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Você tem que ser a mudança que você quer para o mundoGandhi da minha coleção de frases.

A Wikipedia está em crise.

Quem levanta a lebre é o WSJ em matéria desta semana.

Os sintomas, segundo o artigo:

– um número sem precedentes dos milhões de voluntários online que redigem, editam e policiam o seu conteúdo começou a abandonar o barco.

O assunto volto à baila –> Wikipedia vem perdendo colaboradores

Dados concretos, segundo o jornal:

Nos primeiros três meses de 2009, o site da Wikipédia em inglês teve uma perda líquida de mais de 49.000 editores, ante perda líquida de 4.900 no mesmo período um ano antes, segundo o pesquisador espanhol Felipe Ortega, que analisou o histórico de edição dos mais de 3 milhões de colaboradores ativos da Wikipédia em dez línguas. No mesmo período, o site em português teve uma perda líquida de quase 1.800 editores, ante ganho de 147 um ano antes.

Apesar de manter a visitação e crescer em número de acessos:

Na verdade, a Wikipédia continua muito popular, com o número de visitantes tendo crescido 20% no período de 12 meses encerrado em setembro, segundo a comScore Media Metrix.

Explicações para o problema da queda de participação dos próprios colaboradores:

  • – muitos tópicos já foram redigidos;
  • – abundância de regras;


  • – “Muita gente está se enchendo quando tem de debater repetidamente o conteúdo de certos artigos”.
  • –  Cada vez mais, novatos que tentam editar alguma coisa são informados de que violaram uma regra sem querer — e descobrem que suas edições foram apagadas;
  • Os colaboradores do site ficaram mais agressivos no patrulhamento de vândalos e modificações suspeitas.

Os problemas levaram ao jornal a repensar o próprio modelo 2.0, de se gerir informação:

Os problemas na Wikipédia também suscitam questionamentos sobre a evolução do “crowdsourcing”, um dos princípios mais celebrados da era da internet. Esse conceito defende que há sabedoria em agregar contribuições independentes de uma infinidade de usuários da internet. Ele foi promovido como um meio novo e melhor de grandes números de pessoas colaborarem em tarefas, sem as regras e a hierarquia das organizações tradicionais.

 Como se consegue fazer este controle com sucesso?

Já no início do ano critiquei a maneira como os novatos eram tratados por lá.

Acredito que há uma certa ilusão, como até aponta o WSJ:

“As pessoas geralmente têm essa ilusão de que a sabedoria coletiva é uma espécie de pó mágico que você lança sobre um sistema e coisas mágicas acontecem”, diz Aniket Kittur, professor assistente de interação entre humanos e computadores na Universidade Carnegie Mellon, dos Estados Unidos, que estudou a Wikipédia e outras comunidades virtuais de grande porte. “Mas quanto mais pessoas você agrega a um problema, mais dificuldades enfrentará para se coordenar com essas pessoas. É como ter cozinheiros demais na mesma cozinha.”

Pelo acompanhamento que venho fazendo do projeto de inclusão de comentário pelos leitores nas notícias do Globo on-line podemos dizer que um projeto de administração de colaboração é uma nova técnica de gestão da informação em desenvolvimento e carece de diversas condutas e tecnologias para se manter a relevância e a motivação dos colaboradores.

Tais como:

  • – As regras devem existir, claro, não é a casa da mãe joana;
  • – Devem ser  discutidas com o grupo participante  e com o uso vai se aprendendo como evitar os ruídos (inexperiência de leigos, trotes, spams, vandalismos, etc);

Agora o mais importante:

  • – As regras vão sendo criadas, amadurecidas e incorporadas para ferramentas automáticas, que passam a contar com um conjunto de filtros inteligentes que vão impedindo que ações humanas contra a comunidade possam ser feitas;

O excesso de regras do Wikipedia demonstra que eles estão sem recur$o$ ou sem a visão, criando regras, aonde deveriam ter ferramentas que ajudassem a diminuí-as, interfaces melhores e mais inteligentes.

Por exemplo, transferir para os formulários de inclusão de artigos os critérios de edição, por exemplo, pois para cada um tipo de artigo tem um modelo distinto.

Não se deve pedir para se ler as regras, mas transferi-las para a interface que cuida de solucionar e direcionar para que não se saia do script. Ao se terminar de preenchê-los tudo estaria certinho, sem necessidade de leitura das ditas cujas.

Assim, funcionam cada vez melhor os sites de comércio eletrônico para que você não sinta que está gastando!

Vai aprendendo e facilitando a vida do usuário para que cada vez mais, ele com menos esforço, chegue aonde quer.

(Será que  também não temos aqui um  problema de modelo econômico do Wikipedia, que não consegue recursos para esse tipo de medidas, que sim, são caras, pois é tudo novo e precisa ser criado, pensado e desenvolvido?)

Deve haver um controle dos usuários, mas também um controle dos controladores.

Hoje, no Wikipedia se formou uma casta radical de Wikicolaboradores.

Toda a interação colaboradores x usuários deve ser aberta e passível de leitura para qualquer um na rede.

Este fato pode evitar que a “panela” se forme e os radicais do lado de dentro, que se acham os reis da wikicocada preta. :)

Neste aspecto, podemos dizer que até o Wikipedia, o farol do mundo 2.0, também ainda tem o seu lado 1.0.

Ou seja, não é fácil.

Como costumo dizer, todo dia, como um alcoólatra em recuperação, devemos olhar no espelho e dizer:

Só por hoje, serei 2.0“. :)

Nossas cabeças ainda pensam sempre no modelo anterior, vamos precisar de algumas gerações para viver plenamente o mundo novo que estamos entrando…

Ou seja, não se pode questionar a produção coletiva como modelo, pelos tropeços que temos e teremos.

Ela será talvez a única, ou a mais utilizada saída para um mundo super-povoado que precisa de velocidade e complexidade dos seus sistemas de informação!

Mas deve se saber que ela exige um esforço, um novo tipo de gestão informacional, para o qual não temos ciência, normas, regras, detalhamento.

É uma nova floresta virgem, na qual estamos penetrando com lanternas pequenas, com MUITO pouca luz.

A crise do Wikipedia é saudável, desde que vivida de forma aberta e se aposte sempre na visão e nas tecnologias adequadas.

Será útil, não para questionar o modelo, mas para sabermos que ele precisa ser sempre pensado e inovado, pois somos neófitos em produções coletivas nessa magnitude.

Abre e fecho o artigo com mestre Gandhi:

“Você tem que ser a mudança que você quer para o mundo.”

Se não for assim, já (não) é.

Que dizes?

PS- mais detalhes sobre o tema no WSJ.

24 Responses to “O lado 1.0 do Wikipedia”

  1. Bia Martins disse:

    Interessante essa questão, Nepô. Aponta para os problemas/limites do modelo aberto colaborativo.

    Como você diz, não que ele não seja viável, ao contrário. Mas ainda é um experimento em processo, revelando sua complexidade.

    O desafio é qualidade x abertura. Que instrumentos podem garantir a coexistência dos dois num projeto dessa dimensão? Ainda é uma questão em aberto.

  2. Rafael Xavier disse:

    Oi Nepô,

    Li algo na mesma linha ontem sobre Sabedoria das Multidões – http://comunicacaochapabranca.com.br/?p=9079 – link postado pelo Helio Teixeira na lista de AI.

    Realmente é um banho de água fria o que ocorre com o Wikipedia ainda mais para quem respira e defende o fluxo das infos nos modelos colaborativos. Como você falou, as regras existem para não zonear o coreto, mas podem ser diluídas num processo de aprendizagem.

    Vivemos uma era NOVA na web e a receita de bolo ainda está sendo trabalhada e apesar de tudo acredito estarmos no caminho certo, ou seja, no caminho da experimentação.

    Parei e pensei: tendemos a viver sempre um ciclo? Quando tivermos a receita de bolo (talvez com a geração Y madura) será que viveremos a mesmice de hoje? Será que a internet mudará radicalmente em 5 anos a ponto de tudo isso ser obsoleto a precisarmos experimentar modelos novos (de novo)?

    Abraços,
    Rafael Xavier

  3. […] Os colaboradores do site ficaram mais agressivos no patrulhamento de vândalos e modificações suspeitas. via nepo.com.br […]

  4. Gran Kain disse:

    Fico feliz em saber que não sou o único revoltado contra o atual wiki. Tive diversos artigos excluídos apesar de ter feito dezenas e dezenas de colaborações.
    Muitos artigos eram excluídos por serem irrelevantes quando uma pesquisa no google mostrava o assunto do artigo já na primeira página.
    Hoje muitos assuntos são mais fáceis de serem buscado via google que o wiki, eu que tinha o wiki como home mudei pro oráculo. Se vier no wiki e não tiver outra fonte melhor eu entro, se não pego o link da sorte.

  5. Amigo Nepô, saudades das suas aulas!
    Realmente, é triste ver um projeto tão potencialmente 2.0, como a Wikipedia, se perder no vale escuro da web 1.0. De fato, as regras estão excedendo a limite da paciência de quem quer promover conteúdo. Para você ter uma ideia, nosso amigo Rafael Vitoriano, da nossa Dig4, não consegue colocar o verbete Sou Mais Web. A Wiki alega que isso é autopromoção. Mas, o que não percebem é que estão perdendo a chance de conversar com que quer promover um debate altamente aberto e voltado para a produção coletiva. Uma pena que não queiram conversar. Acredito que se soubessem o quanto o evento tem a ver com o modelo Wiki, não teriam porque cercear este tipo de conteúdo.
    Acredito que, com o tempo, a Wikipedia pode perder espaço para o Knol, do nosso “amigo” Google.
    Grande abraço e espero revê-lo em breve.

  6. Simone disse:

    Dá medo quando uma estrutura grande e reconhecida como a Wikipedia começa a ruir por seus traços 1.0.

    Medo, por um lado, por eles não terem sustentado a filosofia 2.0 em seus investimentos em tecnologia para suportar este conceito, como você disse bem.

    Medo, também, por ser justamente o lado 1.0 que está fazendo a corda ruir. Prova maior de que este conceito está mais que ultrapassado, fadado ao fracasso.

    Serei 2.0. Só por hoje e planejando também para amanhã.

    bjs.

  7. A verdade é que a grande maioria dos professores universitários não aceita a Wikipedia como fonte de referência em trabalhos de pesquisa, e com razão, afinal, a Wikipedia é um grande mural público onde qualquer um pode colocar qualquer coisa, e pior, mudar o que já está lá.

    Por mais moderada que seja, ela ainda está na mão de gente “anônima”, que não tem compromisso legal algum com o que está escrito ali, e portanto, está sujeita a toda sorte de vandalismo, plágio e irrelevância.

    Eu escrevi alguns artigos lá, incrementei outros, e gosto do projeto, mas reconheço que seu objetivo, que é sua essência, nunca será atingido: Ser uma enciclopédia. A Wikipedia pra mim é um grande reduto de “Curiosidades”, de artigos que falam sobre os mais variados assuntos, mas que, se eu precisar me aprofundar neles, terei de recorrer a outras fontes de informação.

    Este é o mesmo motivo pelo qual o Linux para desktop e a maioria dos softwares abertos não decolam.

  8. Giselly disse:

    Nepo, gostei demais dessa discussão … mas continuo em duvida: como manter a qualidade, a participação e o interesse

  9. cnepomuceno disse:

    Bom, pessoal, vamos por partes:

    Bia, “O desafio é qualidade x abertura. Que instrumentos podem garantir a coexistência dos dois num projeto dessa dimensão? Ainda é uma questão em aberto.”

    Concordo, há que se estudar e praticar bastante para se aprender sobre isso.

    ———————–

    Rafael:

    “Será que a internet mudará radicalmente em 5 anos a ponto de tudo isso ser obsoleto a precisarmos experimentar modelos novos (de novo)?”

    Sim, pelo que tenho lido e blogado, vivemos em ambientes de conhecimento que entram em entropia, em função do volume de gente que existe no planeta. Quanto mais, mais complexos têm que ser.

    Outras crises virão, pode esperar, com certeza, não na dimensão da Internet, e se for igual tem que haver uma mudança radical, chips na cabeça, robôs, coisa do tipo.

    ———————
    Gran:

    ” Se vier no wiki e não tiver outra fonte melhor eu entro, se não pego o link da sorte.”

    Bom, acho que o fato de termos problemas, não significa no meu caso que não vá usar o wikipedia quando for útil, temos que pressionar para melhorar.

    ———————–
    Fábio,

    tb com saudades dos nossos encontros…

    “Para você ter uma ideia, nosso amigo Rafael Vitoriano, da nossa Dig4, não consegue colocar o verbete Sou Mais Web. A Wiki alega que isso é autopromoção.”

    Pois é, acho que tem que abrir toda a relação editores usuários para o público e deixar a massa julgar, quer-se transparência para evitar abusos…

    ————————
    Simone:

    “Prova maior de que este conceito está mais que ultrapassado, fadado ao fracasso.”

    Nossas cabeças são 1.0 e temos que fazer um esforço gigantesco para vermos as contradições e os becos sem saída que esse ambiente nos leva. Não jogo pedra, pois acho o processo natural, mas tem que ter uma saída na direção da transparência e abertura.

    —————————————-
    Daniel:

    “Ser uma enciclopédia. A Wikipedia pra mim é um grande reduto de “Curiosidades”, de artigos que falam sobre os mais variados assuntos, mas que, se eu precisar me aprofundar neles, terei de recorrer a outras fontes de informação.

    Este é o mesmo motivo pelo qual o Linux para desktop e a maioria dos softwares abertos não decolam.”

    Cara, nem tanto ao mar, nem tanto à praia 😉

    A wikipedia é a enciclopédia moderna, pois nada nesse mundo pode ser feito sem essa dinâmica, infelizmente, ou felizmente, é daqui para lá.

    Talvez as outras enciclopédia do papel comecem tb a tentar fazer modelos que dêem conta da velocidade necessária.

    Diria que o Wikipidea é um laboratório.

    Quanto ao Linux, acho que não podemos radicalizar, veja que estava no avião outro dia, e uma máquina lá deu pau, destas que passam filmes e tinha um pinguim, vi que era linux.

    Outro dia um terminal de banco deu pau, era Windows.

    (Ainda bem que não deu pau no computador do piloto).

    Muita coisa do software livre hoje é extremamente útil para a sociedade e não podemos neste caso achar que os problemas que vão surgir detonam o processo.

    Digo e repito, modelos como do Wikipedia são a nossa única saída, cabe melhorar, tem macete, malandragem, tudo, que precisa apenas ser desenvolvido,

    grato a todos pelos comentários,

    Nepô.

  10. cnepomuceno disse:

    Giselly
    Nepo, gostei demais dessa discussão … mas continuo em duvida: como manter a qualidade, a participação e o interesse.

    Bom, isso tudo faz parte da gestão de redes humanas 2.0, é o pulo do gato. Acredito que é uma combinação harmônica entre as redes de comunicação, a principal, a de conexão e suas interfaces e a de informação, com a recuperação e inclusão de dados pelos usuários, sem ruídos e com relevância.

    Tudo isso com um resultado cada vez mais útil para a sociedade.

    Difícil?

    Quem disse que a vida é fácil?

    abraços, tks pela visita,

    Nepô.

  11. Nepô. Pois é… todos temos nossas teorias sobre “o que é a Wikipédia”, mas nenhuma delas passa por “é uma enciclopédia”. Um laboratório também é uma boa definição.

    Quanto ao Linux… Eu já vi funcionando. Em servidores, é ótimo, em dispositivos embarcados (como a central de entretenimento dos aviões, aparelhos de GPS, geladeiras, celulares e etc) também. Linux é ótimo para tarefas específicas, dessas que você coloca ele lá pra funcionar e nunca mais volta lá pra ver como está. Mas nos desktops, a versatilidade ainda é mais forte. Não que esse seja o alvo das discução (o Linux), mas sim o lance da colaboração anonima e gratuíta…

    Até mais!

  12. cnepomuceno disse:

    Daniel, pois é….mais adiante veremos todos que estávamos engatinhando com o Wikipedia, acredito que temos muita metodologia e tecnologia pela frente.

    valeu, abraços
    Nepô

  13. […] que não houvesse inveja de fulano aparecendo mais do que os demais (algo que talvez o Wikipedia esteja perdendo o prumo, com seus editores, agora, se sentindo dono do […]

  14. Celi Audi disse:

    (Tá antiguinho, mas não resisti)
    “As tempestades não provam nada contra a navegação” – André Comte-Sponville

  15. Carlos Nepomuceno disse:

    Celi, com certeza….

    A ideia do compartilhamento continua, existem apenas métodos que precisam ser desenvolvidos…testados e melhorados,

    abraços,

    Nepô.

  16. Carlos Nepomuceno disse:

    Uma boa discussão sobre outros Wikipedias do passado pode ser lida no artigo do Chartier, na Folha “A bisavó da Wikipedia”, aqui:

    http://blog.educacional.com.br/nortonjr/2010/03/01/a-bisavo-da-wikipedia/

  17. Carlos Nepomuceno disse:

    Notem que não é só o Wikipedia, como no post acima, que tem a cabeça 1.0, vejam esta matéria desta semana sobre o Twitter:

    http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/twitter-permitira-propaganda-site-pela-1a-vez-548776.shtml

    O Twitter vai abrir para anúncios e pergunta-se:

    1- conversou com seus usuários?
    2- pediu sugestão?
    3- fez um protótipo para recolher opiniões?

    O que prova, a meu ver, que a cabeça 1.0 não é privilégio dos velhos atores.

    É preciso sempre pensar no mundo que estamos entrando, as ferramentas são apenas indutoras, mas a grande mudança é basicamente cognitiva, pensar de forma diferente, incluindo, incluindo, incluindo.

  18. Washington disse:

    Isso é resultado da ditadura na internet e o excesso de zelo por bobagem. Existem milhões de pessoas que criam um blog, um site, uma lista de e-mail, um fórum e se sentem verdadeiros Hitlers: tudo tem que estar dentro de regras, as mais severas possíveis. Não pode dizer isso, não pode dizer aquilo, não pode questionar o moderador. Parece que a pessoa se sente dona daquele espaço como se fosse um pai cuidando do filho. Chega a ser impressionante.

    Há muitos anos eu notei essa falta de liberdade na internet e abandonei o barco. Não contribuo com nada que receba atenção de moderadores(caso da Wikipedia). Por mim, podem falir, problema deles.

  19. Carlos Nepomuceno disse:

    Washington, como ditadura e Internet não rimam, o modelo está falindo..;)

    Valeu a visita,

    Nepô.

  20. […] E o Wikipédia cria uma panela de especialistas, que ficam lá atrapalhando a criação coletiva. […]

  21. JOÃO KZAM disse:

    Entrei na Wikipédia como colaborador também, mas a primeira dificuldade que encontrei foi justamente as regras, regras, regras,… faltas graves como as já colocadas, elas devem ser transparentes, afinal de contas se pra mim que sou da área de TI já era um incômodo ter que ler todas elas imaginem um psicólogo querendo inserir conteúdo, tendo que aprender as regras primeiro (e são muitas), pra depois fazer o que é de sua especialidade. Aprender uma especialidade para contribuir. Depois teve aquela época em que aprecia uma foto do criador informando sobre o equívoco da informação veiculada pela mídia tradicional sobre o escândalo com a ex-esposa (calcinhas e cuecas), e logo depois ele aparece, toda vez que abriamos a wikipédia, pedindo a colaboração dos leitores e colaboradores para manter o projeto, enfim, enfim, enfim… Acho que os profissionais que estão querendo adotar o sistema colaborativo devem procurar pelos profissionais que participam do desenvolvimento colaborativo do Linux, pois eles são pioneiros em produção de ciência e conhecimento de software colaborativo. SOFTWARE LIVRE!

  22. Carlos Nepomuceno disse:

    João, o que não entendo, por que não melhoram a interface?

    Não é tão caro assim.

  23. joão kzam disse:

    É por que vc não viu uns 5 anos atrás, o problema que era a instalação, mas posso resumir que os maiores entraves para o deslanche do Linux são em sua maioria patentes. Você acredita que o clique do mouse, o termo e a ação são patentes da Microsoft? Pois é, até as fontes tem que ser criadas novamente com metodologia e técnicas que nãoi esbarrem nas patentes. E isso por que o Windows foi uma criação da Xerox (windows, mouse, o protocolo ethernet que hoje universaliza o acesso à internet – obs: internet não é web). A Xerox criou o Windows que foi roubado pela Apple, que foi roubada pela Microsoft, que comprou a maioria das ações da Apple mais tarde, quando Steve Jobs tornou-se empregado de Bill Gates…Vide o filme: PIRATAS DO VALE DO SILÍCIO, um dos poucos filmes fieis aos fatos que o geraram.

  24. […] modelo colaborativo do Wikipédia, que tem suas falhas (não são poucas) é uma tentativa da construção coletiva horizontal de […]

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