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Há  crise velada na Internet, que só tende a crescer com o tempo. Mais e mais pessoas reclamam das atuais Plataformas Participativas: do Youtube, do Instagram, do Uber, do Facebook, entre outras.

Há, de fato, incontornável impasse entre modelo centralizado de decisões versus nova cultura descentralizada –  que propagam.

Usuários têm toda a liberdade do mundo para publicar o que querem, mas não de opinar e decidir sobre as regras de funcionamento.

Os sintomas podem ser resumidos, assim:

  • falta transparência;
  • modificações de cima para baixo sem consulta ou comunicação;
  • além, de divisão não proporcional dos lucros.

É espécie de democracia horizontal radical de liberdade de expressão na ponta e modelo autoritário hierárquico vertical, na forma de decidir, no centro.

Várias ações dos donos das plataformas têm ido, cada vez mais, na direção oposta aos conceitos originais.

Vivemos hoje, sem dúvida, ainda de forma tímida, os primórdios da primeira grande crise das organizações 3.0.

Muitos dirão que é algo para sempre.

Discordo.

Há, de fato, impossibilidade da participação mais efetiva das pessoas. Faltam, antes de tudo, ferramentas participativas.

São milhões de usuários que teriam que participar em centenas de decisões, todos os dias – o que tornaria, com as ferramentas atuais, o modelo caótico, ineficaz e pouco produtivo.

Para resolver o problema visualizo duas grandes tendências para o futuro:

  • Filosofia mais aberta e participativa para as pontas –  nas plataformas menores, de nicho;
  • tecnologias mais distribuídas – no estilo blockchain para as plataformas maiores.

Podemos, assim, começar a imaginar um Youtube-chain, um Insta-chain ou um Face-chain.

A crise das Organizações 3.0 marcará o início do fim da etapa de descentralização digital e a passagem para a fase mais distribuída.

Quem viver, distribuirá!

É isso, que dizes?

Em áudio:

https://youtu.be/KGlwIr7UQw8

 

 

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