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São as certezas, sobretudo as absolutas, que deformam e desfiguram a realidadeJosé Castello - da coleção;

O que é a tal da realidade?

Será que o Zeca Pagodinho tem razão?

Deixa a vida me levar?

Fizemos o exercício coletivo com o seguinte resultado:

Grupo 1:

A realidade é subjetiva. É o vivo, aquilo que eu vejo, percebo, sinto e me aproprio. É o que existe no mundo, tangível e intangível, consciente e inconsciente. A realidade não é UMA verdade.
Ou não…

A realidade é subjetiva. É o vivo, aquilo que eu vejo, percebo, sinto e me aproprio. É o que existe no mundo, tangível e intangível, consciente e inconsciente. A realidade não é UMA verdade. Ou não…

Grupo 2:

A realidade é um paradoxo

É atemporal

É produzida pela mente

Está constantemente em construção

É relativa a um contexto histórico, cultural e emocional

A realidade não cabe numa definição.

É algo que faz sentido para cada um ou para um grupo

A realidade não é.


Discutimos bastante. Posts vão acontecer ao longo da próxima semana e continuam na lista do grupo.

Dicas de autores que apareceram:

Que mais?

Quem ajuda a complementar?


Apropriar-se da cultura digital, é reiverntar a Escola – Léa da Cruz Fagundesda minha coleção de frases.

Car@s participantes, eis o roteiro do nosso curso.

Começamos no dia 13/09.

(Quem vai coordenar  o primeiro dia é o @Roneyb, que vai apresentar um video e promover uma discussão sobre algumas ideias que tenho desenvolvido.)

Título: Conversão 2.0

Objetivo: Repensar o que realmente é a atual Ruptura Informacional 2.0 e procurar ter  nova visão para atuaar nesse ambiente sem estar imerso na confusão conceitual e no senso comum, criando coletivamente um senso incomum;

Total de aulas: 7;

Habilidade: ao final desse módulo do curso deverá ser capaz de  analisar os problemas de informação,  geração de conhecimento e relacionamento pós-Internet sob  nova ótica, deixando para trás o “senso comum” que há hoje no mercado sobre a Internet, Redes Sociais e outros termos do gênero.

Conteúdo genérico: O que é realidade?  Como defino conceitos?  O que é, afinal, a Internet? Redes Sociais? Estamos entrando em uma nova civilização? Em outra humanidade? O que serão as  organizações 2.0 e como devemos atuar nelas? O que é a Web 2.0? Como posso ter uma melhor ação pessoal na Web 2.0? Cidade 2.0? Escola 2.0? Governo 2.0?

Conceituação do módulo:

O coordenador (incentivador de inteligência coletiva) é apenas um coordenador da colaboração entre participante-participante / participante/coordenador.

Não existe conhecimento pronto, mas só aquele elaborado em conjunto, no qual todos aprendem com a ignorância/experiência/criatividade/conhecimento/luz/sombra/individualidade/criatividade do outro.

O participante não deve vir para “aprender” de forma passiva, mas trazer a sua curiosidade ativa. Tudo que sabe (ou não sabe) ou tem dúvida, interessa,  é fundamental para que o processo de aprendizagem seja proveitoso para todos.

Venha falar e não assistir!!!

Não há transmissão de conhecimento, mas sincronização de vivências, na qual todos saem do encontro em outro patamar, incluindo o coordenador.

Não teremos Power Point – justificativa do professor para eliminar o Power Point:

http://nepo.com.br/2008/11/27/power-point-asa-ou-corrente/

(Considera-se o material didático da sala todo o conteúdo do blog, os filmes  e os posts exclusivos para os participantes. A avaliação final dos participantes do coordenador deve levar isso em conta) :)

Apesar de ter vários na sala, não será permitido o uso do computador e nem de celular nesse módulo, o objetivo é o incentivo da troca!

(Quem começar a tremer por falta do Twitter, dou uma colher de chá depois do intervalo de 5 minutos on-line! ;) )

Veja mais as razões dessa atitude pseudo- radical aqui.

Recomenda-se ter conhecimento o que as outras turmas de pós da Facha já fizeram nos meus módulos:

http://nepo.com.br/tag/facha_nepo/

A nota será finalizada da seguinte forma, no último encontro, com auto-avaliação de cada participante:

Presença em sala de aula – 7  pontos, divididos assim.

1,0 – para cada aula, totalizando 7 pontos;

1,5  –Participação do aluno em sala de aula;

1,5 – Participação do aluno na Internet (**)

(*) o coordenador fará posts a cada aula neste blog e o participante poderá comentar lá. Ou em qualquer espaço que toda a turma e o coordenador do curso possam ter acesso.

(**) a participação dos alunos na Internet só vale até o início da última aula!

Ou seja, tirará 10 o aluno que for a todas as aulas, participar ativamente em sala e na Internet!

Roteiro propositivo, pode mudar, conforme a dinâmica:

  • Aula 1 – O que é realidade?
  • Aula 2 - Uma nova visão sobre o mundo 2.0 – Parte I;
  • Aula 3 - Uma nova visão sobre o mundo 2.0 – Parte II;
  • Aula 4 – Voltando para ver a história – Filme: Lutero (parte I);
  • Aula 5 - Voltando para ver a história -Filme: Lutero (parte II);
  • Aula 6 - Como deve ser uma Escola 2.0?
  • Aula 7 – auto-avaliação dos alunos e da turma.


Os alunos que faltarem as aulas deverão “pagar” em atividades extras em favor da turma. Este “pagamento por atividade”, que é produção de textos, resumo de aulas, etc… só será contabilizado até o início da última aula, quem faltar a última aula, não terá ponto extra, nem a possibilidade de repor. E quem não “pagar” até lá, também.

Assim, não serão aceitos trabalhos de reposição depois da última aula.

As propostas aqui apresentadas estão abertas para comentários e aprovação da turma até o final da segunda aula, quando assinaremos informalmente nosso acordo de trabalho comum.

É isso, bem-vind@s!

Sou free na Web; ao vivo, não – Nepô;


Acredito que estamos vivendo uma inversão de conceitos, pois o que perdeu valor é o  produzido e publicado na Web, isso deve ser de graça e servir como elemento de construção coletiva e divulgação dos autores.

É o que você oferece ao mundo!

O que será cada vez mais caro é o evento ao vivo, presencial, inventado na hora, pois exige uma coisa cada vez mais limitada: tempo e atenção.

É o que o mundo oferece a você!

Segue carta que define minha posição, que acabei de mandar para um convite,  vou passar a melhorá-la e passar a mandar este link para quem me convidar para palestras sem remuneração, explicando meus motivos, sendo algo público e aberto, o que vira uma posição política conceitual, que visa incentivar à reflexão de quem vai e quem convida.

(Segue abaixo carta que enviei há pouco para uma pessoa, explicando minha posição sobre eventos presenciais.)

Prezada Jovanka,
grato pelo retorno, mas gostaria antes de me posicionar, ser informado de:
a) o evento será gratuito para os participantes ou terá alguma cobrança? Caso sim quanto custa a participação e qual o público esperado em termos de quantidade de pessoas?
b) como seria a participação do mediador do debate? Ele também tem um tempo para expor suas ideias ou apenas faz a mediação entre os palestrantes, marca o tempo e seleciona questões, que é geralmente algo esperado?
c) em tendo um tempo para expor ideias quanto tempo terá cada palestrante para expô-las?
Espero que compreenda minhas questões, pois tenho divulgado gratuitamente minhas ideias na Internet (com posts diários no meu blog), meu último e-book está também gratuitamente na Internet para que todos possam lê-lo e baixá-lo, ver em (www.nepo.com.br).
Oferecer gratuitamente minhas ideias faz parte de minha estratégia de negócio e mesmo ideologia diante do mundo 2.0 que estamos entrando, mas tenho sido muito reticente em eventos presenciais.
Tenho limitado bastante a minha participação nestes eventos, pois exigem dedicação de tempo e investimento, já que fecho a agenda  para outros convites (inclusive viagens) e deixo de me dedicar aos estudos, que tenho que fazer para continuar a exercer minha atividade de consultor.
É uma atividade que vai tomar tranquilamente toda a manhã.
Ou seja, hoje ganho dinheiro basicamente com palestras e consultorias, esse é o meu negócio.
Note que é possível participar de eventos com o intuito de “divulgação dos meus serviços” ou mesmo “das minhas ideias”, o que acabaria resultando em venda de serviços mais adiante.
Não me furto em fazê-lo.
Tenho feito isso, aqui e ali, desde que os eventos sejam também gratuitos (que visem uma comunidade sem recursos) e/ou que tenham, pelo menos, uma possibilidade de forte exposição das minhas ideias para possíveis contratos futuros.
Mas para isso teria que ter espaço para apresentá-las.
Participar como mediador não me daria, até que entenda melhor a função, nem remuneração e nem espaço de divulgação.
Tenho grandes amigos na Aberje e sou super-simpático a seus propósitos, já fiz palestras de graça para vocês, em eventos gratuitos, visando divulgação dos serviços, aliado ao apoio à instituição, que acho que exerce papel relevante no Estado.
Me informe melhor para que possa me posicionar, e chegarmos a um bom termo e que todos possam (platéia, eu e vocês)  saírem satisfeitos depois.
Caso não conheça meu trabalho, sugiro assistir a esse vídeo, no qual exponho minhas ideias, inclusive sobre o tema proposto: http://videolog.uol.com.br/video.php?id=545112.
grato pela atenção , abraços
PS- aguardo retorno,
Nepomuceno
nepo.com.br

Prezad@ promotor@ do evento,

Grato pelo retorno, mas gostaria antes de me posicionar, ser informado de:

a) o evento será gratuito para os participantes ou terá alguma cobrança? Caso sim quanto custa a participação e qual o público esperado em termos de quantidade de pessoas?

b) quanto tempo terá cada palestrante para expô-las?

Espero que compreenda minhas questões, pois tenho divulgado gratuitamente minhas ideias na Internet (com posts diários no meu blog), meu último e-book está também gratuitamente na Internet para que todos possam lê-lo e baixá-lo.

Oferecer gratuitamente minhas ideias faz parte de minha estratégia de negócio e mesmo ideologia diante do mundo 2.0 que estamos entrando, mas tenho sido muito reticente para aceitar convites para eventos presenciais.

Tenho limitado bastante a minha participação nestes eventos, pois exigem dedicação de tempo e investimento, já que fecho a agenda  para outros convites (inclusive viagens) e deixo de me dedicar aos estudos, que tenho que fazer para continuar a exercer minha atividade de consultor.

É uma atividade que vai tomar tranquilamente toda a manhã, tarde, noite, dias, etc…..

Ou seja, hoje ganho dinheiro basicamente com palestras e consultorias: esse é o meu negócio.

Note que é possível participar de eventos com o intuito de “divulgação dos meus serviços” ou mesmo “das minhas ideias”, o que acabaria resultando em venda de serviços mais adiante ou colaborar de alguma forma para melhorar nossa sociedade.

Não me furto em fazê-lo.

Tenho feito isso, aqui e ali, desde que os eventos e/ou sejam também gratuitos e/ou visem comunidade sem recursos e/ou que tenham, pelo menos, uma possibilidade de forte exposição das minhas ideias para possíveis contratos futuros.

Se começar a não cobrar para eventos presenciais, serei obrigado a querer vender o que hoje dou de graça na Web. Ou uma coisa ou outra, prefiro aquela (que atinge mais gente e é permanente) do que essa.

É uma difícil decisão, mas viver é decidir.

E decidir é se definir enquanto pessoa.

Acredito que estamos entrando no mundo, no qual deve haver uma coerência em fazer e agir.

Este aqui é o caso.

Caso não conheça meu trabalho e avalie a possibilidade de geração de valor com a minha presença, sugiro assistir a esse vídeo, no qual exponho minhas ideias, inclusive sobre o tema proposto:….

grato pela atenção , abraços

PS- aguardo retorno,

Nepomuceno

nepo.com.br

  • Quem lê demais e usa pouco o próprio cérebro passa a ter preguiça de pensar – Einstein - da coleção.

Escolho no Houaiss, entre tantas definições esta:

Filosofia – Investigação da dimensão essencial e ontológica (a investigação teórica do ser) do mundo real, ultrapassando a mera opinião irrefletida do senso comum que se mantém cativa da realidade empírica e das aparências sensíveis.

O que é interessante nessa definição é de que vemos o mundo, a partir de uma dado senso comum, muito ligado ao que sentimos e não ao tempo de reflexão sobre aqueles sentimentos.

Assim, o exercício do pensamento é o tempo nosso – e com os outros – de várias maneiras, conversas, leituras, filmes, videos, áudios, etc… e o acúmulo sobre essas reflexões, o que eu chamo de “tempo de discussão“.

Quanto mais o promotor de Inteligência Coletiva você é, mais você acumula tempo de discussão sobre as ideias, pois não passa pelos outros com o discurso fechado, mas aberto.

  • E recebe tanto o senso comum dos demais como os sensos incomuns.
  • E vai crescendo, quanto mais discute.
  • Quanto menos interage, menos discute.
  • E mais ficas no seu próprio senso comum.

Trata-se, assim, de ver, nesse mundo da Inteligência Coletiva, quem consegue criar canais para que a discussão ocorra da melhor forma possível.

Bom, feito esse parâmetro inicial, retomemos à filosofia.

A filosofia tenta não estudar as coisas em estado puro, nem as sensações que temos com as coisas, mas TAMBÉM e principalmente como pensamos sobre tudo isso.

A filosofia, assim, é o estudo de como pensamos/sentimos  sobre / as coisas.

Assim, quando pensamos sobre tecnologia, podemos separar algumas maneiras de olhar o fenômeno:

  • - os que acompanham seu avanço, baseado, quase sempre, nos produtos e serviços (a maioria);
  • - e os que acompanham as ideias de como as pessoas pensam sobre tecnologia (a minoria).

O estudo das ideias sobre como pensamos sobre a tecnologia, seria o campo de estudo emergente que se batiza como “Filosofia da tecnologia“.

Esse campo é de extrema valia para quem quer estudar a Internet e correlatos, pois nos permite sair do estudo do “objeto”, enquanto algo puro, que existe, o que é.

  • “A Internet é…”

Para

  • “As pessoas pensam Internet como…”

Essa abordagem nos daria a possibilidade de ver as diferentes maneiras de pensar sobre tal fenômeno e ficar mais claro que, no fundo, ele não existe isoladamente, mas apenas enquanto um processo cognitivo em construção, a partir da capacidade/interesse/afeto/possibilidade de interação/tempo de reflexão de cada pessoa com o fenômeno.

Dentro da ideia do ser/estar, ao mesmo tempo, que desenvolvi aqui.

Pensa-se sobre tecnologia de várias maneiras, por exemplo, problemas que observo:

  • Tecnologias de maneiras geral x tecnologias cognitivas, muitos acham que é a mesma coisa, mas as primeiras são meios e as segundas fins.

(Sem o celular (fim) não se consegue encontrar fulano no shopping. O celular não é o motivo, apenas o canal.)

  • As tecnologias cognitivas são ferramentas para se criar todas as outras.

(Sem o livro impresso, não haveria revolução industrial, por exemplo, nem a academia que a incentiva.)

São raros os autores que ainda refletem sobre a reflexão de como se pensa tudo isso.

E tem mais, hoje nos dividimos em três categorias distintas de produtores de realidades sobre tecnologia:

- Os alternativos (que estão na rede de maneira informal, onde não se incluem blogs de grandes corporações de mídia);

- Os pensadores não acadêmicos, tipo Chris Anderson, Tim O Reilly e outros;

- E os acadêmicos.

Todos transitando, ou deveriam, entre um mundo e outro.

Nos atualizamos sobre as novidades tecnológicas, mas não sobre como os humanos pensam sobre a tecnologia, seja ela cognitiva, ou não, o que nos daria muito mais vantagem, pois uma é muito dinâmica, a segunda, nem tanto, pois muda com o tempo.

O que nos dá possibilidade de ver tendências de médio e longo prazo e trabalhar naquilo que importa: com a cognição, ou seja como as pessoas pensam sobre as coisas, que vai refletir, ao final, como elas vão atuar, usando aquela dada tecnologia cognitiva para determinado fim.

E pior se não identificamos escolas de pensamentos tecnológicos, perdemos a oportunidade de separar o joio do trigo.

Se identificarmos tais “escolas” podemos logo localizar de onde tal pensador bebeu, de que fonte. E, por tendência, como ele vai acabar agindo, além de prever tendências, pois quanto mais conhecemos a maneira de pensar mais pode se adivinhar para onde tudo vai.

Pois ninguém faz nada se não pensou antes no que ia fazer.

(Mesmo o cara que atira em uma discussão de trânsito, “sem pensar”, já comprou o revólver com alguma intenção”.)

É um campo vasto de estudo, para o qual vou começar a me debruçar cada vez mais nos próximos anos, talvez em um pós-doc.

E é a bússola para podermos lidar melhor com a velocidade tecnológica, que está atrelada a essa maneira de pensar sobre ela.

Que dizes?


Aprender é matar ideias antigas – Nepô – da coleção;

Há hoje uma reavaliação sobre a cognição humana.

A Internet está nos fazendo rever a ideia de desenvolvimento da inteligência individual e coletiva.

Percebe-se agora de forma mais clara que a inteligência individual se desenvolve mais rápido quando é estimulada.

Isso vale para do bebê que a mãe conversa, ao professor que dá aulas.

(Dizem até que as plantas crescem melhor, quando se bate papo com elas.)

Quanto mais estímulos de qualidade recebemos, mais temos que sair da zona de conforto e mais progredimos.

Assim, quanto mais conseguirmos montar redes interessantes para nos estimular e isso vale para grupos e empresas, mais conseguimos pensar diferente e, por fim, inovar.

(Passamos a chamar isso de Inteligência Coletiva, a palavra da moda, que não nasceu com a Internet, mas desde que o humano é humano, não estaríamos aqui se não fosse ela.)

Portanto, o DNA de projetos 2.0 é desenvolver métodos de trocas de qualidade!

Observo que quando entro em contato com pessoas por aí, vejo claramente quem está na estrada 2.0 e quem ainda está parado na 1.0.

São quase dois tipos de cérebros diferentes.

Um mais limitado e outro ilimitado.

Precisamos levar os dois para um laboratório para medir. :)

Um palestrante ou um professor (que vou chamar de “televisivos”), já que chegam e saem com uma mensagem fechada, nada ganham depois de um encontro.

E pouco levam para quem os assiste.

(Falei mais sobre isso aqui.)

Podia-se ver um video deles no Youtube que seria a mesma coisa, já que é algo que se repete, como uma banda de rock que toca sempre a mesma música.

Tã, tã, tã….

Ou seja, desperdiçam o espaço rico para:

  • - coletar o senso comum sobre o que os outros pensam e, a partir disso, calibrar constantemente e melhorar o seu discurso para atingir com menos tempo mais gente, que é o que se espera de encontros cognitivos/afetivos;
  • - de coletar complementações ao que acham, novos exemplos, novas formas de se dizer a mesma coisa, dos que concordam com os argumentos e pontos de vista;
  • - e ainda de quem discorde dos argumentos, trazendo novos “sensos incomuns“, o que acrescentaria novas reflexões, novas defesas e rediscussões sobre teorias e conceitos.

Tudo isso é jogado pela lata do lixo, quando não há troca!

(Isso vale para empresas na conversa com consumidores, fornecedores e colaboradores internos.)

Outro dia tive uma conversa sobre isso com  uma amiga, que me perguntou se esse tipo de visão de mudança cognitiva não seria atrelada a campos de estudos que mudam mais do que outros, menos mutantes, algo como, no caso dela:

Tecnologia (meu caso)  x antropologia (área dela).

Pensei e respondi que não pensava assim.

Depende basicamente da forma que nos relacionamos com a informação.

Quanto mais usarmos canais e metodologias para que haja qualidades da troca, mais o repensar será acelerado e vice-versa.

Um antropólogo 2.0 estará com a cabeça mais dinâmica e mais ágil, do que um tecnólogo 1.0.

A ideia, portanto, de consolidação, de tempo lento, se deve a relações pré-Internet e pré-conceito de troca constante e, principalmente, através da visão que temos da colaboração e aproveitar melhor as ferramentas que temos para exercê-la.

(Como, por exemplo, quando estamos juntos desligarmos todos os aparelhinhos e aparelhões e usar a maravilhosa tecnologia do bate papo. Mais sobre isso aqui)

Quanto mais fizermos uso da Inteligência Coletiva 2.0, digital e no conceito, da troca, cada vez menos teremos a noção da consolidação, o chamado conhecimento beta contínuo, que não se consolida mais.

O Houaiss define assim consolidação:

Consolidação - ato ou efeito de passar (uma substância) do estado líquido para o sólido; solidificação, endurecimento.

Na rede digital com o incentivo das trocas e da possibilidade de mudar o que está registrado, antes impossível ou muito caro, teríamos algo como um conhecimento nunca consolidado, sempre gasoso, passível de ser alterado, com pontos de um gás mais ou menos denso, 1.0, 1.1, 2.0, etc.

Porém, não mais sólido ou líquido, sem se consolidar jamais: um conhecimento gasoso, temporariamente visível em algum lugar, porém, sempre mutante e nunca mais palpável, como já foi antes.

Que dizes?

Não estamos numa época de mudanças, mas em uma mudança de época – Chris Anderson – da coleção;

Outro papo que rolou  no grupo de estudos II, que começou há duas semanas, foi sobre a questão das revoluções.

Que desembocou na necessidade de  explicitar  duas revoluções  humanas possíveis: as sociais da contra-informação e as informacionais, que me parecem emboladas teoricamente.

Vamos a elas.

Vamos detalhar algumas coisas, que são premissas básicas.

  • 1- o ser humano precisa de ideias para viver, que é a mola propulsora do cérebro.  As ideias estão contidas naquilo que chamamos de informação. Sem elas, adeus humanidade;
  • 2- toda sociedade estabelece uma estrutura de poder, que cria um ambiente informacional para que as ideias correntes, ou o senso comum, ou um bolsão de valores, seja majoritariamente aceito. É o que acaba circulando majoritariamente por aí;
  • 3- estabelece-se, para isso, filtros, controles informacionais, por limitações tecnológicas, por um lado, e interesse de continuar doutrinando por outro. E estabelece-se que isso é o “bom”, “muito bom” e repete-se isso,via meios disponíveis.

É assim que considero que funciona qualquer sociedade.

Assim, sempre precisaremos de ideias, de filtros, de bolsões de valores, de poder para podermos viver em sociedade –  fazem parte do jogo humano, até aqui.

Não há sociedade sem isso.

(Não se pode saber o que virá com a mudanças dos genes, que pode alterar o que somos, mas até aqui nessa humanidade, é assim que nos parece.)

A forma como isso se estabelece nos cria zonas de conforto e desconforto sociais.

Quando há uma zona de desconforto, quando boa parte da população não está mais conseguindo resolver seus problemas (que podem ser básicos ou abstratos), dependendo do nível de desenvolvimento, há a possibilidade de uma revolução.

Toda revolução social acontece quando um determinado grupo de visionários/revolucionários:

  • a) percebe/sente o desconforto;
  • b) se utiliza de forma criativa dos  canais de emissão de ideias existentes  e passa a jogar uma contra-informação (furando o bolsão de valores corrente) para que se aponte  nova possibilidade, através de novos conceitos, vindos principalmente de pensadores e filósofos, que elaboram os novos conceitos, que vão ser a base para a construção do pós-neo-bolsão-de valores;
  • c) o movimento chega a um ápice, retira-se do poder quem definia o bolsão, coloca-se novas pessoas, criam-se novas leis, novos filtros, novo bolsão de valores, cai-se de novo na zona de conforto e a vida segue.

Vamos chamar essa mudança radical de:

Revolução social a partir de um processo de contra-informação utilizando os meios de divulgação de ideias vigentes.

Que pode ser resumida de:

Revolução social pela contra-informação

Basicamente, é esta a história das mudanças sociais, incluindo-se da Revolução Francesa à Soviética, para falar de duas relevantes em história recente.

O fenômeno Internet foge desse regra geral de mudanças revolucionárias, ainda não estudada pela sociologia, por falta de repetições históricas.

A passagem do mundo pré-Internet para o pós-Internet segue uma lógica diferente, com algumas semelhanças, vejamos, que é uma revolução, mas de outro tipo, com consequências muito mais explosivas:

  • a) há um desconforto geral, por problemas de consumo e produção da informação, que não são latentes, são invisíveis, pois é algo que as pessoas mesmos não sentem, que é uma característica das crises informacionais, caladas (sente-se que há problemas, mas não se sabe de onde ou como vai se resolver.);
  • b) nesse tipo de revolução informacional não há ninguém que se apropria dos canais de emissão de ideias e joga uma contra-bolsa de valores para que aponte uma nova possibilidade. Há, ao contrário, uma tecnologia que surge por baixo da sociedade, que recebe uma grande adesão, pois resolve a latência invisível, porém ela não vem para a sociedade com essa intenção, mas é apropriada por ela, pois resolve a latência invisível;
  • c) esse novo ambiente informacional-tecnológico permite uma oxigenação social – aí sim – potencializando que novos conceitos, vindos principalmente de pensadores e filósofos, antes sem voz, que sustenta o pós-bolsão possam começar a circular suas ideias na sociedade. É um ambiente de pré-revoluções sociais;

  • d) o movimento informacional-tecnológico se massifica e cria o espaço da pré-condição para que as Revoluções sociais pela contra-informação possam ocorrer em larga proporção, foi o que se viu depois do livro impresso. É um renascimento de ideias para se reestrutura de forma profunda, e não superficial, TODO nosso conceito de humanidade e sociedade.

Motivo: crescimento populacional. (Mais sobre isso aqui.)

Assim, a Internet é uma Revolução informacional-tecnológica, que funda uma nova civilização, pois semeia o solo para as outras revoluções sociais da contra-informação possam acontecer.

As causas para que isso ocorra, tal como o aumento da população, que exige uma nova ordem social, podem ser lidos aqui, no meu novo E-book.

O que é interessante é que quando temos uma Revolução informacional-tecnológica necessariamente temos um rompimento de velhos filtros, os bolsões de valores são questionados de forma conjunta, de maneira geral, tudo ao mesmo tempo.

Não é a toa que logo depois do livro impresso, tivemos o fenômeno da renascença e do iluminismo.

Era luz, já que ideias novas surgiam e mexiam com a cognição das pessoas, gerando uma velocidade maior de Inteligência Coletiva, tal como ocorre hoje.

Todos os conceitos – que eram fruto do controle passado – vêm para a luz do dia e passam a ser respensados, tais como agora:

Lucro, privacidade, comunicação, informação, relação, diálogo, tecnologia, amor, solidariedade, capitalismo, sociedade, economia, escola, Deus, Ciência, Religião, colaboração.

Absolutamente tudo ganha nova roupagem, pois nossa maneira de pensar é condicionada pelo filtro da vez, que cria o Bolsão de Valores.

Novos filtros, novos bolsão de valores.

Note que há uma retirada global dos filtros para todos os habitantes do planeta, ao mesmo tempo, agora!

Estamos desfiltrados, gestando um futuro radicalmente diferente.

Uau!

Numa revolução social da contra-informação os questionamentos são mais conjunturais e pontuais para resolver parcialmente um desconforto, geralmente de uma região específica, que pode se espalhar depois.

Muda-se o poder, mas se mantém a mesma relação na forma de produzir e consumir informação.

Numa revolução informacional-tecnológica os questionamos são mais globais e abarcam toda a civilização de maneira mais geral,  todo o globo, pois muda de maneira geral a forma que TODOS lidam com a informação e com todos os conceitos embutidos no Bolsão de Valores anterior, que estavam condicionados pelos filtros passados.

O poder não muda (por enquanto), mas se muda a relação na forma de produzir e consumir informação.

O que é algo muito mais radical, porém invisível para quem não consegue enxergar seu potencial.

Uma revolução informacional é algo extremamente explosivo, mas nós não nos damos conta disso.

Por isso a revolução que a Internet traz é tão radical, global, incontrolável.

É um ajuste sistêmico de um mundo A (com poucos habitantes) para um B (com mais habitantes), pois precisamos continuar a viver.

E por isso estamos numa fase de eclosão de novas revolucões  da contra-informação.

O que falta são apenas líderes que saibam usar bem os novos canais, que consigam perceber desconfortos.

Os três elementos estão aí (novos filtros/canais, desconfortos e revolucionários)  questão apenas de tempo.

Estamos com a Internet, assim, gestando revoluções que vão nascer em breve.

Não, não  sou eu que digo isso, como uma profecia.

É o que consegui apreender da história das revoluções da informação, estudo fundamental para entender o que está ocorrendo.

São prognósticos, a se repetir algo do passado.

Que dizes?

Diário do blog: as ideias não são tão novas, mas é uma síntese diferente, o que me faz abrir novas possibilidades.

Livros em uma estante são apenas literatura em potencial - C.S.Lewis – da coleção;

Recebo de um amigo virtual a seguinte mensagem depois de ter postado isso no Twitter:

Existe algo + s/ sentido do q “Bienal do Livro”? Ñ seria “Bienal das ideias presas nos livros”? Protesto:”Libertem as ideias!”. Concordas?

Existe algo + s/ sentido do q “Bienal do Livro”? Ñ seria “Bienal das ideias presas nos livros”? Protesto:”Libertem as ideias!”. Concordas?

Ele me manda:

Nepô,


Eu entendo tua posição sobre o “formato”. Mas livro é uma relação de
cumplicidade, de intimidade que é difícil desqualificar. Claro que
hoje eu sou adepto do debate, do aprender observando as idéias livres
ao vento, compartilhamento, etc. Mas nem por isso deixo de lado o
êxtase sensorial que é ler um livro sentado na cadeira enquanto tomo
sol no quintal.Vamos dizer que eu sou como o cara que coleciona disco de vinil mas não deixa de ouvir MP3, rs. Grande abraço – Rodrigo Leme, que fez a ode ao livro no blog dele
.

Temos que separar algo bem importante que é o fetiche pelo livro para o que ele representa, tanto quanto opressão ou libertação.

O livro é o condutor de ideias.

Serviu a seu propósito como suporte durante muitos séculos e mais diretamente nos últimos 550 anos com o livro impresso, em torno dele se fez uma indústria, que, a meu ver, é nociva hoje aos interesses das pessoas.

Hoje, com o suporte digital, deve-se ver o livro como algo opcional e não obrigatório. Devo poder ler tudo que quiser na rede e se quiser ter o fetiche do papel, pagar por ele.

Porém, um deve independer do outro.

As editoras, hoje, são fortes elementos conservadores na sociedade, assim como foram as Igrejas e a Monarquia na Idade Média.

Evitar que um ser humano tenha acesso às ideias de outros, a meu ver, é um disparate que deve ser combatido!

Ganha-se dinheiro escondendo conhecimento!

No fundo, é isso!

Antes, tinha-se a desculpa do custo, ok.

Porém hoje todo livro é digitalizado para ser produzido e opta-se por não divulgá-lo em nome do lucro, do mercado, do negócio.

É insano isso.

Não vou saber algo que pode melhorar minha vida, pois não tenho dinheiro para pagar.

Pense bem nisso, de maneira geral, sem estar envolvido com o que estamos acostumados….

As editoras devem, ao contrário, sair da postura reacionária de impedir o conhecimento para ganhar dinheiro na difusão maior do conhecimento.

Quanto mais ideias de qualidade, melhor para todos!

Tipo, ao invés de “vender” o autor em formato de livro, “vender” suas ideias em qualquer formato, mas sempre garantindo que um básico esteja para todos.

Quanto mais as pessoas absorverem novas ideias, mas vão querer consumir novas, quanto menos, menos.

Fecha-se o mercado, quem tem interesse de abrir, pois estão fechadas na venda do suporte e não do miolo.

Problema cognitivo, baby!

Estamos tão aprisionados nesse conceito livro, como fetiche, que não vemos o quanto eles são autoritários, anti-ecológicos e excludentes socialmente.

O tempo deles passou, invente-se outra coisa.

Abaixo a ditadura dos livros, que aprisionam ideias!!!

Feito o protesto…

Que dizes?


Já ouviu a frase:
“Tudo é relativo”
Diria que principalmente a realidade.
Um fenômeno não acontece sempre, mas “quase sempre”, dependente de diversos fatores. Ou “quase nunca”, idem, idem.
Vejamos as variáveis, que seriam:
Do ponto de vista pessoal de quem o vive:
Equilíbrio cognitivo-afetivo.
Depende ainda do estado emocional-cognitivo de cada um dos envolvidos.
Coloca-se ainda gênero (sexo), idade, procedência (região), tempo de vivência e discussão sobre aquele fenômeno.
Canais utilizados, pessoal, (fala e audição) ou há suportes cognitivos no meio ( livros, rede, etc?)
Some-se ainda tempo de conhecimento entre as pessoas, motivação, confiança.
De tudo isso, teremos resultados distintos sobre qualquer coisa.
Há realidade é uma possibilidade relacional e isso envolve qualquer atividade e mesmo a definição de conceitos.
Para sem mais simples, imagine você mesmo em qualquer atividade.
Todo dia é sempre igual:
Ou depende de como você está se sentindo e as condições de como os que estão à sua volta estão.
Do tempo, do clima, do barulho, do silêncio, dos cheiros, das dores, etc…
Assim, somos, quase sempre.
Porém estamos quase sempre também.
Esse misto de estar e ser – nem um nem outro é o que vai nos colocar em um novo patamar filosófico para lidar com o mundo cada vez mais complexo.
A informação é e está.
Não é um livro.
Nem está num livro.
Ela é/está quando o livro se abre.
Não existe informação sem um suporte.
Nem o suporte vira informação sem uma cognição que a visita.
Essa complexidade de pensamento é um novo paradigma que temos que trabalhar para conseguir lidar num mundo cada vez menos consolidado.
Sei que é uma viagem ainda abstrata, mas é uma primeira tentativa de abordar esse novo olhar 3D.
Me ajudem a aprofundar.

Nossas teorias são apenas aproximações da realidade – Marcelo Gleiserda coleção;

Já ouviu a frase:

“Tudo é relativo”

Diria que principalmente a realidade.

Um fenômeno não acontece sempre, mas “quase sempre”, dependente de diversos fatores. Ou “quase nunca”, idem, idem.

Vejamos as variáveis, que seriam:

  • Do ponto de vista pessoal de quem o vive, a dependência do estado emocional-cognitivo de cada um dos envolvidos.
  • Coloca-se ainda gênero (sexo), idade, procedência (região), tempo de vivência e discussão sobre aquele momento.
  • Canais utilizados, pessoal, (fala e audição) ou há suportes cognitivos no meio ( livros, rede, etc…)

Some-se ainda tempo de conhecimento entre as pessoas, motivação, confiança.

De tudo isso, teremos resultados distintos sobre qualquer coisa ao termos pessoas juntas, para determinado propósito.

Assim, a realidade é uma possibilidade relacional e isso envolve qualquer atividade.

Vemos dentro de dado contexto.

Todo dia é sempre igual?

Ou depende de como você está se sentindo e as condições de como os que estão à sua volta estão?

Do tempo, do clima, do barulho, do silêncio, dos cheiros, das dores, etc…

Assim, somos, quase sempre assim ou assado.

Porém estamos quase sempre também assim ou assado.

Depende.

Esse misto de estar e ser – nem um nem outro é o que vai nos colocar em um novo patamar filosófico para lidar com o mundo cada vez mais complexo e mutante.

Não pode mais ser isso e aquilo, mas isso, aquilo e talvez aquilo outro, depende do dia. ;)

Prontos para mudar rápido e de um instante e não mudar no que não se deve, naquele momento.

Um espaço, do que Paulo Freire dizia entre a luta dos sectários (que nunca mudam) para os radicais (que mudam desde que convencidos), porém mantendo os parâmetros gerais de conduta ética.

Sou e estou em processo, os dois.

O sou muda também, a partir do estou continuamente modificado.

Nessa linha, por exemplo, para meus alunos na discussão da batata e conhecimento, podemos dizer que avancei um pouco na discussão.

A informação é e está.

Não é um livro.

Nem está num livro.

Ela é/está quando o livro se abre.

Não existe informação sem suporte.

Nem o suporte vira informação sem uma cognição que a visite.

A informação só existem sendo e estando, ao mesmo tempo e aí está a complexidade humana, pois é o que somos e estamos.

Essa complexidade de pensamento é um novo paradigma que temos que trabalhar para conseguir lidar num mundo cada vez menos consolidado.

Sei que é uma viagem ainda abstrata, mas é uma primeira tentativa de abordar esse novo olhar 3D, dual core. ;)

Será que vendem esse óculos filosófico 3D no Paraguai ou em NY?  :0

Se acharem, comprem um para mim!

Que dizes?

Conceda-me serenidade p/ as coisas q ñ posso acompanhar na Web. Coragem p/ as q posso…e sabedoria p/ perceber a diferença”. ;)

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Vamos por partes.

Estivemos ontem lá bem servidos com a colaboração da Mônica, que levou sanduíches para todos, complementando nosso lanche 2.0.

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Tks!

Falamos – ou tentamos falar sobre:

Filtros – nossas dificuldades de lidar com tanta informação;

  • Ou como acionar a tecla DEL sem culpa. ;)
  • Ou como estabelecer uma relação saudável entre qualidade e quantidade?
  • Como se desapegar da informação? Logo aquela que eu sei que é eu deveria estar vendo…caraca estou pirando!!!!
  • A Internet bagunçou a nossa vida?
  • Nela, a privacidade acabou?

Depois entrou um papo interessante.

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Real x Virtual?

  • O Real é o aqui o o Virtual é a Rede?
  • A Internet é encontro ou desencontro?
  • O Brasil é a pátria de muito se fala, mas no fundo é o “beijo, me liga”, mas não dou o telefone?
  • Ou seria o Rio de Janeiro?

Mudamos as disposições das mesas, by Kiko.

E fizemos o jogo do telefone sem fio, by Manu.

E falei do post desta semana:

  • E me lembrei deste aqui sobre potência e onipotência, que ajuda a pensar uma forma de administrar melhor nossa relação do que eu posso e não posso.

    A nossa #Im#oni#potência…

    Sugiro ainda o post da tampa da caixa:

    As peças, a caixa e o quebra-cabeças

    O que nos leva para todos os posts que já escrevi sobre Ansiedade da Informação, que sugiro lerem aqui.

    Semana que vem pretendo mudar o modelo, como sugere o Kiko, vou sentar em outro lugar e começar tudo diferente.

    Cheguem cedo!


    O círculo vicioso não chega a colocar mentiras; simplesmente coloca nada - Gustavo Bernardo - da coleção.

    O filme é imperdível, pois consegue ser filosófico e de massa.

    Mérito, pois são  poucos criadores que conseguem ser abrangentes em termos de público e manter sua mensagem.

    Lembra Matrix?

    Sim, em dois aspectos, na linha dos filmes que se baseiam na ideia do mito da Caverna de Platão.

    O que seria tal mito?

    • Luz x sombra.
    • Sonho x realidade.
    • Objetividade x subjetividade.

    O que afinal somos nós, os outros, as coisas?

    Ver detalhes aqui sobre o Mito de Platão.

    Não é o primeiro filme – e nem será o último – que aborda essa dualidade.

    Matrix, entretanto, trabalha com um tipo de poder coletivo e Origem no individual, são duas faces da mesma moeda.

    Matrix relata o Governo  soberano das máquinas sobre os humanos.

    Da opressão para conseguir sugar a energia das nossas mentes/corpo.

    Aceitamos isso, pois estamos com os  pilotos automáticos ligados, sem saber que estamos vivendo um mito: Matrix.

    Algo que é código, mas vemos realidade.

    O que seria Matrix, então?

    Para mim, a metáfora de um estado de espírito humano da alienação, da falta de auto-conhecimento, sendo coisas a mercê de um poder que nos explora.

    A energia sugada seria nossa subetividade nos tentáculos do consumo que nos quer um cartão de crédito.

    É assim que viajei em Matrix, com variantes, que não cabe aqui aprofundar.

    Origem vai na mesma linha do poder, porém mais sutil, pois prefere a opressão individual, como cada um é dominado.

    (Seria um Matrix – parte II, detalhando o como.)

    Os cientistas que navegam nos sonhos têm o poder de incutir ideias nas pessoas para que elas mudem suas atitudes.

    Para isso, precisam ir cada vez mais fundo no nosso inconsciente até chegar em um cofre, num final de linha, no qual estaremos ligados com as coisas mais remotas (no caso a relação/frustração/emoção com o pai – podia ser a mãe também) e ali será feita a progamação da placa-mãe cognitiva-afetiva.

    Marketing de nicho? :)

    Se Matrix, precisamos tomar uma pílula para cair na real e lutar em grupo.

    Na Origem, temos, como sugeriu Freud, de irmos fundo no nosso inconsciente para saber por que algumas reações, ideias, maneiras de pensar e ser estão impregnadas por afetos e traumas, num sonho dentro de outros sonhos, sem volta.

    Pois tudo é e não é caverna.

    (ou cofre, no caso.)

    O que acho bacana nessa mensagem do filme (para mais gente)  é de que não há separação entre o afeto e a ideia.

    Do que achamos que pensamos, para o que achamos que sentimos e vice-versa, tudo foi programado e pode, teoricamente, ser desprogramado, a partir de um esforço afetivo-cognitivo.

    Não é isso que o filme sugere, mas é o que revela, descortina, denuncia.

    Se é possível alterar para “A” é também para “B”.

    Não adiantava nada eles falarem (cognição)  com a vítima do golpe no sonho, precisavam que o pai – com o qual ele tinha uma relação de amor e ódio – fizesse a cabeça dele, marcando fortemente a maneira que ele pensa, falando e sentindo, por isso aparece o cata-vento, que um dos poucos elo afetivo entre eles.

    Não somos muito assim?

    É um bololô de sentimento e pensamentos?

    Próximo do que a cientista que sofreu um derrame conclui.

    Na ponta direita do cérebro intuição e afeto.

    Na outra, razão e conhecimento.

    Ver mais aqui. (texto) Ou aqui (video com legenda.)

    Somos resultados dos nossos traumas afetivos (os que nos deram prazer e dor, ou os dois).

    E de como pensamos sobre eles.

    Cognição e afeto, uma dupla sertaneja. ;)

    O lego e o ego.

    Quando queremos pensar diferente temos que rever também como sentimos e nos sentimos perante determinado assunto, conceito, fato.

    • Não há mudança cognitiva sem mudança afetiva.
    • Nem mudança afetiva sem mudança cognitiva.

    As ideias foram sempre plantadas em nós, através de diferentes maneiras, muitas pelo castigo e punição e se armazenaram naquele cofre da Origem (de tudo).

    Sair de Matrix é uma tarefa que nos força a ir até lá para saber o que não nos pertence, jogar pela janela, recolher novas ideias, novos afetos e ir entrando e saindo de Matrix, nesse eterno jogo de sombra e luz que é viver.

    A diferença entre as pessoas estaria nessa capacidade de entrar e sair do sonho e conseguir ser/estar de forma diferente, não aceitando as pílulas que nos fizeram engolir.

    Quanto mais acreditamos nelas, menos originais somos nesse mundo “matrixado” por terceiros.

    Quanto mais conseguimos nos discriminar, mais, teoricamente, menos somos eles e mais somos nós.

    Porém, nunca inteiramente nós ou eles, mas um mix, dependendo da condições de temperatura e vento.

    Ser ou não ser seria, assim, ir lá e sair, e se ver, e voltar, e se reconstruir.

    Se reconstruir, portanto, é ser.

    E não se reconstruir, é não ser.

    Eis a questão?

    Diz você…

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