Cabe aos pesquisadores procurar similaridades e não nos deixarmos levar por gurus com muita fumaça (penetração na mídia tradicional), mas poucos argumentos lógicos (tempo de estudo e diálogo honesto com outros pesquisadores/interessados do mesmo tema).

Versão 1.0 - 13 de setembro de 2012
Rascunho - colabore na revisão.
Replicar: pode distribuir, basta apenas citar o autor, colocar um link para o blog e avisar que novas versões podem ser vistas no atual link.

Não existe nenhum fenômeno humano, individual ou coletivo, que já não tenha ocorrido de forma similar no passado.

Cabe aos pesquisadores procurar similaridades e não nos deixarmos levar por gurus com muita fumaça (penetração na mídia tradicional), mas poucos argumentos lógicos (tempo de estudo e diálogo honesto com outros pesquisadores/interessados do mesmo tema).

Por motivos diversos, tornou-se prática comum procurar batizar os tempos de hoje com algum nome.

Era (ou sociedade de/da) informação, do conhecimento, do nexo,  pós-industrial, moderna.

Para se aferir tal “batismo”, é preciso ter um diagnóstico mais preciso, pois cada tipo de sociedade pede uma “primeira comunhão” distinta.

Ou seja, há embutido um custo para se fazer o alinhamento devido.

É bom saber que depois de qualquer  diagnóstico vem sempre um tratamento (se for equivocado caríssimo).

Não podemos aceitar que nada do que é contemporâneo seja algo completamente especial e a-histórico.

Obviamente, que há sempre particularidades, porém não singularidades específicas que nos separam dos nossos ancestrais.

E, caso seja possível isso, é preciso que se argumente baseado em fatos e não em versões bem empacotadas, porém vazias de lógica.

Se alguém defender que estamos na sociedade “xyz”, sugiro questionar:

- quais as mudanças (forças) recentes nos levaram para o cenário proposto?

- por que agora e não bem antes ou bem depois?

- quando na história tivemos algo similar?

- e se é um fato completamente inusitado, por que agora?

- quais fatores no futuro podem nos levar a ter outra mudança da mesma natureza?

Não vale dizer que fulano disse, mas é preciso argumentos válidos para consolidar o diagnóstico.

Concordas?