Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho
Neste artigo, Nepô apresenta os pilares conceituais que colocam a Bimodais fora do radar do mainstream, ao mostrar como a Civilização 2.0 altera radicalmente a produção de conhecimento, gera uma crise paradigmática nas Ciências Sociais tradicionais e exige a migração para a Ciência da Inovação. O texto articula conceitos como o Mercado 2.0 das Verdades, a Ciência Social 2.0, o Motor da História 2.0, a revisão das Sub-Ciências Sociais Correlatas e a adoção do Conceitualismo Forte, da Essenciologia e da Conhecimentologia como ferramentas necessárias para formar o Profissional Social 2.0 e enfrentar a nova dinâmica civilizacional descentralizada.
As melhores frases dos outros:
“O conhecimento cientÃfico é sempre hipotético: é um conhecimento conjectural.” – Karl Popper.
“Em questões de ciência, a autoridade de mil não vale o humilde raciocÃnio de um único indivÃduo.” – Galileu Galilei.
“A ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimentos.” – Carl Sagan.
“A dúvida não é uma condição agradável, mas a certeza é absurda.” – Voltaire.
“A clareza é a cortesia do filósofo.” – José Ortega y Gasset.
“Se os nomes não estão corretos, a linguagem não está de acordo com a verdade das coisas.” – Confúcio.
“Se você não consegue explicar algo de modo simples, é porque não entendeu bem a coisa.” – Albert Einstein.
“A linguagem da verdade deve ser simples e sem artifÃcios.” – Sêneca.
“Se vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes.” – Isaac Newton.
As melhores frases do artigo (sem seleção):
Ciência
A produção de conhecimento deixa de ter centros tão marcados como no passado.
O reforço da visão de muitos antepassados de que a Ciência não chega a verdades, mas melhores verdades.
Entramos num mercado muito mais disputado e competitivo das Melhores Verdades com a chegada da Civilização 2.0.
Na Civilização 2.0, paradigmas e narrativas criados em muito mais lugares disputam espaço com muito mais intensidade.
A pergunta que não quer calar: como saber agora sem autoridades mais pré-definidas quais são as melhores verdades?
A Ciência, seja onde ela for produzida, é uma ferramenta para que possamos sobreviver melhor e não pode perder esse foco.
Cegueira diante do Digital
Como nos ensinou Thomas Kuhn, as ciências vivem crises, chamadas de anomalia, que ocorrem quando os fatos deixam cada vez mais de rimar com as teorias.
Um dos problemas principais para a compreensão do novo cenário é essa: vivemos uma profunda crise paradigmática de como a sociedade humana avança na história.
Não se pode entender o futuro baseado nas premissas da Ciência Social 1.0: coloque essa frase em outdoors em todas as escolas do Brasil e do mundo!
A maior parte das análises sobre o novo cenário estão imersas na banheira de piche da Ciência Social 1.0!
A Ciência Social 1.0 não nos permite enxergar a Disrupção Civilizacional, a maior e mais profunda Revolução Descentralizadora da história!
Para entender o presente e o futuro é preciso trocar a lente, adotar o Motor da História 2.0 e reconhecer que os novos fatos demonstram que as novas Eras Civilizacionais têm uma lógica que, até então, era desconhecida.
Ciência Social 2.0
A antiga Ciência Social (1.0) falhou ao ignorar o papel da Demografia e das Tecnologias Cognitivas como os fatores detonantes e causantes das novas Eras Civilizacionais.
Propomos ignorar a Ciência Social, que vê a sociedade mais parada do que em movimento, e passar a trabalhar com a Ciência da Inovação.
Se quiserem, podemos trabalhar com a Ciência Social 2.0, mas sempre lembrando que temos que olhar para a sociedade em movimento.
Na Ciência da Inovação (no caso da Bimodais, que tem uma proposta especÃfica) propomos uma nova equação primária: o motor da história é a interação entre Complexidade Demográfica (Causante), Tecnologias Cognitivas (Detonante) e Modelos de Cooperação (Consequente).
Não devemos estudar a sociedade como uma fotografia estática, mas como um filme em constante movimento de reinvenção.
Atualmente, vivemos uma crise profunda porque a Ciência Social 1.0 — a base tradicional de formação — tornou-se obsoleta ao ignorar o papel estrutural das mÃdias e da demografia nas mudanças civilizacionais.Â
Consequentemente, todas as Ciências Sociais Correlatas estão operando com “mapas velhos”, tentando explicar a Civilização 2.0 (digital, dinâmica e descentralizada) com ferramentas analógicas e centralizadas.Â
Isso gera uma dissonância cognitiva nos profissionais sociais, que sentem os impactos da nova era na pele, mas carecem de teorias atualizadas para compreender e agir sobre a nova realidade.
Aprofundando conceitos
Enquanto a filosofia tradicional dispersa-se em múltiplos alvos, a Conhecimentologia foca cirurgicamente no ato de pensar sobre a ciência e o próprio conhecimento.
Se eu falo Conhecimentologia, alguém tem dúvida?
Nossa meta é democratizar o entendimento de como processamos informações e validamos as melhores verdades.Â
É preciso retirar esse debate da torre de marfim acadêmica e torná-lo uma ferramenta básica de sobrevivência para o Sapiens 2.0.
Quanto mais um termo gera confusão, menos ele tem que ser usado.
Quanto mais direto ele for, melhor.
Defendemos o Conceitualismo Forte, que preza pela precisão: quanto menos contexto um conceito exige para ser entendido, melhor ele é.Â
Ele se opõe aos “Conceitos Tóxicos” ou de palco, que geram confusão e servem apenas para vender facilidades.Â
O Conceitualismo Forte encara conceitos como ferramentas de tomada de decisão: se o conceito se aproxima da realidade, a decisão é melhor; se afastar, a decisão piora.
Vamos ao Artigo:










