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 A antropologia cognitiva visa, assim, analisar a chegada da Internet sob esse olhar e pretende comparar com mudanças no passado, tal como a chegada da escrita (manuscrita, alfabética e impressa), dos meios eletrônicos e das diferentes fases da Internet para ajudar a analisar o momento e naquilo que pode ser feito.

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Como a ciência muda?

  • Uma nova tecnologia nos permite “medir” o que não medíamos;
  • Uma nova mente brilhante vê coisas que não víamos;
  • Um novo problema cria uma entropia, que exige um esforço coletivo para ver algo diferente, convocando mentes brilhantes a ver diferente.

Podemos dizer que a chegada da Internet, a partir do final do século passado se encaixa na última opção. Há fenômenos sociais que alteram a política, a economia e a sociedade que não podem ser explicadas pelas teorias e filosofias tradicionais.

Há, assim, uma crise paradigmática que precisa ser contornada.

Uma filosofia/teoria que vem ajudar a resolver essa crise já sabe que tem como missão quebrar “ovos” para se fazer um “novo” omelete.

A base da Antropologia Cognitiva é, portanto, tentar entender a Internet de uma nova maneira e, parar isso, vai quebrar os seguintes ovos:

  • – Filosófico – quem somos? – Uma tecno-espécie, o que nos leva a defender uma nova corrente filosófica a tecno-cognitiva;
  • Teórico – como mudamos? – Aumentamos nossa complexidade demográfica, o que nos obriga a um ambiente cognitivo mais sofisticado e isso já aconteceu diversas vezes;
  • Metodológico – o que devemos fazer? Agir para acelerara a expansão cognitiva, fiz aqui uma agenda propositiva.

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A antropologia cognitiva visa, assim, analisar a chegada da Internet sob esse olhar e pretende comparar com mudanças no passado, tal como a chegada da escrita (manuscrita, alfabética e impressa), dos meios eletrônicos e das diferentes fases da Internet para ajudar a analisar o momento e naquilo que pode ser feito.

 

Um estudo dessa natureza exige um esforço extra e um tipo de cognição mais abstrata do que estamos acostumados.

Nossas ciências, todas elas, trabalham apenas com ciclos curtos de acontecimentos, mesmos as que lidam com macro acontecimentos, tais como economia e ecologia.

Os ciclos cognitivos (fala, escrita, escrita impressa, computador, internet) e suas consequências demoram ou demoravam mais tempo para surtir efeitos.

A história da ciência da informação, por exemplo, é um campo de estudo, mas a história da informação é algo ainda muito novo e incipiente como lementa Tony Weller.

As nossas teorias de plantão têm causas e consequência muito próximas e têm grande dificuldade de ver macro mudanças.

O campo da antropologia cognitiva, se podemos chamar assim, é inspirado na Escola de Toronto

Agora, podemos dizer com segurança que as macro mudanças nos ambientes cognitivos não podem ser descartadas para a compreensão do século XXI hiper conectado.

A ciência, aliás, tem esse papel, transformar o que parece magia em fórmulas!

A chegada da Internet ainda nos parece algo intergalático, pois ainda não tem uma teoria e um campo consistente de pesquisa que possa realmente entendê-la.

Está órfã.

Precisamos de fórmulas eficazes urgente, pois o tempo urge e o trem apita no horizonte.

Que dizes?

Versão 1.2 – 21/10/2013 – Colabore revisando, criticando e sugerindo novos caminhos para a minha pesquisa. Pode usar o texto à vontade, desde que aponte para a sua origem, pois é um texto líquido, sujeito às alterações, a partir da interação. 

3 Responses to “Antropologia tecno-cognitiva (fundamentos)”

  1. […] guinada de pensamento provocado pela antropologia cognitiva, percebemos que a história humana é feita de rupturas de ambientes de circulação de […]

  2. […] pesquisas que temos feito tanto da antropologia cognitiva, quanto da filosofia tecno-cognitiva nos trazem dois elementos relevantes para a definição do […]

  3. […] Antropologia tecno-cognitiva (fundamentos) | Nepôsts – Rascunhos Compartilhados em Uma agenda política-educativa para o século XXI […]

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