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	<title>Comentários sobre: A web 3.0 será a rede dos robôs?</title>
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	<description>&#34;Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.&#34; (Sêneca)</description>
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		<title>Por: cnepomuceno</title>
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		<dc:creator>cnepomuceno</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 14:36:08 +0000</pubDate>
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		<description>O artigo que citei acima:



Dois cafés e a conta... por Mauro ventura

Revista O Globo


Assim que terminou a entrevista, Luiz Alberto Oliveira foi para sua casa e, depois, seguiu para o apartamento de Oscar Niemeyer. Como faz toda terçafeira, há oito anos, ele coordenou, sentado na cabeceira, um encontro que reúne uns poucos privilegiados em torno de assuntos como física, cosmologia, literatura, história, filosofia e arquitetura. Naquela noite, o tema surgiu a partir de uma pergunta de Niemeyer sobre Platão. &quot;Fomos da arquitetura da cidade grega até as tecnologias das grandes navegações&quot;, diz esse físico, de 56 anos, doutor em cosmologia, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e professor de história e filosofia da ciência. As reuniões, das 20h30m às 22h30m, são sagradas. ?Se ficar resfriado e não for, ele reclama?, diz, com bom humor. Oliveira, que começa dia 30 na Casa do Saber o curso &quot;Grandes ideias e marcos da história das ciências&quot;, elogia iniciativas como a de Jorge Sá Martins na UFF de querer reciclar professores de ensino médio de física. O ensinamento mais precioso que já recebeu de Niemeyer foi: &quot;A luta pela beleza, pela vida e pela liberdade é longa.&quot;
*REVISTA O GLOBO: Em seus cursos, você costuma dizer que vem um novo homem por aí. Como será ele?


LUIZ ALBERTO OLIVEIRA*: Não seremos os mesmos nem viveremos como nossos pais. A civilização está em processo de mutação. Não que o humano deixará de existir, mas ele será diversificado, multiplicado, pluralizado. Será uma versão 2.0 da espécie, híbrido de homem e máquina.


*Como será essa fusão entre homem e máquina?


*Já estamos cruzando cérebro com computador. No futuro, vai ser possível que pessoas incapazes de se movimentar controlem a cadeira de rodas com o pensamento. No Japão já há testes para ajudar, com pernas artificiais, idosos com dificuldade de locomoção. Ao mexer as próprias pernas, eles mexem as mecânicas. Num primeiro momento, é com gesto. No segundo, com fala. Depois, com o olhar, até que será diretamente com o pensamento. O brasileiro Miguel Nicolelis, na Universidade de Duke, implantou eletrodos no cérebro de um macaco, que comandou as pernas de um robô no Japão. Também será possível ampliar a força por algum tipo de associação entre corpo humano e artefato, como um esqueleto externo que permita carregar grandes pesos. Só que, em vez do controle manual, será pelo pensamento.


*O ritmo das mudanças tem sido cada vez maior...


*Há uns 20 anos, metade da Humanidade jamais tinha feito uma ligação telefônica. Em 2008, metade da população ? três bilhões ? tinha celular. Será muito curiosa a definição do que é ser despossuído em 2011, quando 6/7 tiverem o aparelho. Será pobre quem não tiver casa, comida e celular. Uma das características humanas é a sociabilidade. Falamos muito uns com os outros. O celular incrementa isso. Não temos ideia do que vai acontecer na próxima geração, quando essa capacidade de socialização for explorada. Fui a uma festa e havia jovens tirando fotos e filmes pelo celular e passando para um grupo em outra festa, e vice-versa. Eles estavam em duas festas ao mesmo tempo. O celular se espalhou dessa forma em pouco mais de 20 anos. Já uma tecnologia decisiva como o arado pesado, que cava fundo o solo e aumenta a produção, demorou três séculos para ir da Andaluzia à Germânia. É como se hoje a gente condensasse muito futuro no presente. O presente fica gordo de futuro.


*Dê exemplos de outras mudanças que virão.


*Com os avanços da medicina e o controle de moléstias genéticas, a longevidade de algumas pessoas poderá não ter limite. Conforme o grau de acesso aos recursos médicos e à nutrição básica, surgiria uma situação inédita. Pela primeira vez haveria uma separação da população por castas etárias: uma legião de efêmeros, uma minoria de duráveis e uma elite de perpétuos.


*Mas nem todo mundo poderá usufruir disso...


*Há um contraste que vai se exacerbar. De um lado, essa minoria de perpétuos. Do outro, a vida desvalorizada do jovem que vai morrer baleado, aqui ou no Afeganistão. Isso vai se agravar, à medida que os meios de alcançar a longevidade serão restritos, porque decorrem de pesquisas de ponta. Vemos outra situação extrema: de um lado, a produção de super-humanos, com tônus muscular mais adequado, nutrição a mais saudável possível; do outro, a dupla epidemia de obesidade e desnutrição. Indica um desbalanço. Onde está o humano aí? Para o lado do super ou do sub?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo que citei acima:</p>
<p>Dois cafés e a conta&#8230; por Mauro ventura</p>
<p>Revista O Globo</p>
<p>Assim que terminou a entrevista, Luiz Alberto Oliveira foi para sua casa e, depois, seguiu para o apartamento de Oscar Niemeyer. Como faz toda terçafeira, há oito anos, ele coordenou, sentado na cabeceira, um encontro que reúne uns poucos privilegiados em torno de assuntos como física, cosmologia, literatura, história, filosofia e arquitetura. Naquela noite, o tema surgiu a partir de uma pergunta de Niemeyer sobre Platão. &#8220;Fomos da arquitetura da cidade grega até as tecnologias das grandes navegações&#8221;, diz esse físico, de 56 anos, doutor em cosmologia, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e professor de história e filosofia da ciência. As reuniões, das 20h30m às 22h30m, são sagradas. ?Se ficar resfriado e não for, ele reclama?, diz, com bom humor. Oliveira, que começa dia 30 na Casa do Saber o curso &#8220;Grandes ideias e marcos da história das ciências&#8221;, elogia iniciativas como a de Jorge Sá Martins na UFF de querer reciclar professores de ensino médio de física. O ensinamento mais precioso que já recebeu de Niemeyer foi: &#8220;A luta pela beleza, pela vida e pela liberdade é longa.&#8221;<br />
*REVISTA O GLOBO: Em seus cursos, você costuma dizer que vem um novo homem por aí. Como será ele?</p>
<p>LUIZ ALBERTO OLIVEIRA*: Não seremos os mesmos nem viveremos como nossos pais. A civilização está em processo de mutação. Não que o humano deixará de existir, mas ele será diversificado, multiplicado, pluralizado. Será uma versão 2.0 da espécie, híbrido de homem e máquina.</p>
<p>*Como será essa fusão entre homem e máquina?</p>
<p>*Já estamos cruzando cérebro com computador. No futuro, vai ser possível que pessoas incapazes de se movimentar controlem a cadeira de rodas com o pensamento. No Japão já há testes para ajudar, com pernas artificiais, idosos com dificuldade de locomoção. Ao mexer as próprias pernas, eles mexem as mecânicas. Num primeiro momento, é com gesto. No segundo, com fala. Depois, com o olhar, até que será diretamente com o pensamento. O brasileiro Miguel Nicolelis, na Universidade de Duke, implantou eletrodos no cérebro de um macaco, que comandou as pernas de um robô no Japão. Também será possível ampliar a força por algum tipo de associação entre corpo humano e artefato, como um esqueleto externo que permita carregar grandes pesos. Só que, em vez do controle manual, será pelo pensamento.</p>
<p>*O ritmo das mudanças tem sido cada vez maior&#8230;</p>
<p>*Há uns 20 anos, metade da Humanidade jamais tinha feito uma ligação telefônica. Em 2008, metade da população ? três bilhões ? tinha celular. Será muito curiosa a definição do que é ser despossuído em 2011, quando 6/7 tiverem o aparelho. Será pobre quem não tiver casa, comida e celular. Uma das características humanas é a sociabilidade. Falamos muito uns com os outros. O celular incrementa isso. Não temos ideia do que vai acontecer na próxima geração, quando essa capacidade de socialização for explorada. Fui a uma festa e havia jovens tirando fotos e filmes pelo celular e passando para um grupo em outra festa, e vice-versa. Eles estavam em duas festas ao mesmo tempo. O celular se espalhou dessa forma em pouco mais de 20 anos. Já uma tecnologia decisiva como o arado pesado, que cava fundo o solo e aumenta a produção, demorou três séculos para ir da Andaluzia à Germânia. É como se hoje a gente condensasse muito futuro no presente. O presente fica gordo de futuro.</p>
<p>*Dê exemplos de outras mudanças que virão.</p>
<p>*Com os avanços da medicina e o controle de moléstias genéticas, a longevidade de algumas pessoas poderá não ter limite. Conforme o grau de acesso aos recursos médicos e à nutrição básica, surgiria uma situação inédita. Pela primeira vez haveria uma separação da população por castas etárias: uma legião de efêmeros, uma minoria de duráveis e uma elite de perpétuos.</p>
<p>*Mas nem todo mundo poderá usufruir disso&#8230;</p>
<p>*Há um contraste que vai se exacerbar. De um lado, essa minoria de perpétuos. Do outro, a vida desvalorizada do jovem que vai morrer baleado, aqui ou no Afeganistão. Isso vai se agravar, à medida que os meios de alcançar a longevidade serão restritos, porque decorrem de pesquisas de ponta. Vemos outra situação extrema: de um lado, a produção de super-humanos, com tônus muscular mais adequado, nutrição a mais saudável possível; do outro, a dupla epidemia de obesidade e desnutrição. Indica um desbalanço. Onde está o humano aí? Para o lado do super ou do sub?</p>
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		<title>Por: Aparando o jardim do blog &#171; Nepôsts - rascunhos compartilhados</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/03/31/a-web-30-sera-a-rede-dos-robos/comment-page-1/#comment-3573</link>
		<dc:creator>Aparando o jardim do blog &#171; Nepôsts - rascunhos compartilhados</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 14:00:07 +0000</pubDate>
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		<description>[...] A web 3.0 será a rede dos robôs? [...]</description>
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		<title>Por: Atualizações internas do blog &#171; Nepôsts - rascunhos compartilhados</title>
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		<dc:creator>Atualizações internas do blog &#171; Nepôsts - rascunhos compartilhados</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 08:46:23 +0000</pubDate>
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		<description>[...] A web 3.0 será a rede dos robôs? Rodapé - os robôs do Buscapé; [...]</description>
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		<title>Por: As redes de conhecimento e os democratizadores de tecnologia &#171; Nepôsts - rascunhos compartilhados</title>
		<link>http://nepo.com.br/2009/03/31/a-web-30-sera-a-rede-dos-robos/comment-page-1/#comment-3572</link>
		<dc:creator>As redes de conhecimento e os democratizadores de tecnologia &#171; Nepôsts - rascunhos compartilhados</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 12:53:26 +0000</pubDate>
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		<description>[...] A web 3.0 será a rede dos&#160;robôs?  [...]</description>
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