Feed on
Posts
Comments

Num mundo que se move a terabites por segundo, não serão os maiores que engolirão os menores, mas os mais rápidos que engolirão os mais lentos Benito Paret – da minha coleção de frases;

Por onde deve começar o projeto Wiki corporativo?

Perguntou o pessoal da Prodesp (Empresa de Processamento de Dados do Estado de São Paulo) na palestra que fiz na semana passada para o projeto de uso interno de Redes Sociais, coordenado pelo Crie/UFRJ.

Existem dois caminhos, que abordei no post passado.

Ou fingir que está se adaptando ao novo mundo e aí cria-se um projeto de comunicação ou mesmo de gestão de conhecimento eunuco. Ou seja, fingir que estamos fazendo algo para continuar tudo no mesmo lugar.

Um projeto lançador de fumaça!

Ou iniciar uma gestão de mudanças para valer, como, aliás, prevê as ISOs, através de uma revisão constante de processos, produtos e serviços, se utilizando de recursos das novas ferramentas interativas na Internet, que são para lá de poderosas, pois aceleram a Inteligência Coletiva.

Um projeto criador de fogo!

(Dizem que a Inteligência Coletiva começa com a Internet, mas, a meu ver, sempre compartilhamos ideias, mas não com tanta facilidade, de forma tão barata a distância e passível de rápida recuperação de qualquer lugar e a qualquer tempo.)

Se imaginarmos que todos os registros sobre os processos das organizações, formas de se produzir ou de se estruturar os serviços passam a ser armazenadas em um ambiente Wiki, a ser construído coletivamente, no qual todos podem alterar, comentar e acrescentar textos, áudios e vídeos.

E, portanto, passamos a colocar todo o aprendizado, conhecimento, reflexão sobre erros, melhores práticas, dicas, etc integrados e fazendo sentido nesse mesmo ambiente, como uma grande rede social, cujo coração pulsante e mutante é a maneira que a empresa opera.

E esta maneira está sempre em evolução coletiva, teremos, de fato, outra empresa, a wikiempresa!

A diferença entre uma e outra será aquela que aprende mais rápido e consegue ver problemas e oportunidades , primeiro.

Assim, deixamos para trás a empresa feudalizada que não aprende, ou aprende muuuuuito devagar, para uma que aprende rápido e coletivamente, no ritmo que o planeta super-populoso exige.

Assim, respondendo a pergunta acima, por onde deve começar os projetos wikis: pelas normas, quanto mais elas evoluírem com a colaboração coletiva, mais a empresa estará pronta para o novo cenário!!!

Se estas regras estão disponíveis e prontas para serem melhoradas, a partir da experiência de todos, mudam, com o processo,  sempre para melhor, de formas mais adaptada por quem está no campo, de baixo para cima, com mais eficácia, isso é o conceito básico de excelência 2.0!!!

Ou seja, hoje o pessoal da comunicação, dos responsáveis pelos repositórios da informação, a galera da gestão do conhecimento, da gestão de mudanças, de pessoas  e ainda da qualidade trabalham de forma dispersa e não na mesma direção, não no mesmo lugar, salvando experiências, um processo, a meu ver, pouco eficaz.

Numa wikiempresa, há um novo coração, a forma do wiki-trabalho, que deve estar em um mesmo lugar, no qual todos colaboram com sua experiência (a verdadeira gestão do conhecimento para resultados), aonde se aprende, adota-se e muda-se cada vez mais rápido, a partir do que se aprende com a realidade.

Tudo linkado entre si: melhores práticas, áudios, vídeos, treinamento, etc….

Você aprende para mudar e muda com que aprendeu!

Se não for assim, qualquer projeto de gestão de conhecimento  fica completamente neurótico, pois aprende-se com os erros, mas não mudam-se as regras, o que  tende a se esvaziar por falta de resultados!!!

Assim, uma verdadeira wikiempresa é aquela que muda seus procedimentos de forma coletiva, utilizando o que há de mais moderno em termos de tecnologia colaborativa para realizar a sua tarefa. O resto é blá, blá, blá….

Pergunta-se: mas as pessoas vão colaborar?

Isso é outra etapa do processo, que passa a ser o ponto central do novo capitalismo, que deixa de ser o capitalismo por coação, pelo chicote do relógio de ponto e passa ao da adesão, ao envolver as pessoas como acionistas da empresa, que já está em curso e se acelerará com as redes sociais, pois ninguém dá de si o melhor sem estar motivado.

Papo para um outro post.

Que dizes?

A maior vantagem competitiva de uma empresa é a visão do futuro – Hamel e Prahalad, da minha coleção de frases.

A partir de reflexões após o Wikishop na Dataprev, (valeu André Cardoso de Santa Catarina!), a palestra na Prodesp e discussão com alunos da Infnet, Marketing Digital.

Ao se pensar em projetos de redes sociais nas empresas, há sempre  um dilema na mesa virtual:

  • Será um simples e siliconado projeto de comunicação?
  • Ou de reestruturação da organização, na qual será feita uma revisão dos valores da empresa que passa à procurar uma nova e revisada relação com colaboradores externos e internos?

A primeira opção passa e fica no departamento de comunicação ou marketing, gerando fumaça.

A segunda envolve toda à organização para produzir fogo.

Projetos reducionistas e pobres de pseudo-comunicação geram interação, mas não se comunicam, pois os pedidos de mudanças não terão eco.

A comunicação não tinha e não tem como missão promover gestões de mudança.

Quem colabora, entretanto, no blog corporativo, no twitter,  tem alguma sugestão e quer ver algo acontecer, sob o risco de sumir do mapa.

É preciso evitar, assim, de criar um canal de diálogo de surdos e sem saída, de uma empresa que não quer mudar, apenas fingir que está mudando.

Cedo ou tarde um blogueiro perdido vaí apontar a contradição, que logo vai repercutir por aí num comunidade virtual qualquer e chegar à grande mídia.

É o chamado marketing do castelo de carta, que vive correndo para apagar o incêndio 2.0!!!

Projetos de rede social aliam uma nova visão, turbubinada de conceitos, que estimula para valer a comunicação colaborativa para ajudar na revisão constante dos processos organizacional e produtivo das empresas.

Quanto mais se recebe colaborações procedentes, mais a organização muda se adequa ao novo mundo mais dinâmico e, por consequência mais gera valor e mais competitividade.

Este é o espírito 2.0 da coisa.

Cuidado para não transformá-lo apenas em uma coisa.

A fumaça, cedo ou tarde, se desfaz.

Que dizes?

Tudo vale a pena se a alma não é pequena - Fernando Pessoa, da minha coleção de frases.

Um certo desabafo pelos poréns que vejo quando se tem contato com ideias alheias.

Ouça e comente:

Não se liberta um prisioneiro simplesmente raspando-se a ferrugem de seus grilhões - Thomas Henry Huxley – da minha coleção.

Um podcast reunindo  os conceitos de inovação, liberdade, riqueza, controle e Internet.

Ouça aí e comente:


A Internet nua

Não há nada mais prático do que uma boa teoriaKant – da minha coleção de frases;

Tentando resumir e detalhar minha visão, em apenas um podcast, sobre o fenômeno Internet.

Ouça e comente:

Me procurei a vida inteira e não me achei – pelo que fui salvo Manoel de Barros – da minha coleção de frases.

Reflexões sobre a eterna luta entre a modéstia e arrogância.

Para mudar é preciso um grande amor ou uma grande dor Santo Agostinho  – da minha coleção de frases.

Reflexõs sobre quem, afinal, deve “tocar” projetos 2.0.

Ouça e comente!

A maior vantagem competitiva de uma empresa é a visão do futuroHamel e Prahaladda minha coleção de frases.

Este podcast foi feito, a partir da leitura do livro “A Organização inconformista”, Celso Campos, FGV. Tudo está lá:  os conceitos de empresa 2.0, sem as ferramentas da Web 2.0.

Diga o que achas:

O destino apenas suscita o incidente; a nós é que cabe determinar a qualidade de seus efeitosMontaigne –  da minha coleção de frases.

Dando continuidade à reflexão que comecei aqui, melhor, desenvolvo, detalho o podcast da semana passada.

Veja abaixo discussão sobre o conceito da Internet como Mídia de Oxigenação Social.

A íntegra do texto:

Dependendo da idade, temperamento ou interesse, olhamos a mídia Internet de diferentes maneiras. Os mais conservadores insistem em comparar a web com o rádio e a televisão.Dizem eles: “é mais uma normal e tradicional mudança de mídia”. Por outro lado, os mais arrojados garantem que estamos lidando com algo, digamos, “sui generis”, um fenômeno que chega às raias de algo marciano.

De fato, a Internet, como a chegada do rádio e da televisão, introduz uma nova mídia – isso é um fato. Mas, é interessante notar que, tanto o rádio quanto a TV, que tiveram sua importância histórica nos rumos da sociedade, pois eram mídias que reforçavam e expandiam praticamente as mesmas vozes que se expressavam nos grandes jornais. Eram mídias – e são ainda – de forte controle em função dos elevados custos ou do seu fácil monitoramento. Podemos chamá-las, assim, de mídias de reforço de estruturas vigentes de poder.

A web, entretanto, não se encaixa nesse tipo de ambiente, pois ela introduz na sociedade, a baixo custo e de difícil monitoramento, a multiplicação de vozes. Não, não se trata, portanto, de algo de Marte, pois tivemos o mesmo fenômeno (algo similar) com a chegada do livro impresso, frente ao monopólio do livro manuscrito – pilar este de dominação da Igreja e da monarquia na Idade Média.

Podemos chamar, assim, a web de uma mídia de oxigenação social, que abre espaço para novas vozes. Este fato – e não a tecnologia – marca (e marcará) as mudanças que assistiremos e já estamos assistindo.

Mídias de oxigenação social abrem um terreno fértil para a troca de ideias e, portanto, para amplas mudanças.

O livro impresso, lembramos, viabilizou a libertação dos escravos, o voto das mulheres, “introduziu” a alma nos negros e nos índios e criou uma possibilidade de terminar uma opressão – que nós estamos assistindo até hoje este processo na sociedade. Além disso, introduziu o conceito de democracia, da economia do próprio capitalismo e da ideologia hoje vigente.

A próxima civilização que se abre  com a possibilidade da troca de ideias pela Internet fará um acerto de contas com este passado,  fazendo uma revisão profunda em conceitos hoje já questionados, porém vigentes. Passando, por exemplo, pela ecologia, pelo lucro das empresas, pelas diferenças sociais.

Estamos à beira de um upgrade civilizacional necessário, que estabelecerá uma nova elite, em outro patamar de civilização.  Elite esta que deve controlar a mídia até que uma mídia venha oxigenar a sociedade, num fluxo civilizacional, que vai entrando e saindo de mídias para outras mídias.

É isto. Muito obrigado.

Pessoal, fechando o grupo de estudos, vejam do que se trata, quem tiver interesse, me avise urgente, pois temos apenas cinco vagas, das 20 previstas.

Foco dos encontros: O que é a atual ruptura 2.0 e como me posicionar melhor?

Dinâmica: leitura de textos pré-selecionados, a princípio um texto por semana, imagino começar com três básicos e depois ver os desdobramentos,
conforme nosso sentimento coletivo, desdobrando-se nos demais. Primeira aula será apenas de apresentação e de uma geral sobre o tema, sobre
os autores escolhidos, etc…teremos, assim, sete textos, que imagino que três pessoas devem ficar de “mentoras” e apresentar ideias centrais,
discussões, a cada semana para a turma.

Ou seja, é preciso contar que os encontros para serem bem vividos terão um encontro presencial e mais umas três horas de trabalho individual
em casa. Os textos não serão longos, podendo ter alguma coisa em inglês, um ou dois, no máximo;

Perfil dos participantes: pós-graduandos, estudantes de MBA de Gestão de Conhecimentos, mestrandos e doutorandos na área  de marketing, informação, comunicação e conhecimento. Idades variadas.

(O pessoal que se inscreveu é a galera que mais se interessou pelo meu tema em diversos cursos e palestras. Acredito que teríamos uma
boa troca de diversos lugares, tem o pessoal do MBKM, da pós da Facha, da pós do Senac, do curso 2.0 da Embratel, etc…)

Duração: oito encontros:

Março: 15, 22, 29;
Abril: 05,12,19,26;
Maio: 03.

Se tiver algum feriado no caminhar, que não achei, andamos mais para frente.

Encontros: segundas feiras, 19 horas às 22 horas;

(podendo ser adiantado para 18:30, estamos discutindo isso.)
Endereço: Rua Ouvidor, 161 / 1305 – Centro;

Data de início e término: 15 de março até 03 de maio;

Investimento: parcela única de R$ 400,00 (quem tiver problemas com o valor, me mande e-mail para negociarmos. Não pense em não fazer por causa de grana!!!)

Me mande e-mail (Carlos@nepo.com.br) detalhando:

O que você faz nesta área e como isso teria um link com o grupo de estudos.

Nepô

Grato.

Older Posts »