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	<title>Nepôsts - Rascunhos Compartilhados &#187; Tese nepomuceno</title>
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	<description>&#34;Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.&#34; (Sêneca)</description>
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			<item>
		<title>O fator irrreversível</title>
		<link>http://nepo.com.br/2010/04/05/o-fator-irrreversivel/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2010/04/05/o-fator-irrreversivel/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 11:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Teorias sobre a Web]]></category>
		<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>

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		<description><![CDATA[ Toda crise sempre tem por trás uma crise de percepção – Nepô; &#8211; da minha coleção de frases;

Bom, diante dos últimos posts e dos trabalhos que venho fazendo com o Grupo de Estudo Ruptura 2.0, dou continuidade ao detalhamento do modelo teórico para tentar compreender a Internet dentro da nossa sociedade.
(Já temos dois outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="padding: 0px; margin: 0px;"><em> </em><em>Toda crise sempre tem por trás uma crise de percepção – </em><strong>Nepô;</strong><strong> &#8211; <a href="http://www.nepo.com.br/frases">da minha coleção de frases;</a></strong></span></p></blockquote>
<p><img class="alignnone" src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Lifeandhealth/Pix/pictures/2009/3/6/1236352797811/Woman-peering-over-crowd-001.jpg" alt="" width="460" height="276" /></p>
<p>Bom, diante dos últimos posts e dos trabalhos que venho fazendo com o <a href="http://nepo.com.br/2010/03/16/grupo-de-estudos-ruptura-2-0-i-encontro/">Grupo de Estudo Ruptura 2.0</a>, dou continuidade ao detalhamento do modelo teórico para tentar compreender a Internet dentro da nossa sociedade.</p>
<p><em>(Já temos dois outros posts sobre o tema, em </em><a href="http://nepo.com.br/2010/04/01/latencia-e-algo-que-so-se-conhece-depois/"><em>Latências</em></a><em> e uma </em><a href="http://nepo.com.br/2010/03/30/grupo-de-estudos-%e2%80%93-ruptura-2-0-%e2%80%93-iii-encontro/"><em>visão geral do modelo</em></a><em>.)</em></p>
<p>Entende-se modelo teórico como:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Conjunto de agentes e suas respectivas forças em um determinado sistema, que nos permita analisá-lo de forma a compreender melhor as nuances e atuar sobre elas com menor taxa de erro&#8221;.</em></p></blockquote>
<p>Com ele, podemos analisar o que ocorre na sociedade com a chegada da Web sem nos deixar cair no senso comum, que nos impregna de &#8220;achismos&#8221;.</p>
<p>É um modelo  teórico em construção e só vai ser melhor se você nos ajudar.</p>
<p>A melhor forma de se trabalhar o modelo é trabalhar naquilo que podemos chamar de <strong>fator irreversível.</strong></p>
<p>Aquele item para o qual não temos alternativa de conduta, mas apenas aceitá-lo!</p>
<p><strong><img class="alignnone" src="http://falabotao.files.wordpress.com/2008/12/onibus_lotado.jpg" alt="" width="400" height="568" /></strong></p>
<p>Nosso<strong> fator irreversível</strong> é o tamanho da população.</p>
<p>Moralmente, não se pode reduzir a população.</p>
<p>Assim, todo a sociedade tem que se adaptar ao aumento do seu volume.</p>
<p>Pode haver um controle, que resultará em mudanças futuras, mas agora é preciso definir critérios para resolver a população atual que só cresce e cada vez está mais velha.</p>
<p>Apesar de ser algo lento e gradual &#8211; e por isso praticamente invisível &#8211; nada muda mais o mundo do que o crescimento desordenado e sem plajenamento.</p>
<p>Poluição, engarrafamentos, violência, fome, migrações&#8230;.</p>
<p>De alguma forma, o agravamento destas crises, se devem ao aumento de população, que saltou de<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crescimento_populacional"> 3 bi para 7 bi em 50 anos.</a></p>
<p>Assim, podemos dizer que qualquer modelo teórico que vamos construir tem que levar em conta que:</p>
<ul>
<li>1- temos um mega problema a resolver, que é super crescimento da população;</li>
<li>2- que este problema é irreversível;</li>
<li>3- e que todos os outros agentes do sistema têm que se adaptar a ele para poder atender a força que esse agente traz para o todo.</li>
</ul>
<p>Um destes agentes do sistema, são as mídias, como <a href="http://nepo.com.br/2009/10/19/as-razoes-para-a-internet-existir/">detalhei aqui neste post.</a></p>
<p>Que dizes?</p>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2010%2F04%2F05%2Fo-fator-irrreversivel%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2010%2F04%2F05%2Fo-fator-irrreversivel%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como estudamos o mundo?</title>
		<link>http://nepo.com.br/2010/03/30/como-estudamos-o-mundo/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2010/03/30/como-estudamos-o-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 12:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Academia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>

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		<description><![CDATA[A Ciência precisa de uma estrutura, de um arcabouço de leis e princípios para funcionar - Marcelo Gleiser - da minha coleção de frases;
Que dizes?

Ao longo dos últimos séculos, deturpamos a palavra Ciência:
No seu sentido mais amplo, ciência (do Latim scientia, significando &#8220;conhecimento&#8220;) refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemática.
Ou seja, isolamos o conhecimento com um método mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>A Ciência precisa de uma estrutura, de um arcabouço de leis e princípios para funcionar </em><em><span style="font-style: normal; padding: 0px; margin: 0px;"><em>- <strong><span style="font-style: normal; padding: 0px; margin: 0px;">Marcelo Gleiser - <a href="http://nepo.com.br/frases/">da minha coleção de frases;</a></span></strong></em></span></em></p>
<p>Que dizes?</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://www.icb.ufmg.br/big/limnos/fotos/microsc%C3%B3pio.jpg" alt="" width="430" height="323" /></p>
<p>Ao longo dos últimos séculos, deturpamos a palavra <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia">Ciênci</a>a:</p>
<blockquote><p><em>No seu sentido mais amplo, </em><strong><em>ciência</em></strong><em> (do </em><a style="text-decoration: none; color: #002bb8; background-image: none; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial;" title="Latim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Latim"><em>Latim</em></a><em> scientia, significando &#8220;</em><a style="text-decoration: none; color: #002bb8; background-image: none; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial;" title="Conhecimento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento"><em>conhecimento</em></a><em>&#8220;) refere-se a qualquer conhecimento ou </em><a style="text-decoration: none; color: #002bb8; background-image: none; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial;" title="Prática" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A1tica"><em>prática</em></a><em> sistemática.</em></p></blockquote>
<p>Ou seja, isolamos o conhecimento com um método mais apurado para os muros da academia, quando, na verdade, toda a tentativa de estudar determinado problema necessita de alguma forma de um <strong>método científico.</strong></p>
<blockquote><p><em>Com mais ou menos capacidade de gerar uma </em><strong><em>representação</em></strong><em>que nos ajude <strong>com uma taxa menor de erro </strong></em><em>a tomar determinadas ações.</em></p></blockquote>
<p>É isso o que uma empresa faz quando define, por exemplo, uma estratégia, para qual, é preciso definir determinados cenários.</p>
<p>Como cada vez estamos lidando com problemas mais complexos, devido ao crescimento da população, melhor será para os resultados se tivermos a capacidade de perceber que estamos diante de problemas científicos (de conhecimento) e que aprimorar os métodos (não necessariamente acadêmicos) pode nos ajudar muito.</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://www.criarsites.com/wp-content/uploads/2008/12/complexidade-que-atrapalha-o-desenvolvimento-do-site.jpg" alt="" width="350" height="232" /></p>
<p>Acreditamos, portanto, que olhamos direto para as coisas, os fatos, os dados, mas não é assim que funciona.</p>
<p>Quando analisamos um dado problema, temos, antes disso, um conjunto de camadas que define a análise e, por sua vez, as ações que vão nos guiar, a chegar a decisões com mais chances de se confirmarem na realidade.</p>
<p>O primeiro passo é definir um problema.</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" title="Slide1a" src="http://nepo.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Slide1a-300x288.jpg" alt="Slide1a" width="300" height="288" /></p>
<p>Note que <strong>não estamos falando de um assunto</strong>, mas algum tipo de encruzilhada que pede que tenhamos um detalhamento &#8211; uma análise mais detida  sobre ela.</p>
<p><em>(Um dos principais erros é separar a vida por assunto, pois nossa visão sempre será parcial. Quando focamos em problemas a serem resolvidos, naturalmente os assuntos vão se agrupar &#8211; de tal forma &#8211; a ajudar a resolver e não a atrapalhar &#8211; a análise do mesmo.)</em></p>
<p><em><img style="border: 0px initial initial;" src="http://static.flickr.com/48/144211898_df051ccb56.jpg" alt="" width="350" height="265" /></em></p>
<p>Se estivermos falando de <strong>problemas </strong>naturais &#8211; não visíveis a olho nu &#8211;  teremos a necessidade de construir<strong> ferramentas</strong> de observação para que possamos observar de forma melhor.</p>
<p>Quanto mais precisos estes instrumentos, melhor será nossa capacidade de observação.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><em>Exemplos: telescópios, microscópios, máquinas de raio x, ressonância, etc.</em></span></p>
<p>O interessante é que quando sofisticamos estas <strong>ferramentas </strong>passa-se a ampliar nossa visão de mundo e novas etapas de conhecimento podem ser ultrapassadas.</p>
<p><em>(Ou seja, um problema só pode ser visto, a partir de uma determinada ferramenta adequada que nos aproxime e nos detalhe melhor seus contornos, como vemos na figura abaixo.)</em></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><em><img style="border: 0px initial initial;" title="Slide2a" src="http://nepo.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Slide2a-300x218.jpg" alt="Slide2a" width="300" height="218" /></em></span></p>
<p>No caso de problemas sociais, nossa ferramenta de observação, serão construídas, a partir do método de coleta de dados, de estarmos realmente nos baseando em <a href="http://nepo.com.br/2009/08/21/conceitos-dados-fatos-e-versoes/">fatos e não em versões.</a></p>
<p>A terceira camada é o <strong>modelo teórico</strong>, que muitas vezes define que tipo de ferramenta e dados serão levantados.</p>
<p>O modelo teórico vai combater o senso comum.</p>
<p>Einstein já dizia que:</p>
<blockquote><p>&#8220;<em>Toda a ciência nada mais é do que o refinamento do pensamento cotidiano&#8221;.</em></p></blockquote>
<p><em><span style="font-style: normal;">Ou seja, através de um modelo teórico, iremos partir do senso comum e construir um cenário, no qual agentes exercem determinado tipo de influência no ambiente, a partir de determinadas situações em determinado momento.</span></em></p>
<p>Assim, se temos estes agentes mapeados e suas respectivas forças, além de como interagem um com os outros, podemos saltar do senso comum e começar a avançar na direção de compreender o problema de um nível mais complexo.</p>
<p>Veja a figura abaixo:</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" title="Slide3a" src="http://nepo.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Slide3a-300x253.jpg" alt="Slide3a" width="300" height="253" /></p>
<p>Sem um <strong>modelo teórico</strong> que possa definir de forma adequada o problema e a ferramenta. E arrumar os que foi levantado de uma forma lógica, de nada adiantará ficar olhando planetas, visitando tribos de índios, ou tentando entender a Internet.</p>
<p>Sem esse método, infelizmente, olharemos o problema impregnados de senso comum, o que nos dificultará &#8211; e muito &#8211; sua compreensão.</p>
<p>Note que a chegada da Internet, por exemplo, detona os modelos teóricos anteriores, criados pelas Ciências da Computação, Comunicação, Informação, Sociologia.</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/arquivo/explosao1.JPG" alt="" width="350" height="261" /></p>
<p>Dávamos um peso ao agente &#8220;tecnologia da comunicação e informação&#8221;  menor do que ele deveria nas mudanças do mundo, o que nos joga para revisar os modelos anteriores.</p>
<p>Assim, é preciso compreender que sempre esbarraremos nas limitações de dado contexto histórico, como diz Gleiser:</p>
<blockquote><p><em>Nosso conhecimento do mundo será sempre limitado (…) temos apenas uma descrição cada vez mais precisa da realidade em que vivemos </em><em><span style="font-style: normal; padding: 0px; margin: 0px;"><em>- <strong><span style="font-style: normal; padding: 0px; margin: 0px;">Marcelo Gleiser;</span></strong></em></span></em></p></blockquote>
<p>Porém, o que define tudo para valer é a nossa <strong>cognição &#8211; </strong>da pessoa (ou as pessoas) que estão estudando o problema, como vemos na figura abaixo:</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" title="Slide4" src="http://nepo.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Slide4-300x225.jpg" alt="Slide4" width="300" height="225" /></p>
<p>Ou seja, o potencial cognitivo de quem está analisando, escolhendo, alterando e inovando em todas as camadas sem perder o foco no problema.</p>
<p><em>(Tal como fez Galileu ao criar o telescópio para viabilizar o estudo dos planetas, melhorando as ferramentas.)</em></p>
<p>Todo grande cientista é ou foi, ao mesmo tempo, um desenvolvedor/projetista/incentivador de desenvolvimento de novas ferramentas, revisor de modelos teóricos e pensador sobre os próprios métodos científicos, pois são as &#8220;<em>armas</em>&#8221; que tem para analisar dada questão com menor margem de erro.</p>
<p>Quando algo dentro de alguma camada não se adequa, ele a altera para conseguir ter uma visão nova, se afastando mais e mais de todos os sensos comuns, dos especialistas ou mesmo dos não especialistas.</p>
<p>Por fim, com essa criativa mente olhando o problema nas diferentes camadas, chega-se a uma nova percepção, que é passada para um determinado registro:  posts, os papers, as teses, os artigos, que chamaremos de<strong>representação.</strong></p>
<p>Que podem virar também novas  tecnologias que são o resultado concreto dessa longa trajetória toda, ver abaixo:</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" title="Slide5" src="http://nepo.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Slide51-300x121.jpg" alt="Slide5" width="300" height="121" /></p>
<p>Quando lemos o texto de alguém, analisando determinada questão, esse conjunto de camadas vai aparecer, de forma explícita, ou não.</p>
<p>Há, na <strong>representação </strong>também a sua capacidade de exposição, a forma, que permite que mais gente passe a ver o mesmo a nova percepção conquistada, o que, muitas vezes, é tão difícil quanto a chegada na nova visão do problema.</p>
<p>Este, portanto, é o caminho de qualquer Ciência, seu método científico.</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://images.agsts.multiply.com/image/16/photos/99/1200x1200/38/150-Aqui-dois-rios-se-encontram.JPG?et=vy69N3TRHQYMEE3UZsPj5w&amp;nmid=79821749" alt="" width="420" height="315" /></p>
<p>Portanto, a  ideia de que os métodos científicos são de propriedade da academia é uma deturpação completa do que é o estudo dos problemas do mundo.</p>
<p>Na academia existe um tipo de método, com um determinado discurso, com suas normas e regras, mas, com certeza, não é o único caminho que pode nos levar a tomar decisões para resolver os problemas que nos afligem.</p>
<p>Qualquer análise sobre determinado problema visa chegarmos à Ciência (conhecimento)!</p>
<p>A diferença são os métodos que adotamos que vão nos aproximar mais ou menos do senso comum, mais ou menos, de fato como o problema acontece e como podemos lidar melhor com ele, em alguns momentos interferindo e superando-o.</p>
<p>É preciso, assim, sermos conscientes para perceber as quatro camadas necessárias para reduzir a margem de erro, o que vai nos dar mais probabilidade de tomar decisões que nos aproximem mais ou menos do que ocorre, do que vai acontecer e como podemos, de forma eficaz, agir no processo.</p></blockquote>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2010%2F03%2F30%2Fcomo-estudamos-o-mundo%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2010%2F03%2F30%2Fcomo-estudamos-o-mundo%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Internet e a crise da inovação produtiva</title>
		<link>http://nepo.com.br/2010/03/10/a-internet-e-a-crise-da-inovacao-produtiva/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2010/03/10/a-internet-e-a-crise-da-inovacao-produtiva/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 11:42:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capitalismo 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Empresa 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Escola 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Política 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nepo.com.br/?p=11133</guid>
		<description><![CDATA[Sabemos apenas aquilo que podemos medir; todo o conhecimento científico que temos do mundo natural depende dos nossos instrumentos de observação - Marcelo Gleiser - da minha coleção de frases;

Quem quiser estudar os planetas deve ter um telescópio; as células, um microscópio. Aliás, quanto mais potentes, melhor.
E a sociedade? A Internet? As Redes Sociais?
É preciso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Sabemos apenas aquilo que podemos medir; todo o conhecimento científico que temos do mundo natural depende dos nossos instrumentos de observação -</em><strong> Marcelo Gleiser - <a href="http://nepo.com.br/frases/">da minha coleção de frases;</a></strong></p></blockquote>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://www.metodistavilaisabel.org.br/noticias/imagens/genoma_humano_dna.jpg" alt="" width="365" height="377" /></p>
<p><span style="padding: 0px; margin: 0px;">Quem quiser estudar os planetas deve ter um telescópio; as células, um microscópio. Aliás, quanto mais potentes, melhor.</span></p>
<p>E a sociedade? A Internet? As Redes Sociais?</p>
<p>É preciso de uma teoria, que nada mais é do que definição dos atores influentes e o peso de cada um para alterar o processo a ser analisado.</p>
<p>Ou seja, se conseguirmos definir:</p>
<ul>
<li>1- quem e como os atores exercem pressão sobre o sistema;</li>
<li>2- que tipo de fatores cada uma destas pressões resultam no processo de evolução do mesmo;</li>
<li>3- podemos definir, então, que tipo de mudanças tivemos, temos e, provavelmente, teremos;</li>
<li>4- o que nos ajudará, só então, a montar estratégias;</li>
<li>5- diminuindo as chances de darmos tiros no escuro!</li>
</ul>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://img371.imageshack.us/img371/7771/einsteinshow1kx0.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Na análise da Internet, a meu ver, podemos começar a rastrear um <strong>DNA sistêmico, </strong>que tenho tentado desenvolver aqui no blog, a partir de todos os &#8220;inputs&#8221; que tenho recebido nas minhas aulas, palestras, consultoria, leituras, discussões em mesa de bar, comentários em cima dos posts.</p>
<p>Acredito que podemos aferir, até o momento, como uma teoria 1.0 experimental, que precisa ir se consolidando, os seguintes agentes e a relação entre eles:</p>
<ul>
<li>1- o crescimento da população é o ponto de partida do sistema, que gera um aumento de demandas por produtos e serviços na sociedade. É um ponto de partida, pois não é possível mudar essa realidade, matando gente, exterminando povos, por mais que já tenham tentado. Ou seja, é um fato inapelável com uma aumento constante, cada vez maior e invisível, um fato para o qual o sistema como um todo tem que se adaptar, pois ele é  o único fator que não permite mudança no presente. Pode-se fazer planejamento familiar, mas só terá resultados futuros;</li>
</ul>
<ul>
<li>2- a partir do aumento da população, são formados setores produtivos (públicos e privados) que se organizam para atender a estas demandas;</li>
</ul>
<ul>
<li>3- este setor produtivo luta, batalha, influencia, compra, suborna, cria golpes para estabelecer as regras do jogo do mercado. Estabelece, assim, através de um jogo de interesses, pressões e co-relações de forças, desde monopólios, concorrência, impostos, relação de consumo, etc), além das instituições de suporte necessárias para que o jogo possa acontecer: polícia, justiça, escola, congresso, etc;</li>
</ul>
<ul>
<li>4- estabelece-se, no processo, uma ideologia vigente (conjunto de premissas e ideias que passam a ser hegemônicas na sociedade), que justifica, corrobora,  a forma com que estas relação entre demanda e oferta são realizadas;</li>
</ul>
<ul>
<li>5- como prerrogativa para que este modelo seja aceito, passa-se a dominar ou influenciar fortemente os principais meios de comunicação vigente para manter os &#8220;problemas&#8221; do atendimento das demandas em níveis de pressão razoáveis e  sem grandes crises, bem como, o modelo estabelecido da sociedade como um todo. Usa-se, assim, os meios de informação como canal de difusão em larga escala (e de forma repetida da ideologia vigente) para manter o &#8220;circo&#8221; funcionando.</li>
</ul>
<p>É nesse equilíbrio fino que construímos o modus-operandi de qualquer sociedade. Na qual, os diferentes atores atuam.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://2.bp.blogspot.com/_bux-WjgOT0U/RxOEElPyfVI/AAAAAAAAAQw/fftUQyQshTM/s400/cordabamba.jpg" alt="" width="359" height="383" /></p>
<p>Estes fatores combinados nos levam aos equilíbrios ou desequilíbrios sistêmicos sociais.</p>
<p>Quando uma destes fatores se altera, ou muda, em larga proporção, gera uma alteração geral no ambiente, impulsionando mudanças nos outros agentes e em todo o ambiente, com  ajustes finos ou radicais.</p>
<p>Sob esse ponto de vista, somos a civilização que foi formada, a partir da<strong> crise radical </strong>do aumento populacional da Idade Média.</p>
<p>Lá, uma população miserável enfrentou:</p>
<ul>
<li>1- o crescimento da população e o início da concentração nas cidades;</li>
</ul>
<ul>
<li>2- necessidade de novos modelos produtivos &#8220;amarrados&#8221; pelo poder da Igreja e dos nobres;</li>
</ul>
<ul>
<li>3- necessidade, portanto, de alteração das regras do jogo não permitiam que novos atores entrassem ou atuassem;</li>
</ul>
<ul>
<li>4 &#8211; alteração da ideologia vigente, que impedia o conceito de lucro e da iniciativa privada, por exemplo, vital para a evolução do novo ambiente produtivo;</li>
</ul>
<ul>
<li>5-e a forte dominação dos meios de informação e comunicação, através do não acesso às  bibliotecas (ver filmes <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4z0p0hqzFD0">Nome da Rosa </a>e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5Dn33_2IGrY">Lutero</a>), a linguagem culta toda em latim e a impossibilidade da circulação de novas ideias, através dos livros manuscritos, caros e difíceis de manejar, sendo que toda a dominação, se dava no modelo oral, principalmente, através dos padres na missa.</li>
</ul>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://www.historianet.com.br/imagens/quedabastilha2.jpg" alt="" width="400" height="494" /></p>
<p>Uma situação como essa gera uma <strong>crise de inovação produtiva.</strong></p>
<p>Mais população, mais demanda, necessidade de novos modelos produtivos, que precisam de dinamismo, um novo ambiente para poder criar os produtos e serviços.</p>
<p>Ou seja, pressiona-se o sistema como um todo para alterações no seu conjunto, visando <strong>a inovação produtiva.</strong></p>
<p>O interessante que o primeiro passo para se sair do impasse, foi o surgimento de uma nova mídia: <strong>o livro impresso.</strong></p>
<p>E este fato ocorre de forma espontânea e sem planejamento, sem mesmo os principais pensadores da época terem percebido a sua dimensão e importância para a solução de uma crise também invisível, pois se dava muito mais na latência interna de cada pessoa, que não tinha meios nem canais para se expressar, a não ser através de revoltas isoladas, que não compunham, por si só, revoluções com um propósito de um novo modelo.</p>
<p>Assim, sem nenhum tipo de articulação ou maquinação política (como ocorreu com a Internet), introduziu-se o livro impresso naquele sistema viciado e incompetente para os novos desafios,  a possibilidade da entrada de novas ideias, que passaram a circular, sem consentimento ou controle do poder vigente, através do que denominei aqui como uma <a href="http://nepo.com.br/2010/01/04/a-internet-e-uma-midia-de-oxigenacao-social/">mídia de oxigenação social.</a></p>
<p><em>(De 1450 a 1500, circularam na Europa 13 milhões de livros impressos, com mais de 27 mil títulos, uma verdadeira explosão de ideias e informação para a época.)</em></p>
<p>O que essa mídia permite, basicamente, na sua chegada é viabilizar o surgimento de novos líderes, vozes, ideias, que passam a identificar os problemas e sugerir as reformas práticas e conceituais de todo o ambiente.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2z5eIxnfro/SfygzORtd7I/AAAAAAAAE0o/kxA3l6aSkOs/s320/megafone-thumb3578875.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p>A mudança da sociedade, a partir deste ponto, é uma questão de tempo e método de mobilização para a mudança, usando os novos meios, gerando uma contra-informação para se revisar toda a sociedade.</p>
<p>Naquele momento, se aponta uma alternativa para a solução do impasse<strong> da crise de inovação produtiva da Idade Média:</strong></p>
<ul>
<li>1- a população continua a crescer;</li>
</ul>
<ul>
<li>2- os novos setores produtivos (burguesia) estabelecem, com base no livro impresso, panfletos, livretos revoluções, que visam novas regras do jogo;</li>
</ul>
<ul>
<li>3- criam um outro tipo de estado com liberdade para fazer negócios, baseada em parlamento e república;</li>
</ul>
<ul>
<li>4- estabelecem uma nova ideologia, libertada de um Deus que não permitia o lucro;</li>
</ul>
<ul>
<li>5- e se estrutura uma nova hegemonia em torno dos novos meios de comunicação, que começa com os jornais, depois o rádio e a tevê, que permitem, ao longo dos últimos 550 anos,  revoluções econômicas, políticas e sociais, passando a ser o lucro o centro de incentivo para estimular constantemente a inovação e atender ao aumento constante das demandas, que o aumento da população exige.</li>
</ul>
<p><strong>Depois destes 550 anos, chegamos a 2010.</strong></p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://fotos.imagensporfavor.com/img/pics/glitters/m/metro_lotado-9006.jpg" alt="" width="424" height="550" /></p>
<p><a href="http://nepo.com.br/2009/10/19/as-razoes-para-a-internet-existir/">Hoje, com o salto populacional duplicando o número de habitantes do planeta a cada 50 anos</a>, estamos vivendo uma nova crise de <strong>inovação produtiva, similar a vivida pré-capitalismo.</strong></p>
<p>Os setores produtivos por mais que tenham se repensado, criado reengenharias, se informatizado, se globalizado, na essência não mudaram a sua forma de atuar.</p>
<p>O modelo ainda é fortemente baseado na força dos centros, na hierarquia, no conceito do lucro sem ética, acima do interesse dos consumidores (que nunca têm razão, apesar do discurso contrário), do meio-ambiente cada vez mais violentado.</p>
<p>Este modelo se sustentou até aqui, impulsionados por uma forte capacidade de comunicação, desenvolvida e aperfeiçoada durante décadas (com grande carga de manipulação)  que conseguiu manter o  status-quo vigente praticamente intocado, empurrando, entretanto,  essa crise para um patamar insustentável entre o desejo das novas gerações, principalmente, com o que temos a oferecer.</p>
<p><em>(A latência por novos ares pode ser medida pela adesão da população à nova mídia, a troca de música pela rede, ao desenvolvimento colaborativo de softwares e de várias outras iniciativas no mundo. É o primeiro passo.)</em></p>
<p>Uma crise de qualidade (pois as pessoas estão querendo sempre algo melhor e diferente) como de quantidade (mais e mais pessoas para comer, se vestir, beber, etc.), com seus desdobramentos de sobrevivência, com fatores novos, como a degradação geral do planeta.</p>
<p>Portanto, a Internet &#8211; da mesma maneira que o livro impresso &#8211; veio, assim, ao mundo para resolver essa <strong>crise de inovação produtiva e toda a ideologia que sustenta o modelo anterior</strong>.</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://megaentretenimento.files.wordpress.com/2009/03/crise.jpg" alt="" width="420" height="312" /></p>
<p>Veio, introduzir a <strong>Idade Digital colaborativa, </strong>da mesma maneira que tivemos a passagem da <strong>Idade Média</strong> para a <strong>Idade Mídia</strong>, visando reformular toda a sociedade, a partir de novos paradigmas, tanto do ponto de vista ideológico, com seus novos líderes e empreendedores, que criam a possibilidade, o estofo para as outras mudanças práticas em todo o sistema, como do ponto de vista prático, com novos ambientes de negócio e não apenas modelos.</p>
<p>Questiona-se, hoje, o conceito do lucro, da propriedade intelectual, do desenvolvimento sem sustentabilidade, do desrespeito aos colaboradores internos, dos modelos de organização do estado, da política. Há a mesma latência, que agora começa a ganhar novos canais de expressão e, mais adiante, projetos e métodos de mudança para um novo ambiente.</p>
<p>A pauta, talvez, seja a mesma de todos os críticos históricos do capitalismo. Mas só que agora há um ambiente de troca de ideias que não permite mais que a ideologia vigente seja propagada pela velha dominação da mídia. E o setor produtivo não consegue atender &#8211; nos mesmos moldes do pré-capitalismo &#8211; a latência de uma população cada vez mais mutante e diferenciada.</p>
<p>Vivemos hoje uma crise similar, a que deu origem ao capitalismo!</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://newsfut.files.wordpress.com/2009/07/crise_02.jpg" alt="" width="323" height="600" /></p>
<p>O mundo está vivendo, de novo, uma grande revisão civilizacional.</p>
<p>A nova mídia estabelece a possibilidade &#8211; pela primeira vez &#8211; da colaboração coletiva a distância, por conhecidos e por desconhecidos, um fator de impulsionamento da inovação que aponta uma saída viável para superar a crise atual dos modelos produtivos.</p>
<p>Esta nova opção &#8211; que não pode ser desprezada &#8211;  entretanto, cobra um alto custo de revisão de conceitos básicos de quem hoje está se beneficiando de alguma forma  na estrutura de poder vigente.</p>
<blockquote>
<h2><em>Ou seja, por um lado se quer inovação, mas a alternativa exige que se compartilhe ou mude as regras de poder. Eis o impasse do mundo 1.0 versus o 2.0</em><span style="font-size: small;"><span style="font-weight: normal;">!</span></span></h2>
</blockquote>
<p>Se o livro impresso popularizou a escrita pela primeira vez na história.</p>
<p><em>(Na verdade, o livro impresso foi a Escrita 2.0.)</em></p>
<p>Com ele, se viabilizou a troca de ideias a distância para sair de uma crise de produção.</p>
<p>A Internet vem criar a colaboração do muito para muitos a distância para superar em outro momento uma crise similar.</p>
<p>Portanto, ao terminar, como foi na Idade Média,  o controle da mídia nos moldes conhecidos, o jogo está de novo aberto. E abre-se a possibilidade de novos líderes sugerirem, terem voz e apontar os projetos do novo mundo.</p>
<p><em>(É o mesmo cometa que passa 550 anos depois. Portanto, é impossível entender a Internet sem estudar a chegada o livro impresso na sociedade.</em>)</p>
<p>Ou seja, é uma mudança civilizacional, que se inicia com uma nova mídia, que vem resolver uma crise sistêmica, que só será resolvida, através da troca de ideias e da aceitação coletiva de um novo modelo social baseado na colaboração, deixando para trás a civilização anterior baseada em um estrutura uni-direcional.</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" src="http://www.gadgetsuk.com/files/t_16634_06.jpg" alt="" /></p>
<p>Abre-se a placa de &#8220;vago&#8221; na chefia da civilização.</p>
<p>Espera-se uma nova classe dominante como novos conceitos colaborativos, a la Google e a la Amazon, que mostrará a saída da crise e cobrará num boleto bancário novas regras do jogo, pressionando as velhas estruturas para atender as suas novas demandas.</p>
<p>Ou seja, justiça 2.0, governo 2.0, congresso 2.0, escola 2.0&#8230;com uma conceito de lucro revisado, tendo um compromisso mais ético e compartilhado entre seus consumidores.</p>
<blockquote>
<h2 style="font-size: 1.5em;"><em>Os clientes terão mais razão do que tem hoje!</em></h2>
</blockquote>
<p>Estamos assim saindo da civilização do um-muitos, que estruturou a civilização atual e fundo as bases do capitalismo.</p>
<p>E passando para o muito-muitos que será o molde da nova civilização.</p>
<p>Um novo capitalismo?</p>
<p>Sim, provavelmente e até mais do que isso.</p>
<p>Porém, qualquer prognóstico nessa direção agora seria profecia.</p>
<p>É bastante provável, entretanto, que estejamos no primeiro passo de um novo sistema político, social e econômico, que deve ter como base o dinamismo para resolver a atual <strong>crise de inovação produtiva, </strong>fazendo, de novo, o mundo girar &#8211;  de forma diferente para cada país, ou região e mesmo classe social &#8211;  mais girar diferente.</p>
<p>Tudo na direção de ajudar a manter viva as 7 bilhões de almas humanas do planeta, que não param de copular e crescer.</p>
<p>Que dizes?</p>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2010%2F03%2F10%2Fa-internet-e-a-crise-da-inovacao-produtiva%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2010%2F03%2F10%2Fa-internet-e-a-crise-da-inovacao-produtiva%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Detalhes da minha qualificação no Doutorado UFF/IBICT</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/12/08/detalhes-da-minha-qualificacao-no-doutorado-uffibict/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2009/12/08/detalhes-da-minha-qualificacao-no-doutorado-uffibict/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 11:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom, graças à Lúcia Peixoto (valeu!) eis a foto da qualificação:

O meu documento de qualificação está aqui, que foi lido e discutido pela banca, que será objeto de melhoria, ajustes, mas serve para quem estuda o tema.
Coloquei aqui a apresentação.
E aqui o que falei em minha defesa, guardando apenas para mim os comentários da banca, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, graças à <a href="http://www.twitter.com/luciapeixoto">Lúcia Peixoto</a> (valeu!) eis a foto da qualificação:</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-10172" title="DSCN4601" src="http://nepo.com.br/wp-content/uploads/2009/12/DSCN46011-300x224.jpg" alt="DSCN4601" width="300" height="224" /></p>
<p><a href="http://www.slideshare.net/cnepomuceno/documento-de-qualificao-nepomuceno-tese">O meu documento de qualificação está aqui</a>, que foi lido e discutido pela banca, que será objeto de melhoria, ajustes, mas serve para quem estuda o tema.</p>
<p><a href="http://www.slideshare.net/cnepomuceno/apresentao-da-minha-qualificao">Coloquei aqui a apresentação.</a></p>
<p><a href="http://www.esnips.com/doc/a6a812a4-7190-471d-9e8a-f7adb2baf3dc/nepo_quali">E aqui o que falei em minha defesa</a>, guardando apenas para mim os comentários da banca, que foram super-úteis para a minha tese.</p>
<p>Pode ouvir aqui direto:</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000">
<tbody>
<tr>
<td><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="328" height="94" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="bgcolor" value="#000" /><param name="flashvars" value="theTheme=blue&amp;autoPlay=no&amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/a6a812a4-7190-471d-9e8a-f7adb2baf3dc&amp;theName=nepo_quali&amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" /><param name="src" value="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" /><param name="quality" value="high" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="328" height="94" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" quality="high" flashvars="theTheme=blue&amp;autoPlay=no&amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/a6a812a4-7190-471d-9e8a-f7adb2baf3dc&amp;theName=nepo_quali&amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" bgcolor="#000"></embed></object></td>
</tr>
<tr>
<td>
<table style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; padding-left:2px; color:#FFFFFF; text-decoration:none ; ; font-size:10px; font-weight:bold" border="0" cellpadding="2">
<tbody>
<tr>
<td><a style="color:#FFFFFF; text-decoration:none " href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;objectid=a6a812a4-7190-471d-9e8a-f7adb2baf3dc"> Get this widget </a></td>
<td style="font-size:7px; font-weight:normal;">|</td>
<td align="center"><a style="color:#FFFFFF; text-decoration:none " href="http://www.esnips.com/doc/a6a812a4-7190-471d-9e8a-f7adb2baf3dc/nepo_quali/?widget=flash_player_esnips_blue"> Track details </a></td>
<td style="font-size:7px; font-weight:normal;">|</td>
<td><a style="color:#FF6600; text-decoration:none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;cid=player_dna&amp;url=/socialdna"> eSnips Social DNA </a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Agradeço aos membros da banca: Aldo Barreto, Lena Vânia, Ana Malin e Vânia Araújo.</p>
<p>E aos meus orientadores: Rosali Fernandez e Marcos Cavalcanti.</p>
<p>A tese caminha para o fechamento até março de 2011.</p>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F12%2F08%2Fdetalhes-da-minha-qualificacao-no-doutorado-uffibict%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F12%2F08%2Fdetalhes-da-minha-qualificacao-no-doutorado-uffibict%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Convite: Qualificação Tese Nepomuceno</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/12/02/convite-qualificacao-nepomuceno/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2009/12/02/convite-qualificacao-nepomuceno/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 11:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nepo.com.br/?p=10037</guid>
		<description><![CDATA[Pessoal, convido os amigos e amigas para a minha defesa de qualificação.
(A qualificação é uma etapa necessária para seguir com a tese, com previsão de término em dezembro de 2010.)
ESCOLA:
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
DOUTORADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
CONVÊNIO  UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE &#8211; INSTITUTO DE ARTE E
COMUNICAÇÃO SOCIAL
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal, convido os amigos e amigas para a minha defesa de qualificação.</p>
<p><em>(A qualificação é uma etapa necessária para seguir com a tese, com previsão de término em dezembro de 2010.)</em></p>
<p><strong>ESCOLA:</strong></p>
<p style="padding-left:30px;">PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO</p>
<p style="padding-left:30px;">DOUTORADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO</p>
<p style="padding-left:30px;">CONVÊNIO  UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE &#8211; INSTITUTO DE ARTE E</p>
<p style="padding-left:30px;">COMUNICAÇÃO SOCIAL</p>
<p style="padding-left:30px;">INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA &#8211; IBICT</p>
<p><strong>TÍTULO PROPOSTO:</strong></p>
<p style="padding-left:30px;">A RUPTURA DO CONTROLE DA INFORMAÇÃO NOS<br />
SISTEMAS DE CONHECIMENTO COLABORATIVOS DA INTERNET<br />
VISTA COMO ALTERNATIVA PARA O EQUILÍBRIO SISTÊMICO</p>
<p><strong>Quando?</strong></p>
<h2>Segunda, dia 07/12, 10 horas da manhã.</h2>
<p><strong>Onde:</strong></p>
<h2>UFRJ &#8211; Campus da Praia Vermelha</h2>
<h2>Anexo do CFCH, sala 8.</h2>
<p><a href="http://cnepomuceno.files.wordpress.com/2009/12/dscn4582.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-10038" title="DSCN4582" src="http://cnepomuceno.files.wordpress.com/2009/12/dscn4582.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Veja<strong> como chegar </strong>a partir do &#8220;Sujinho&#8221;, famoso bar do local, todo mundo conhece.</p>
<p>É seguir o roteiro, veja o vídeo.</p>
<p>[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=lWm9BxWK60Q]</p>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F12%2F02%2Fconvite-qualificacao-nepomuceno%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F12%2F02%2Fconvite-qualificacao-nepomuceno%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nepo.com.br/2009/12/02/convite-qualificacao-nepomuceno/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>20</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O processo do conhecimento e a compreensão da Web</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/11/11/o-processo-do-conhecimento-e-a-compreensao-da-web/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2009/11/11/o-processo-do-conhecimento-e-a-compreensao-da-web/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 09:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teorias sobre a Web]]></category>
		<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nepo.com.br/?p=9454</guid>
		<description><![CDATA[É extremamente reduzida a quantidade daqueles que pensam sobre as próprias coisas, a maioria pensa sobre livro, sobre o que os outros disseram – Schopenhauer - da minha coleção.

Vivemos todos em bolhas de conhecimento.
Não nos relacionamos com as coisas, pois há um filtro entre nós e o mundo.
Somos mais mulas do que filósofos.
Vivemos em filtros conceituais sem nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>É extremamente reduzida a quantidade daqueles que pensam sobre as próprias coisas, a maioria pensa sobre livro, sobre o que os outros disseram – Schopenhauer - <a href="http://nepo.com.br/frases/">da minha coleção.</a></p></blockquote>
<p><img src="http://afamaran.zip.net/images/bolha.jpg" alt="" width="298" height="278" /></p>
<p>Vivemos todos em bolhas de conhecimento.</p>
<p>Não nos relacionamos com as coisas, pois há um filtro entre nós e o mundo.</p>
<p>Somos mais mulas do que filósofos.</p>
<p>Vivemos em filtros conceituais sem nos darmos conta.</p>
<p>Todos os incentivadores de mudança, os revolucionários, lutam, basicamente, contra a maneira que as pessoas vêem o mundo, ao introduzir uma nova maneira.</p>
<p><img src="http://4.bp.blogspot.com/_e4A6byWhL1I/SNqmtwSEoAI/AAAAAAAAA-Y/ptrV8bnGoCM/s400/001t3edd.png" alt="" width="300" height="275" /></p>
<p>Aprendemos e incorporamos, em geral, de forma involuntária, um conjunto de filosofias que formam a nossa maneira de ver as coisas.</p>
<p>Há as filosofias e os conhecimentos estabelecidos e os novos conhecimentos.</p>
<p>Para criarmos novos conhecimentos precisamos conhecer os velhos.</p>
<p>Gramsci diz que há em toda a sociedade filosofias e não uma filosofia.</p>
<p>Que as filosofiam se degladiam pela hegemonia.</p>
<p>Que toda a filosofia é histórica, está em processo.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.tamilnation.org/images/books/Gramsci.png" alt="" width="250" height="320" /></p>
<p>E que só há a possibilidade de conhecer o mundo se conhecemos as filosofias em curso para escolher algumas delas.</p>
<p>Acredito que, até, é impossível uma pessoa dizer que tem a mesma filosofia da outra.</p>
<p>Podem pensar parecido, mas o próprio ato de conhecer, nos leva a mixar conceitos, a partir da nossa cognição, temperamento, interesses, idade, ambiente que vivemos, etc&#8230;</p>
<p>Vamos fazendo, cada um a sua salada filosófica.</p>
<ul>
<li>Quanto mais estudamos as filosofias correntes, mas podemos selecionar aquelas que nos agradam;</li>
<li>Quanto menos estudamos, mais seremos emprenhados pelo ouvido sem saber que o filho é do outro;</li>
<li>A liberdade, portanto, é o conhecimento das filosofias em curso para ter a opção de escolha!</li>
</ul>
<p>O conhecimento se dá do mesmo jeito.</p>
<p>Vemos as coisas, a partir do que aprendemos sobre elas.</p>
<p>Os poetas e os artistas tentam procurar olhar para elas de forma diferente e reinterpretá-las a partir de uma linguagem artística, que, da mesma maneira, para inovar, precisa conhecer as outras linguagens e optar por uma delas, caso queira inovar.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.agal-gz.org/blogues/media/users/poetas/20071103_poetas_CSM150.jpg" alt="" width="341" height="312" /></p>
<blockquote><p><em>Para pensar fora da caixa é preciso saber o que existe dentro  da caixa!</em></p></blockquote>
<p>Existem, portanto, três possibilidades de olhar para as mesmas coisas de forma diferente:</p>
<ul>
<li>Mentes brilhantes e criativas que consegue linkar o que os outros não conseguiram;</li>
<li>Tecnologias que nos permitem ver as coisas de um novo prisma, um microscópio, que vê o invisível a olho nu, um telescópio que vê ao longe, uma radiografia, que vê os ossos, uma ultrasonografia, que vê os órgãos.</li>
<li>Ou fatos novos que ocorrem de forma inusitada, que nos obriga a repensar determindas lógicas, o aquecimento global, uma peste ou a Internet, por exemplo.</li>
</ul>
<p>A ruptura atual trazida pela rede está na terceira hipótese.</p>
<p>Olhamos para um fenômeno que ocorre de forma inusitada, anômala e não temos nem na comunicação, na ciência da informação, nem no estudo do conhecimento teorias viáveis que nos possam servir de parâmetro para entender tal ruptura.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.estadao.com.br/fotos/bigmoreno-int.jpg" alt="" width="282" height="290" /></p>
<p>É preciso agora mentes brilhantes para linkar o antes não linkado para entender melhor tudo que estamos passando.</p>
<p>Não é hora da prática, mas da revisão conceitual, de novos filósofos.</p>
<p>Por isso, sempre falo para meus alunos, que irão mais longe fazendo mestrados, do que pós e MBAs.</p>
<p>É preciso repensar a caixa e não repetir a caixa!</p>
<p>Assim, as mentes brilhantes precisam reconstruir como olhamos essa coisa: o fenômeno da informação, da comunicação e do conhecimento, tudo que sabíamos antes só ajuda se for remixado!!!</p>
<p>Criar uma nova lógica,  que é o papel das Ciências, divulgar essa lógica de forma coerente para que possamos lidar com ela no dia-a-dia de uma nova forma, olhando as plataformas de conhecimento, não como no passado, imutáveis, mas mutantes, trazendo-as para o senso comum, é o maior desafio teórico que os pesquisadores de Ciências Sociais e, em particular, os da área da informação, da comunicação e do conhecimento têm pela frente.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://altamontanha.com/news/50/atividades/imagens/p_Escalando__2272008_41700.jpg" alt="" width="480" height="640" /></p>
<p>Concordas?</p>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F11%2F11%2Fo-processo-do-conhecimento-e-a-compreensao-da-web%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F11%2F11%2Fo-processo-do-conhecimento-e-a-compreensao-da-web%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O eu-robô: a nova era da informação?</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/29/a-nova-era-sera-a-do-eu-robo/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2009/07/29/a-nova-era-sera-a-do-eu-robo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 13:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teorias sobre a Web]]></category>
		<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda vez que a invenção é arbitrária, ela não sobrevive – Ferreira Gullar &#8211; da minha coleção de frases.

Ocorreu esta semana um debate interessante sobre a expansão dos robôs na sociedade, veja aqui.
Acredito cada vez mais que a próxima era informacional estará baseada na nossa relação com agentes inteligentes, que tomarão decisões por nós, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Toda vez que a invenção é arbitrária, ela não sobrevive –</em> <strong>Ferreira Gullar &#8211; <a href="http://nepo.com.br/frases/"><strong>da minha coleção de frases.</strong></a><br />
</strong></p></blockquote>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 605px"><img title="A massificação é a chave para as rupturas nos ambientes informacionais." src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2007/11/robo_jokenpo1.jpg" alt="" width="595" height="424" /><p class="wp-caption-text">A massificação é a chave para as rupturas nos ambientes informacionais.</p></div>
<p>Ocorreu esta semana um debate interessante sobre a expansão dos robôs na sociedade, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1245870-5603,00.html">veja aqui.</a></p>
<p>Acredito cada vez mais que a próxima era informacional estará baseada na nossa relação com agentes inteligentes, que tomarão decisões por nós, para nos proteger do caos informacional que a Web 2.0 e sucessoras estão criando.</p>
<p>Isso, na verdade, já começou com os programas anti-spam, mas não caracterizam uma nova era informacional.</p>
<p>Para zerar as Web 2.0, 3.0 e chamar algo como &#8220;Robonet&#8221;, decretando o fim da era Internet teríamos que cumprir algumas etapas, a partir do que vimos na história de outras mudanças informacionais.</p>
<p>Explico abaixo o raciocínio lógico que nos levará até ela.</p>
<p>Vejamos.</p>
<p>Tenho trabalhado há tempos com as idéias das ecologias cognitivas de Lévy: Oral, Escrita e Digital, que prefiro chamar de redes:</p>
<p><img class="alignnone" src="http://cnepomuceno.files.wordpress.com/2009/07/redes_digitais.jpg?w=500&amp;h=219" alt="" width="500" height="219" /></p>
<p>Mas sempre um fato me incomodou.</p>
<p>Se vivemos a ecologia escrita e criamos uma era em torno dela, como ficam os meios de comunicação de massa, que não estão baseadas na palavra impresssa?</p>
<p>Havia algo entre o escrito e o digital.</p>
<p>Mas exatamente o quê?</p>
<p>Será que podemos pensar as eras daquela maneira?</p>
<p>Pois a idéia não é apenas pensar no passado, mas tentar prever os fatores que podem nos levar a novas eras informacionais no futuro!</p>
<p>Talvez em Lévy mais interessante não seja nos basearmos nas ecologias cognitivas, porém nas diferentes interações humanas que sugere, como fator estruturador: <strong>um-um, um-muitos, muitos-muitos.</strong></p>
<p>Na verdade, estas três interações humanas sempre estiveram presentes desde os tempos das cavernas, mas limitadas ao espaço físico.</p>
<p>O que assistimos na história é o desenvolvimento humano para transceder essas barreiras, através de novas e novas plataformas de trocas de ideias, que se desenvolvem em paralelo e não em degraus, como a ideia de Lévy poderia supor, a princípio.</p>
<p><img src="http://conteudo.imasters.uol.com.br/12103/salto.jpg" alt="" width="530" height="358" /></p>
<p>Ou seja, com a expansão das civilizações, sentimos necessidade de nos expandirmos nas fronteiras do espaço físico e, algumas vezes, no tempo, evitando o limite imposto pela barreiras que limitam nossas trocas de ideias.</p>
<p>Útil em um dado momento, a conversa na caverna, por exemplo, com o crescimento da população, sua separação em diferentes regiões e complexidade das trocas de todo o tipo,  exigiu a sua sofisticação, exigindo quebras de barreira.</p>
<p>Notemos, por exemplo, como vemos na figura abaixo, que a comunicação um-um, a inicial,  nunca  deixou de se expandir e evoluir à procura de vencer distâncias, ao longo do tempo,  ou mesmo a vontade do ser humano se expressar para muitos ou estabelecer trocas de várias pessoas debatendo.</p>
<p>Fomos construindo tudo em paralelo!</p>
<p>Ver figura:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6898" title="interacao humana" src="http://cnepomuceno.files.wordpress.com/2009/07/interacao-humana.jpg" alt="interacao humana" width="500" height="374" /></p>
<p>Essa abordagem poderia tornar mais complexo o estudo das redes de conhecimento do passado. Talvez, o motivo que muitos autores preferem demarcar mais o tempo.</p>
<p>Mas ao observarmos ess multi-processo, essa evolução contínua e paralela,  podemos pinçar nas mudanças o que REALMENTE faz e o que não faz a diferença.</p>
<p>Podemos observar, assim, que o fator prepoderante das mudanças sociais em torno das plataformas do conhecimento não está propriamente em uma nova tecnologia, mas ao permitir que um tipo de interação, limitada pelo espaço, se expanda e se massifique ao ponto de se tornar hegemônica, o canal principal e mais dinâmico de troca de idéias.</p>
<p>Neste exato momento, entramos em uma nova era!</p>
<p>Portanto, repetindo com outras palavras: o que podemos caracterizar uma nova época informacional não está no surgimento da tecnologia em si, mas quando um determinado tipo de interação limitada por algum tipo de barreira espacial, ganha um determinado suporte, que permite a sua massificação.</p>
<p>Assim, não tivemos uma ecologia da escrita.</p>
<p>Mas a ecologia ou rede do um-muitos, que se inicia desde as cavernas, mas que chegou na sua fase de maturidade com o suporte do livro impresso, que a massificou.</p>
<p>O livro impresso não trouxe para a humanidade o um-muitos, mas o massificou a distância.</p>
<p>O que é algo diferente, pois se insere nesse ambiente do rádio e da tevê, ampliando ainda mais esse alcance, que se inicia com os tambores.</p>
<p>Explico, pela figura acima, que podemos constatar que a vontade da expressão de um para muitos sem limites regionais já aparecia com o tambor, que era limitado no seu alcance e na possibilidade do tipo de mensagem transmitida, o mesmo podemos dizer dos sinais de fumaça, ambos tataravós do rádio e da televisão.</p>
<p>A interação a distância um-muitos só ganha relevo, assim, com o livro impresso, pois é naquele suporte informacional, que se consegue ampliar o uso e passa a ter importância social, em função do novo tipo de possibilidade de troca de idéias.</p>
<p>Antes, o livro manuscrito era uma experiência, rica, interessante,  periférica, preparatória para o salto que iríamos dar, mas não tinha impacto social, pela limitação de uso.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://paineis.org/Livro.jpg" alt="" width="730" height="525" /></p>
<p>O que marca, portanto, a relevância e a chegada de uma nova era, assim, não é propriamente a tecnologia em si, mas uma nova possibilidade de tipo de interação, que viabiliza uma forma mais dinâmica de troca de idéias a distância que se massifica e – a partir de um dado momento – ganha escala.</p>
<p>Passando a se transformar um fenômeno social, pois a troca de idéias, gera novos conceitos e novos conceitos, ações de mudanças na sociedade.</p>
<p>Assim, podemos afirmar que quando um tipo de interação já existente, consegue um suporte acessível, barato o suficiente que possa ganhar escala, temos o início de um novo ciclo de mudanças sociais e uma nova era informacional:</p>
<ul>
<li>Assim, a fala foi o suporte da massificação do  diálogo um-um;</li>
<li>O livro impresso, do um-muitos.</li>
<li>E a Internet que com a banda larga,  expandiu o muitos-muitos;</li>
<li>Sendo a próxima era a ser moldada com o surgimento de outro tipo de interação, a partir da massificação de dado suporte, especulo, do um-robô, que espera uma plataforma que o massifique no futuro, o que demarcaria o fim do ciclo Internet como conhecemos.</li>
</ul>
<p><em>(A Web 2.0 na verdade se assemelha a passagem do livro manuscrito para o livro impresso, quando expande definitivamente a um-para muitos, encerrando o ciclo oral humano, baseado no diálogo um-um.)</em></p>
<p>Isso, dizendo e outra maneira,  já nos dá ferramental para nos antecipar a nossa próxima era, que seria, um novo tipo de interação humana, na qual agentes inteligentes, através de softwares de inteligência articial, passariam a aprender com seus usuários, tanto em ações voluntárias (você o instruindo) ou involuntárias (ele aprendendo sozinho com meus hábitos).</p>
<p><em> (O melhor exemplo disso hoje são os programas anti-spam.)</em></p>
<p>Os agentes diferem de um programa tradicional de computador, que só agem conforme o seu comando, ou programação.</p>
<p>Os agentes inteligentes terão mais liberdade para tomar decisões informacionais. Algo como já ocorre (para o mal e para o bem) nos aviões mais modernos, como pudemos ver na discussão da queda do Boeing da Air France.</p>
<p>Essa nova interação um-robô poderá caracterizar uma nova Era, desde que tenhamos um suporte desses agentes, que possa se massificar e mudar hábitos.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://bp2.blogger.com/_Pu86u0fArN4/Ru1WgQgigUI/AAAAAAAAABE/rPT396xuPe4/s320/ai.bmp" alt="" width="300" height="297" /></p>
<p>O que marcaria o fim da Era Internet e o início de uma nova, talvez em muito menos tempo do que imaginamos.</p>
<p>É fato que a nova interação um-robô, não existente nas cavernas, e  só foi possível, a partir do mundo digital, bem como uma mais adiante podemos especular a possibilidade dos robôs-robôs.</p>
<p>Viagem?</p>
<p>Essa nova etapa das plataformas do conhecimento só terá significado social e relevância quando se massificar e definir o hábito cotidiano de boa parte da humanidade, principalmente aquela que influencia os demais.</p>
<p>O post acima, ainda em elaboração, é  um resumo, aliás, do que tenho concluído ainda preliminarmente na minha<a href="http://nepo.com.br/category/tese-nepomuceno/"> tese de doutorado.</a></p>
<p>O que dizes?</p>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F07%2F29%2Fa-nova-era-sera-a-do-eu-robo%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F07%2F29%2Fa-nova-era-sera-a-do-eu-robo%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O churrasco na laje e a complexidade informacional</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/06/18/o-churrasco-na-laje-e-a-complexidade-informacional/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2009/06/18/o-churrasco-na-laje-e-a-complexidade-informacional/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 13:11:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teorias sobre a Web]]></category>
		<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>
		<category><![CDATA[Web 2.0 e etc...]]></category>

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		<description><![CDATA[Diversidade de opiniões entre preceptores (professores) é essencial à educação sólida – Bertrand Russel, da minha coleção de frases.

Estive ontem lá no evento da UFF.
(Não, não foi um churrasco.)  
Antes, deu para conversar com o professor argentino Eduardo Vizer.
Fomos tomar um café e explicitei num guardanapo a hipótese central da minha atual tese de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Diversidade de opiniões entre preceptores (professores) é essencial à educação sólida – </em><strong>Bertrand Russel, </strong><a href="http://nepo.com.br/frases/">da minha coleção de frases.</a></p></blockquote>
<p><img class="alignnone" src="http://bp0.blogger.com/_MA5Vva9i8Do/RsiIzXTpAiI/AAAAAAAAAp4/7LPWkgWkOmw/s320/churras1.jpg" alt="" width="320" height="240" /></p>
<p>Estive ontem lá no <a href="http://nepo.com.br/2009/06/15/palestra-gestao-do-conhecimento-diante-da-convergencia-tecnologica/">evento da UFF</a>.</p>
<p><em>(Não, não foi um churrasco.) <img src='http://nepo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </em></p>
<p>Antes, deu para conversar com o professor argentino <a href="http://www.eptic.com.br/arquivos/Revistas/VII,n.1,2005/EntrevistaVizer.pdf">Eduardo Vizer</a>.</p>
<p>Fomos tomar um café e explicitei num guardanapo a hipótese central da minha atual tese de doutorado para  ele, que é algo, por enquanto, assim:</p>
<blockquote><p><em>O aumento da população gera uma maior demanda de consumo e, por sua vez, de informação, que pressionam determinado ambiente de conhecimento específico, ou mesmo hegemônico, através de uma ruptura em uma dada tecnológica cognitiva. Essa mudança procura gerar um  aumento da velocidade do fluxo informacional, via desentermediação, estabelecendo sempre uma nova forma de controle.</em></p></blockquote>
<p><em>(Não, não escrevi isso no guardanapo.)</em> <img src='http://nepo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>No popular, posso resumir: quanto mais gente tivermos no planeta,  mais complexo terão que ser o ambiente de conhecimento planetário, com novas tecnologias, tal como a Internet, que tira os intermediários<a href="http://nepo.com.br/2009/05/15/pode-uma-formula-matematica-explicar-a-internet/"> </a> para ganhar velocidade<a href="http://nepo.com.br/2009/05/15/pode-uma-formula-matematica-explicar-a-internet/">. Postei com mais detalhes isso aqui</a>)</p>
<p>A hipótese ainda em elaboração, eu sei, é meio Coperniconiana.</p>
<p>Ou seja, pode ser impossivel de provar, mas não deixa de ter o mérito de explicitar uma intuição, como pulgas nas orelhas alheias a se espalhar por ai.</p>
<p><em>(Copérnico &#8220;sabia&#8221; que era a terra que girava em torno do sol, mas não conseguiu provar. Tirem qualquer arrogância. Hipóteses são hipóteses, até que se prove o contrário.)</em></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.mochileiro.tur.br/MT%20primavera%20aviao%20agricola.jpg" alt="" width="425" height="405" /></p>
<p>Vou tentar chegar a algum lugar com ela, a partir das limitações dadas.</p>
<p>O professor Vizer me chamou a atenção para, além da questão da quantidade, me preocupar também com a da diversidade.</p>
<p>Foi bom, pois me lembrou o o que  já havia lido e discutido no blog sobre o livro do Clay Shirky <a href="http://nepo.com.br/2009/03/31/cacadores-de-mito a-sociedade-da-inf/">neste outro post.</a></p>
<p>Que é um pouco o que vou desenvolver melhor aqui sobre  a minha teoria <em>carioca-cognitiva </em>do <strong>churrasco na laje</strong>. <img src='http://nepo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Se você convida pessoas para a festa,  a complexidade do churasco vai depender basicamente da quantidade e do perfil dos convidados.</p>
<p>Se todo mundo é homogêneo, &#8220;topa qualquer carne&#8221;, é um tipo de festa mais simples.</p>
<p>Ou se é um pessoal mais refinado:  &#8221;carne de porco, não&#8221;, &#8220;coração de galinha, nem pensar,  tem colesterol&#8221;, &#8220;Não teria uma carne de soja?&#8221;&#8230;.</p>
<p>É outro churrasco, concordas?</p>
<p>Assim, um determinado ambiente de conhecimento será mais ou menos complexo dependendo da quantidade e da diversidade das pessoas que o compõe, tanto entre elas, ou mesmo a exigência informacional (indiosincrasias) de cada membro daquele grupo.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.meaus.com/dali-egg.JPEG" alt="" width="349" height="296" /></p>
<p>Note que, por essa lógica,  em um quartel, por exemplo,  há um motivo para que todos os soldados usam o mesmo uniforme.</p>
<p>O padrão das roupas é um método utilizado para nivelar as pessoas, diminuir a diversidade, criando sempre um fortalecimento da verticalização da voz de comando.</p>
<blockquote><p><em>Quanto mais homogêneo o grupo, mais fácil é controlá-lo. Quanto menos homgêneo, mais complexo.</em></p></blockquote>
<p>Escolas uniformizadas tendem a ser mais autoritárias do que aquelas que cada aluno pode se vestir do jeito que quiser.</p>
<p>Num efeito Tostines:</p>
<blockquote><p><em>A escola é autoritária, pois pede uniforme; E, por causa do uniforme, continua autoritária.</em></p></blockquote>
<p>O interessante é que os regimes de força e autoritários, sempre como primeira medida, querem impedir a difusão de várias vozes. Um Hugo Chavez quer &#8211; ao boicotar as tevês, rádios e jornais &#8211; reduzir a taxa de diversidade para aumentar o seu poder verticalizado, restringir ou atacar reuniões de opositores, etc.</p>
<p>Já, uma empresa que deseja inovação, criatividade, ao contrario, vai procurar estimular a individualidade, deixando todos colocarem bonecos em sua mesa, personalizando, ao máximo, o ambiente, <em>veja abaixo escritório do Google.</em></p>
<p><img class="alignnone" src="http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/5128184.jpg" alt="" width="386" height="300" /></p>
<p>São dois movimentos em direções opostas.</p>
<p>Certamente, um grupo estimulado a ser &#8220;você mesmo&#8221; será muito mais complexo para ser administrado, mas, por outro lado, muito mais rico em termos de resultados.</p>
<p>O Google quer novidades, ruptura.</p>
<p>O Chavez quer votos nele, continuidade.</p>
<p><em>(É a chamada auto-revolução em torno do umbigo do grande chefe.)</em></p>
<p>O Google precisará de tecnologias de troca que permitam administrar essa complexidade. A Web 2.0 é chave para o seu sucesso.</p>
<p>Já o Chaves para o seu sucesso (desculpem o trocadilho) fugirá da colaboração em rede, como o Linus Torvald da Microsoft.</p>
<p>Assim, ao se estudar cada comunidade, ou mesmo o ambiente de um determinado país,  é preciso observar o tamanho  e a diversidade dos membros do grupo entre si.</p>
<p>E cada um, ou grupo, em particular, analisando estas variáveis na hora de se formar e administrar determinada rede de conhecimento.</p>
<p>O Brasil, a meu ver, é um país verticalizado, autoritário, que não gosta  de estimular e tem sérias dificuldades de conviver com a diferença.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.ump.edu.br/metro/files/image/comportamento/parada_gay_1.jpg" alt="" width="384" height="268" /></p>
<p><em>(Não é à toa que mataram covardemente um garoto esta semana, depois da passeata do Orgulho Gay, em São Paulo.)</em></p>
<p>Assim, quanto maior forem estras  três variáveis&#8230;.</p>
<ul>
<li>Tamanho;</li>
<li>Diversidade entre membros;</li>
<li>E indiosincrasias de cada um.</li>
</ul>
<p>&#8230; maior sera a complexidade a ser administrada, tanto em termos de metodologia, quanto em tecnologias adotadas.</p>
<p>Quem quer criatividade, aposta na complexidade e na inovação precisará de um ambiente na qual a diversidade ganhe corpo, como é  o caso da  Web 2.0, na sua colaboração plena, caso da Amazon, por exemplo.</p>
<p>Quem quer submissão, aposta na uniformidade &#8211; tenderá à Censura, o boicote à mídia, a moderação de comentários nos sites interativos que criar, etc, retardando, ao máximo, a colaboração aberta.</p>
<p>No fundo, são dois modelos de poder.</p>
<p>E é exatamente isso que está colocando ao se perguntar sobre implantação de projetos 2.0.</p>
<p>Que chave você escolhe para abrir que cadeado?</p>
<p>Me diga!</p>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F06%2F18%2Fo-churrasco-na-laje-e-a-complexidade-informacional%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F06%2F18%2Fo-churrasco-na-laje-e-a-complexidade-informacional%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A teoria da virada de mesa da civilização</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/06/02/a-teoria-da-virada-de-mesa-da-civilizacao/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2009/06/02/a-teoria-da-virada-de-mesa-da-civilizacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 12:42:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empresa 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Governo 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Teorias sobre a Web]]></category>
		<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>
		<category><![CDATA[ricardo neves]]></category>
		<category><![CDATA[tempo de pensar fora da caixa]]></category>

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		<description><![CDATA[As organizações devem se tornar ainda mais rápida do que jamais foram na adoção de mudanças, sob pena de se tornarem irrelevantes ou até mesmo desaparecerem &#8211; Ricardo Neves &#8211; da minha coleção de frases.
Recebi da Campus/Elsevier o livro &#8220;Tempo de pensar fora da caixa&#8220;, de Ricardo Neves para resenhar.

Já tinha blogado sobre o livro.
Ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>As organizações devem se tornar ainda mais rápida do que jamais foram na adoção de mudanças, sob pena de se tornarem irrelevantes ou até mesmo desaparecerem &#8211; Ricardo Neves &#8211; </em><em><a href="http://nepo.com.br/frases/">da minha coleção de frases.</a></em></p></blockquote>
<p>Recebi da Campus/Elsevier o livro &#8220;<a href="http://compare.buscape.com.br/tempo-de-pensar-fora-da-caixa-ricardo-neves-8535232826.html?pos=4">Tempo de pensar fora da caixa</a>&#8220;, de<a href="http://www.ricardoneves.globolog.com.br/"> Ricardo Neves</a> para resenhar.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://ricardoneves.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/tempo-de-pensar-fora-da-caixa-low-quality.jpg" alt="" width="380" height="544" /></p>
<p><a href="http://nepo.com.br/2009/05/26/gestao-do-desconhecimento-ii-o-livro-do-ricardo-neves/">Já tinha blogado sobre o livro.</a></p>
<p>Ele cita o autor americano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/William_J._Bernstein">Bernstein, W.J</a> e o seu livro &#8220;The Birth of Plenty&#8221;, <a href="http://books.google.com.br/books?id=VfRO6vLd2esC&amp;dq=The+Birth+of+Plenty&amp;printsec=frontcover&amp;source=bn&amp;hl=pt-BR&amp;ei=QhUlSrWVG57Ftge3zdjoBg&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=5#PPR5,M1">que pode ser lido na rede no site do Google Books.</a></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 264px"><img title="Ricardo Neves" src="http://www.feiradoempreendedor.pa.sebrae.com.br/palestrantes/ricardo-neves/foto" alt="" width="254" height="391" /><p class="wp-caption-text">Ricardo Neves</p></div>
<p>A teoria de Bernstein, que está detalhada no livro de Neves, admite que 1820 foi um ano miraculoso:</p>
<blockquote><p>&#8220;(&#8230;)o início da decolagem da espiral ascendente de prosperidade e da inovação para a humanidade&#8221; (&#8230;) Deste período em diante, a cada nova geração, os filhos vivem em melhores condições que seus pais&#8221;.</p></blockquote>
<p>Segundo Bernstein, ainda no livro de Neves, a humanidade a partir dali cresce a 2% ao ano. E Neves lança uma pergunta instigante:<em> o que terá acontecido para que o ano de 1820 tenha sido o ano do milagre?</em></p>
<p>Neves volta a Bernstein, que se utiliza das idéias de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Douglass_North">Douglas North</a>.</p>
<p>Para North, existem quatro fatores para essa explosão, que combinados que permitiram essa situação de &#8220;virada de mesa&#8221;:</p>
<p><em>(Não há citação de que obra de North foi utilizada, mas eu suponho que pode se procurar algo aqui &#8211; </em><a href="http://www.questia.com/PM.qst?a=o&amp;d=101475531"><span style="font-weight:normal;"><em>Structure and Change in Economic History</em></span></a><span style="font-weight:normal;"><em>.)</em></span></p>
<p><span style="font-weight:normal;"><em> </em></span></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 416px"><img title="1820 - o ano do milagre..." src="http://www.caminhosdeluz.org/A-256_arquivos/image003.jpg" alt="1820 - o ano do milagre..." width="406" height="305" /><p class="wp-caption-text">1820 - o ano do milagre...</p></div>
<ul>
<li>a garantia do direito de propriedade &#8211; ou seja, os criadores devem receber incentivos para criar;</li>
</ul>
<ul>
<li>o direito das pessoas questionarem os limites impostos ao conhecimento usando métodos investigativos;</li>
</ul>
<ul>
<li>possibilidade de acesso daqueles interessados em promover inovação a um mercado de capital diversificado;</li>
</ul>
<ul>
<li>a liberdade e o aumento da mobilidade da circulação das pessoas, bens, serviços e informação, ou melhor, o florescimento do conhecimento na sociedade com a livre circulação de pessoas e ideias.</li>
</ul>
<p>O que me chama a atenção com mais esta peça do quebra-cabeça que ando montando, é de que talvez seja possível imaginar que na evolução das redes digitais, no passado e no futuro, haja espaço para um ponto de inflexão que podemos chamar  de &#8220;virada de mesa&#8221;.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://agualisa4.blogs.sapo.pt/arquivo/mesa_aqua.JPG" alt="" width="438" height="263" /></p>
<p>Notem que o último item citado por North o <em>florescimento do conhecimento e a livre circulação de idéias</em> é datado na Europa, a partir de 1450 com a chegada do livro milagre.</p>
<p>Vários autores destacam o papel do livro, tanto no questionamento do poder da Igreja, quando dos reis, através das revoluções que se seguiram (Francesa, americana, etc&#8230;).</p>
<p>Ou seja, 300 anos antes do tal <em>ano miraculoso.</em></p>
<p>Não foi algo que surgiu ali, mas veio crescendo ao longo do tempo.</p>
<p>Esse fator tempo de evolulção é importante para nós que pensamos estratégias sobre o futuro da Web.</p>
<p>Em 50 anos, a partir de 1450,  a Europa viu circular 13 milhões de exemplares de livros!!!</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.spectrumgothic.com.br/images/gothic/livros03.jpg" alt="" width="255" height="335" /></p>
<p>Ou seja, muito antes de 1820 o novo <a href="http://nepo.com.br/2008/10/23/as-necessidades-humanas/">ambiente de conhecimento</a> começou a aumentar a sua velocidade, eliminando intermediários virtuais para depois tornar essa mudança &#8220;real&#8221;, principalmente, o poder da Igreja e dos reis.</p>
<p>É de supor que durante um bom período a sociedade criou um <strong>período de preparação</strong> para a &#8220;virada de mesa&#8221;, que ocorreu 300 anos depois.</p>
<p>Algo como o mundo social, espelhar o mundo &#8220;virtual&#8221; criado pelo livro impresso depois de um período de maturação.</p>
<p>Ou melhor, a circulação de idéias ganhou tal velocidade ao longo do tempo, de tal forma que as instituições não eram mais compatíveis, com seus reis e papas com o ritmo do mundo ainda virtual, que se potencializou e passou ao dia-a-dia.</p>
<p><em>(Entende-se virtual aqui como a capacidade cognitiva das pessoas que passa a funcionar de outra maneira, mas as instituições não são compatíveis com esta.)</em></p>
<p>Haveria, assim, uma realização da<em> latência virtual</em>, transformando o mundo, a partir de 1820, em um processo iniciado, praticamente 300 anos antes?</p>
<p>Reis foram guilhotinados, novas igrejas surgiram (a protestante) e passou a exitir uma incompatilibidade entre o mundo das idéias e a sua realidade, de fato, que foi ganhando corpo ano a ano, até, na prática, permitir que o novo barco pudesse navegar sem as velhas âncoras.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://img78.photobucket.com/albums/v295/m_vm_home/passoapasso2/267_ancora_Maio_08_2004.jpg" alt="" width="374" height="255" /></p>
<p>O mesmo  fato ocorre exatamente agora e daí a relevância do livro de Neves de jogar luz sobre este problema.</p>
<p>Se formos comparar, estamos iniciando o processo em que o mundo no ambiente digital &#8211; com a sua velocidade de troca de idéias &#8211; inicia um processo de &#8220;virtualização&#8221;, projetando uma sociedade futura diferente dos atuais monopólios corporativos, a separação entre paises, que tendem a se organizar em federações (como é o caso da Europa, Nafta, Mercosul..)  e a falência da representação parlamentar nos moldes criados em 1789 com a revolução francesa, sem falar na justiça e no próprio executivo.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://blog.madscience.com.br/up/m/ma/blog.madscience.com.br/img/quicksandcolor.jpg" alt="" width="320" height="314" /></p>
<p>Em termos de especulação, podemos indagar se a nossa atual &#8220;virtualização&#8221; 2.0 resultará em um momento bem demarcado <strong>de virada de mes</strong><strong>a</strong>, na qual as novas forças com a nova dinâmica e velocidade chegarão finalmente &#8220;ao poder&#8221;?</p>
<p>Na qual as novas idéias, não serão mais inovação, mas o mainstream?</p>
<p>Passarão, assim,  a hegemônicas, transoformando a atual sociedade, criando um novo momento de inflexão da civilização em um novo ano miraculoso?</p>
<p>Talvez seja possível, mas podemos comparar a complexidade do mundo de hoje ao de 1820?</p>
<p>Neste momento, não estariam as <em>pulgas do passado</em> sendo jogadas para fora do planeta cachorro?</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.tamandua.com.br/imagens/pulga-cachorro.jpg" alt="" width="254" height="200" /></p>
<p>Você acredita que teremos nova virada de mesa tão demarcada?</p>
<p><em>(Note que a rede, apesar de vir crescendo, ainda não significou mudanças na forma de organização da sociedade. O mundo é 1.0 e as cabeças dos novos participantes já são 2.0. Essa imcompatibilidade pede ajustes.)</em></p>
<p>Por fim, ainda pergunto:</p>
<p>Tais ajustes serão tão demorados? Levarão 300 anos?</p>
<p><em>(Acredito que a velocidade é outra, mas nesse momento não estamos lidando com tecnologia, mas superação de problemas e bloqueios cognitivos. Perda de poder, de previlégios. O que nos leva para revoltas sociais, mudanças, pressão e tempo.)</em></p>
<p>1820 se repetirá? De que maneira? E quando?</p>
<p><img class="alignnone" src="http://2.bp.blogspot.com/_dgnRWnXDdLU/SeKmLLiJysI/AAAAAAAABss/7ygFgSBznJM/s400/INTERROGA%C3%87%C3%83O.jpg" alt="" width="400" height="300" /></p>
<p>Me digam.</p>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F06%2F02%2Fa-teoria-da-virada-de-mesa-da-civilizacao%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F06%2F02%2Fa-teoria-da-virada-de-mesa-da-civilizacao%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Pode uma lógica matemática explicar a Internet?</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/05/15/pode-uma-formula-matematica-explicar-a-internet/</link>
		<comments>http://nepo.com.br/2009/05/15/pode-uma-formula-matematica-explicar-a-internet/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 May 2009 09:27:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Nepomuceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tese nepomuceno]]></category>
		<category><![CDATA[fórmula internet]]></category>
		<category><![CDATA[galileu]]></category>

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		<description><![CDATA[Aldo Barreto no estudo sobre informação desengavetou Galileu:

”(&#8230;)  estruturas de armazenagem tendem a crescer em volume periódico e cumulativamente e terão em um determinado momento que enfrentar um problema de forma e conteúdo. A menos que existam estratégias de adaptação, os estoques tenderão a quebrar por seu próprio peso; transformar-se em agregados inúteis de informação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://avoantes.blogspot.com/">Aldo Barreto</a> no estudo sobre informação <em>desengavetou</em> Galileu:</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.pucsp.br/pos/cesima/schenberg/cientistas/galileu2.jpg" alt="" width="427" height="350" /></p>
<blockquote><p><em>”(&#8230;)  estruturas de armazenagem tendem a crescer em volume periódico e cumulativamente e terão em um determinado momento que enfrentar um problema de forma e conteúdo. A menos que existam estratégias de adaptação, os estoques tenderão a quebrar por seu próprio peso; transformar-se em agregados inúteis de informação por terem um exagerado excedente de informação não relevante”, (</em><a href="http://www.dgz.org.br/dez07/Art_05.htm#R1">Barreto</a><em>, 2007).</em></p></blockquote>
<p>Tive contato com essa teoria da similitude, via Aldo, em função das minhas inquietações, a paritr do projeto de colaboração do Globo On-line &#8211; que acompanhei de perto &#8211; e, principalmente, em função das conversas com Aloy Jupiara, que me descreveu como foi o processo, ao abrir aquele site noticioso para comentários.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.jornalistas.org.br/uploads/exposicaovirtual/VI%20enjac-rio%20(14).jpg" alt="" width="483" height="567" /></p>
<p>Mais e mais leitores entravam para opinar e era preciso uma nova forma para gerenciar aquele conjunto de informações.</p>
<p>Aloy ficava até de madrugada &#8220;fiscalizando&#8221; os comentários. Até que um dia não conseguiu mais (faltaram cabeça, troncos e membros) e resolveu &#8220;pedir ajuda&#8221; para a auto-gestão, através de denúncias de posts indevidos e filtros de palavras, um aplicativo dentro do software do jornal on-line.</p>
<p>[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=xtVOoyUTF0c]</p>
<p>Na verdade, ali a teoria de Similitude de Galileu batia: quando o volume aumenta é preciso mudar de forma.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.salesdantas.com/painel/banco/borboleta%20saindo%20do%20casulo.jpg" alt="" width="262" height="350" /></p>
<p>O que o Globo fez:</p>
<ul>
<li>1) abriu para comentários (pois era necessário dar vazão para mais notícias em uma cidade cada vez maior, a qual o jornal não consegue cobrir);</li>
<li>2) e novas formas de gerenciar esse novo movimento.</li>
</ul>
<p>Até aqui eu tinha ido.</p>
<p>Venho desenvolvendo nas minhas <a href="http://nepo.com.br/category/tese-nepomuceno/">pesquisas do doutorado</a> de que a causa principal desta mudança de forma é justamente uma lógica relacionada à população.</p>
<p>Quanto mais habitantes = mais necessidade de consumo = que gera mais necessidades informacionais = que pede novas formas de administração da informação, gerando novos ambientes, como o do livro e agora o da Rede.</p>
<p><a href="http://nepo.com.br/2009/03/31/cacadores-de-mito%c2%a0a-sociedade-da-inf/">Desenvolvi algo nessa linha aqui.</a></p>
<p>Muito bem, mas faltava um fator fundamental nessa nova lógica, que só agora caiu a ficha.</p>
<p>Qual o fator preponderante nessa mudança de forma?</p>
<p>Intuo hoje que seja <strong>a velocidade.</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone" src="http://www.saberweb.com.br/wp-content/uploads/imagens/aviacao/velocidade-supersonica/01g.jpg" alt="" width="454" height="324" /></strong></p>
<p>Ou seja o item mais evidente, <strong>a nova forma </strong>(citada por Galileu)<strong> </strong> necessária para manter o equilíbrio nos ambientes informacionais é aumentando o fluxo interno do sistema para que a informação flua, já que é impossível matar gente (por mais que alguns tenham tentado) e impedir que essas gente consuma (por mais que alguns ainda tentem também).</p>
<p>O que sobra: mexer na velocidade, eliminando barreiras.</p>
<p>Se eu não consigo controlar mais pessoas que chegam, que geram informação, eu aumento a velocidade pela qual elas circulam para manter o equilíbrio.</p>
<p>Na verdade, o exercício do poder é justamente tentar controlar essa velocidade para não perder o controle do fluxo, colocando barreiras para que não saia da lógica central, mas, como a história tem demonstrado, de tempos em tempos, é necessário dar um upgrade no processador de conhecimento humano, <a href="http://nepo.com.br/2009/03/19/as-redes-de-conhecimento-e-os-ciclos-humanos/">saltando de um ambiente para outro</a>, cada vez com mais necessidade de velocidade.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2007/jusp809/ilustras/cinema01.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p>O que assistimos com a Web  é o surgimento de uma nova velocidade nas áreas periféricas do sistema, que, por sincronização (vou falar disso em outro post) obriga a quem quer estar competitivo (veja o post sobre <a href="http://nepo.com.br/2009/03/18/o-fim-do-feudalismo-corporativo/">feudalismo corporativo</a>)  a &#8220;piscarem&#8221; no mesmo ritmo como os vaga-lumes, que estão já em outro ritmo.</p>
<p>Foi assim, por exemplo, com o e-mail.</p>
<p>Um sistema de conhecimento, veja abaixo o modelo do Aldo:</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.dgz.org.br/dez07/Art05fig01.jpg" alt="" width="396" height="378" /></p>
<p>Gira em círculos de entrada e saída.</p>
<p>Da entrada das idéias, até a retroalimentação do próprio sistema.</p>
<p>Há um tempo de duração, entre estas duas pontas: entrada e saída.</p>
<p>Uma carta demorava meses.</p>
<p>Hoje, é ao vivo.</p>
<p><em>(A Web 2.0 &#8211; isso também será assunto de outro post, suplanta a fase inicial da velocidade de comunicação e introduz o aumento da velocidade no armazenamento. Hoje, todos salvam. O primeiro acelerou o processo, mas não tinha abalado (ainda) a estrutura de poder. O segundo, não, mexe na memória, nos bancos de dados, pois a história passa a ser escrita por outras pessoas. E isso muda a sociedade.)</em></p>
<p>A aplicação da teoria de Galileu nos ambientes de conhecimento, que gera uma mudança de forma, pode se relacionar, principalmente, a necessidade do aumento da velocidade.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.pracadarepublicaembeja.net/wp-content/uploads/2008/05/uma-lebre-no-psd.jpg" alt="" width="400" height="375" /></p>
<p>Ou seja, ainda no campo das suposições, quanto mais o volume de dados crescer, mais rápido ele precisará circular, se não ficará obsoleto e não servirá para nada, <em>segundo Galileu e Aldo.</em></p>
<p>Se pusermos isso em uma lógica  matemática (ainda incipiente) teríamos algo assim:</p>
<p><strong>I x Q = V</strong></p>
<p><strong>I</strong>= Informação</p>
<p><strong>Q</strong> = Quantidade</p>
<p><strong>V</strong>=Velocidade (da troca de informações entre os participantes do ambiente.)</p>
<p>Há uma relação entre as três variáveis, quanto maior a multiplicação das duas primeiras, necessariamente terá que ser maior a outra.</p>
<p>Nos ambientes de conhecimento hegemônicos, no caso da Internet, teríamos como variáveis:</p>
<p>POPULAÇÃO = NECESSIDADE DE CONSUMO (DE TODAS AS ORDENS)  = VOLUME DE DADOS NECESSÁRIO PARA ATENDER A ESSA DEMANDA = VELOCIDADE COMPATÍVEL</p>
<p>Há que se fazer algumas ressalvas ao se utilizar uma lógica matemática em fenômenos sociais:</p>
<p>1) diferente de uma fórmula da física que o resultado sempre é o mesmo, a lógica<strong><em> (veja bem a diferença entre as duas)</em></strong> acima é o núcleo da tendência de mudança. Pode acontecer, deve acontecer, pois é a lógica, mas não acontecerá da mesma maneira em todos os lugares.</p>
<p><em>(Até hoje temos índios que não tem escrita!)</em></p>
<p><em><img class="alignnone" src="http://www.indiosonline.org.br/blogs/media/users/yonana/yonana-web3.jpg" alt="" width="579" height="435" /></em></p>
<p>É sobre esta lógica, sobre este núcleo básico, que as coisas podem funcionar, mas não é ainda o resultado final.</p>
<p>É para onde as coisas <strong><em>tendem a fluir.</em></strong></p>
<p>Ou melhor, sempre tenderam, mas não percebíamos por ser uma lógica que se relaciona à população, que cresce lentamente.</p>
<p>2) a necessidade da fórmula ajuda na tangibilização da lógica. Não quer dizer que é essa exatamente, pode haver, com certeza, outras variáveis que iremos trabalhando, mas aí está um dos núcleos principais;</p>
<p>3) a procura de uma simplicidade básica, o tal do ovo do Colombo, nos leva a sofisticar as digressões e não o contrário. Partir de algo simples, potencializa, caso se aproxime da lógica real.</p>
<p>Perguntas possíveis e respostas que me dei.</p>
<p><strong>Para aumentar a velocidade do ambiente o que é preciso?</strong></p>
<p>Cortar os pontos em que a informação tem dificuldade de circular.</p>
<p><strong>Como?</strong></p>
<p>Colocando mais tecnologias que permitam acelerar a dinâmica. E depois incorporar mais gente para ajudar no processo para: armazenar, filtrar, consultar, retirar informações.</p>
<p>Ou seja, todo o processo de horizontalização da rede tem um único propósito: ganhar velocidade.</p>
<p>Blogs, comentários, Twitters, orkuts, YouTubes&#8230;.são processos para se atingir a esse objetivo e não o contrário!</p>
<p>Retirando, assim,  do processo os burocratas: os antigos intermediários.<img class="alignleft" style="border:0 initial initial;" src="http://conversasdexaxa3.blogs.sapo.pt/arquivo/burocrata.bmp" alt="" width="157" height="204" /></p>
<p>Exatamente igual aconteceu com os padres no surgimento do livro.</p>
<p>Deixaram de ser os únicos a lerem a Bíblia para os fiéis, que passaram a ler direto.</p>
<p>Portanto, no ambiente do livro impresso: mais autores, mais fontes, mais lugares de consulta, etc.</p>
<p>É assim com a Internet.</p>
<p>É assim com o Twitter, que gira mais rápido do que uma lista de discussão, por isso  tão mais interessante.</p>
<p>É ainda uma teoria experimental, sujeita à chuva e trovoadas.</p>
<p>Ótima e propícia para discussão em um blog no processo de tese aberta, que estou desenvolvendo.</p>
<p>Pegue seu guarda-chuva, que já estou com o meu.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://carlosribeiro.com.br/wips/guarda_chuva_1.jpg" alt="" width="461" height="277" /></p>
<p>Te pergunto, afinal:pode uma fórmula matemática explicar a Internet?</p>
<p>Que dizes?</p>
<div class="bzbutton" style="float:right;margin-left:10px;float:right;margin-left:10px;margin-left: 10px;"><a href="http://buzzvolume.com/compartilhar?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F05%2F15%2Fpode-uma-formula-matematica-explicar-a-internet%2F&source=cnepomuceno"><img src="http://buzzvolume.com/button.png?url=http%3A%2F%2Fnepo.com.br%2F2009%2F05%2F15%2Fpode-uma-formula-matematica-explicar-a-internet%2F" /></a></div>]]></content:encoded>
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