô, crochê, tocar um instrumento, criando versões das músicas;
- Não criativos – viagens, meditação, assistir séries, ler livros não didáticos, escutar música.
Atividades voltadas para a melhoria da saúde física (corrida, pilates, ginástica) não são hobbies. Ficam em outra sala da Casa do Eu.
É importante destacar que cada atividade de lazer tem uma função diferenciada na saúde física e emocional.
O ideal para uma vida mais saudável é que se tenha atividades de lazer, incluindo hábitos criativos e não só o que podemos chamar de passatempos.
Passatempos, o nome já diz, é aquilo que você faz voluntariamente, mas não há criatividade envolvida. No passatempo você é passivo.
Tenho conversado bastante com pessoas em aplicativos de namoro e a pergunta clássica aparece rápido: “Quais são seus hobbies?”. As respostas se repetem: pilates, academia, viajar, caminhar, correr.
Aqui já surge o primeiro problema conceitual.
Pilates, corrida, musculação e caminhada não são hobbies.
Hobbies não criativos ligados ao corpo pertencem ao projeto de saúde, que está no primeiro andar da Casa do Eu.
São atividades necessárias, estruturais, ligadas à manutenção do corpo. Você pode até sentir prazer nelas, mas não são opcionais do ponto de vista existencial.
Uma pessoa que resolve além de caminhar ou correr, competir, participar de campeonatos, está criando algo diferente, mas não é algo criativo.
Tem uma função específica.
Hobby criativo é outra coisa.
Hobby é aquilo que você faz sem obrigação. Você não precisa fazer. Você escolhe fazer porque aquilo te alimenta por dentro de uma maneira única. Uma parte do seu cérebro gera uma energia a partir daquilo.
Podemos falar, assim, de hobbies passivos e ativos.
Os ativos são criativos.
Hobbies criativos são aqueles em que você produz algo. Você deixa uma marca no mundo, mesmo que só para você.
Exemplos simples:
Pintura; Fotografia; Escrita; Crochê; Marcenaria; Culinária criativa; Música; Jardinagem; Artes digitais.
Não importa se é bom, se vai vender, se alguém vai aplaudir. Importa o ato de criar.
Por que hobbies criativos são cada vez mais necessários?
Vivemos num mundo de excesso de estímulos, cobranças, notificações e comparações. A vida digital aumentou brutalmente o volume de atividades automáticas e operacionais.
Nesse contexto, os hobbies criativos funcionam como um contrapeso existencial.
Eles ajudam a:
Reduzir estresse; Organizar emoções; Criar estados de fluxo; Reforçar identidade; Dar sentido ao tempo livre.
Não é fuga da realidade. É uma reorganização interna para lidar melhor com ela.
Tenho ouvido com frequência a seguinte frase:
“Ah, eu gostaria de ter um hobby, mas agora já estou velho para isso.”
Isso revela um erro sério de formação existencial.
Hobbies criativos não deveriam surgir por acaso, nem apenas na maturidade. Eles precisam ser cultivados desde cedo, como parte do projeto de vida.
Quando isso não acontece, o que vemos é:
Adultos sem atividades criativas; Dependência excessiva de lazer passivo; Dificuldade de lidar com o vazio; Mais ansiedade e estresse.
Começar um hobby criativo mais tarde é possível, mas é mais difícil. Falta repertório, paciência e, muitas vezes, permissão interna para errar.
O segundo andar da casa do eu
Projetos criativos pessoais ajudam a pessoa a sair do piloto automático, a se escutar melhor e a construir uma relação mais saudável consigo mesma.
Não se trata de virar artista.
Trata-se de não viver apenas reagindo ao mundo.
Cuidar do corpo é obrigação. Descansar é necessário. Criar é vital.
Os hobbies criativos não são luxo, nem capricho. São parte central de um projeto existencial mais maduro, alinhado ao segundo andar da Casa do Eu.
É isso, que dizes?










