Feed on
Posts
Comments

As organizações foram deixando, ao longo das últimas décadas, talvez século, de ser teóricas e passaram cada vez mais ao pragmatismo baseado no que conseguem enxergar, ouvir e sentir, o que as leva a cada vez mais ver o curto prazo, pois só podemos ver o futuro, quando desenvolvemos relações de causa e efeito, criando teorias que possam nos aproximar com uma taxa de erro menor do amanhã.

Versão 1.1 – 02 de abril de 2013
Rascunho – colabore na revisão.
Replicar: pode distribuir, basta apenas citar o autor, colocar um link para o blog e avisar que novas versões podem ser vistas no atual link.

futuro 2

Tem algumas coisas que gostaria de dizer sobre teorias e futuro.

1- A primeira é de que vivemos em uma crise conjuntural, que atinge em cheio as organizações. Estamos saindo de um processo cognitivo que eu chamo de consolidação, no qual temos um longo tempo de uso e aprendizado  do mesmo ambiente cognitivo, que leva as organizações atuais à decadência pelo forte controle das ideias na sociedade. (Ver mais sobre isso aqui.);

2- o controle de ideias/inovação se caracteriza, de fato, pela criação de uma taxa de estabilidade maior do mundo, pois quando se controla as ideias, se controla a inovação e isso impede a renovação social/organizacional, aumentando a taxa de “umbiguismo”, com as organizações controlando mais a sociedade do que esta às organizações ;

3- o controle das ideias e, por sua vez da inovação, nos leva à uma alta taxa de estabilidade, baixa criatividade e a um alinhamento de visões, com pouca renovação, o que vai tirando das organizações sua capacidade de planejar no longo prazo. São organizações imediatistas, na curva mais baixa da decadência cognitiva/inovadora;

4- uma revolução cognitiva pega a todas de surpresa, pois não há teorias que consigam entender as alterações que provoca, além de todas as mudanças que vêem agregadas, saindo de um ambiente estável para um instável, com uma explosão de ideias e de inovação, que nos levará a uma nova gestão da espécie;

5- é fato: não se consegue ver o futuro com os sentimentos, mas através de relações de causa e efeito, que só as teorias eficazes nos permitem ter;

6- a decadência, a falsa estabilidade,  a baixa taxa de teoria nos leva a um gap de visão futura, pois as pessoas querem ver, com as ferramentas que temos mais a mão, porém, elas são incapazes de projetar o futuro.

Assim, as organizações foram deixando, ao longo das últimas décadas, talvez século, de ser teóricas e passaram cada vez mais ao pragmatismo baseado no que conseguem enxergar, ouvir e sentir, o que as leva a cada vez mais ver o curto prazo, pois só podemos ver o futuro, quando desenvolvemos relações de causa e efeito, criando teorias que possam nos aproximar com uma taxa de erro menor do amanhã.

Para que possamos projetar o que virá, será preciso ter um óculos teórico, que nos permita enxergar relações abstratas, que aparecem de forma ainda não muito claras, e poder abstrair o que virá.

Complementando o problema,  a escola, que é outra organização decadente, forma e incentiva apenas a memória e não a abstração. O decoreba e não a capacidade de co-relacionar o que não é comumente relacionado.

O que é piorado com a academia também decadente, voltada para seu próprio umbigo, produzindo teorias pouco convincentes e sem aplicação prática.

Vira a casa da mãe joana do pragmatismo sem futuro.

O pacote completo nos leva a esse pragmatismo/de curto prazo que é completamente incompatível com o mundo que estamos entrando instável, mutante, dentro de um movimento de expansão e renascença, que vai contra a consolidação e decadência.

Este mundo nos obriga a sermos muito mais teóricos do que somos capazes hoje, o que nos leva a um gap filosófico, pois é a filosofia que nos leva a pensar como nós pensamos.

Há, assim, um gap de visão futura, pois só com novas teorias conseguiremos ver o cenário de forma mais clara.

É isso,

que dizes?

Leave a Reply

WhatsApp chat