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	<title>Comentários sobre: O desesperedorismo</title>
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	<description>&#34;Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.&#34; (Sêneca)</description>
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		<title>Por: O desesperedorismo saiu no Diário do Comércio! &#171; Nepôsts &#8211; Rascunhos Compartilhados</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4156</link>
		<dc:creator>O desesperedorismo saiu no Diário do Comércio! &#171; Nepôsts &#8211; Rascunhos Compartilhados</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 17:54:42 +0000</pubDate>
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		<description>[...] 6 06UTC Agosto 06UTC 2009 por cnepomuceno    Diário do Comércio, a partir do post que a Alice Sosnowsky viu aqui no blog do desesperedorismo. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] 6 06UTC Agosto 06UTC 2009 por cnepomuceno    Diário do Comércio, a partir do post que a Alice Sosnowsky viu aqui no blog do desesperedorismo. [...]</p>
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		<title>Por: cnepomuceno</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4155</link>
		<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 19:34:47 +0000</pubDate>
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		<description>Mônica, ótima entrevista, veja que colhi duas frases para minha coleção.

Que bom que você está tagarela, coisas boas já aconteceram aqui nesse post, grato por compartilhar.

Nepô.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mônica, ótima entrevista, veja que colhi duas frases para minha coleção.</p>
<p>Que bom que você está tagarela, coisas boas já aconteceram aqui nesse post, grato por compartilhar.</p>
<p>Nepô.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Mônica Lira</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4154</link>
		<dc:creator>Mônica Lira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 18:15:11 +0000</pubDate>
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		<description>Queria colocar mais uma questão (desculpe se estou exagerando, mas hoje estou especialmente tagarela). Empreender não é pra qualquer um. Assim como nem todo mundo pode ser um engenheiro, um músico ou jogador de futebol. É preciso ter perfil pra isso.

Mas concordo que falta o mínimo de condições pra que as pessoas que têm esse perfil possam desenvolver suas potencialidades.

Li hoje uma entrevista do psiquiatra Roberto Shinyashiki à IstoÉ que ilustra bem esse assunto. Ele diz o seguinte:

&quot;Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.

Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.

Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.

O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.&quot;

Vale a pena ler a entrevista completa: http://www.terra.com.br/istoe/1879/1879_vermelhas_01.htm</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Queria colocar mais uma questão (desculpe se estou exagerando, mas hoje estou especialmente tagarela). Empreender não é pra qualquer um. Assim como nem todo mundo pode ser um engenheiro, um músico ou jogador de futebol. É preciso ter perfil pra isso.</p>
<p>Mas concordo que falta o mínimo de condições pra que as pessoas que têm esse perfil possam desenvolver suas potencialidades.</p>
<p>Li hoje uma entrevista do psiquiatra Roberto Shinyashiki à IstoÉ que ilustra bem esse assunto. Ele diz o seguinte:</p>
<p>&#8220;Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.</p>
<p>Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.</p>
<p>Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.</p>
<p>O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.&#8221;</p>
<p>Vale a pena ler a entrevista completa: <a href="http://www.terra.com.br/istoe/1879/1879_vermelhas_01.htm" rel="nofollow">http://www.terra.com.br/istoe/1879/1879_vermelhas_01.htm</a></p>
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	<item>
		<title>Por: cnepomuceno</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4153</link>
		<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:58:11 +0000</pubDate>
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		<description>Mônica,

acredito também que se por um lado a estabilidade pode ajudar, por outro, tem mantido os critérios de avaliação funcional lá embaixo.

Hoje, a influência política em todas as esferas sociais é algo muito sério, ainda mais no estado.

A educação é um grande passo, mas defendo sempre a idéia de educação criativa e não opressora.

Pois também a educação castradora, até em alguns momentos é pior a emenda que o soneto, se tiver tempo e grana sugiro dar uma olhada no livro:

The Element
de Ken Robinson

sobre tipos de educação.

Defendo algo bem amplo, por falar em frases, veja esta:

A Educação precisa ser pensada de uma forma ecológica. Deveríamos ter duzentos conceitos educacionais diferentes e deixar que as pessoas escolhessem o melhor para si - Bruce Mau;

abraços, tks pela volta.

abraços

Nepô.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mônica,</p>
<p>acredito também que se por um lado a estabilidade pode ajudar, por outro, tem mantido os critérios de avaliação funcional lá embaixo.</p>
<p>Hoje, a influência política em todas as esferas sociais é algo muito sério, ainda mais no estado.</p>
<p>A educação é um grande passo, mas defendo sempre a idéia de educação criativa e não opressora.</p>
<p>Pois também a educação castradora, até em alguns momentos é pior a emenda que o soneto, se tiver tempo e grana sugiro dar uma olhada no livro:</p>
<p>The Element<br />
de Ken Robinson</p>
<p>sobre tipos de educação.</p>
<p>Defendo algo bem amplo, por falar em frases, veja esta:</p>
<p>A Educação precisa ser pensada de uma forma ecológica. Deveríamos ter duzentos conceitos educacionais diferentes e deixar que as pessoas escolhessem o melhor para si &#8211; Bruce Mau;</p>
<p>abraços, tks pela volta.</p>
<p>abraços</p>
<p>Nepô.</p>
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	<item>
		<title>Por: Mônica Lira</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4152</link>
		<dc:creator>Mônica Lira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:39:29 +0000</pubDate>
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		<description>Infelizmente, essa não é mesmo a regra no serviço público, mas a exceção. Mas tenho esperança que as sementes frutifiquem...

Já vi servidores antigos - daqueles que se acredita que não têm mais o que dar - mudarem sua postura sob a influência de novos e bons exemplos. Mas isso também está longe de se tornar regra.

Ainda teremos que suportar por um bom tempo as consequencias da falta de critérios para o ingresso no serviço público, tal como era feito antigamente. Em grande parte dos casos as pessoas iam para o serviço público pelo simples fato de não saber fazer nada! Apadrinhamento, nepotismo, empreguismo etc etc. E como esperar que ali passasem a fazer alguma coisa?

Sinceramente, sou a favor do fim da estabilidade no serviço público, nos moldes que encontramos hoje. O problema é que a interferência (e ingerência) política é também uma realidade, e assim qualquer mudança no sentido de profissionalizar os serviços do Estado é complicada de implementar.

Em todas as esferas, creio que a educação é mesmo o único caminho (parece clichê, mas não tem como ser diferente). Sobretudo uma educação pautada em princípios éticos e de respeito ao próximo.

Já li em seu blog uma frase de Gandhi que sempre usei, quase como um &quot;mantra&quot;: &quot;SEJA VOCÊ A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER PARA O MUNDO&quot;. Não precisa dizer mais nada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente, essa não é mesmo a regra no serviço público, mas a exceção. Mas tenho esperança que as sementes frutifiquem&#8230;</p>
<p>Já vi servidores antigos &#8211; daqueles que se acredita que não têm mais o que dar &#8211; mudarem sua postura sob a influência de novos e bons exemplos. Mas isso também está longe de se tornar regra.</p>
<p>Ainda teremos que suportar por um bom tempo as consequencias da falta de critérios para o ingresso no serviço público, tal como era feito antigamente. Em grande parte dos casos as pessoas iam para o serviço público pelo simples fato de não saber fazer nada! Apadrinhamento, nepotismo, empreguismo etc etc. E como esperar que ali passasem a fazer alguma coisa?</p>
<p>Sinceramente, sou a favor do fim da estabilidade no serviço público, nos moldes que encontramos hoje. O problema é que a interferência (e ingerência) política é também uma realidade, e assim qualquer mudança no sentido de profissionalizar os serviços do Estado é complicada de implementar.</p>
<p>Em todas as esferas, creio que a educação é mesmo o único caminho (parece clichê, mas não tem como ser diferente). Sobretudo uma educação pautada em princípios éticos e de respeito ao próximo.</p>
<p>Já li em seu blog uma frase de Gandhi que sempre usei, quase como um &#8220;mantra&#8221;: &#8220;SEJA VOCÊ A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER PARA O MUNDO&#8221;. Não precisa dizer mais nada.</p>
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	<item>
		<title>Por: cnepomuceno</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4151</link>
		<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 14:55:20 +0000</pubDate>
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		<description>Monica, que bom!!!

Estou precisando de boas notícias.

Mas encontro pessoas no serviço público interessadas.

Falo da regra e não da exceção.

Você acha que isso que você relata já pode ser colocado como a regra?

me diga,

abraços,

Nepô,
tks pela visita!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Monica, que bom!!!</p>
<p>Estou precisando de boas notícias.</p>
<p>Mas encontro pessoas no serviço público interessadas.</p>
<p>Falo da regra e não da exceção.</p>
<p>Você acha que isso que você relata já pode ser colocado como a regra?</p>
<p>me diga,</p>
<p>abraços,</p>
<p>Nepô,<br />
tks pela visita!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Mônica Lira</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4150</link>
		<dc:creator>Mônica Lira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 11:38:45 +0000</pubDate>
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		<description>Nepomuceno,

Concordo e discordo de você (que bom, porque já estava ficando preocupada de concordar com tudo o que escreves).

Confesso que sou da geração que jogou a toalha - porque não aguentava mais trabalhar 16 horas por dia, de domingo a domingo, como autônoma, pra garantir as contas pagas no fim do mês - e optou pela segurança que, infelizmente, hoje só se tem no serviço público. Eu queria ter um filho, ora essa!

Mas, ao menos no meu caso, saí à frente daqueles que simplesmente acumulam dados por enfrentar um concurso que congregava áreas distintas. Nesse caso, a formação multidisciplinar me ajudou muito, apesar de (ou até porque) nunca fiz &quot;cursinho&quot;, nem pré-vestibular, nem pré-concurso.

Saindo da esfera pessoal, fico feliz em ver que o nível das pessoas que tem entrado no serviço público vem aumentando cada vez mais, e tenho encontrado muitos dispostos a mudar a cultura de que &quot;o governo está aí pra pagar meu salário&quot;. Apesar de ainda ser uma parcela bem pequena dos servidores, já dá pra perceber uma ação positiva do tipo &quot;eu recebo meu salário pra prestar um bom serviço à população&quot;.

Infelizmente, é verdade que a educação brasileira não estimula a criatividade e a qualidade da prestação de serviços - seja para empregá-la no setor público ou privado. Empreendedorismo, de fato, só no discurso...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nepomuceno,</p>
<p>Concordo e discordo de você (que bom, porque já estava ficando preocupada de concordar com tudo o que escreves).</p>
<p>Confesso que sou da geração que jogou a toalha &#8211; porque não aguentava mais trabalhar 16 horas por dia, de domingo a domingo, como autônoma, pra garantir as contas pagas no fim do mês &#8211; e optou pela segurança que, infelizmente, hoje só se tem no serviço público. Eu queria ter um filho, ora essa!</p>
<p>Mas, ao menos no meu caso, saí à frente daqueles que simplesmente acumulam dados por enfrentar um concurso que congregava áreas distintas. Nesse caso, a formação multidisciplinar me ajudou muito, apesar de (ou até porque) nunca fiz &#8220;cursinho&#8221;, nem pré-vestibular, nem pré-concurso.</p>
<p>Saindo da esfera pessoal, fico feliz em ver que o nível das pessoas que tem entrado no serviço público vem aumentando cada vez mais, e tenho encontrado muitos dispostos a mudar a cultura de que &#8220;o governo está aí pra pagar meu salário&#8221;. Apesar de ainda ser uma parcela bem pequena dos servidores, já dá pra perceber uma ação positiva do tipo &#8220;eu recebo meu salário pra prestar um bom serviço à população&#8221;.</p>
<p>Infelizmente, é verdade que a educação brasileira não estimula a criatividade e a qualidade da prestação de serviços &#8211; seja para empregá-la no setor público ou privado. Empreendedorismo, de fato, só no discurso&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cnepomuceno</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4149</link>
		<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 17:05:36 +0000</pubDate>
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		<description>Hespanha,

interessante o seu foco de também criticar o empreendedor, concordo.

Toda vez que vemos o problema de forma sistêmica fica mais fácil ver a sua complexidade e saber que é preciso atacar em vários pontos.

E também gosto de quando você afirma que são duas caras da mesma moeda.

Ninguém, na verdade, coloca o consumidor no centro do processo, sempre a margem.

No caso do governo, o consumidor-contribuinte.

É isso..valeu o complemento, cresci na discussão,

tks

Nepô.

PS -  rola também discussão sobre este post também aqui:
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/07/06/o-pais-do-desesperedorismo-nao-do-empreendedorismo/#comments</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hespanha,</p>
<p>interessante o seu foco de também criticar o empreendedor, concordo.</p>
<p>Toda vez que vemos o problema de forma sistêmica fica mais fácil ver a sua complexidade e saber que é preciso atacar em vários pontos.</p>
<p>E também gosto de quando você afirma que são duas caras da mesma moeda.</p>
<p>Ninguém, na verdade, coloca o consumidor no centro do processo, sempre a margem.</p>
<p>No caso do governo, o consumidor-contribuinte.</p>
<p>É isso..valeu o complemento, cresci na discussão,</p>
<p>tks</p>
<p>Nepô.</p>
<p>PS &#8211;  rola também discussão sobre este post também aqui:<br />
<a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/07/06/o-pais-do-desesperedorismo-nao-do-empreendedorismo/#comments" rel="nofollow">http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/07/06/o-pais-do-desesperedorismo-nao-do-empreendedorismo/#comments</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: hespanha</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4148</link>
		<dc:creator>hespanha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 15:39:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://nepo.com.br/?p=5512#comment-4148</guid>
		<description>Nepomuceno,
eu entendo seu ponto e concordo com ele, quando transforma a visão &#039;imatura&#039; do emprego na mais madura do &#039;trabalho&#039;. esta diferença é que está subjacente à busca do cabide...em detrimento do empreendimento.
mas, cá pra nós, existe também uma visão de mundo &#039;empreendedora&#039; que é lastimável. ela não escolhe ser empreendedora, por útil. quer dizer, &quot;vou prestar um serviço necessário, vou resolver efetivamente um problema&quot;. o que nos dá margem a pensar em justiça social; porque, de outro modo, a justiça, qualquer que seja, está descartada.
temos então um empreendedorismo que é equivalente ao empreguismo. oportunista, meramente comercial. nele, &quot;faço a roda do comércio girar. movimento o estoque e retenho o maior lucro (diferença entre custos e valor de venda) possível&quot;.

desse empreendedorismo, que é o corrente, não precisamos, tampouco. ele nada resolve. só troca o emprego de recursos retidos por impostos, pelos recursos retidos pelo jogo do mercado; que não é nenhuma senhora bondosa e provedora, justa.
a lógica do empreendedorismo, quando se entrega à sanha do mercado e do puro comércio é tão ou mais danosa que o sistema público do cabide.

aliás, estas duas coisas são irmãs. no mundo cão em que vivemos. uma sustenta a outra.
o sistema público &#039;oficializa&#039; as falcatruas do mercado, através de suas próprias.

criação e inovação são essencialmente a mesma coisa. a diferenciação entre elas já compõe um vocabulário ideológico à serviço... diria eu do mercado, não necessariamente, mas tendente, no mundo em que vivemos (me refiro ao que predomina), a voltar-se, na inovação, como operação, pela criação, aos interesses de mercado. lucro a qualquer preço.

esta é uma questão que, na terminologia, talvez nos cobre um percusso histórico que identifique a gênese de cada significado e como eles resultam em certas práticas. para aquilatar diferenças.
do lado da criatividade, há também empregos não muito dignos (arquitetos são useiros num mal sentido no emprego da palavra criatividade; por exemplo, se julgam portadores dela, por suposto, &#039;sem trabalho&#039;).

mas, neste sentido, ao menos eu, com meu repertório, identifico a palavra criatividade menos com este universo comercial do que a palavra inovação (aqui podemos recorrer às históricas diferenças entre arte e técnica, ciência). se é para termos as duas como diferentes.
inovar ou criar é trazer ao &#039;mundo do homem&#039; o que ainda não existe e de modo a satisfazer uma necessidade (crucial é saber qual).
o mais é firula ideológica, me parece.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nepomuceno,<br />
eu entendo seu ponto e concordo com ele, quando transforma a visão &#8216;imatura&#8217; do emprego na mais madura do &#8216;trabalho&#8217;. esta diferença é que está subjacente à busca do cabide&#8230;em detrimento do empreendimento.<br />
mas, cá pra nós, existe também uma visão de mundo &#8216;empreendedora&#8217; que é lastimável. ela não escolhe ser empreendedora, por útil. quer dizer, &#8220;vou prestar um serviço necessário, vou resolver efetivamente um problema&#8221;. o que nos dá margem a pensar em justiça social; porque, de outro modo, a justiça, qualquer que seja, está descartada.<br />
temos então um empreendedorismo que é equivalente ao empreguismo. oportunista, meramente comercial. nele, &#8220;faço a roda do comércio girar. movimento o estoque e retenho o maior lucro (diferença entre custos e valor de venda) possível&#8221;.</p>
<p>desse empreendedorismo, que é o corrente, não precisamos, tampouco. ele nada resolve. só troca o emprego de recursos retidos por impostos, pelos recursos retidos pelo jogo do mercado; que não é nenhuma senhora bondosa e provedora, justa.<br />
a lógica do empreendedorismo, quando se entrega à sanha do mercado e do puro comércio é tão ou mais danosa que o sistema público do cabide.</p>
<p>aliás, estas duas coisas são irmãs. no mundo cão em que vivemos. uma sustenta a outra.<br />
o sistema público &#8216;oficializa&#8217; as falcatruas do mercado, através de suas próprias.</p>
<p>criação e inovação são essencialmente a mesma coisa. a diferenciação entre elas já compõe um vocabulário ideológico à serviço&#8230; diria eu do mercado, não necessariamente, mas tendente, no mundo em que vivemos (me refiro ao que predomina), a voltar-se, na inovação, como operação, pela criação, aos interesses de mercado. lucro a qualquer preço.</p>
<p>esta é uma questão que, na terminologia, talvez nos cobre um percusso histórico que identifique a gênese de cada significado e como eles resultam em certas práticas. para aquilatar diferenças.<br />
do lado da criatividade, há também empregos não muito dignos (arquitetos são useiros num mal sentido no emprego da palavra criatividade; por exemplo, se julgam portadores dela, por suposto, &#8217;sem trabalho&#8217;).</p>
<p>mas, neste sentido, ao menos eu, com meu repertório, identifico a palavra criatividade menos com este universo comercial do que a palavra inovação (aqui podemos recorrer às históricas diferenças entre arte e técnica, ciência). se é para termos as duas como diferentes.<br />
inovar ou criar é trazer ao &#8216;mundo do homem&#8217; o que ainda não existe e de modo a satisfazer uma necessidade (crucial é saber qual).<br />
o mais é firula ideológica, me parece.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cnepomuceno</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/07/06/o-desesperedorismo/comment-page-1/#comment-4147</link>
		<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 14:19:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://nepo.com.br/?p=5512#comment-4147</guid>
		<description>Rodrigo,

gostei muito da frase:

&quot;espíritos empreendedores é diferente de espíritos sonhadores&quot;.

Este é o desafio.

abraços

Nepô,
valeu a visita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,</p>
<p>gostei muito da frase:</p>
<p>&#8220;espíritos empreendedores é diferente de espíritos sonhadores&#8221;.</p>
<p>Este é o desafio.</p>
<p>abraços</p>
<p>Nepô,<br />
valeu a visita.</p>
]]></content:encoded>
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