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A função da Ciência é explicar o mundo - Marcelo Gleise - da minha coleção de frases;

Se existe algo que vai demorar, mas vai mudar é o fazer científico.

Antes da Internet, para se publicar era preciso garantir um espaço em uma publicação (de papel) acadêmica.

O artigo era analisado pelos pares.

Aprovado,  diagramado, impresso, distribuído, lido e, quando interessante, citado em uma outra revista, que passava pelo mesmo processo.

Comentários de estranhos?

Nem pensar!

Um modelo colaborativo – de fato – mais lento e limitado.

O tempo da Ciência era um, mas está incompatível com o ritmo de um mundo turbinado por 7 bilhões de almas demandantes de soluções criativas.

Assim:

  • Antes, se editava para publicar;
  • Hoje se publica para editar;
  • E quem edita é o mesmo que lê.

Dirão os tradicionalistas?

“Com que autoridade?”.

Dos mesmos filtros humanos, que podem recomendar os mesmos artigos, porém, não mais ocultos ou rejeitados, mas todos em uma revista on-line colaborativa, a critério dos editores.

Nesse critério de filtros:

  • Doutores e pós-doutores podem ter um peso maior;
  • Mestres, outro;
  • O público leigo outro.

Lê quem quer, o que quer, quando quer, a partir do critério que escolher, seja por critérios de crítica (pares) ou de público (leigos).

A Ciência ganha em democracia, transparência e possibilita que um artigo hoje rejeitado, mesmo com problemas, possa ser lido e até revisado, no processo, pelo autor, a partir das críticas, com interesse  relevante para um grupo restrito.

A ideias de consolidação e validação mudam, pois o digital permite que os dados depositados, ganhem movimento, como um pão num lago de peixinhos.

E os blogs?

Os blogs são o espaço adequado para a publicação das intuições dos cientistas.

Hoje, uma coisa que falta, tanto pela prática de criatividade, como de compartilhamento com a sociedade de suas ideias, que ficam lacradas em um mundo “deles”.

Esse tipo de prática não é mais compatível com as necessidades humanas.

É um lugar especial para o exercício mental, no qual as ideias verdes, verdinhas vão saindo para quem quiser ler e acompanhar.

Para quem quiser ajudar e comentar.

É uma pré-ciência ao vivo e a cores.

Sem compromisso direto com o resultado final.

Uma pré-consolidação necessária.

Lê quem quer e quem precisa!!!

Se a pré-elaboração interessa a alguém no mundo?

Que esteja disponível on-line!

Quem quiser esperar pelo final, que não vá ao blog dele, que espere, mas dê o direito de quem quer ir, que vá!

Ou seja, é um espaço privilegiado para produção de “insights”, úteis para aqueles que de alguma forma se nutrem das ideias daquele determinado blogueiro acadêmico.

É Ciência?

Sim e não.

Não é por que ainda é insight.

Tem que ser vista com reserva.

Mas é, pois toda a ciência começa do insight.

O que  não se pode é parar no insight.

Ou não se ter nunca insigts.

É uma grande oportunidade para ir se validando, ganhando corpo, em processo, sendo debatida, crescendo como um bolo, com a padaria aberta aos olhos dos interessados.

É um retorno a um neo-iluminismo, da produção individual, mesmo que repleta de coletividade.

Já disse aqui e ali que os grandes cientistas do passado foram blogueiros sem blogs.

Pois quem quer chegar a verdade, não para de pensar, de refletir e nada melhor que uma página em branco, olhos e pessoas para compartilhar suas ideias.

Todos ganham.

Este é e sempre foi e deve ser o espírito da Ciência: à procura da verdade.

O resto é visão turva…e cortinas do passado.

Que dizes?

Fate only provokes the incident; it’s up to us to determine the quality of its effectsMontaignefrom my phrase collection in Portuguese.

We are cultural beings.

What makes us different from animals is our capacity to transform the world to make it habitable, taking into account our limitations.

Unlike animals that live in ecological niches, we need to create knowledge ecologies.

Thus, behind our civilization, there is an informational environment (or operating system) that supports it and enables our existence.

The more numerous we are on the planet, the faster the operating system has to run to meet increasing demands of quality and quantity, as well as complexity – the combination of the former two.

However, this demand is invisible, slow, and almost imperceptible. It takes a long time to appear, but it’s inescapable. Just look at São Paulo and its traffic jams.

Decades went by, with no planning, before we reached this chaos.

Thus, the Internet is born to enable a new knowledge environment for a planet with 7 billion living souls.

It’s interesting to note that the upgrade of this informational environment (or operating system) is done spontaneously. Or better, through trial and error, without a “God” above planning our future.

No, in humankind’s history there was never a bad or good genie, able to perceive the impasses and latencies in informational environments, who designed the new knowledge operating system.

Things just happen. It was like this with all other technologies that made a difference – from the book to the Internet, from the telegraph to the telephone.

Nobody thought the world would be reduced in terms of time and space. Things are put forward and we collectively migrate, incorporating intelligence and interests, while civilization advances and becomes consolidated.

In fact, inventors of these technologies of rupture just wanted to make money by coming up with something that could make life in some way easier for some people.

Thus, entrepreneurs launch their products and depending on their capacity to meet latencies, people will adhere to them.

The new operating system is built by trial and error, especially because adherence is always unpredictable. The system will have to meet people’s demand to facilitate their informational life.

(The printed book resulted from Chinese experiences Gutenberg had heard about and decided to experiment with. He wanted to sell pictures of Saints at the Church door, and unknowingly changed the world.)

Thus, people realize it’s faster to communicate via cell phones, through computers connected to a worldwide network. And presto, they are in.

If the operating environment is the background, society and its institutions are the applications which run in the new environment.

In the past, “social applications” were slower, based on a suitable operating system, which met the printing and processing demands of a population with a specific size.

Today, there is incompatibility between the speed of demand, of the network that started to accelerate the planet, and institutions born under concepts and pace of the past environment.

We are sons and daughters of the printed book, which generated an environment for sharing ideas, which enabled the industrial revolution civilization. This civilization can’t cope any longer with the current world, on a globalized and overcrowded planet.

Actually, all 2.0 projects are cultural initiatives, trying to accomplish this mental upgrade, adjusting institutions to the new level of speed, quantity, and quality of exchanges occurring on the web, which results from the demands of more people on the planet.

We have now a more robust and faster operating system, which arrived first to create an environment for sharing ideas to reshape institutions. These institutions will be based on new philosophical, political, economic, and social concepts that will become hegemonic in the still embryonic and emerging ruling class.

This is the challenge faced by all people who wish to implement “Internet projects” or whatever we call them.

Revamp institutions to make them suitable to a more populous and, therefore, more complex planet.

Schools, hospitals, companies, Justice, and Legislative are no longer compatible with the current world and its operating system.

They all need to become internetized to be faster and cope better with new complexities – and this has nothing to do with building homepages.

Thus, in order of development:

  • 1– The population grows increasing demand.
  • 2 – A new informational environment is created for information sharing and communication, or knowledge, which spreads like fire in dry grass.
  • 3 – Institutions become incompatible with the new environment and need to migrate to the new system, revising their actions.

That’s what the 2.0 world is all about: a civilizational revision!

What we call the 2.0 world is the revision of the Media Age, of the control exercised by large monopolies, which will have to become compatible with the new operating system, invented by new masses of people to protect themselves, prosper and go forward.

It’s the Hidden Collective Intelligence in action.

(Do you believe in goblins? Neither do I, but I believe in the Hidden Collective Intelligence. I’m going to put a sticker on my car: “I believe in the Hidden…”)

That’s it. What do you say?

More Neposts in English.

Twitter in English. Follow me.

Twitter in Portuguese. Follow me.

Translated by Jones de Freitas. Edited by Phil Stuart Cournoyer.

(This article in Portuguese.)

Você pode influenciar um sistema natural, mas não controlá-lo – Peter Senge – da minha coleção de frases;

Estivemos ontem reunidos no Centro da cidade para o nosso primeiro encontro.

O objetivo é discutir e compreender a ruptura 2.0 e cada um dos participantes conseguir se situar melhor nesse nosso mundo mutante.

Na apresentação, posso destacar que houve um consenso: há por aí muita fumaça e pouco fogo.

O que deve ser priorizado ao se implantar projetos 2.0?

É só Buzz e Hype ou há mais coisas entre o céu e a terra…?

Como conclusão do primeiro dia, coerente com o post de hoje, concluímos que é preciso:

1- termos uma lógica que explique a sociedade, a partir do fenômeno Internet;

E todo o resto viria a partir desse primeiro passo.

Vimos que essa lógica não é:

  • A lógica de ferramentas, mas das sociedades humanas;
  • Que não é a lógica, lógico, do senso comum;
  • Mas uma nova lógica sistêmica, que possa mostrar, como sugere o Formanski, todos os interruptores para saber quais acendem e quais não acendem as luzes.

Noite agradável.

Fiquei devendo uma foto.

Segunda que vem tem mais, (meninas levem o batom, pois vai ter foto durante o processo.)

Eis a lista da “tropa de elite”:  :)

1- Fabio.Santos;

2- Fábio Carvalho
3- Roberta Florido
4- Gustavo Sigal Macedo
5- Vinicius Costa
6- Lucia Peixoto
7- José  Formanski
8- Camila Leporace
09 Rafael Oliveira
10- José Magno
11 Simone Evangelista Cunha
12- Érika Cruz
13- Rodrigo Nogueira
14  Leonardo Bragança
15- Paula Martini
16- Camila Leite
17 – Gabrielle Augusto

1- Fabio Santos;

2- Fábio Carvalho

3- Roberta Florido

4- Gustavo Sigal Macedo

5- Vinicius Costa

6- Lucia Peixoto

7- José  Formanski

8- Camila Leporace

09 Rafael Oliveira

10- José Magno

11 Simone Evangelista Cunha

12- Érika Cruz

13- Rodrigo Nogueira

14  Leonardo Bragança

15- Paula Martini

16- Camila Leite

17 – Gabrielle Augusto

(Se alguém do grupo quiser comentar, ou complementar…)

Num mundo de excesso de informação e conhecimento, fará a diferença quem entender a nova lógica, que possa realinhar a informação e o conhecimento para gerar valor Nepô - da minha coleção de frases;

Como as empresas definem suas estratégias de longo prazo?

  • Cenários;
  • Como os cenários afetam meus negócios;
  • Como ajustar meus modelos de negócio aos novos cenários;
  • E, por fim, como ajustar os processos aos novos modelos de negócios.

Existe, entretanto, agora um dado novo, curioso que não existe em nenhum livro de administração.

Os cenários eram feitos, a partir de uma lógica razoavelmente imutável.

O modelo teórico que tínhamos da sociedade, principalmente no capitalismo, está em cheque, em função da Internet.

Não existia a possibilidade de uma mudança de mídia afetar tanto os negócios.

E daí, afeta, e agora?

Se muda-se tanto por fatores não explicados, temos que rever o modelo, pois estamos vivendo uma época de rupturas de uma natureza maior, o que leva as empresas a rever o pano de fundo, um fato diferente do que estamos acostumados.

Mas ou se faz isso, ou cada uma delas ficará na areia movediça!

O que antes achávamos que era montanha, é um vulcão, que se mexe e entra em erupção!!!

(Ver mais sobre isso aqui.)

É preciso, assim, compreender uma nova lógica.

Para isso, temos que nos remeter ao que ocorreu na nossa civilização há 550 anos com a passagem do feudalismo para o capitalismo, alavancada pela rede do livro impresso.

Criou-se ali também uma nova lógica, na qual os cidadãos passaram a trocar ideias de uma nova maneira, através dos livros e isso mudou o mundo.

(Veja bem o que mudou o mundo não foi o livro, mas o uso que fizemos dele.)

Thomas Kuhn no seu livro maravilhoso, “As Revoluções Científicas” define que o que fica para trás após uma nova descoberta, perde completamente o valor, pois passa-se a trabalhar com uma nova lógica!

Veja o que diz:

“Assim, o cientista , que procura dar respostas às perguntas partindo das regras ( conceitos, princípios matemáticos, instrumentos etc. ) estabelecidas, perde o apoio quando estas não servem mais como parâmetros. A técnica normal de análise é destruída , na medida em que diferentes versões da mesma teoria coexistem. Este período é detectado como um período de crise que só será resolvido quando uma única visão for aceita e as demais refutadas.”

Estamos vivendo essa crise teórica, pois não conseguimos colocar a Internet em nenhum modelo clássico, nem sociológico, antropológico, dentro da ciência da informação, da comunicação ou da filosofia (conhecimento).

É difícil, ao se pensar estratégia neste cenário incerto, pois antes de qualquer estratégia, deve haver um modelo claro e definido do sistema que estamos vivendo!!!

Assim, compreende-se a necessidade de um esforço para trabalharmos com uma nova lógica.

Isso não está em nenhum manual.

As teorias sobre a Web ainda são ralas, incipientes, o que nos leva a mais dificuldade.

Portanto, é preciso desenvolver um novo modelo teórico que permita introduzir uma lógica 2.0, na qual a co-criação com colaboradores internos, fornecedores e consumidores faça sentido.

Informação ou conhecimento sem lógica, gera confusão!

Vejam, por exemplo, o caso do Google.

Conseguiu entender, antes da maioria,  a lógica da Internet: o poder dos cliques da massa.

Transformou a lógica em produto, um algoritmo que conseguia dar sentido ao mar vasto de informação.

Qual é o valor deles?

A sacada de para onde a banda tocaria, pois eles construíram uma lógica com autoridade (falei mais sobre isso aqui.);

Amazon, Apple com Iphone, Linux, Skype  são outro exemplos, que, por trás de tudo, tinham uma lógica exata de ver o mundo, antes de lançar seus novos projetos.

  • Não se lançaram ao mundo para depois ter lógica.
  • Mas viram a nova lógica e lançaram projetos, o que muda tudo!

Ou seja, algo que ao ser confrontado com a realidade se mostrou factível.

Uma boa lógica, aliada a um bom modelo de negócios e a processo detalhados, rendeu bilhões.

Se existe esforço que as empresas devem fazer neste mundo 2.0, é conseguir a melhor lógica possível.

Qualquer uma e começar a praticá-la e aperfeiçoá-la, a partir do santo remédio chamado realidade.

Se conseguir uma mais consistente, melhor ainda, ganhará mais tempo e dinheiro.

O problema é que todo mundo está perdido hoje tentando ganhar com a informação e o conhecimento, o que era um diferencial do modelo anterior.

Diria até que estamos entrando na sociedade do pós-conhecimento e da pós-informação, na qual o que fará a diferença é a lógica que cada um vai desenvolver de ver o mundo e a sua capacidade de renová-la e transformá-la permanentemente em valor!

Sem isso, é naufrágio, ou seguir os barcos que estão com a lógica melhor lá na frente.

Pegando as sobras.

É isso?

Tema: aprofundando a “Ruptura 2.0″

(Novo grupo aberto, agora para Agosto 2010)

O objetivo:

ajudar a sair do senso comum e construir coletivamente uma nova lógica para olhar para nossa sociedade de outra maneira.

Estou na fase do pré-cadastro!

A princípio aulas às segundas, 19 horas, no Centro da cidade.

Valor: R$ 400,00

Vagas: 20

Oito encontros.

Mande e-mail: carlos@nepo.com.br


Conceitos são bons para namorar, mas não casar com eles – Nepô. –  da minha coleção de frases.

Tivemos um debate interessante num grupo de trabalho de um cliente.

Passamos seis meses construindo alguns conceitos sobre redes, que nos facilitaram bastante a classificação das mesmas logo depois.

Temos testado a sua “aplicabilidade”.

E até agora o conceito tem resistido.

Rapidamente, consegue nos dizer que tipo de rede é essa ou aquela.

Podemos dizer, assim, que aqueles conceitos têm  autoridade, pois se presta ao seu objetivo: classificar redes.

Um novo membro foi adicionado à equipe e resolveu, como é natural, questionar o conceito.

É tão simples que parece que falta algo.

E aí veio, no debate, a defesa e a explicação de que aquele conceito não era autoritário, pois não estávamos fechado com ele, mas que gostaríamos, para ser mudado ou questionado, que ele não servisse mais a alguma aplicação prática para classificar redes.

Ou seja, se funcionar, continuava com autoridade.

Se começar a não mais facilitar e não nos permitir a classificar as redes, passar a forçar uma barra, ele passa a autoritário, pois a realidade tem que se adaptar a ele e não ao contrário.

(Como muitas vezes vemos por aí.)

Muita gente esquece que as teorias devem servir para resolver problemas humanos e serem testadas no campo para serem validadas ou questionadas.

Desde teorias comprovadas em laboratório, ou mesmo no campo social.

Conceitos não valem nada isoladamente.

Enquanto defesas vazias dentro de quatro paredes.

Um exemplo.

Um dia uma amiga me confessou que estava há meses procurando a definição para determinado conceito.

Ela é acadêmica sem muito contato com questões mais práticas.

Pensei logo que os conceitos, por si só, de nada valem, se não passarem gradualmente e sempre pelo teste de “bancada”.

Seria mais fácil, criar uma versão 1.0, aplicar, discutir, ver do que se trata, mudar para a versão 2.0, até chegar em uma que seja adequada para o problema que se tenha para resolver.

Se mudar o problema, certamente aquele conceito terá que ser adaptado, pois ele é uma ferramenta e não a solução.

  • Conceitos e teorias têm que ser  simples o suficiente para que todos possam utilizar.
  • E sofisticadas, ao ponto de ajudar a resolver os problemas originais, que nos levaram a tentar desenvolvê-lo.

Gosto da frase:

Simplicidade é a complexidade resolvida - Constantino Brancusi;

Estamos tão envolvidos com teorias, conceitos, informações e conhecimentos que, no meio do tiroteio, nos esquecemos exatamente por que precisamos deles.

E nos casamos com eles, de tal forma, que a realidade deve se adaptar a ele e não mais os conceitos à realidade.

E eles só são úteis e tem autoridade enquanto podem ser comprovados na prática, o fim de todas nossas reflexões sobre a vida.

Funcionou, vamos em frente.

Começou a dar problema, sem problema, vamos rever.

Que dizes?

O otimismo é a impossibilidade de determinada pessoa, se baseando uma lógica com dados concretos e objetivos, apresentar prognósticos factíveisNepô - da minha coleção de frases;

Este Post é desdobramento de polêmicas antigas neste blog (ver comentários), aulas e de debates em palestras.

Comecemos, por exemplo, com um médico otimista.

Seu prognóstico tende sempre a  dar esperanças à família.

Independente dos problemas que um diagnóstico baseado no otimismo pode causar para o paciente e à família , ele é sempre, com orgulho, otimista.

“Tenho fé que vai dar”.

A vida, entretanto, não é otimista.

Um furacão não deixa de vir, nem os pacientes  deixam de morrer pelo otimismo dos meteorologistas ou médicos.

Furacões e doenças  podem ser previstas e curadas de forma cada vez mais precisa pelo esforço constante de se aprender com acertos e erros do passado.

Isto é ciência!

O otimismo deveria dar lugar, assim, a prognósticos e não a palpites: pelo histórico estudado o paciente tem “x” de chances de sobreviver e o furacão “y” de ocorrer.

Caso haja novidades que alterem o cálculo, acrescenta-se aquela experiência à fórmula  ao conceito ou a  teoria que sustenta o diagnóstico para nos ajudar em casos similares no futuro.

O risco do otimismo e do pessimismo é justamente um”palpitegnóstico“, uma análise feita a despeito, ou sem levar em conta, teorias estudadas sobre o tema.

E sem dar a possibilidade ao outro de poder concordar, ou não.

Se é questão moral, de fé ou de intuição, acabou o jogo cognitivo e começamos a acender velas na encruzilhada.

O otimista é fechado nele mesmo.

É uma ego-ciência!

É uma defesa a-científica baseada na fé, na intuição, na moral, no palpite, o que alarga os danos de ocorrências não previstas com antecedência e dá menos chance das pessoas se prepararem para os fatos da vida, que não são nem oti nem pessi – mistas.

Um otimista, assim, tende a colocar sua intuição acima – e a despeito – do passado científico sobre determinado problema e, ao contrário do que pensa ou propaga, pode causar mais danos ao mundo do que benefícios, bem como os pessimistas.

O que ajuda ao mundo é reflexão à procura de uma lógica aberta, que todos possam opinar, melhorar, contribuir para que possamos nos aparelhar cada vez mais sobre os fenômenos sociais e da natureza!

Os tecno-otimistas, por exemplo, palpitam, que a  Internet vai melhorar o mundo.

Mas, para transformar esta fé em teoria, dá trabalho.

E muito!

Será preciso detalhar:

- o papel que a tecnologia exerceu no passado e no presente;

- o papel que a tecnologia das mídias exerceu no passado e nos presente;

- o que se entende por “melhorar o mundo”;

- e quais são os índices que devemos medir para comprovar essa hipótese de melhoria para monitoramento.

Veremos que o buraco do modem é bem mais embaixo.

Devemos, assim, lutar para tentar abduzir  todo otimista para o rigor científico, reduzindo palpites e ampliando o poder dos  argumentos e fatos, trazendo mais e mais pensadores para agregar lógicas e não palpites.

E assim, ampliar a  possibilidade de se lidar com os benefícios e reduzir os danos inerentes à introdução de qualquer tecnologia, que como um furacão ou uma doença exige previsões e providências baseadas na experiência acumulada.

É isso, que dizem os meus amigos tecno-otimistas?

Querem uma provocação maior do que esta?

Se não comentarem aqui vou começar a dar os nomes..;)

A lista é grande…;)

Sabemos apenas aquilo que podemos medir; todo o conhecimento científico que temos do mundo natural depende dos nossos instrumentos de observação - Marcelo Gleiser - da minha coleção de frases;

Quem quiser estudar os planetas deve ter um telescópio; as células, um microscópio. Aliás, quanto mais potentes, melhor.

E a sociedade? A Internet? As Redes Sociais?

É preciso de uma teoria, que nada mais é do que definição dos atores influentes e o peso de cada um para alterar o processo a ser analisado.

Ou seja, se conseguirmos definir:

  • 1- quem e como os atores exercem pressão sobre o sistema;
  • 2- que tipo de fatores cada uma destas pressões resultam no processo de evolução do mesmo;
  • 3- podemos definir, então, que tipo de mudanças tivemos, temos e, provavelmente, teremos;
  • 4- o que nos ajudará, só então, a montar estratégias;
  • 5- diminuindo as chances de darmos tiros no escuro!

Na análise da Internet, a meu ver, podemos começar a rastrear um DNA sistêmico, que tenho tentado desenvolver aqui no blog, a partir de todos os “inputs” que tenho recebido nas minhas aulas, palestras, consultoria, leituras, discussões em mesa de bar, comentários em cima dos posts.

Acredito que podemos aferir, até o momento, como uma teoria 1.0 experimental, que precisa ir se consolidando, os seguintes agentes e a relação entre eles:

  • 1- o crescimento da população é o ponto de partida do sistema, que gera um aumento de demandas por produtos e serviços na sociedade. É um ponto de partida, pois não é possível mudar essa realidade, matando gente, exterminando povos, por mais que já tenham tentado. Ou seja, é um fato inapelável com uma aumento constante, cada vez maior e invisível, um fato para o qual o sistema como um todo tem que se adaptar, pois ele é  o único fator que não permite mudança no presente. Pode-se fazer planejamento familiar, mas só terá resultados futuros;
  • 2- a partir do aumento da população, são formados setores produtivos (públicos e privados) que se organizam para atender a estas demandas;
  • 3- este setor produtivo lutar, batalha, influencia, compra, suborna, cria golpes para estabelecer as regras do jogo do mercado. Estabelece, assim, através de um jogo de interesses, pressões e co-relações de forças, desde monopólios, concorrência, impostos, relação de consumo, etc), além das instituições de suporte necessárias para que o jogo possa acontecer: polícia, justiça, escola, congresso, etc;
  • 4- estabelece-se, no processo, uma ideologia vigente (conjunto de premissas e ideias que passam a ser hegemônicas na sociedade), que justifica, corrobora,  a forma com que estas relação entre demanda e oferta são realizadas;
  • 5- como prerrogativa para que este modelo seja aceitos, passa-se a dominar ou influenciar fortemente os principais meios de comunicação vigente para manter os “problemas” do atendimento das demandas em níveis de pressão razoáveis e  sem grandes crises, bem como, o modelo estabelecido da sociedade como um todo. Usa-se, assim, os meios como canal de difusão em larga escala (e de forma repetida da ideologia vigente) para manter o “circo” funcionando.

É nesse equilíbrio fino que construímos o modus-operandi de qualquer sociedade. Na qual, os diferentes atores atuam.

Estes fatores combinados nos levam aos equilíbrios ou desequilíbrios sistêmicos sociais.

Quando uma destes fatores se altera, ou muda, em larga proporção, gera uma alteração geral no ambiente, impulsionando mudanças nos outros agentes e em todo o ambiente, com  ajustes finos ou radicais.

Sob esse ponto de vista, somos a civilização que foi formada, a partir da crise radical do aumento populacional da Idade Média.

Lá, uma população miserável enfrentou:

  • 1- o crescimento da população e o início da concentração nas cidades;
  • 2- necessidade de novos modelos produtivos “amarrados” pelo poder da Igreja e dos nobres;
  • 3- necessidade, portanto, de alteração das regras do jogo não permitiam que novos atores entrassem ou atuassem;
  • 4 – alteração da ideologia vigente, que impedia o conceito de lucro e da iniciativa privada, por exemplo, vital para a evolução do novo ambiente produtivo;
  • 5-e a forte dominação dos meios de informação e comunicação, através do não acesso às  bibliotecas (ver filmesNome da Rosa Lutero), a linguagem culta toda em latim e a impossibilidade da circulação de novas ideias, através dos livros manuscritos, caros e difíceis de manejar, sendo que toda a dominiação, se dava no modelo oral, principalmente, através dos padres na missa.

Uma situação como essa gera uma crise de inovação produtiva.

Mais população, mais demanda, necessidade de novos modelos produtivos, que precisam de dinamismo, um novo ambiente para poder criar os produtos e serviços.

Ou seja, pressiona-se o sistema como um todo para alterações no seu conjunto, visando a inovação produtiva.

O interessante que o primeiro passo para se sair do impasse, foi o surgimento de uma nova mídia: o livro impresso.

E este fato ocorre de forma espontânea e sem planejamento, sem mesmo os principais pensadores da época terem percebido a sua dimensão e importância para a solução de uma crise também invisível, pois se dava muito mais na latência interna de cada pessoa, que não tinha meios nem canais para se expressar, a não ser através de revoltas isoladas, que não compunham, por si só, revoluções com um propósito de um novo modelo.

Assim, sem nenhum tipo de articulação ou maquinação política (como ocorrer com a Internet), introduziu-se o livro impresso naquele sistema viciado e incompetente para os novos desafios,  a possibilidade da entrada de novas ideias, que passaram a circular, sem consentimento ou controle do poder vigente, através do que denominei aqui como uma mídia de oxigenação social.

(De 1450 a 1500, circularam na Europa 13 milhões de livros impressos, com mais de 27 mil títulos, uma verdadeira explosão de ideias e informação para a época.)

O que essa mídia permite, basicamente, na sua chegada é permitir o surgimento de novos líderes, vozes, ideias, que passam a identificar os problemas e sugerir as reformas práticas e conceituais de todo o ambiente.

A mudança da sociedade, a partir deste ponto, é uma questão de tempo e método de mobilização para a mudança, usando os novos meios, gerando uma contra-informação para se revisar toda a sociedade.

Naquele momento, se aponta uma alternativa para a solução do impasse da crise de inovação produtiva da Idade Média:

  • 1- a população continua a crescer;
  • 2- os novos setores produtivos (burguesia) estabelecem, com base no livro impresso, panfletos, livretos revoluções, que visam novas regras do jogo;
  • 3- criam um outro tipo de estado com liberdade para fazer negócios, baseada em parlamento e república;
  • 4- estabelecem uma nova ideologia, libertada de um Deus que não permitia o lucro;
  • 5- e se estrutura uma nova hegemonia em torno dos novos meios de comunicação, que começa com os jornais, depois o rádio e a tevê, que permitem, ao longo dos últimos 550 anos,  revoluções econômicas, políticas e sociais, passando a ser o lucro o centro de incentivo para estimular constantemente a inovação e atender ao aumento constante das demandas, que o aumento da população exige.

Depois destes 550 anos, chegamos a 2010.

Hoje, com o salto populacional duplicando o número de habitantes do planeta a cada 50 anos, estamos vivendo uma nova crise de inovação produtiva, similar a vivida pré-capitalismo.

Os setores produtivos por mais que tenham se repensado, criado reengenharias, se informatizado, se globalizado, na essência não mudaram a sua forma de atuar.

O modelo ainda é fortemente baseado na força dos centros, na hierarquia, no conceito do lucro sem ética, acima do interesse dos consumidores (que nunca têm razão, apesar do discurso contrário), do meio-ambiente cada vez mais violentado.

Este modelo se sustentou até aqui, impulsionados por uma forte capacidade de comunicação, desenvolvida e aperfeiçoada durante décadas (com grande carga de manipulação)  que conseguiu manter o  status-quo vigente praticamente intocado, empurrando, entretanto,  essa crise para um patamar insustentável entre o desejo das novas gerações, principalmente, com o que temos a oferecer.

(A latência por novos ares pode ser medida pela adesão da população à nova mídia, a troca de música pela rede, ao desenvolvimento colaborativo de softwares e de várias outras iniciativas no mundo. É o primeiro passo.)

Uma crise de qualidade (pois as pessoas estão querendo sempre algo melhor e diferente) como de quantidade (mais e mais pessoas para comer, se vestir, beber, etc.), com seus desdobramentos de sobrevivência, com fatores novos, como a degradação geral do planeta.

Portanto, a Internet – da mesma maneira que o livro impresso – veio, assim, ao mundo para resolver essa crise de inovação produtiva e toda a ideologia que sustenta o modelo anterior.

Veio, introduzir a Idade Digital colaborativa, da mesma maneira que tivemos a passagem da Idade Média para aIdade Mídia, visando reformular toda a sociedade, a partir de novos paradigmas, tanto do ponto de vista ideológico, com seus novos líderes e empreendedores, que criam a possibilidade, o estofo para as outras mudanças práticas em todo o sistema, como do ponto de vista prático, com novos ambientes de negócio e não apenas modelos.

Questiona-se, hoje, o conceito do lucro, da propriedade intelectual, do desenvolvimento sem sustentabilidade, do desrespeito aos colaboradores internos, dos modelos de organização do estado, da política. Há a mesma latência, que agora começa a ganhar novos canais de expressão e, mais adiante, projetos e métodos de mudança para um novo ambiente.

A pauta, talvez, seja a mesma de todos os críticos históricos do capitalismo. Mas só que agora há um ambiente de troca de ideias que não permite mais que a ideologia vigente seja propagada pela velha dominação da mídia. E o setor produtivo não consegue atender – nos mesmos moldes do pré-capitalismo – a latência de uma população cada vez mais mutante e diferenciada.

Vivemos hoje uma crise similar, a que deu origem ao capitalismo!

O mundo está vivendo, de novo, uma grande revisão civilizacional.

A nova mídia estabelece a possibilidade – pela primeira vez – da colaboração coletiva a distância, por conhecidos e por desconhecidos, um fator de impulsionamento da inovação que aponta uma saída viável para superar a crise atual dos modelos produtivos.

Esta nova opção não pode ser desprezada, entretanto, cobra um alto custo de revisão de conceitos básicos de quem hoje está se beneficiando de alguma forma  na estrutura de poder vigente.

Ou seja, por um lado se quer inovação, mas a alternativa exige que se compartilhe ou mude as regras de poder. Eis o impasse do mundo 1.0 versus o 2.0!

Se o livro impresso popularizou a escrita pela primeira vez na história.

(Na verdade, o livro impresso foi a Escrita 2.0.)

Com ele, se viabilizou a troca de ideias a distância para sair de uma crise de produção.

A Internet vem criar a colaboração do muito para muitos a distância para superar em outro momento uma crise similar.

Portanto, ao terminar, como foi na Idade Média,  o controle da mídia nos moldes conhecidos, o jogo está de novo aberto. E abre-se a possibilidade de novos líderes sugerirem, terem voz e apontar os projetos do novo mundo.

Ou seja, é uma mudança civilizacional, que se inicia com uma nova mídia, que vem resolver uma crise sistêmica, que só será resolvida, através da troca de ideias e da aceitação coletiva de um novo modelo social baseado na colaboração, deixando para trás a civilização anterior baseada em um estrutura uni-direcional.

Abre-se a placa de “vago” na chefia da civilização.

Espera-se uma nova classe dominante como novos conceitos colaborativos, a la Google e a la Amazon, que mostrará a saída da crise e cobrará num boleto bancário novas regras do jogo, pressionando as velhas estruturas para atender as suas novas demandas.

Ou seja, justiça 2.0, governo 2.0, congresso 2.0, escola 2.0…com uma conceito de lucro revisado, tendo um compromisso mais ético e compartilhado entre seus consumidores.

Os clientes terão mais razão do que tem hoje!

Estamos assim saindo da civilização do um-muitos, que estruturou a civilização atual e fundo as bases do capitalismo.

E passando para o muito-muitos que será o molde da nova civilização.

Um novo capitalismo?

Sim, provavelmente e até mais do que isso.

Porém, qualquer prognóstico agora seria profecia.

É bastante provável, assim, que estejamos no primeiro passo de um novo sistema político, social e econômico, que deve ter como base o dinamismo para resolver a atual crise de inovação produtiva, fazendo, de novo, o mundo girar –  de forma diferente para cada país, ou região e mesmo classe social –  mais girar.

Tudo na direção de ajudar a manter viva as 7 bilhões de almas humanas do planeta, que não param de copular e crescer.

Que dizes?


Todo mundo quer descobrir como enlatar a criatividade, mas ela vem da liberdade e não do controle –  George Buckey, presidente da 3M – da minha coleção.

Há uma relação direta entre controle da informação e inovação.

A China controla fortemente a informação, pois só copia e repete.

Cria pouco.

No dia que quiser começar a inventar coisas novas, vai haver um conflito entre a censura e os pesquisadores de ponta.

E vão pedir de joelho para o Google voltar.

No Brasil, estamos parados no sopão da mesmice.

Do jeito que vamos e aceitamos de somente oferecer ao mundo matéria-prima e comida, nosso ambiente controlado e estático,  está para lá de suficiente.

O mundo 2.0 por aqui vai andar, como já anda, com freio de mão ligado!

(Não falem do mundo externo, do usuário pessoa física, digo dentro das pessoas jurídicas.)

No dia que alguém vier querendo uma indústria de ponta para valer com valor agregado, nosso calhambeque informacional 1.0 vai ficar no acostamento.

Aqui, vale quem é amigo do rei.

A meritocracia é uma palavra esquisita que 98% da população não sabe o significado, nem de forma teórica ou prática.

Empresas de ponta, inovadoras, precisam de ar, oxigênio.

De valorizar quem pensa diferente.

Os criativos precisam de espaços acolhedores para produzir!!!

E a ponte entre a invisibilidade e a influência deve estar aberta.

E o tempo para cruzar as margens deve ser cada vez menor.

Ninguém pensa ou cria na prisão.

Ou melhor, até cria, como temos vários exemplos no mundo, mas não co-cria com outros prisioneiros.

E nem inventa se não é valorizado e estimulado.

A Internet cria um ambiente de conhecimento de oxigenação social para revisar a civilização passada, mas este espaço, infelizmente, não nascerá ou será para todos.

Há uma divisão da inovação no mundo, os setores de ponta fina e os de ponta grossa.

Um ecosistema, que puxa todos, sem dúvida, para o empoderamento para as pontas, mas de forma distinta.

Nós estamos no segundo time.

Entre aqueles para os quais o empoderamento das pontas se dará de forma mais lenta.

Claro, que há ilhas no país.

Uns aviões produzidos aqui (que quando entra em crise manda não sei quantos trabalhadores do conhecimento embora, num modelo nada 1.0)

Umas pesquisas bio-não-sei de que acolá.

Portanto, assim, uma relação intrínseca entre:

  • Tipo de produto e serviço que se vende e se propõe a fazer, com mais ou menos complexidade;
  • Com mais ou menos ciclo de vida entre o antigo e o novo produto ou serviço;
  • Mercado mais ou menos competitivo ou monopolizado;

Versus:

  • Controle de informação modelados para que a produção (mais ou menos colaborativa) ocorra, com redes mais ou menos centralizadas.

Quem não quer a ponta, vai necessariamente ter mais controle, evitando, ao máximo qualquer papo 2.0, pois, apesar de se render mais com a descentralização, os ganhos não são tão visíveis. Pra quê? Perguntarão.

Ou seja:

Quanto mais rígidas e centralizadas estiverem estruturadas determinada rede, mais o conjunto será dependente de como pensa o poder central, tendo, assim, como consequência, menos autonomia. Espera-se mais, pensa-se menos, a base de indústrias pouco criativas. Governos mais centralizadores (e até populistas) e mais investimento no poder estatal, cujo controle é maior.

O inverso também é válido.

Quanto menos rígidas e menos centralizadas forem as redes, mais o conjunto passa a se independer do poder central e mais os princípios que norteiam toda a rede precisam ser compartilhados e introjetados para possibilitar a maior autonomia das pontas. Espera-se menos, pensa-se mais, a base de indústrias criativas. Governos descentralizadores e mais investimento nas pontas e incentivo ao empreendedorismo, espalhando o poder para as pontas.

  • No primeiro tipo, a regra, a hierarquia e a ordem têm papel de destaque.
  • No segundo, a descentralização, a autonomia, o bom senso e a  auto-regulação imperam.

Hoje, a maioria das organizações e governos, por tradição do ambiente de conhecimento anterior, pratica o modelo de redes centralizadas.

Países e organizações que querem a ponta vão migrar como coelho – com já fazem –  para o mundo 2.0, mas só aqueles que querem inovar e estar na ponta.

Os demais vão ficar – com razão – dizendo que não precisam, pois aceitam a sua condição de periferia, num ambiente do século passado, produzindo tudo aquilo que quem está na ponta 2.0, não quer mais.

Há, entretanto, diferenças entre os diversos setores de uma mesma empresa.

Nem todos são iguais, há os que exigem mais ou menos inovação.

Deve-se tentar implantar redes mais descentralizadas no segundo.

Ou seja, a Web 2.0 não nascerá ao mesmo tempo para todos.

Talvez, alguns, como hoje temos hoje massas de analfabeto, nunca saibam o que é compartilhar em rede eletrônica.

E assim caminha – mal e porcamente – a humanidade.

Resta sabe o que podemos fazer para reverter esse quadro com sabedoria.

Diz aí….

PS – uma discussão sobre este assunto, nossa incapacidade de inovar pode ser lida neste artigo:

Inovação: futuro da indústria?

O que reforça a nossa incapacidade brasileira para inovar, o autor, presidente da Federação das Indústrias do Paraná, destaca:

“Baixa escolaridade, juros altos, encargos e tributos elevados e burocracia excessiva compõem um custo sistêmico que compromete a competitividade.(…) Não há no horizonte próximo qualquer sinal de mudanças substantivas capazes de proporcionar maior funcionalidade ao estado brasileiro. (…) Temos três questões complicadas a resolver: não permitir valorizações do câmbio e reduzir sua volatilidade; melhorar a qualidade do ensino e expandir de forma rápida a formação média, técnica e superior, especialmente em engenharia; reduzir o custo de capital e facilitar o acesso ao crédito de longo prazo. Não são tarefas simples e há anos elas habitam nossa agenda de “futuro”. Mas sem encará-las de frente será difícil assegurar competitividade ao sistema produtivo brasileiro”.

Notem que as demandas de quem quer um Brasil inovar, batem de frente contra o sopão da mesmice, insuflado pelo mercado financeiro, que tem outro ponto de vista, diferente do apresentado acima.

Veja detalhes neste post sobre o Brasil 1.0.

A porta de mudança de cada pessoa só pode ser aberta pelo lado de dentro – Marilyn Ferguson – da minha coleção de frases;

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No fundo, a esquerda, Rodrigo (de camisa branca), depois de preto Aline (sem escova),  na frente dela, de branco agachada, Clarissa, depois do lado,  de branco e com luzes no cabelo, Mônica. Na sequência, Fernanda, Bárbara (dona da batata), Durval, de vermelho, a outra Aline de rosa. Lá atrás, da direita para a esquerda: o Telmo, camisa preta, embaixo de azul, Bianca e Mileni, Voltando para trás, Guga Alves (também conhecido como Gustavo),  Eu,  Roberto, Carlos, de branco e de mochila, Fabrício e Herick, ambos de preto. Faltou apenas a Sut-Mie, que não esteve na última aula.

Bom, ontem fizemos:

  • 1- terminamos de ver o filme Lutero;
  • 2- cada aluno fez a sua auto-avaliação;
  • 3- e fizemos a avaliação coletiva da aula.
Da avaliação, o que destaco, ao se colocar em prática o que discutimos em sala de aula:
  • 1- é importante pensar em conceitos e não em ferramentas;
  • 2- assumir a responsabilidade de ajudar o mundo a mudar, através do seu trabalho, deixando de ser um usuário ou um profissional passivo, a ativo;
  • 3- pensar sempre fora da caixa, não aceitando nem os dogmas passados, nem os presentes, os Dogmas 2.0;
  • 4- para escolher o que se vai fazer profissionalmente, é preciso ter uma reserva de grana, para dizer não, o que nos leva a repensar o consumismo (se comprometer com supérfluos, deixando o fundamental, onde se trabalha e o que se faz de lado.);
  • 5- provavelmente, o pessoal de comunicação vai deixar de exercer a função pura, se envolvendo mais e mais na gestão, pois não é rede social para falar, mas rede social para mudar!;
  • 6- pensar fora da caixa é preciso;
  • 7- nada como uma boa teoria, ainda mais em época de rupturas;
  • 8- por fim, ser 2.0 pode ser também, fugindo dos dogmas, desligar os micros e interagir e ouvir o outro.
  • 9- Heresia neles!

Dicas do que conversamos.

Aline, sobre Governo 2.0:

O livro que ela escreveu:

Beth Noveck

Executive Office of the President/OSTP

Beth Simone Noveck is the United States Deputy Chief Technology Officer for Open Government. She directs the White House Open Government Initiative. She is on leave as a professor law and director of the Institute for Information Law and Policy at New York Law School and McClatchy visiting professor of communication at Stanford University. Dr. Noveck taught in the areas of intellectual property, technology and first amendment law and founded the law school’s “Do Tank,” a legal and software R&D lab focused on developing technologies and policies to promote open government (dotank.nyls.edu). Dr. Noveck is the author of Wiki Government: How Technology Can Make Government Better, Democracy Stronger, and Citizens More Powerful (2009) and editor of The State of Play: Law, Games and Virtual Worlds (2006).

Adorei a turma, o Nino e o Cláudio estão de parabéns pela seleção.

Vivi momentos muito bacanas com o pessoal.

Agradeço o carinho de todos pela boa acolhida.

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