Feed on
Posts
Comments

Hoje, é um dia importante aqui para este blog.

Durante 11 anos persegui implacavelmente responder a algumas perguntas encadeadas:

O que é a Revolução Digital? Quais são as causas e prováveis consequências? E o que podemos fazer parar reduzir riscos e aumentar oportunidades?

Ao longo desse tempo, ministrei centenas de cursos, palestras e escrevi três livros impressos para livrarias e dezenas de e-books para consumo digital.

Fiz um diagnóstico completo e cheguei a uma metodologia, que é a da Inovação 3.0.

Sinto-me hoje como um engenheiro que faz cálculos durantes anos de que determinada ponte vai cair e defende a construção de um pilar no vão central.

Ele apresenta os resultados, muitos analisam os cálculos, elogiam  consistência, mas dizem que não há ainda condições sociais, políticas, econômicas, culturais, religiosas, transcendentais de fazer o pilar.

Ninguém questiona os cálculos, apenas  que não chegou a hora de colocar o pilar, mesmo com o risco da ponte cair.

Aprendi que o ser humano não é lógico como imaginamos. Ou como os engenheiros imaginam. Há em mim, sim, um engenheiro enrustido.

Percebo hoje que mais importante do que ter chegado às minhas conclusões, foi toda a metodologia dos cálculos que fiz, dos workshop que criei, das palestras que desenvolvi.

O mercado hoje não é comprador do diagnóstico, mas talvez seja desse cálculo do futuro, de tentar vê-lo com menos medo, receio.

Há hoje forte demanda de enxergar o futuro com mais racionalidade. É essa a minha nova missão nos próximos anos.

Vou ser um Especialista de Futuro!

Mudo, assim, o foco dos meus estudos e dos meus serviços a serem oferecidos ao mercado.

Subo um degrau e passo a ter as seguintes perguntas encadeadas para os próximos anos:

O que é o Futuro? Por que temos tanto medo dele? E o que podemos fazer para aumentar a previsibilidade, reduzindo riscos e aumentando oportunidades?

Tal mudança me permite voltar ao mercado com outra pegada.

De fato, não é um rompimento, mas uma continuidade, pois não acredito em Especialistas de Futuro que não tenham passado por um estudo profundo do Digital.

E nem sem um estudo da história.

Não irei mais, como agora, defender a construção de uma viga e apresentar meus cálculos, mas, basicamente, vou tentar:

  • Reduzir o medo que se tem do futuro;
  • Ajudar pessoas a reduzir o medo;
  • Desenvolver métodos para aumentar a previsibilidade;
  • Formar novos analistas de futuro nestes métodos;
  • Criar cursos de formação de analistas de futuro;
  • Criar laboratórios de futuro na sociedade brasileira;
  • E auxiliar os atuais analistas de futuro com estes métodos.

Acredito que todas as pessoas têm uma equação complexa a resolver em suas vidas.

Felicidade + dinheiro = vida.

Não adianta ganhar dinheiro sem felicidade. E não adianta ter felicidade sem dinheiro.

A minha felicidade está em:

  • Estudar problemas complexos e abstratos;
  • Sintetizar estas descobertas para as pessoas;
  • Capacitar pessoas nestas descobertas;
  • Debater com elas as dificuldades;
  • Aperfeiçoar as conclusões, a partir dos debates;
  • Ajudar, assim, a sociedade a lidar com estes problemas mais complexos e abstratos.

O Futuro se encaixa perfeitamente nesse desafio.

Já tive a chance de ganhar dinheiro sem felicidade.

E também já cheguei a felicidade sem dinheiro.

Vou ser, talvez, o primeiro Especialista de Futuro no Brasil, com este nome. Já fui primeiro muita coisa várias vezes antes, desde que comecei a trabalhar e ganhar dinheiro na Internet, em 1993.

Terei como missão de vida, a partir daqui,  a reversão de um quadro que me parece bizarro no país:

Por que temos tanto historiador e não temos quase nenhum “futurador”?

É isso, que dizes?

Se existe algo que está atrapalhando o futuro é essa falsa dicotomia entre teoria e prática.

Se prática é entendido como algo útil, prático, pela lógica reversa teoria seria algo inútil, que só atrapalha.

Assim, pessoas práticas seriam aquelas mais úteis e pessoas teóricas são mais inúteis, se me permitirem, “masturbativas”.

Sugiro  outra abordagem.

Existem pessoas mais operacionais e outras mais metodológicas e estratégicas, com funções diferentes na sociedade e mais ou menos úteis, conforme o contexto.

Entre os estratégicos existem os formuladores de metodologia, que trabalham com teorias. E os estrategistas que trabalham com filosofia.

Vejamos a tabela:

Cada um destes perfis profissionais têm função importante, a depender do contexto.

  • Na estabilidade –  os operacionais ganham relevância e valor. Precisam recorrer a poucas revisões metodológicas, o que permite baixa taxa de debates mais abstratos. Aqui se trabalha com o presente e fatos visíveis, curto prazo e inovações incrementais;
  • Na instabilidade – os metodólogos e estrategistas ganham relevância e valor. Precisam fazer revisões metodológicas e estratégicas mais profundas, o que nos leva à necessidade de debates mais abstratos. Aqui se trabalha com o futuro, médio e longo prazo e inovações disruptivas.

Assim, não podemos dizer que existe oposição entre teoria e prática, mas  relação entre filosofia, teoria e metodologia, como instâncias diferentes de debates, conforme a dificuldade de lidar com cada problema.

Quanto mais vamos projetar o futuro e criar cenários dentro de instabilidade (como é o caso no Mundo 3.0), mais precisamos trabalhar com conceitos abstratos, que são práticos e úteis, pois nos permitem enxergar e agir, ao longo do tempo, com mais precisão.

Muitos que questionam que determinada abordagem é muito teórica está expressando, na verdade, que é um nível de debate mais abstrato do que está acostumado.

Pessoas que lidam com o operacional têm mais dificuldade de lidar com conceitos mais abstratos, pois vivem imersos no cotidiano.

Há perfis de pessoas que têm mais facilidade para serem metodólogos e estrategistas.

De maneira geral, são pessoas com perfil que lidam com mais facilidade com conceitos mais abstratos.

Porém, de fato, existe explicações filosóficas, teóricas e até metodológicas mais herméticas, mal explicadas, em que há dificuldade de expressão do autor para o leitor. Não são muito teóricas, são apenas mal explicadas, o que é diferente.

Muitos autores tiveram tradutores para que se pudesse entender as ideias de alguns gênios.

Pensar bem não significa explicar bem!

De fato, não é corriqueiro descrever de forma mais acessível conceitos abstratos, pois carecem de exemplos justamente por serem abstratos ( não concretos).

Tais problemas exigem esforço maior ou determinado perfil, ou atividade, para torná-los úteis e práticos.

É isso, que dizes?

 

Pós-verdade pode ser traduzida pela alta taxa de notícias falsas e sem fatos que circulam pelas mídias digitais.

A taxa está naturalmente alta, típica de fases pós-massificação de tecnologias de comunicação descentralizadoras (algo parecido ocorreu com a chegada da prensa, em 1450),.

Porém, tende a baixar gradativamente.

Dois motivos:

  • As pessoas não foram educadas para ser mídia, com mais critérios do que repassam aos demais, mas mais e mais passarão a ser com o tempo;
  • Os algoritmos das mídias sociais ainda são muito primitivos, mas vão evoluir gradativamente.

Vivemos, no momento, a difícil passagem das informações concentradas que tinham no intermediador jornalístico (editor, chefe de reportagem, jornalista) o filtrador.

Temos agora produção de informações distribuídas, que precisam também de coordenação, porém não mais do intermediador individual, mas do conjunto de pessoas que clicam.

Através dos cliques, podemos identificar, como já faz o Waze, aqueles que costumeiramente trazem informações sem o devido rigor de apuração dos demais.

É  profunda mudança da forma de coordenação e controle: estamos saindo da Gestão para a Curadoria da Informação.

Os tecnofóbicos, que perdem poder com o Mundo 3.0, veem nisso tudo  espaço para trazer à luz a velha melancolia de  passado que nunca mais voltará.

É preciso investir em dois vértices para reduzir a taxa da pós-verdade:

  • Novos hábitos – que passa pela clareza do que estamos vivendo e como temos que nos preparar para lidar com esse mundo de informações distribuídas, no qual cada um é uma micro-mídia;
  • Metodologias  – que exige um conjunto de novo perfil profissional, tecnologia e práticas dentro de Plataformas Digitais Participativas, que permitam qualificar pessoas e registros para que se separe o joio (sem fatos) do trigo (com fatos).

É isso, que dizes?

 

Inovação bimodal é desdobramento do conceito de TI bimodal da Gartner. TI Bimodal é a possibilidade de criação de duas áreas da TI:

  • Uma mais conservadora para resolver problemas corriqueiros;
  • E uma mais inovadora para trabalhar “fora da caixa”.

O conceito, entretanto, avançou de bimodalidade na TI para o de bimodalidade dos negócios.

De um lado, a organização procura manter e garantir o mercado atual e do outro procura novos mercados com produtos e serviços disruptivos.

Mais e mais, não necessariamente com esse nome, organizações tradicionais têm criado áreas para que sejam experimentadas inovações mais disruptivas.

A Inovação Bimodal é típica de mundo mutante, no qual mais e mais startups trazem novidades, tirando o valor de antigos players.

Projetos bimodais teriam, assim, duas áreas:

  • Modal 1 – espaço de continuidade e operação tradicional;
  • Modal 2 – espaço de descontinuidade e operação não tradicional.

Muitas opções existem para a transformação de protótipos da área Modal 2 em serviços e produtos:

  • O retorno para o Modal Tradicional;
  • A criação de nova organização para comercialização do novo produto e serviço;
  • Parceria com outras organizações para venda casada do produto e serviço.

O blog se dedicará agora mais tempo a pesquisar, pensar, estudar esse tema.

 

Tenho acompanhado com atenção a projeção meteórica que João Dória está tendo em São Paulo e já em todo o país, com forte chance de ser pressionado a sair candidato a presidente, com razoável chance de vitória.

Podemos dizer que o prefeito de São Paulo é a expressão do que temos de mais liberal em termos de administração municipal no país. Bato palma para ele, confesso minha empolgação e admiração, mas é preciso fazer alguns alertas, justamente agora quando a euforia começa a tomar conta.

Dória está tentando implantar em São Paulo melhoria na administração, através de saídas inovadoras, principalmente com parcerias estatal-privadas.

Dória, por exemplo, quer conceder todos os parques para a administração privada, através de relação ganha-ganha: você vende serviço lá dentro, mas cuida para que fique bem cuidado.

Ótimo!

Dória, a meu ver, é o mais liberal do que temos do PSDB, mas irá esbarrar em duas paredes instransponíveis do Liberalismo 2.0:

  • A mentalidade 2.0 de Estado;
  • A mentalidade 2.0 de Administração.

Vejamos.

A mentalidade 2.0 de Estado

O Estado provedor (saúde, educação, previdência, segurança, justiça) teve um grande inimigo nas últimas décadas: a Complexidade Demográfica Progressiva.

A cidade de São Paulo, por exemplo, tinha 240 mil habitantes, em 1900,  e passou a 11 milhões de habitantes, em 2010 – salto demográfico de 46 vezes em 100 anos!!!

A oferta de qualquer produto ou serviço na cidade ficou cada vez mais complexa, tanto na quantidade, quando na qualidade.

Uma organização, seja  privada ou estatal, que se proponha a centralizar tal oferta, esbarrará em cada vez mais problemas administrativos da demanda.

Some-se a isso, no caso da Prefeitura:

  • Falta de flexibilidade na administração de pessoas, o que inclui motivação e capacitação continuada;
  • Corporativismo;
  • Modificação de políticas estratégicas a cada quatro anos.

E teremos um beco sem saída.

Por mais que haja esforço, parceria, ajustes, há limite da capacidade de ofertas centralizadas em patamar de complexidade tão grande.

A conta não fecha.

A privatização dos serviços que hoje estão na mão do estado não é, assim, a meu ver questão de ideologia, mas administrativa.

O conceito de estado provedor de serviços tão complexos como educação e saúde com população de 11 milhões de habitantes se torna inviável.

Os problemas de fornecimento de uniforme, de material escolar, de remédios só podem ser feitos no modelo atual se houver progressivo processo de padronização, massificação e centralização.

Pode-se resolver hoje o que está em péssimo resultado, mas mais e mais teremos uma população mais exigente e uma inviabilidade de modelo funcionar.

Vai chegar um momento que os empresários (já não tão empolgados) vão dizer que não vai mais doar por falta de recursos e aí começamos a ter problemas a serem enfrentados do próprio modelo.

É preciso pulverizar as ofertas, através do empreendedorismo nestas duas áreas, reduzindo o pagamento indireto, via impostos, pelo pagamento direto, com possibilidade de vouchers para os mais necessitados.

A desestatização da saúde e educação é uma questão administrativa.

Toda a tentativa de superar tais demandas complexas e diversificadas com ofertas massificadas e centralizadas vão gerar crises de atendimento no médio e longo prazo.

Por melhor que sejam as intenções.

A mentalidade 2.0 de Administração

Obviamente, que além da pulverizar os serviços para empreendedores privados, muito sobrará para a prefeitura, principalmente na manutenção da cidade, realização de obras de infra-estrutura, proteção do cidadão e patrimônio.

Aí temos o problema da Gestão.

Hoje, se aponta para projetos com o do Colab (plataforma para receber pedidos pelo cidadão), em que o cidadão, via digital, mais e mais envia demandas e sugestões para o administrador.

Porém, há um limite da Gestão (como demonstrei aqui) em processar e atender sugestões participativas.

Não basta colocar aplicativos e coletar sugestões, se o Modelo de Administração continua baseado em um Gestor, que têm que decidir. E não num Curador que gerencia plataformas, como é o caso do Uber.

Se esbarrará em limites entre receber sugestões, processar e mudar. Vejamos primeiro como é um modelo administrativo, digamos, mais equilibrado entre sugestões e mudanças.

E o que começamos a ter depois do Digital:

Aumentamos a demanda por participação, mas o processamento para receber sugestões e entregar mudanças permanece o mesmo.

Isso gera crise no longo prazo da própria Gestão, que tem cedido lugar à Curadoria, os Ubers, que conseguem descentralizar as decisões via Reputação Digital e Inteligência Artificial, transformando sugestão em decisão, sem passar por Gestor.

Haverá mais e mais incompatibilidade entre o cidadão mais participativo e o Gestar incapaz de atender suas expectativas.

Como mudar?

Obviamente, que as duas mudanças promovem profundos choques culturais e esbarram em fortes interesses corporativos, tanto de empreendedores tradicionais quanto de colaboradores internos das Organizações 2.0.

Assim, é preciso criar Ilhas de Inovação para que as novas mentalidades sejam experimentadas e aculturadas.

Regiões devem ser escolhidas para testar a mudança no modelo de Estado e Administrativo, trabalhando com duas frentes:

  • A atual –  com  consciência de seus limites;
  • A nova – com  consciência das resistências.

Conclusão

Por mais boa vontade que tenha Dória de mudar e de acertar, os limites tanto da Mentalidade  de Estado e de Administração 2.0 vão esbarrar na realidade da oferta possível com a demanda desejada, cada vez mais exigente.

Pode não ocorrer agora tais problemas, mas é  preocupação para quem tem projeto de médio e longo prazo. É preciso, dese já, afirmar que há limites do que está se propondo.

Que é uma etapa do processo e não o fim do mesmo.

É preciso ter clareza que Dória é a ponta do Liberalismo 2.0 no Brasil de hoje, mas absolutamente não é o supra sumo da concepção de até aonde podemos ir.

É preciso defender os conceitos do Liberalismo 3.0, que, antes de tudo, sugere rever mentalidades para superar algumas barreiras, tanto do conceito de Estado quanto de Administração.

Se isso não for feito, as crises que virão no médio prazo darão a falsa impressão que o liberalismo fracassou.

Quando, na verdade, é o Liberalismo 2.0 que estará batendo nas paredes das contradições históricas.

É preciso, desde já defender o novo ciclo Liberal 3.0, que está ainda engatinhando, mas promete saídas mais permanentes.

PS- Dória tem que evitar o paradoxo Macri na Argentina, que se contrapôs ao governo bolivariano, mas não conseguiu dar respostas mais consistentes para as crises que temos.

Tecnoespécies têm modelos administrativos mutantes.

(Somos a única do planeta, mas não necessariamente do universo – a ver mais adiante, conforme as pesquisas pelo avancem.)

Conforme aumentamos a complexidade das demandas, nos vemos obrigados a sofisticar as ofertas, criando nova Tecnocultura, com inovações no Ambiente de Comunicação e Administração.

A Gestão é o modelo administrativo que nos serviu pelos últimos 70 mil anos e entrou em Macrocrise neste século.

Motivo?

O salto demográfico de um para sete bilhões de habitantes, nos últimos 200 anos, que elevou o Patamar de Complexidade Demográfica muito mais do que sete vezes, pois temos a diversidade (objetiva e subjetiva) multiplicada pela quantidade numérica.

A Gestão foi concebida para um Sapiens com:

  • Menos poder de mídia;
  • Menos autonomia de pensamento;
  • Menos interação e informação;
  • Menos demanda de participação.

A liberdade de comunicação eleva o patamar de diversidade de cada humano, o que torna a equação entre oferta e demanda ainda mais complexa.

Antes do Digital tínhamos complexidade numérica, mas baixa diversidade subjetiva.

Hoje, conforme vamos utilizando mais e mais os meios digitais, vai se aumentando a diversidade das sociedade, o que aumenta ainda mais o fosso das demandas do cidadão com a capacidade de entrega das Organizações 2.0 (baseadas na Gestão).

 

Temos, ao longo do tempo, o seguinte quadro:

Mais e mais as organizações 2.0 (baseados na Gestão) estão indo para um lado e o cidadão/consumidor para outro. Há uma clara Macro-crise administrativa.

As organizações tradicionais não são mais compatíveis com o Mundo 3.0, que está surgindo.

Há uma ordem de comando, hierarquia,  tempo e capacidade de ajustes às sugestões que vem de fora para dentro e de baixo para cima.

A Curadoria, modelo das Organizações 3.0, Ubers da vida, resolvem de forma elegante essa questão, pois fazem, pela ordem:

  • Distribuem as decisões para as pontas;
  • O Administrador passa a Curador;
  • O Curador não recebe sugestões, mas ordens a serem executadas pelos membros da Plataforma;
  • O Curador, apenas, ajusta o ambiente para que estas decisões tenham alta taxa de confiabilidade e relevância, através de ajustes nos algoritmos.

Temos, assim, como vemos abaixo a saída para a Macrocrise da Gestão:

O que temos pela frente é a Curadoria gerando valor e oportunidades e a Gestão riscos e baixa competitividade.

 

Dentro das minhas pesquisas, percebi que o ser humano vive ciclos macro-históricos numa relação entre:

  • Ambiente de Comunicação;
  • Ambiente de Administração;
  • Patamar de Complexidade Demográfica.

De tempos em tempos, precisamos promover Revoluções Civilizacionais para equilibrar demandas e ofertas.

As demandas ficam cada vez mais complexas e forçam que as ofertas acompanhem.

Quando temos Revoluções Civilizacionais elas atingem algumas regiões do planeta, que promovem autonomia de pensamento. E estabelecem sociedade com mais liberdade de comunicação e decisão.

E em outras regiões menos maduras, com o avanço produtivo, que permite o aumento da população, mas não se estabelece o mesmo grau de autonomia de pensamento.

Podemos dizer, assim que quando temos em determinada sociedade:

  • Aumento Demográfico;
  • E baixa autonomia de pensamento.

Por tendência, caminhamos para a centralização da comunicação e das decisões. E, portanto, projetos de estado tendem à religiões metodológicas (ver mais sobre isso aqui).

Sejam religiões assumidamente religiosas, como é o caso do califado islâmico ou bolivariana, espécie de religião disfarçada de projeto político.

Ou populismo puro e simples, que é uma espécie de religião em torno de uma figura carismática, que também teria algo de sagrado.

O centro passa a ter um poder sagrado/divino sobre as pessoas, que perdem a capacidade individual de decidir com mais lógica e baseado na experiência.

Podemos dizer que o retorno das religiões metodológicas no Século XXI, a saber:

  • A proposta do califado islâmico – da criação de sociedades baseadas no Alcorão;
  • A proposta do bolivarianismo – da criação de sociedades baseadas em Marx.

Vejamos como o processo ocorre na Macro-História:

Este é o DNA do Ciclo, que se inicia sempre com aumentos demográficos, que esbarram nos limites da comunicação e da administração que precisam ser vencidos com nova Tecnocultura.

Se colocarmos o processo na Macro-História teríamos algo assim:

Em que nas sociedades mais madura, haverá esse tipo de mudança e que influenciará todas as outras, conforme o mundo do Sapiens vai ficando mais e mais interconectado e dependente.

Cria-se nas regiões menos maduras, um bolsão de baixa autonomia, que promove, por tendência, à adesão à religiões metodológicas, que acaba por transbordar para todo o mundo.

Note, porém, a diferença do atual século para o passado.

No século passado, tivemos movimentos centralizadores nos países mais maduros. Neste século, estes movimentos vêm das regiões menos maduras para as mais maduras.

Criando pressão e tensões.

É isso, que dizes?

O grande avanço da sociedade medieval para a moderna foi a passagem das religiões metodológicas às filosóficas.

Explico.

Quando religiões têm teorias e metodologias para resolver problemas sociais temos um problema.

Religiões, por natureza, se propõem a promover a re-ligação.

Religação entre um ser superior, que tem emissários na terra, e a sociedade.

Obviamente, o que vem de Deus não se questiona, muito menos o que dizem seus representantes na terra.

Assim, temos religiões metodológicas dogmáticas, que tem propostas de pensamento e ação, que não podem ser alteradas pela lógica ou pela experiência, pois vêm de pessoas ou entidades que estão acima da nossa compreensão.

Não se pode questionar individualmente, é preciso aceitar coletivamente os preceitos.

O Sapiens só conseguiu implantar a sociedade moderna e saltar de um para sete bilhões de habitantes no planeta, justamente pela superação das tais religiões metodológicas.

As religiões nos países com sociedades mais maduras passaram de metodológicas à filosóficas. No máximo, propostas de ação individual de cada membro, mas não proposta de estado.

O estado (teoria/metodologia) foi para um lado e as religiões (filosofia) para outro.

Um bom exemplo é a teoria da evolução da espécie que era rejeitada, pois tudo vinha de Adão e Eva.

No momento, que se aceita a teoria da evolução da espécie, percebe-se que a bíblia estaria usando uma metáfora filosófica e não literal da criação do homem.

Ou se dataria tal pensamento a um tempo em que Darwin não tinha formulado suas ideias.

Há com a “filosofização” das religiões a possibilidade de se criar novas teorias e metodologias sujeitas à lógica e a experiência, na qual cada pessoa tem o direito de questionar e criar novas teorias.

O que permite mais dinamismo das mudanças e eficiência no cotidiano da sociedade. Sim, vivemos hoje o retorno das religiões metodológicas no mundo e isso, a meu ver, se encaixa na teoria da Complexidade Demográfica Progressiva.

A seguir, vou falar sobre isso.

É isso, que dizes?

 

Existem duas áreas dentro da Organização 3.0, uberizada:

  • A coordenação de pessoas – através de Reputação Digital, as estrelas do Uber para motoristas e passageiros, por exemplo;
  • A coordenação de processos – através da Inteligência Artificial, o Uber Pool, que organiza corridas compartilhadas.

As duas atividades são integradas. Vejamos dois cases publicados na Época Negócios, neste mês de março:

(1) A startup paulistana Cargo X, voltada para a gestão de fretes rodoviários, “uberizou” a movimentação de cargas no país. (…) A startup conecta quem precisa de transporte a mais de 150 mil caminhoneiros autônomos. Uma equipe de matemáticos e estatísticos analisa a necessidade das empresas e define a melhor maneira de distribuir as cargas entres os motoristas. “Evitamos, por exemplo, que um caminhão vá carregado ao Recife e volte vazio para São Paulo”, diz Vega. No total, estima o empreendedor, a ferramenta pode reduzir o preço do frete em até 30%. Operando há oito meses, a CargoX deve faturar R$ 43 milhões em um ano.

(2)

A  Agrishare  e a  Alluagro  são exemplos. Elas fazem a ponte entre grandes produtores, com colheitadeiras e tratores parados a maior parte do ano, e quem precisa desses equipamentos, mas não pode comprá-los. (…) Elas querem intermediar a venda de sobras de sementes ou o aluguel de espaço em silos.

Para que os dois processos funcionem é preciso a coordenação entre oferta e demanda, utilizando GPS, localização de cada caminhão/empilhadeira/silo. Mas também qualidade de cada fornecedor, pois é preciso confiar que eles vão entregar a mercadoria, que são pessoas que trabalham bem.

Nos dois casos, note bem, não há Gestores tradicionais, pois a coordenação de pessoas é feita via Reputação Digital e a de processos, através de Inteligência Artificial.

Combinadas, a Curadoria permite que se tenha custo/benefício melhor, o que torna o antigo modelo cada vez mais obsoleto.

 

 

A pior epidemia é aquela que você não sabe que está se alastrando!!!

Há momentos em que toda a população precisa se vacinar contra determinada epidemia.

É movimento que não é individual, mas coletivo, de tipo de vírus que se espalha rapidamente.

Não cabe, nestes momentos,  consulta de médico para saber se fulano está com unha encravada ou dor de dente.

Independente o problema que ele tem, precisará ser vacinado contra a epidemia. Ponto!

Há hoje grave problema no diagnóstico dos cenaristas e estrategias sobre o futuro.

Vivemos hoje Epidemia Administrativa com a chegada da Revolução Civilizacional Digital, que traz novo Modelo Administrativo, que podemos chamar de Curadoria, no popular Uberização. Pouca gente percebeu a gravidade do problema.

A Uberização é Epidemia Administrativa, pois:

  • É nova forma de solução de problemas com modelo de coordenação de processos e pessoas completamente distinto da gestão;
  • Se espalha rapidamente;
  • Tem a aceitação do consumidor/cidadão, que a incentiva;
  • Consegue entregar melhores resultados que o atual modelo da Gestão;
  • E se torna, por causa disso, mais competitiva nos mercados em que passa a atuar.

Quando vários amigos consultores vão aos clientes perguntar “qual é o problema” dentro das organizações, o cliente fala da unha e do dente que está doendo com se a epidemia não existisse.

Porém, as perguntas que não podem ser colocadas para debaixo da tapete são:

  • Até que ponto aquele mercado está longe do foco da Epidemia Uberizadora?
  • Que medidas serão feitas para se proteger?
  • O que acontecerá com uma organização, caso apareça um Uber pelo caminho?

A vacina anti-uberizadora tem nome: Inovação 3.0.

A Inovação 3.0 é metodologia que desenvolvi com meus alunos e clientes baseada em projetos de Inovação Estratégica que incorpora o fenômeno da Revolução Civilizacional Digital e a chegada do novo Modelo Administrativo Curadoria/Uberização.

Pretende vacinar organizações contra a Epidemia Uberizadora, através da criação de Labs 3.0, que forma equipe para:

  • Monitorar  mercado uberizador;
  • Criar e testar protótipos uberizados;
  • Transformar protótipo em produtos e serviços uberizados;
  • E serviços e produtos uberizados em nova Organização 3.0.

É a primeira “vacina” estruturada que temos no mercado contra a Epidemia Uberizadora.

O problema que a maior parte das empresas ainda não se deu conta do risco que a Epidemia Uberizadora pode e vai causar.

Fica-se tomando Novalgina contra a “febre-amarela-uberizadora”. E se preocupando com unhas e dentes doloridos.

Só resta rezar.

É isso, que dizes?

A chegada de novas tecnologias da sociedade abre novas fronteiras para a Tecnocultura se expandir.

A Tecnocultura trabalha dentro dos limites tecnológicos existentes.

Quem quer fazer projeções a partir das tecnologias precisa ter mapa de que tipo de Vácuo Tecnocultural vai se abrir, a partir de cada tecnologia.

Veja o quadro aqui dos diferentes tipos de tecnologia.

A chegada de novas tecnologias de comunicação/informação, com nova linguagem, permite que se possa desenvolver qualquer tipo de tecnologia, pois está se alterando a forma como nos relacionamos. É o maior Vácuo Tecnocultural que pode ser criado, até o momento (falo de outro mais abaixo ainda maior.)

A chegada de novas Tecnologias Estruturais de transporte e energia permite que se possa desenvolver e distribuir novo ciclo de tecnologias. É o segundo maior Vácuo Tecnocultural que pode ser criado. 

A chegada de novas Tecnologias Conjunturais não permite que se possa desenvolver novas tecnologias, são uma espécie de “rua sem saída”. São tecnologias que não impactam fortemente no desenvolvimento de outras. É o terceiro Vácuo Tecnocultural que pode ser criado.

Podemos especular que se pudermos alterar o genoma humano e criar novos seres com novos cérebros, novas formas de sobrevivência e reprodução. Talvez essas sejam tecnologias que superem todas as outras.

Teríamos que chamar Hiper-Macro-Estrutural e estas criariam o maior Vácuo Tecnocultural de todos.

É isso, que dizes?

Podemos separar três tipos de tecnologias, em função do impacto que promovem na sociedade ao se massificar:

  • Tecnologias conjunturais – de baixo impacto;
  • Tecnologias estruturais – de forte impacto;
  • Tecnologias macroestruturais – de altíssimo impacto.

Comecemos pelo final.

  • As tecnologias macroestruturais são aquelas ligadas à comunicação, informação, linguagem e permitem que o ser humano possa praticamente alterar o DNA da sociedade;
  • As tecnologias estruturais são aquelas ligadas à energia, ao transporte, alimentação, pois permitem que o ser humano possa alterar fortemente as condições de vida;
  • As tecnologias conjunturais são aquelas que se desdobram a partir das outras, pois permitem que o ser humano possa  condições de vida, mas sem desdobramentos.

Vejamos:

  • Podemos dizer, assim, que a chegada de tecnologias macroestruturais permitem revoluções civilizacionais;
  • Que o novo ambiente civilizacional, através de novas tecnologias de comunicação, informação e nova linguagem oferece as condições inovadoras para o surgimento de um novo ciclo de tecnologias estruturais;
  • E, por sua vez, as tecnologias estruturais permitem que surjam novas tecnologias conjunturais.

Tal divisão é relevante, pois nos permite medir o impacto futuro da chegada de cada um destes tipos, como vemos na figura abaixo:

O surgimento da prensa permitiu a segunda fase da Revolução Civilizacional da Escrita (a fase Impressa), que viabilizou o surto de inovação, que permitiu o surgimento das Tecnologias Estruturais, tal como a energia elétrica.

Que foi a base para as novas Tecnologias Macroestruturais que vieram depois como o computador e com ele a Internet, a nova linguagem dos Cliques.

É um espiral, mas tem Vácuos Tecnoculturais que se abrem.

Falemos isso no próximo post.

É isso, que dizes?

 

Já fazem algumas décadas que vivemos processo de digitalização.

Digitalizar é migrar os dados para bits.

A partir da digitalização, várias mudanças foram possíveis na administração, pois se pôde processar cada vez mais dados com mais velocidade.

A partir dai, conjunto de problemas complexos, que não eram possíveis de serem resolvidos passaram a ser.

A isso nós chamamos de digitalização dentro da Gestão, o atual modelo de administração hegemônico do ser humano.

Digitalizar é, simplesmente, inovar de forma incremental ou disruptiva na Gestão.

A uberização é outra coisa.

Os Ubers inauguram novo modelo de administração, que gosto de chamar de Curadoria.

A Curadoria é sucessora da Gestão, não é continuidade.

A uberização é resultado de  conjunto enorme de inovações, que passam por:

  • Novas tecnologias de comunicação;
  • Nova linguagem humana dos cliques;
  • Nova forma de administrar pessoas e processos.

Que resulta em novo modelo administrativo, no qual sai o Gestor e entra o Curador.

  • O Gestor é responsável por produtos e serviços, coordena pessoas e processos, atesta a qualidade do que é produzido, tem filosofia e visão do que vai oferecer à sociedade;
  • O Curador é responsável pelo ambiente, no qual produtos e serviços são produzidos, coordena algoritmos para que pessoas e processos possam resolver seus problemas, pulveriza por cada parceiro a filosofia e visão do que vai oferecer à sociedade.

A uberização é a adoção de novo modelo administrativo, que exige mudança profunda de mentalidade administrativa.

Estamos hoje acostumados a coordenar processos diretamente.

Na Uberização, abre-se mão do controle da Gestão para:

  • Reduzir custo;
  • Ganhar agilidade;
  • Dialogar com o novo cidadão/consumidor;
  • Ganhar escala.

Muitos dizem que a uberização é apenas problema de tecnologia, mas é de ideologia.

O primeiro passo para um projeto desse tipo é “banho uberizador”, via capacitação, na qual se entende profundamente:

  • Por que é irreversível?
  • Quais são as bases da Curadoria para gerar valor?
  • E como se começa o processo de dentro de organização tradicional com menor custo e melhores resultados?

Por causa disso, deixei de lado a ideia de vender “Digital Business Transformation”, pois não basta digitalizar, tem que uberizar.

E quanto mais rápido, melhor!

É isso, que dizes?

O maior trabalho de um livro eficaz é a estrutura.

Quando não achamos a melhor estrutura começamos a ser repetitivos, não explicar de forma convincente.

Talvez, haja duas formas de fazer a estrutura e isso vai depender um pouco do perfil e tipo de livro a ser feito:

  • Da estrutura para o texto (mais racional) – com bom projeto bem pensado, que economiza tremendamente as etapas de redação;
  • Do texto para a estrutura (mais intuitivo) – que parte do texto e vai se organizando a estrutura no processo.

Não há receita de bolo.

Adoraria ser o primeiro, mas sempre acabo no segundo.

O que dá muito mais trabalho. Talvez, com temas que se domine mais e mais se possa ir sempre o primeiro como meta.

 

e não poder concentrar esforços

Um livro tem a seguinte estrutura.

  • Insight –  autor percebe que algo pode ser pensado ou feito de forma diferente. São sensações que estão ainda circulando na cabeça dele;
  • Texto inicial – autor faz o primeiro “copião” dos insights para registrar. Neste momento começa a perceber inconsistências e demanda por ajustes. Maior preocupação conceitual;
  • Texto intermediário – se inicia verdadeiro duelo da melhor forma de estruturar o livro (há dois caminhos, mas falo disso depois). Maior preocupação com a estrutura;
  • Texto final – o trabalho do texto propriamente dito. Maior preocupação com o idioma.

 

 

 

Ufa, acabo de enviar para a editora meu terceiro livro “Administração 3.0”.

Quero aproveitar o calor da hora para deixar registrada algumas percepções.

Primeiro, acredito que qualquer livro didático, que não tenha o caráter de enciclopédia, dicionário, listagem, de qualquer deve ter a seguinte estrutura:

Note que, a meu ver, todo o livro didático deve ter uma proposta de mudança.

Se não houver proposta de mudança e não for um livro de listagem para que será feito?

O autor quer vir ao mundo para dizer que algo pode ser melhorado.

A estrutura deve seguir, assim, estas premissas do onde estamos (ataque argumentos) para onde vamos (defenda argumentos).

Podemos nessa direção ter dois tipos de livros:

  • Teórico – que vai questionar a forma de pensar;
  • Metodológico – a forma de agir.

Em geral, os dois estão juntos, pois ninguém age sem pensar e ninguém pensa sem agir.

É bom separar as mudanças que precisam ser feitas:

  • Nos paradigmas, parte teórica;
  • E nos métodos, parte prática.

Apresentado os argumentos, com respectivos dados, explicações, se chega ao final com as conclusões, bem como, os riscos de se continuar a pensar e agir daquela maneira.

E os benefícios e oportunidades de se mudar.

 

(O título foi sugerido por Paulo Faveret)

A grande novidade da Revolução Civilizacional Digital em curso é a nova forma de controle de processos e pessoas.

Vemos isso no Uber e afins.

A nova linguagem dos cliques (a terceira criada pelo Sapiens: gestos, palavras e cliques) permite que se possa administrar com a redução radical dos atuais intermediadores.

Transfere-se funções administrativas para a plataforma, coordenada por curadores.

A demanda gerencial tradicional é brutalmente reduzida, pois se distribui a decisão para as pontas.

Consumidores, micro-fornecedores e inteligência artificial criam sinergia para ajudar a  tomar decisões melhores e mais eficazes numa plataforma digital.

Do ponto de vista da macro-história humana, este é o fato mais relevante entre vários outros da Revolução Civilizacional Digital.

Relevante, pois ao se ter novo modelo de administração mais sofisticado, capaz de lidar melhor com a complexidade, passamos finalmente a abandonar o modelo das organizações tradicionais em todas as áreas e criar novo, via Inovação Disruptiva Administrativa, com relação de custo/benefício melhor.

A Curadoria, entretanto, nome do novo modelo administrativo, exige nova mentalidade de controle e percepção de qualidade.

As organizações 3.0 não são mais responsáveis por produtos e serviços, mas por permitir que as trocas entre micro-fornecedores e consumidores sejam feitas no ambiente com a melhor taxa de relevância e confiabilidade possível, a partir da capacidade do curador em aperfeiçoar o ambiente.

E este é o maior desafio administrativo atual, muito mais do que tecnológico:  o novo modelo administrativo exige profunda alteração de mindset, que, no passado, em Revoluções similares, demorou gerações.

As organizações que faziam, agora deixam fazer.

É preciso, assim, bem estruturado modelo de capacitação que seja capaz de:

– abrir mentes para receber novos paradigmas disruptivos;

– compromisso ético com a humanidade para que se possa criar nova geração de inovadores disposta a enfrentar a resistência da implantação do novo modelo;

– escolha de perfis adequados, com fome de ruptura;

– e bases filosóficas, teóricas e metodológicas consistentes para se ter clareza do caminho.

O apoio bem estruturado de mudança do mindset antigo para o novo é o grande benefício da metodologia da Inovação 3.0 para as organizações.

A Inovação 3.0, além disso,  sugere em termos de ação a criação de núcleos separados (laboratórios 3.0) que consigam “vibrar” e criar projetos já na cultura do novo modelo.

Do nosso ponto de vista, a migração da Gestão para a Curadoria é questão apenas de tempo, pois nunca na história humana, novo modelo administrativo mais eficaz e com menor custo deixou de ser hegemônico no futuro.

Quanto mais cedo se iniciar o processo de migração, de forma consciente e eficaz, melhor, tanto para as organizações, como para os consumidores/cidadãos.

Converso com amigos consultores.

Quando abordam o cliente perguntam: qual é o seu problema? E, a partir da resposta, montam projeto e proposta de trabalho.

É o que podemos chamar de gripes isoladas, caso a caso, em que o médico vai analisar cada paciente em particular.

O que vivemos hoje no mercado, entretanto, não é bem isso. Estamos diante da Epidemia 3.0.

Pela ordem:

  • chegada de nova mídia descentralizadora, que permite o aumento radical da transparência e informação;
  • mudança profunda nos hábitos de consumo;
  • surgimento de novas organizações, que praticam novo modelo de administração, muito mais sofisticado que a gestão, através de nova forma de controle de pessoas e processos, tais com o Uber e similares.

Assim, há demanda por epidemiologistas 3.0, que percebem a extensão do problema e procuram vacinar seus clientes, somando aos esforços pontuais da solução de problemas.

É isso mais aquilo e não isso, menos aquilo.

Não perguntam qual é o problema do cliente ou analisam sua gripe em particular, mas apresentam vacina, no caso a metodologia da Inovação 3.0, como preparação para enfrentar mudança disruptiva no ambiente de administração na área privada e estatal.

Obviamente, que não está claro para a maioria, nem de clientes e nem de consultores, a dimensão da mudança que temos pela frente.

É muito mais, digamos, natural que se trate de gripes de forma isolada, já que a vacinação contra a Epidemia 3.0 é ainda algo preventivo, pois vem aparecendo, ainda, em áreas muito localizadas.

O problema, diferente do que já imaginei no passado, a atual Revolução Civilizacional não é parecida com  Tsunami, que aparece de um dia para a noite no horizonte.

É muito mais cruel e perversa que isso.

É uma espécie de cupim silencioso no armário, que vai corroendo por dentro e – quando se vai abrir as portas –  só restam maçanetas.

É isso, que dizes?

Muita gente tem apostado em projetos de Inovação e volta e meia se fala em mudança de mindset, de se pensar fora da caixa.

O problema é que não adianta mudar o mindset e pensar fora da caixa, pois a grande novidade do mercado é um novo modelo de administração.

Tal modelo tem novas tecnologias, nova linguagem, que permite que possamos contolar pessoas e processos de nova maneira.

E aí vai uma mudança de paradigma muito grande.

Não é o mindset das pessoas que dá o ritmo para a inovação numa Revolução Civilizacional, mas são as tecnologias de comunicação e linguagem disponíveis que definem o mindset das pessoas no novo ambiente disponível

A única forma de um grupo de pessoas sair da gestão e ir para a curadoria é criando área separada, novas plataformas e estabelecendo novo modelo de controle de processos e pessoas.

Dentro desse novo ambiente, teremos  novo modelo de administração e novo mindset.

É preciso sim mudar o mindset para que se possa compreender que a gestão está morrendo e temos hoje a curadoria, um novo modelo de administração.

Não é uma mudança de mindset para criar qualquer coisa, mas uma passagem específica de um modelo de administração para outro.

Quando falamos aqui de Inovação 3.0 e até falamos em inovação disruptiva, estamos falando de dirupção com foco, com um cenário por trás, a partir do estudo das mudanças de mídia na história.

A passagem da gestão (fechando um ciclo) e a chegada da curadoria (abrindo outro).

Projetos de inovação atualmente, mesmo os que sente e percebem as mudanças, insistem que a alteração necessitaria é na forma das pessoas pensarem.

Não é.

É na forma que se exerce o controle de pessoas e processos, que só muda quando temos  espaço separado e próprio para experimentar novo modelo.

Vivemos hoje dois ambientes administrativos em paralelo e precisamos de metodologias que sejam capazes de superar esse desafio, mas migração disruptiva de um para o outro.

É isso, que dizes?

 

Cuidado, o futuro anda disruptivo!

No atual momento, temos dois futuros pela frente.

O futuro incremental e o disruptivo.

O incremental é aquele que olhamos para o amanhã com os mesmos paradigmas. Nossa capacidade de enxergar fica limitada ao dia seguinte.

O futuro incremental é aquele que é criado, a partir da observação, dos sentidos, da experiência, com os cases que aparecem.

Porém, todos os paradigmas que olham o futuro são os mesmos, não há maneira nova de olhar o mundo. Não se tem (e nem se procura) bases novas conceituais para entender o fenômeno novo e inusitado da Revolução Civilizacional que estamos passando.

E por isso o futuro incremental, só permite a Inovação Incremental, no máximo radical.

Os filósofos chamam a isso olhar indutivo do mundo: parte-se dos dados e se faz um cenário baseado no mesmo paradigma.

Tudo iria bem se duas coisa não tivessem ocorrido no passado:

  • o aumento radical da população, que nos obriga a promover Revolução Civilizacional;
  • E a chegada de nova mídia descentralizadora, que viabiliza a Revolução Civilizacional, em curso, que estávamos precisando e nos traz a Curadoria, novo modelo de administração, que elimina gerentes, tais como vemos no Uber e afins.

Quando olhamos o amanhã, assim, tem gente que incorpora e tem gente que não a Revolução Civilizacional e suas consequências no cálculo do futuro.

Temos, assim, dois futuros bem diferentes.

Um que percebe que nada será com antes e é preciso  paradigma diferente, com revisões filosóficas e teóricas para se entender o que, de fato, vai mudar profundamente nas próximas décadas.

E que precisa de um pé na Inovação disruptiva migratória para novo modelo de administração.

E outro que mantém o futuro incremental, como se vivêssemos ainda em continuidade, como no século passado.

Isso não quer dizer que não se obtém sucesso parcial nesse caminho. O problema principal é o risco de esbarrar em mudanças disruptivas no meio dele .

É o que chamo da síndrome da cooperativa de táxi, que fez toda a inovação incremental ou radical possível, mas não chegou nem dede perto a um Uber da vida.

O grande sustos que as organizações têm tido, aliás, é justamente esse: trabalhado com a gestão da inovação no modelo do século passado, no qual o futuro era incremental e não disruptivo migratório, com projetos incrementais ou radicais, mas nunca adequados ao momento presente.

É preciso ações que incorporem as consequências da Revolução Civilizacional em curso.

A Inovação 3.0 – metodologia coordenada por mim junto a meus alunos e clientes –  é a única por enquanto que tem alertado que é preciso incorporar futuro disruptivo migratório, baseado no estudo histórico do fenômeno das Revoluções Civilizacionais  (chegada da oralidade, da palavra e do digital) e ter projetos que consigam incorporar as consequências de tudo isso.

É isso, que dizes?

Existem perfis de pessoas, o que talvez antigamente se atribuía a horóscopos.

Aprendi um pouco sobre isso com Claudia Riecken, com o método Quantum.

No que lido com pessoas, vejo gente com fome de futuro. Aqueles que não se assustam com mudanças, querem mudança.

Mudar tem algo de adrenalina. São os mesmos que pulam de Bungee Jump.

Projetos de Inovação precisam desesperadamente de comedores de futuro, de gente que gosta de colocar adrenalina no sangue, fator fundamental para que o sucesso ocorra.

É isso, que dizes?

Quando falamos em inovação no mercado privado de saúde parece que os Planos de Saúde são algo que vieram e nunca mais vão embora.

Prevejo pelo método dedutivo de análise (que parte da história) de que vamos começar a ter grandes mudanças nessa área.

Note que os atuais Planos de Saúde são intermediários que surgiram para juntar fornecedores de serviços médicos com pacientes, através de  valor fixo.

Não importa muito o perfil de cada usuário, sua demanda, a prática, localização, pois os valores dos planos são mais ou menos os mesmos.

É muito parecido com todo o resto de serviços massificados, bem típico do século passado, tal como celular, tv a cabo, saúde de vida, etc.

Prevejo, antes de tudo, a personalização com a chegada cada vez mais de inteligência artificial que pode permitir reduzir o risco do seguro.

Outro ponto é a criação de pool de usuários, plataformas de Curadoria (uberizadas), que podem oferecer planos diferenciados.

Por fim, um sistema de avaliação constante tanto dos usuários como de fornecedores.

Além disso, é possível imaginar pequenas clínicas de saúde, com articulação entre médicos, que podem, com ajuda do GPS servir a determinados locais.

Tudo isso vai sempre numa direção: melhoria da relação custo/benefício.

Há muitas oportunidades (para os inovadores) e riscos para os (atuais empreendedores).

É isso, que dizes?

Fatos são consequências de fenômenos.

Fatos se repetem de forma muito diferente e aleatória.

São de difícil previsão.

Fenômenos já são mais frequentes no tempo.

Teorias consistentes não analisam fatos, mas fenômenos.

O estudo do conjunto de fenômenos formam campos de estudo, que analisam os problemas que provocam e as alternativas para lidar com eles.

Quem só vê fatos, não analisa fenômenos.

Hoje, vivemos macro fenômeno hiper relevante sem teoria. 

A revolução civilizacional em curso é órfã de boas teorias.

É por causa disso que estamos tão perdidos.

Estamos vendo fatos, sem entender o fenômeno.

É isso, que dizes?

A inovação 3.0 é metodologia desenvolvida pelo professor, doutor e consultor Carlos Nepomuceno com seus alunos e clientes, nos últimos 20 anos.

A metodologia tem como fundamento filosófico a revisão da relação entre tecnologia e cultura, estudo sobre  mudanças da comunicação e demografia na macro-história e respectiva influência na sociedade.

E, por fim,  método de inovação baseado na criação de laboratórios 3.0, áreas separadas em organizações tradicionais para experimentação da Curadoria, novo modelo de administração, já utilizado por novas organizações, tal como o Uber, AirBnb e Mercado Livre, entre centenas de outras.

Os objetivos da certificação da Inovação 3.0 para analistas são:

– ter contato com novos conceitos filosóficos e teóricos que explicam melhor causas e efeitos da Revolução Digital;

– apresentar formas de tornar organizações mais competitivas no mundo digital;

–  incorporar e disseminar tais conceitos tanto como consultores, quanto professores .

As vantagens da certificação em Inovação 3.0 são:

– alinhamento com mercado futuro;

– novas perspectivas profissionais em área emergente de baixa competição;

–  motivação por estar ajudando a melhorar o mundo.

A certificação em Inovação 3.0 tem com entrega aos alunos:

– certificado, conforme cada nível;

– nome com respectivo endereço de contatos e região em que atua nas novas versões do livro: ” Inovação 3.0″, distribuído gratuitamente.

A certificação tem três níveis:

– básica – certificado analista;
– intermediária – analista pleno;
– avançada – analista sênior.

Programação (on line) – 1 mês cada nível.

Forma de transmissão: vídeos.

Forma de interação: formulário.

Chat no início para alinhamento e ao final para avaliação.

Nível 1: conceitos  filosóficos, teóricos e metodológicos – básicos – livro “Inovação 3.0”;

Nível 2: conceitos  filosóficos, teóricos e metodológicos – sedimentação  livro “Administração 3.0”;

Nível 3: conceitos  filosóficos, teóricos e metodológicos – domínio e acompanhamento de projeto piloto.

Investimento:

R$ 5.000.00 + impostos + passagens + estadia + alimentação + translado.

Currículo de Nepomuceno:

Doutor em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense/IBICT Instituto Brasileiro em Ciência e Tecnologia Jornalista, pesquisador, professor, escritor e consultor especializado em inovação 3.0 para organizações tradicionais.

Nepomuceno tem mais de 500 projetos em estratégia digital, desde 1995.

Últimos trabalhos relevantes em Inovação 3.0:

– IplanRio, empresa de tecnologia da Prefeitura do Rio de Janeiro;

–  Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro;

– ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre, entre outros;

– BNDES;

– Petrobras, entre outros.

Professor nos seguintes cursos do Rio:  MBA de Gestão de Conhecimento e BigData do CRIE/Coppe/UFRJ, Gestão Estratégica de Marketing Digital e/ou Mídias Digitais nos cursos de Pós-graduação da Faculdade Hélio Alonso (IGEC) bem como,  em diferentes curso de pós, MBA da Universidade Veiga de Almeida, além disso, professor do IBP – Instituto Brasileiro do Petróleo.

Autor dos livros “Conhecimento em Rede” (2006) e “Gestão 3.0” (2013), publicados pela Editora Campus/Elsevier e “Administração 3.0” (2016) pela Nepô Editora.

Selecionado como Top 15 entrevistado da Época Negócios de 2015.

Escolhido como um dos 50 Campeões brasileiros de inovação, pela Revista Info, em 2007.

Vivemos a revolução do consumo.

O consumidor/cidadão adotou-com gosto, nova forma de comunicação e recebeu de braços abertos às organizações 3.0 –
aquelas que permitem avaliação pelo cliente e punição pela plataforma dos fornecedores de baixa qualidade.

Uma revolução civilizacional provocada por chegada de nova mídia descentralizadora tem disso.

A sociedade muda antes das organizações tradicionais, que se tornam defensoras do passado.

Não é à toa, que tenho dito (faz tempo)  como consultor de inovação 3.0 que elas perderam a razão, pois a organização tem que estar onde está o consumidor.

Não adianta lutar contra o futuro.

Quando tentamos apresentar este novo cenário, gestores defendem fundamentos do passado, quando havia outro consumidor.

Não entendem que o consumidor, a história demonstra isso, pode mudar em massa, quando chegam novas mídias descentralizadoras.

Um consultor organizacional,  meu caso, principalmente de inovação, tem que estar sempre focado no consumidor, o verdadeiro cliente.

Mesmo que o seu cliente, uma organização tradicional, não concorde. Foi assim no passado com a necessidade de implantar o telex, telefone, fax,   internet.

Agora, é preciso mudar o modelo de administração – a maior mudança de todos os tempos.

É preciso clareza, método e coragem. O consumidor assim o quer. 

É isso, que dizes?

Utopia social é propor projetos que se tornam inviáveis, impossíveis de se colocar em prática que, quando tentados, geram aumento de sofrimento.

E geralmente feito em “laboratório fechado”, no qual alguém ou um grupo imagina o que é melhor para todos.

A proposta de utopia social, de maneira geral, vem acompanhada de propósito coletivo do que os utópicos acreditam ser o melhor para a humanidade.

Quando falo do mundo 3.0 me perguntam: isso não é uma utopia?
Eu não seria utópico?

Acredito que não.

Explico:

1) O prognóstico do mundo 3.0 é baseado em fatos que estão ocorrendo, promovido por pessoas que não são influenciadas pelo cenarista;

2) o que faço é tentativa de esforço de interpretação dos fatos e não de promoção de fatos;

3) é ação que envolve bilhões de pessoas sem que haja  centro promotor;

4) não é um movimento social estimulado por grupo utópico, mas milhares de iniciativas descentralizadas;

5) não é uma revolução social, a partir de mudanças de concepção de mundo estimuladas por alguém, mas isso massivo de novas ferramentas, que permitem trocar ideias, produtos e serviços de firma diferente, o que nos leva à upgrade civilizacional.

Há, claro, na análise do que virá a partir da virada do mundo 3.0, alta dose de expectativas emocionais.

O que não seria uma utopia, mas, do ponto vista de conceitos mais lógicos, em não se confirmando, exagero otimista do prognóstico.

Por fim, muitos confundem utopia com sonho de melhoria de vida.

Um sonho viável não é uma utopia. É projeto de inovação. Utopia é um sonho inviável. Uma utopia que se realiza, não era utopia.

Ou seja, não precisamos de utopias para viver, mas de sonhos de melhoria de vida viáveis, que nos permitem melhorar de vida.

É isso, que dizes?

Talvez, possamos dizer que nossos medos mais profundos estão no fígado.

Lá, definimos o que nos deixa confiantes e seguros.

Revoluções Civilizacionais – como a que estamos vivendo – promovem mudanças profundas na sociedade.

Que provocam medo no fígado.

Lá estão:

  • A forma de controle de pessoas e processos;
  • Nosso critério de qualidade;
  • E nossa filosofia de vida organizacional.

O mundo 3.0 muda, de forma radical, estas nossas crenças do fígado.

E aí está a grande dificuldade para entender e agir diante desse novo mundo.

Nosso fígado, completamente emocional, não nos permite enxergar o novo.

Está intoxicado de século XX.

Há uma desconfiança profunda. 

Mesmo que estejamos falando de novos negócios, de gerar receita, de se manter vivo no mercado.

É um tipo de incapacidade irracional, que leva à morte organizacional.

Preparar pessoas para este novo mundo é promover um transplante de fígado num paciente vivo e sem anestesia.

É preciso um novo órgão que aceite um controle uberizado, um critério novo de qualidade e uma nova filosofia organizacional.

Não, não é fácil.

Mas é preciso dizer e avisar que o fígado 2.0 anda matando muita gente. E precisa ser transplantado. 

É isso, que dizes?

Muita gente quer projetos de inovação para animar a equipe.

Não é inovação, mas motivação.

Querem inovar, mas não mudar.

Querem dar a falsa sensação de mudança para motivar a turma.

Inovar é basicamente alinhar a organização com o futuro.

O resultado de um projeto de inovação não é falsa felicidade interna, mas criação eficaz diante do mercado.

Mede-se pela capacidade de abrir mercados, deixar o cliente feliz. O que torna o ambiente interno melhor.

Criar  e ser reconhecido pelo cliente gera motivação real, permanente e verdadeira.

Faz com que as pessoas se sintam no mundo.

Um mundo, aliás, que está numa guinada civilizacional, na qual  inovar deixou de ser opcional.

Não é mais algo que está no controle interno, seja do presidente, do diretor, do chefe.

Inovar passou a estar na mão de um consumidor cada vez mais  inovador, que quer mudança e não continuidade.

A inovação 3.0 se estrutura, a partir da  revolução civilizacional, que o consumidor, mais do que ninguém, apoia.

Tudo começa, assim, por tentar entender o novo mundo, para onde caminha e analisar como se pode manter competitivo dentro dele.

Estar no mundo e participar de suas novas possibilidades motiva ao mesmo tempo que entrega resultados.

Une o útil ao agradável.

O resto, a meu ver, é inovação Rivotril: alegra enquanto dura o efeito do remédio. 

Inovação 3.0

Quando falamos em projetos de inovação nas organizações, pensamos muito mais no incremental e no radical, mas nunca no disruptivo uberizador.
Hoje, temos novo modelo de organizações 3.0 na sociedade e nenhum setor pode apostar todas as “fichas” de que não será uberizado ao pensar em inovação.

Projetos de inovação são estratégicos e devem ter um norte definido, alinhado com o que se vê no mercado.

Assim, projetos de inovação 3.0 começam com a criação de laboratório uberizador para evitar surpresas.

Nele, vai se criar núcleo separado, no qual passará a compreender, monitorar e agir em direção à uberização da organização daquele setor, gerando novos modelos de negócio, o que não exclui startups.

Este núcleo trabalha já na Mentalidade 3.0.

A inovação incremental e radical, assim, terão seu ritmo e recursos definidos pelo tempo em que se avaliar o impacto da uberização em cada  setor.

Quanto mais tempo demorar a uberização, mais se pode e deve continuar a investir na inovação incremental e radical e vice versa.

As vantagens da Inovação 3.0 são:

  • – redução de risco e aumento de oportunidades diante da uberização;
  • – formação de quadros internos mais alinhados com o futuro;
  • – alinhamento do esforço da inovação incremental e radical com mudanças disruptivas uberizadoras do mercado.

A organização se torna, assim, muito mais competitiva daquelas que ainda praticam a inovação tradicional.

Mentalidade – conjunto de manifestações de ordem mental, crenças, maneira de pensar, disposições psíquicas e morais,  que caracterizam uma coletividade.

As tecnologias de trocas definem o modelo da mentalidade de cada Era Civilizacional, principalmente da forma como a sociedade se organiza.

Se olharmos para o passado, podemos imaginar que um mundo de analfabetos, sem a disseminação da escrita, nos levou à dependência maior de  determinado centro.

A República não existiria sem a escrita impressa, que permitiu superar à monarquia absoluta, com mentalidade mais aberta de controle do centro para as pontas.

Tivemos ali duas mentalidades em transição na forma de organização da sociedade: uma mais controlada, a partir do centro e outra com maior empoderamento das pontas.

Quanto mais às pontas são capazes de decidir, em função das tecnologias de trocas, maior é a possibilidade de descentralizar e vice-versa.

Hoje, vivemos algo similar.

As organizações 2.0 foram filhas, pela ordem, da oralidade, da escrita manuscrita, impressa e meios eletrônicos.

As organizações produtivas eram e ainda são responsáveis pelos produtos e serviços.

Têm mentalidade intermediadora entre o produto/serviço e o cliente. Definem o que consideram “de qualidade” e “aceitável”. E a isso chamamos “filosofia” de cada organização.

Tal mentalidade estava imersa nos limites das tecnologias de trocas pré-digitais.

As novas organizações 3.0, tais como o Uber, AirBnb, Mercado Livre, já são filhas da novíssima linguagem dos cliques e demandam nova mentalidade organizacional.

A organização 3.0 – e respectiva mentalidade – não é mais responsável pelo serviço e produto, mas pela interação entre os clientes e fornecedores.

É um novo papel. Uma nova mentalidade.

Há, antes de tudo, nesta “uberização da mentalidade”,  mudança grande de paradigma na prática do controle exercido.

Há transferência para as pontas dos critérios do que é “de qualidade” e “aceitável”.

Uma organização 3.0 não define, assim, pelo usuário, mas cria ambiente tecnológico para que ele possa resolver por ele mesmo a melhor forma de resolver cada demanda, a partir da sua diversidade.

Há nítida, difícil e necessária mudança de mentalidade.

Hoje, se exerce controle, a partir de filosofia organizacional 2.0 e este é o principal desafio a ser superado, pois é algo profundamente arraigado no emocional das pessoas.

O centro definia quase tudo
Agora, às pontas definem quase tudo.

A mentalidade 3.0 exige, em curto espaço de tempo, essa passagem difícil e dolorosa.

Há nítida perda de poder e controle, que se distribui para as pontas para ganhar escala, reduzir custos e lidar melhor com a complexidade demográfica progressiva.

Este é o ponto de partida para que se possa uberizar uma organização tradicional.

E deve ser tratado com bastante atenção, métodos de adaptação, pois a tendência para tentar, o tempo todo, voltar à antiga mentalidade é naturalmente recorrente.

Falta aos economistas (e os cientistas sociais de maneira geral) os conceitos estruturantes da Escola Canadense de Comunicação, que se resume na frase síntese de Marshall McLuhan (1911-1980):

“O meio é a mensagem”, que pode ser traduzida em: o DNA da sociedade são os meios de trocas e quando mudam, o Sapiens e todo resto, muda com eles.

A economia é o estudo da abundância e da escassez, através da capacidade de trocas entre os humanos.

O Sapiens cria canais de trocas, que sempre teve dois “tubos paralelos” ou canais:

  • canais de trocas de ideias, aonde estão contidas as intenções e condições e se firma os contratos;
  • canais trocas de produtos e serviços, aonde se resolve ou se cria os problemas de escassez ou de abundância.

Assim, as trocas econômicas não são feitas em canal único, mas em dois interligados pela capacidade humana de conversar, se informar, negociar, se entender, discordar – e, só então, trocar.

Assim, os canais de trocas de produtos e serviços, base dos estudos econômicos é fortemente influenciado pelos canais de trocas de ideias. 

Só é possível compreender a Economia de forma isolada, apenas quando os canais de trocas de ideias estão dentro do mesmo contexto tecnológico, que ocorreu nos séculos passados, desde a chegada da prensa, em 1450.

Porém, quando temos novos canais de trocas de ideias, que permitem que haja mais trocas entre as pessoas (decentralização de canais), principalmente entre desconhecidos de forma mais horizontal, promove-se radical reintermediação social e abre-se novo ciclo econômico, pois ao lado desse novo canal novos negócios vão surgir e com eles novas empresas, influenciando os prognósticos dos economistas.

A crise de paradigma da Economia e dos economistas é a falta de compreensão de que nossa espécie, antes de tudo, precisa conversar, antes de negociar e trocar.

E quando temos novas formas de negociar e trocar de forma mais horizontal entre desconhecidos, abre-se um novo ciclo hiper-macro-econômico, pois entramos em nova etapa da civilização humana.

(Podemos dizer que tivemos, sob esse ângulo três grandes ciclos: Civilização 1.0 (Gestual e Oral), 2.0 (Oral e Escrito) e entramos na terceira etapa 3.0 (Digital).

Urge que se abram pesquisas em que se dedique mais tempo à Escola Canadense de Comunicação, principalmente, McLuhan e Lévy, com alguns pensadores já nessa linha no Brasil, que permitam enxergar a economia sob novo ponto de vista.

É isso, que dizes?

 

Muita gente diz que otimismo e pessimismo é uma questão de copo com água pela metade: o pessimista vê sempre a parte vazia e o otimista a cheia.

Há, por tendência, dois temperamentos ao se pensar e sentir o mundo: os mais céticos, que tendem à depressão. E os mais crédulos, que se aproximam da mania.

E ainda os instáveis, que batem aqui e ali.

Porém, é papel dos cenaristas, dos estrategistas, dos profissionais de prognósticos se auto-conhecer para evitar que seu temperamento influencie resultados.

Por mais otimista que seja um médico, não vai poder afirmar que um cidadão que levou um tiro que atravessou a cabeça tem boas chances de sobreviver.

O cético/pessimista, de maneira geral, tem espécie de mundo ideal na sua cabeça e tudo que ocorre nunca está próxima dessa idealização.

Muitos dos meus alunos mais céticos sempre comparam tudo que ocorre por aí com o mundo ideal que têm na cabeça e não com os fatos do passado.

Não se compara a situação do hoje com a do ontem para ver se estamos piorando ou melhorando a qualidade de vida. Mas o mundo ideal utópico com os fatos e sempre se terá uma avaliação negativa do que ocorre e do que virá.

Um cenarista, por sugestão do Peter Drucker, nunca olha para a floresta já formada, mas para as pequenas mudas que vão formar a futura.

Dentro desse conceito, minha visão do século XXI é otimista.

Em primeiro lugar, temos que compreender que a raiz das principais crises que vivemos hoje é em função da incapacidade que temos de administrar o aumento radical demográfico que tivemos nos últimos séculos, quando saltamos de 1 para 7 bilhões de Sapiens no planeta.

Não existe nada mais problemático do que termos mais e mais demandas, mais e mais bocas a serem alimentadas, mais bebês nascendo, mas adultos com problemas de transporte, saúde, habitação, saneamento, educação, comunicação.

Acredito que o século passado foi o epicentro da crise da espécie, pois tivemos aumento de complexidade, mas sem recursos para reinventar o modelo de administração da sociedade.

Vivemos processo radical de centralização, baixa autonomia de pensamento, massificação de ideias, produtos e serviços, que resultou em regimes totalitários ou centralizados.

O século XXI vive, ao contrário,  Revolução Civilizacional, com descentralização dos canais de trocas de ideias, produtos e serviços, que nos apresentará um longo ciclo de inovação.

Muito do que vemos de novidade no Brasil já é a ponta do iceberg do que virá.

Estamos na fase 1 da Revolução Civilizacional, na qual estamos questionando o passado, mas ainda não massificamos filosofias, teorias e metodologias que permitam mudanças mais amplas na sociedade, com a implantação de novos modelos administrativos, tais como o Uber nos sugere.

Assim, o prognóstico otimista diria que:

  • apesar do radical aumento de complexidade, que nos faz ter muito mais problemas a serem administrados;
  • da demanda de tolerância num mundo super-habitado;
  • já temos as primeiras ferramentas que nos permitem lidar melhor e de forma bem diferente com tudo isso.

O cenário de curto e talvez de médio prazo é de conflito entre o velho e o novo mundo, mas a macro-história demonstra que o Sapiens sempre opta, em sua maioria, pela qualidade e bem estar, quando este se torna viável.

É isso, que dizes?

 

Imagina uma empresa grande, bem grande, que precisa tomar decisões em relação ao futuro.

Quem ela vai procurar para se aconselhar?

De maneira geral, grandes empresas de consultoria, que são organizações que criam métodos replicáveis para milhares de clientes para fazer escala.

Esse ciclo organizações tradicionais-grandes empresas de consultoria é um dos principais motivos para a crise que estão passando.

As grandes empresas de consultoria estão em crise, pois são organizações tradicionais como as outras e, por mais que se esforcem, não conseguem entender com profundidade o que ocorre atualmente.

Mudanças profundas de paradigmas não são percebidas por grupos de pessoas, mas por um tipo de mente específica, que tem a capacidade de perceber o que a maioria não consegue.

Se olharmos na história, veremos que não foi um conjunto de pessoas que pensou na evolução da espécie, mas Darwin, sozinho, que juntou pedaços.

Newton, Einstein, entre outros.

Quando comecei a tentar entender a Revolução Digital percebi que Pierre Lévy era o cara que consegui dizer muito mais do que tudo que tinha ouvido e visto até aqui.

E fui descobrir que ele era uma continuação incremental do gênio do século XX, que foi Marshall McLuhan, que dizia que quando a mídia muda, a espécie muda com ela.

A partir daí, que comecei a jornada em direção à compreensão do novo século, me baseando em gênios especiais e não em empresas de consultoria, que são capazes de enxergar micro, mas não macro-tendências, cenários ou grandes rupturas de paradigma.

Sem a revisão com sabedoria, inteligência e capacidade de rever filosofias e teorias do passado, a tarefa fica impossível!

Macro-tendências que podem projetar década e mesmos séculos necessitam de análise profunda da história e abertura de pensamento para revisões filosóficas e teóricas.

Posso afirmar, assim, que grandes organizações não precisam de novas metodologias e nem de consultorias estratégicas de curto prazo.

Mas abraçar boas filosofias e teorias, que permitam projetar um cenário de longo prazo e decidir a partir dele.

Elas estão, no fundo, procurando bons filósofos e bons teóricos, que estejam dedicados a entender o futuro da espécie e, com ela, das organizações.

É isso, que dizes?

Empirismo:
doutrina segundo a qual todo conhecimento provém unicamente da experiência, limitando-se ao que pode ser captado do mundo externo, pelos sentidos.

É preciso compreender que estamos fechando um ciclo da humanidade, do qual estamos saindo de duas forças em conflito:

  • de um lado, o aumento da Complexidade Demográfica, que tem tornado cada problema humano cada vez mais complexo;
  • do outro, a necessidade que tivemos, em função do problema anterior, de concentrar os canais de informação e distribuição, principalmente no século passado.

Tais momentos se caracterizam por forte concentração de produtos, serviços e  ideias.

É terreno fértil para o que vamos chamar de “Empirismo Tóxico”.

Empirismo Tóxico podemos definir como fenômeno que se caracteriza pelo incapacidade de pensar os problemas que não seja por fatos, experiências, que os sentidos são capazes de perceber.

O Empirismo Tóxico reduz a capacidade das pessoas, incluindo aí as organizações, de trabalhar com conceitos mais abstratos, ver um cenário maior de longo prazo. Ficamos envenenados de fatos e de visões de curto prazo.

Cria-se  espécie de prisão mental, na qual se reduz a capacidade de se trabalhar com novos conceitos, que podem permitir ver e agir melhor diante da crise que estamos passando.

Hoje, um conjunto de valores estruturais da sociedade precisam ser revistos, são eles:

  • Quem é o Sapiens? – uma tecnoespécie que altera, de tempos em tempos, radicalmente a forma de operar quando descentraliza os canais de troca (informação, produtos e serviços).

Só haverá, a meu ver, compreensão do novo século quando pudermos trabalhar em questões mais amplas para compreender o macro fenômeno que estamos passando.

O problema que não conseguimos sair desse Empirismo Tóxico, que nos mantém no mesmo paradigma, presos a  bolha de percepção do século passado.

Este é o grande desafio que cada pessoa e organização precisa superar para poder entender e agir melhor diante do novo século.

Não é tarefa fácil.

É isso, que dizes?

 

 

Dentro do fenômeno social do “Empirismo Tóxico” que estamos passando, temos muita dificuldade de entender e agir diante das atuais mudanças.

Autores e seus respectivos conceitos acabam intoxicado, pois estão mais preocupados em aparecer e ganhar espaço do que ter coerência lógica.

E isso implica surgir seguidamente vários conceitos desprovidos de lógica, que mais atrapalham que ajudam.

(Bons conceitos são aqueles que conseguem ter coerência e popularidade ao mesmo tempo – algo que faz parte da arte da produção científica dos tempos atuais.)

“Economia compartilhada” é um conceito para lá de intoxicado que tem aparecido à exaustão,

Está na mesma galeria de conceitos esquisitos, vazios e mal formulados, tais como “sociedade do conhecimento”, “sociedade da informação”,  entre outros.

No momento, que se afirma que estamos entrando na “economia compartilhada” o que estou induzindo o pensamento dos mais ingênuos é de que antes não havia compartilhamento na economia e que o estamos inventando agora.

Começo, assim, a induzir ideias equivocadas, trazendo mais confusão do que esclarecimento – algo que formadores de opinião deveriam evitar.

A base da economia, ao longo da macro-história humana, sempre foi e será o compartilhamento de esforços, pois ninguém é capaz de produzir tudo que precisa para sobreviver e, por isso, depende dos demais.

Quanto mais complexa é a sociedade (e aí temos fortemente a influência da Complexidade Demográfica Progressiva do Sapiens) mais e mais haverá interdependência econômica, leia-se de pessoas, organizações, países, regiões, continentes.

Um nome menos confuso e mais eficaz é simplesmente Economia Digital, que tem como característica a possibilidade de permitir que mais pessoas possam trocar com mais pessoas, a partir de novos canais de informação e distribuição.

Note que Revoluções Civilizacionais, como a que estamos vivendo, têm como característica, primeiro, a chegada de novos canais de trocas informacionais, seguida de novos canais de trocas de produtos e serviços, aonde surgem novas organizações.

Revoluções Civilizacionais na macro-história tem como razão principal que desconhecidos possam fazer negócio com desconhecidos, como já ocorreu com a chegada da oralidade, da escrita, da escrita impressa.

Há reintermediação nos canais de comunicação e distribuição de produtos e serviços para resolver os problemas cada vez mais complexos, superando os limites de antigos intermediários.

Há, assim, o surgimento de  fenômeno que podemos chamar de “reintermediação de canais”, que permite que novo ciclo humano se inicie, com oxigenação das trocas.

Mais e mais se torna evidente que o problema hoje não é a demanda por novas metodologias, mas mais e mais de nova filosofia e teoria.

Como detalho aqui.

É isso, que dizes?

Não são as novas tecnologias que vão entrar na escola, mas a escola que vai entrar no novo ambiente Tecnocultural criado pelas novas tecnologias.

Compre o livro:

educacao30.nepo.com.br

Quando falamos que os métodos de ensino e aprendizagem vão mudar no novo séculos, educadores mais reativos torcem o nariz.

Não é de hoje que se critica a escola e ela continua firme lá há séculos, do mesmo jeito: um professor, alunos, material impresso explicado oralmente e, quase sempre, de forma presencial.

Para compreender que tal cenário vai mudar radicalmente ao longo das próximas décadas é preciso analisar duas grandes mudanças na civilização humana:

  • o aumento demográfico radical, que aumentou tremendamente a complexidade, saltamos de um para sete bilhões em 200 anos (não mais que seis gerações) e o Brasil de 30 para 210 milhões em apenas 100 (não mais que três gerações) ;
  • a chegada de novos aparatos de mídia, que permite mudanças na forma de ensinar e aprender.

Assim, podemos dizer que os modelos de ensino e aprendizagem não mudaram antes, apesar das críticas por que:

  • era possível, em tempos idos, manter a qualidade na quantidade, o que vem se tornando cada vez mais difícil;
  • e tínhamos limites linguísticos (oral e escrito) de como o aprendizado poderia ser feito, que só foram rompidos com as novas mídias digitais, que nos trazem o legado da linguagem dos cliques.

O professor Ronaldo Mota, reitor da Estácio, sabiamente define como o desafio da inovação no ensino e aprendizagem do novo século: qualidade na quantidade e quantidade na qualidade.

Não adianta escola de qualidade para 200 e nem de baixa qualidade para 200 mil.

O grande desafio do ensino e da aprendizagem no século XXI é romper com os limites linguísticos oral e escrito e passar a usar TAMBÉM a linguagem dos cliques para permitir nova forma de aprendizado de qualidade para milhões.

Assim, não são as novas tecnologias que vão entrar na escola, mas a escola que vai entrar no novo ambiente Tecnocultural criado pelas novas tecnologias.

Vivemos, assim,  guinada civilizacional não apenas na área de Educação, mas também na Administração de toda a sociedade (com implicações na Ciência, Política, Justiça, Saúde, Transporte, Energia, Habitação) que vão exigir do Sapiens 3.0:

  • mais autonomia de pensamento para o autoaprendizado e empreendedorismo;
  • criatividade inovadora;
  • muito mais resiliência à mudanças;
  • capacidade de lidar como consumidor e produtor de informação abundante e não mais escassa.

Como fazer?

A passagem dos dois modelos é difícil, pois estamos abandonando  topologia de aprendizagem vertical de um centro para as pontas e adotando uma mais horizontal das pontas para as pontas, com centros mutantes, conforme cada caso e situação.

(Um modelo de comunicação e aprendizagem mais longe dos mamíferos e mais próximo das formigas, devido ao aumento de complexidade.)

Portanto, não a Educação 3.0 não é  modelo de continuidade, ou incremental, mas de disrupção. Assim, a experiência demonstra que nestes casos, é preciso separar os dois ambientes, o atual e o novo.

O atual que permanece funcionando e um novo experimental, numa área separada em que a nova cultura passa a ser experimentada de forma integral, evitando a intoxicação do modelo anterior.

A isso podemos chamar de vários nomes, mas sugiro Laboratório de Educação 3.0, no qual se experimentará novo modelo fortemente baseado em plataformas de auto-aprendizagem, a partir de problemas definidos.

Neste novo ambiente, cada um é aluno e professor, conforme a capacidade de ajudar a resolver determinado problema, tornando o idioma, o uso da tecnologia, da matemática e da lógica, como ferramentas para se chegar ao desafio proposto. 

Educadores do novo século que querem realmente ajudar as novas gerações precisam se convencer de que a mudança na Educação, tão falada no passado, agora chegou com toda força e é preciso criar o novo conceito de qualidade na quantidade.

É isso, que dizes?

 

Veja os vídeos sobre o tema aqui:

Veja slides sobre o tema aqui:

#Uberização 1.0: resolver problemas complexos, através da participação ativa dos clientes.

Que a uberização é certa, não tenho dúvida, mas todos me perguntam quais os setores serão uberizados primeiro. Vamos procurar critérios para desenvolver um “uberometrômetro“.

Primeiro, é preciso entender que o que chamamos popularmente de Uberização é a chegada do novo modelo de Administração 3.0, a Curadoria, que tem como objetivo reduzir o espaço dos gerentes e colocar inteligência artificial no lugar, pois aumentamos demais a complexidade demográfica e a gestão (coordenada por gerentes) ficou obsoleta.

Tal etapa já ocorre lentamente de determinados setores para outros. E atingirá primeiro a forma como as pessoas são admitidas, promovidas e demitidas das plataformas.

E, aos poucos, vai introduzir a Inteligência Artificial para resolver problemas cada vez mais complexos.

Tudo caminha para um processo, pela ordem, primeiro de descentralização de mídia e depois de distribuição de decisões.

A base para construir, assim, o uberometrômetro é um misto de quebra de barreiras, no avanço da nova cultura, de complexidade (com o aperfeiçoamento das tecnologias)  confiança (aculturamento na mesma) e novos marcos legais (que permitam o avanço das duas primeiras).

Podemos dizer que quanto mais complexo for o processo para resolver determinado problema (serviços), com mais gente envolvida que demande supervisão e coordenação para produção (produto), mais tempo demorará para ser uberizado.

Além disso, quanto mais riscos houver de falhas, mais tempo as pessoas demorarão em acreditar no novo modelo. E, por fim, quanto mais estiver protegido por barreiras legais, que impedem a inovação.

E vice-versa.

Quanto mais simples, menos risco e menos protegido legalmente tiver  processo de determinado serviço ou produto, mais rápido se dará a uberização.

Assim, agentes individuais que resolvem problemas e produzem de forma isolada serão os primeiros a serem (como já estão sendo) pela onda da uberização.

A Uberização 1.0 não muda a forma como os processos e produtos são feitos, mas altera, pela ordem:

  • a relação trabalhista –  saindo do patrão-empregado para fornecedor-plataforma;
  • os critérios do mérito – quem é promovido, quem sai e como se entra, através da reputação permanente e histórico das vendas.

Na segunda etapa, que podemos chamar de Uberização 2.0, iniciamos mudança do próprio processo, permitindo a coordenação de rotinas mais complexas sejam atingidas, eliminado gerentes e coordenadores:

  • uso intenso de inteligência artificial –  modelo que permite, como é o caso do Uber Pool (viagens compartilhadas) a tomada de decisões por algoritmos complexos.

(Podemos dizer que a Uberização 3.0 será feita por sistemas não centralizados, como é o caso do Bitcoin, utilizando-se do modelo P2P, no qual não haverá uma plataforma central, chegando-se ao ápice da descentralização e da distribuição). 

Podemos dizer que a área de serviços individuais, varejo de baixa complexidade e produtos que não exigem processos complexos serão os alvos primeiros da uberização.

O sistema financeiro pode ser atingido por essa fase, tendo como fator de demora o risco envolvido.

Tais áreas existem aos montes dentro das organizações tradicionais e podem ser as primeiras a serem uberizadas, no processo de migração da Administração 2.0 (Gestão) para a 3.0 (Curadoria).

(A Curadoria é o nome científico da Uberização.)

O uberometrômetro aponta na direção irreversível da Uberização do mais confiável e menos complexo para o menos confiável e mais complexo.

É isso, que dizes?

Já sabemos que temos três tipos de inovação:

  • a incremental, que melhora de forma discreta o que existe;
  • a radical, que melhora de forma mais consistente o que existe;
  • e a disruptiva que inventa algo novo.

Note que para desenvolver as duas primeiras basta os sentidos e a observação, pois pode se projetar em cima do que está se vendo. É um modelo mental baseado na observação. No que se chama na filosofia de indução, parte-se do cenário existente para aperfeiçoá-lo.

É um tipo de percepção que permite que saltemos de um “ponto a” para o “ponto b”, a partir dos sentidos.

Quando falamos de inovação disruptiva, esse processo é diferente. Não vai se observar o que existe, mas se trabalhar com conceitos abstratos para projetar o que não existe.

É um modelo mental baseado na conceituação, na abstração. No que se chama na filosofia de dedução, parte-se do cenário inexistente para criá-lo.

O não existente é um trabalho abstrato, que demanda  outro tipo de percepção mais conceitual.

Podemos dizer que quanto mais tivermos inteligências mais abstratas e cenários mais consistentes, mais chance a inovação disruptiva terá de sucesso. E vice-versa.

O problema é que hoje temos um incentivo educacional fortemente concreto, de curto prazo, baseado no que se vê, na indução.

O tipo de inteligência e modelo de pensamento para inovação disruptiva é mais raro. E, por isso, tão valorizado.

Podemos dizer, assim, que a inovação disruptiva pede novo perfil de inovador e de pensamento para que realmente seja disruptiva.

Por fim,  é comum  chamarmos inovação radical, de algo que já existe, tal como entregar pizza com drones. Por mais diferente que seja é radical.

Inovação disruptiva é não ter mais que entregar pizza, mas imprimi-la, por exemplo, com uma impressora de massa para ser levado o que for impresso ao forno.

É isso, que dizes?

 

Estarei no final de março proferindo palestra no 65º Encontro da ABMI – Associação Brasileira de Mercado Imobiliário, em Natal. Eis o meu primeiro estudo das macro-tendências daquele setor para as próximas décadas.

A partir das mudanças advindas da Revolução Digital, podemos analisar o futuro do setor da seguinte maneira, a

  • ocupação do solo;
  • construção dos imóveis;
  • novas demandas dos consumidores;
  • novos modelos de vendas;
  • novas formas de financiamento.

Ocupação de solo:

Um dos efeitos da Revolução Digital é a possibilidade cada vez maior do trabalho a distância. De atingir grandes públicos de forma descentralizada e distribuída.

Podemos dizer que as megalópolis são filhas das limitações de mídias que tínhamos. E a tendência agora é a redução gradual e radical da necessidade de descolocamento para um determinado lugar para se trabalhar.

O conceito de qualidade de vida tende a ser cada vez mais relevante e a ideia de se ficar várias horas parado em engarrafamentos não faz parte do cardápio da nova geração.

Duas tendências:

  • Forte demanda pela ocupação de novos territórios longe das grandes cidades, com acesso rápido e seguro a aeroportos e centros de reuniões centrais ou descentralizados;
  • Forte tendência pela criação de bairros-cidades, que atuarão como cidades vivas onde se viverá e trabalhará, com baixo deslocamento para fora dele.

Reduz-se, assim,  o conceito de bairro ou cidade dormitório.

Áreas que hoje não são valorizadas podem passar a ser e grandes oportunidades com a descentralização das megalópolis nas duas direções vão surgir.

Construção de imóveis:

Está havendo forte tendência para o uso de Inteligência Artificial, Participação de Massa e Uberização das relações trabalhistas para a construção de Imóveis.

Ao longo do tempo, a construção de imóveis tenderá a se utilizar destes três aliados:

  • Inteligência Artificial, que substituirá gradualmente coordenadores e gerentes nos canteiros de obras, definindo a ordem e o ritmo das atividades;
  • Uma participação muito mais efetiva e ativa dos novos proprietários no processo da obra, através de visitas programadas, acompanhamento por câmeras, etc;
  • E a uberização das relações trabalhistas com trabalhadores sendo avaliados constantemente, inclusive pelos compradores, estando contratados, enquanto forem bem avaliados.

Novas demandas de consumidores:

Podemos apontar algumas macro-tendências:

  • Desapego;
  • Personalização;
  • Sustentabilidade;
  • Automação.

Desapego:

O novo consumidor estará mais voltado para usar do que ter. Esta é  forte tendência, pois a mobilidade será maior e o apego que nós e nossos pais e avôs tiveram e tivemos por imóveis tende a se reduzir.

Haverá oportunidades para espaços que serão utilizados no modelo AirBnb, cada vez mais sofisticados.

Com tendência a se valorizar espaços internos para que se possa trocar constantemente de dono, quem está usando pode alugar e sair para outro usar.

Personalização:

A ideia de que todos receberão, no caso de compra, o mesmo apartamento tende a se reduzir, cada vez mais se valorizará a diversidade e se obrigará a pensar formas, viáveis economicamente, para interferência maior do consumidor na sua unidade.

A construção será uma espécie de grande base para que cada um possa desenvolver, dentro dos limites da engenharia, a sua própria unidade.

Sustentabilidade:

Mais e mais as questões ecológicas, com redução de custos, se tornarão mais e mais prementes.

Automação:

A conexão de todo o imóvel e uso intenso de aplicativos para controle de tudo será uma demanda cada vez maior.

Novos modelos de vendas:

A ideia de intermediadores tenderá a ser cada vez menos relevante, com forte tendência para a reintermediação, através de Plataformas de compra e venda, diretas entre compradores e vendedores.

Novo modelo de financiamento:

A possibilidades de fundos de micro-investidores para a construção será cada vez mais utilizado, sendo dos próprios proprietários ou apenas investidores.

Ondas:

A história demonstra que mudanças a partir da chegada das mídias não são homogêneas e nem uniformes.

Há regiões do planeta e nos países e nas cidades que são mais propícias às novas tendências e outras, ao contrário, podem radicalizar em direção ao passado.

Há risco e oportunidades nas duas pontas.

Muitos que acreditam que o futuro não virá acabam por apontar e apostar nestes bolsões reativos, porém o novo mercado tende a se tornar hegemônico mais adiante e mais investimento e retorno.

Quem sai na frente, conseguirá ter um diferencial competitivo, pois vai se aculturar antes e desenvolver processos que serão imbatíveis em relação ao modelo passado.

E acabará por ocupar o espaço de quem apostar apenas no mercado reativo. Pode-se atuar nos dois, mas sempre com consciência para onde está o futuro e o que está se tentando tirar ainda do passado.

Pela ordem, tendem a aderir primeiro às macrotendências acima apontadas:

  • nova geração;
  • quem tem maior poder aquisitivo;
  • regiões com grande circulação de pessoas e ideias, mais afeitas à novidades;
  • usuários com uso intenso das novas mídias, que passam a ser influenciados cada vez mais pelos novos paradigmas.

Assim, não procede a pergunta de quando estas tendências vão ocorrer. Já estão ocorrendo aqui e ali e abrindo oportunidades e riscos para os que atuam neste mercado.

Se pensarmos em décadas, tais tendências irão cada vez mais estar presente na vida dos nossos filhos e netos.

 

Hashtags são organizadores coletivos e autônomos de interesses.

  • Quem não coloca hashtags tem Instagram de amigos.
  • Quem coloca, amplia o perfil para pessoas do mundo todo interessados na forma ou no conteúdo, dependendo do tipo de hashtags que se coloca e os idiomas.

Cada um define o que quer da Plataforma. Quem quer controle, não precisa de hashtags, mas quem quer visibilidade, precisa aprender muito sobre elas.

Diria que as vantagens de quem usa hashtags são:

  • receber feedback constantes das fotos;
  • atrair pessoas com gostos similares e passar a conhecer o trabalho de mais gente;
  • atrair comunidades de forma ou conteúdo e se engajar nelas;
  • passar a ver o estado da arte das fotos e começar a julgar o próprio trabalho pela comparação;
  • Imitar e ser imitado;
  • influenciar e ser influenciado;
  • ter o trabalho reconhecido. (É bem comum premiações diárias de comunidades para as melhores fotos a cada dia.)

Quando coloco a #dog no Instagram estou sem a necessidade de  intermediador, publicando numa página mundial de todos os interessados em cachorros.

Como são milhões de pessoas no mundo tirando todos os dias fotos de cachorro, surgem as comunidades das #hashtags.

Por exemplo, #doglovers que já reduz a um número menor de fãs de cachorros, que conhece aquela comunidade.

Depois de um tempo usando e estudando #hashtags no Instagram (uma plataforma de imagens) cheguei a algumas conclusões:

Há uma divisão entre fotos de conteúdo e forma.

  • #hashtags de cachorros são de conteúdo.
  • #hashtags de fotos preto e branco são de forma.

Normalmente, #hashtags de assuntos são mais voltadas para fãs de um determinado tipo de registro: pássaros, animais, insetos, locais, ginástica, interior.

Normalmente, #hashtags de forma são mais voltadas para fãs da própria fotografia.

No Instagram, que é uma plataforma de imagens com viés misto entre conteúdo e forma, terá mais seguidores aqueles que se dedicar a um nicho seja de forma ou de conteúdo. O que acaba facilitando ter mais seguidores.

(Pessoas mais generalistas ou ecléticas, talvez se sintam mais acolhidas em Plataformas de Fotos artísticas com o PicsArt).

É comum você tirar uma voto de bengala que achou bacana, colocar hashtags específicas, conseguir seguidores que gostam de bengalas, que logo o abandonarão, quando ver que você também fotografa passarinhos.

No Instagram, há diversos nichos profissionais, como design, arquitetos, floristas, antiquários preocupados com o registro e não necessariamente na forma como é feito.

O Instagram é uma ótima ferramenta de nicho em que se pode acompanhar tendências de imagens profissionais, mas não é um ambiente tão amigável para fotógrafos ecléticos.

Fotógrafos de nicho, que só tiram fotos de um assunto ou de um tipo de forma, como fotos preto e branco também poderão crescer o número de seguidores.

O Instagram, para evitar, poluição de #hashtags limita o número delas bem como da quantidade de texto a ser escrita para descrever cada imagem.

Dificilmente, você terá problemas com a quantidade de textos, mas facilmente atingirá os limites das #hashtags, quando começa a usá-las cada vez mais.

Depois de  certo tempo aperfeiçoando, eis como cheguei nas hashtags.

Veja o abaixo exemplo de foto que explora recurso #splash, que é a edição de parte de foto colorida e outra preto e branco.

Um título como referência:

Title: Dedo de Deus / Finger of God 🌟🌟🌟

Data (opto pelo inglês):

Date: 01/24/17🌟 🌟🌟

Uma frase que marca um pouco a linha do que pretendo com as fotos:

Fotografar é a eterna tentativa de tirar o vicio do olhar – To photograph is the eternal attempt to take away the addiction of the look. 🌟 🌟🌟

Identificação:

Carlos Nepomuceno ( nepô )
Uberizer and hobbie photographer
Based: riodejaneiro Brasil #Brazil
destinoerrejota
Instagram: @cnepomuceno
Picsart: @carlosnepomuceno
Cnepomu@gmail.com
YouTube videos: bit.ly/fotosnepo
Only my photos or vídeos 🌟 🌟🌟

Hashtags pessoais, que servem para que eu possa encontrar mais facilmente fotos por assuntos:
My hashtags: (Since January 17)

My hashtags:
(Since January 17)
architecturebynepo
birdsbynepo
bestbynepo2016
bwbynepo
cloudsbynepo
colourbynepo
flowerbynepo
Insectsbynepo
landscapebynepo
macrobynepo
naturebynepo
petsbynepo
streetscenebynepo
#splashbynepo
videosbynepo

Identificação do equipamento para que alguém possa saber qual o parâmetro:

🌟🌟🌟 I used Sony hx100v
With macro lens adapter of Cotrim (Brazilian suplier) or Samsung s5 🌟🌟🌟 This photo:
X Sony
Samsung 🌟🌟🌟

Editor de imagens:

Android Editors effect:
Improve with Snapseed 🌟🌟🌟

Uso de filtro, no caso splash:

And pixelat color effects to:
#colorsplash
#splash 🌟🌟🌟 Member splash community:

PFS_MBR 🌟🌟🌟 Splash friend communities: (Alphabetic order)
#addicted_to_splash
#almostperfect_splash
#brcolorsplash
#bestsplashpics
#cb_colorsplash
#colorsplash_class
#fivearts_bwsplash
#ig_splash
#ind_splash
#loves_colorsplash
#lrsplash
#passion_for_splashing
#photoworld_star_splash
#splash_dream
#splash_greece
#splash_mania_
#splash_stronger
#supercolorsplas_channel
#turkobjektif_splash 🌟
Another splash communities:
(Alphabetic order)
bestsplashpics
bnw_splash_
#bnwsplash_perfection
gallery_of_splash
great_capture_splash
ok_splash
rustlord_coloursplash
splashbrothers
splash_oftheworld
tgif_colorsplash
total_splash
tv_colorsplash
Tw_naturesplash
unduetresplash
#vivas_plash
#world_bwsplash
worldcolours_splash 🌟

Local da foto:

Place:
#Teresópolis
#visiteteresopolis
#visiteTeresópolis
Teresópolis is a Brazilian municipality in the interior of the state of Rio de Janeiro, Brazil. It belongs to the Serrana Micro-region, being located to the north of Rio, the state capital, distant of this about 75 km. 🌟

#dedodedeus
The Finger of God is a peak with 1 692 meters  of altitude and whose outline resembles a hand pointing the index finger towards the sky.

Reparem que existem hashtags não marcadas, pois o Instagram não permite, deixo o registro, pois posso aproveitar mais adiante as mesmas, quando sobrar espaço.

Ou seja, quem usa o Instagram e não foi fundo ainda nas #hashtags para ampliar contatos e seguidores, não sabe o que está perdendo.

Não existe uma regra geral de #hashtags, pois existem diversos interesses diferentes quando se faz e publica imagens.

Na Internet, o importante é saber qual é a sua “praia” e escolher a melhor plataforma e a forma de divulgar suas fotos, via #hashtags, para se estimular mais e mais com o seu trabalho de caça-imagens.

É isso, que dizes?

 

 

 

Everyone needs to blame someone for the contemporary crises.

My finger points to the language, Or the package of languages ​​we have used, up to here: gestures, orality and writing.

We have to learn from McLuhan, the Darwin of the Modern Age, that the media change and mark the human ages. And following the teacher’s line and adding new ideas, I would say:

The media change to enable new ways of solving problems;
And such evolutions / revolutions are necessary, for our species grows indefinitely.
The epicenter of the media is languages.

This leads us to say that languages ​​with time become obsolete because they need to be sophisticated, changed or replaced to deal with more complexity.

We have, then, an interesting paradox:

The more people in the world, the more demand horizontality (which implies diversity of decisions) and speed;
The horizontality, however, with the current languages, takes time to decide.
And that is precisely why languages ​​become obsolete, because there is a different rhythm between the ability to decide with more people and the speed of decisions.

Decisions are becoming more and more vertical, less diverse, more charged with the interests of a certain center, because the language on duty has already given what had to give.

Language is the basis of communication and that of administration.

Let’s put a ground wire to make it more understandable.

There is no point in a participatory budgeting project such as the Workers’ Party (PT) suggested in many Brazilian cities as soon as they began to take over town halls. Orality requires time for face-to-face meetings, closure of ideas, processing, return to decide.

Thus, participation in oral-written decisions (the basis of the current management model) has a high cost and a time-consuming time, which makes it impossible to participate, not to mention the vices that the process ends up having.

The third language of clicks that allows a lot more people to participate in decisions quickly, (as seen in Waze, Airbnb, Uber, Mercado Livre) allows you to overcome the horizontality barrier with speed.

More people participating, without the loss of time and the cost that this demanded in the past.

What we have today, then, is the crisis of the second human language, the gestures, orality and writing package, which can no longer be viable in a world so complex: decisions in this model are either very vertical or very time consuming when trying to horizontalise.

Therefore, we are implementing the third language of clicks, which can get us out of this impasse.

The third language enables a new model of communication-administration, allows for a Civilizational Revolution, and opens the door to Civilization 3.0, in which we can overcome the current crisis of speed versus horizontality.

Todo mundo precisa colocar a culpa em alguém pelas crises contemporâneas.

O meu dedo aponta para a linguagem, Ou o pacote de linguagens que utilizamos, até aqui: gestos, oralidade e escrita.

Temos que aprender com McLuhan, o Darwin da Era Moderna, de que as mídias mudam e marcam as eras humanas. E seguindo a linha do mestre e agregando novas ideias, diria que:

  • as mídias mudam para viabilizar novas formas de solução de problemas;
  • e tais evoluções/revoluções são necessárias, pois nossa espécie cresce indefinidamente.

O epicentro das mídias são as linguagens.

O que nos leva a dizer que as linguagens com o tempo ficam obsoletas, pois precisam ser sofisticadas para lidar com mais complexidade.

Temos, então, um paradoxo interessante:

  • quanto mais gente no mundo, mais se demanda horizontalidade (o que implica diversidade das decisões) e velocidade;
  • a horizontalidade, entretanto, com as atuais linguagens, demanda tempo para decidir.

E é justamente por isso que as linguagens ficam obsoletas, pois há um ritmo diferente entre capacidade de decidir com mais gente e a velocidade das decisões.

As decisões vão ficando cada vez mais verticais, menos diversa, mais carregada de interesses de um determinado centro, pois a linguagem de plantão já deu o que tinha que dar.

A linguagem é a base da comunicação e esta a da administração.

Coloquemos um fio terra para ficar mais compreensível.

Não adianta um projeto de orçamento participativo como o PT  (partido dos trabalhadores) sugeriu em muitas cidades brasileiras, logo quando começaram a assumir prefeituras. A oralidade exige um tempo para reuniões presenciais, fechamento de ideias, processamento, retorno para decidir.

Assim, a participação nas decisões oral-escrita (base do atual modelo da gestão) tem um custo alto e um tempo demorado, o que acaba inviabilizando que haja a participação, sem falar nos vícios que o processo acaba tendo.

A terceira linguagem dos cliques que permite que muito mais gente possa participar das decisões de forma rápida, (como se vê no Waze, Airbnb, Uber, Mercado Livre) permite que se consiga superar a barreira da horizontalidade com a velocidade.

Mais gente participando, sem a perda de tempo e o custo que isso exigia no passado.

O que temos hoje, assim, é a crise da segunda linguagem humana, o pacote gestos, oralidade e escrita, que não consegue mais ser viável num mundo tão complexo: decisões nesse modelo são ou muito verticais ou muito demoradas, quando se tenta horizontalizar.

Por isso, estamos implantando a terceira linguagem dos cliques, que consegue nos tirar desse impasse.

A terceira linguagem viabiliza um novo modelo de comunicação-administração, permite que se promova uma Revolução Civilizacional e abre as portas para a Civilização 3.0, na qual conseguiremos superar a crise atual da velocidade versus horizontalidade.

The great impact of a Civilizational Revolution in its first stage is the radical increase of media power of each citizen.

There is a migration from a radical consumer of content to a radical content producer. Everyone ends up having to take their objectivity and subjectivity out of the closet!

There is a pulverization of the power of media and each, wanting or not, passes the tanner / producer / content repeller. And we need to be trained / educated / reflect on and for that.

And more:

In the first moment, we have a crisis that URGENTLY requires educational action. We need to learn how to deal with no longer scarce content, with responsibility for producing and passing content!

There are some phenomena that stem from the rapid and radical power of media:

Excess self-promotion, selfies;
What people have called post-truth, people reproduce unfiltered rumors;
Low capacity for individual reflection to evaluate information;
And inability to cope with the opening of opportunities to each other’s diversity.
It is a global phenomenon that hits the Sapiens in full.

Today, we complain about the phenomenon and see no way out, because the educational model was all set for Sapiens 2.0, which lived in a pre-digital world.

We have to get out of the technophobia and move on to a more philosophical understanding of the phenomenon, not questioning but helping to reflect on it.

Is that what you say?

O grande impacto de uma Revolução Civilizacional na sua primeira etapa é o aumento radical de poder de mídia de cada cidadão.

Há uma migração de um consumidor radical de conteúdo para um produtor radical de conteúdo.  Todo mundo acaba tendo que tirar a sua objetividade e subjetividade do armário!

Há uma pulverização do poder de mídia e cada um, querendo, ou não, passa a curtidor/produtor/repassador de conteúdo. E nós precisamos ser treinados/educados/refletir sobre e para isso.

E mais:

No primeiro, momento temos uma crise que necessita URGENTEMENTE de ação educacional. Precisamos aprender a lidar com conteúdo não mais escasso mais abundante, com responsabilidade de produção e repasse de conteúdo!

Existem alguns fenômenos que são decorrentes do rápido e radical poder de mídia:

  • excesso de auto-promoção, selfies;
  • o que o pessoal tem chamado de pós-verdade, as pessoas reproduzem boatos sem filtrar;
  • baixa capacidade de reflexão individual para avaliar informações;
  • e incapacidade de lidar com a abertura das oportunidades para a diversidade de cada um.

É um fenômeno global e que atinge o Sapiens em cheio.

Hoje, se reclama do fenômeno e não se vê saída, pois o modelo educacional foi todo montado para o Sapiens 2.0, que vivia num mundo pré-digital.

Temos que sair da tecnofobia e partir para a compreensão mais filosófica do fenômeno, não questionando, mas ajudando a refletir sobre ele.

É isso, que dizes?

 

From time to time, Tecnospecies need to promote civilization upgrades as we increase complexity and we need new tools to deal with it.

We are the only Tecnospecies on Earth, but not the only one in the Universe.

Technospecies grow demographically because they can alter their environment, creating new technologies that allow them to cope over time with the phenomenon of Progressive Demographic Complexity.

There are two movements in a Civilizational Revolution:

In the first stage – we have the decentralization of media, which allows greater consumption and information of each citizen in society;
In the second stage – we have the distribution of decision, which allows greater participation of each citizen in collective life.
Sapiens solve problems of complexity, in time, increasing the participation of each citizen.

The first stage of a Civilizational Revolution allows one to assume responsibility for more distributed decision making.

A Civilizational Revolution thus gradually promotes in each individual a sort of objective and subjective change in what we might call the topology of power.

Over time, we move from a more vertical power topology to a less vertical and more horizontal topology.

Obviously, this process is not continuous, there are several rounds to centralization in the micro and meso history, but in the macro-history the process of horizontalization is observed more clearly.

Civilizational Revolutions thus change society objectively and subjectively in a profound way.

In the past, such changes were slower and perception of cause and effect were less noticeable. Now the process is very fast.

There are Islands of the Future that begin to live in an intense way the Civilization 3.0 and others that are still in the previous one.

Is that what you say?

De tempos em tempos, Tecnoespécies precisam promover upgrades civilizacionais, pois aumentamos a complexidade e precisamos novas ferramentas para lidar com ela.

Somos a única Tecnoespécie da Terra, mas não quer dizer que a única no Universo.

Tecnoespécies crescem demograficamente, pois conseguem alterar o seu ambiente, criando novas tecnologias que permitem lidar, ao longo do tempo, com o fenômeno da Complexidade Demográfica Progressiva.

Há dois movimentos em uma Revolução Civilizacional:

  • na primeira etapa – temos a descentralização de mídia, que permite maior consumo e informação de cada cidadão na sociedade;
  • na segunda etapa –  temos a distribuição de decisão, que permite maior participação de cada cidadão na vida coletiva.

O Sapiens resolve problemas de complexidade, no tempo, aumentando a participação de cada cidadão.

A primeira etapa de uma Revolução Civilizacional permite que se possa mais adiante assumir a responsabilidade pela tomada de decisões mais distribuída.

Uma Revolução Civilizacional promove, assim, gradativamente em cada indivíduo uma espécie de mudança objetiva e subjetiva no que podemos chamar de topologia de poder.

Ao longo do tempo, passamos de uma topologia de poder mais vertical para uma menos vertical e mais horizontal.

Obviamente, que esse processo não é contínuo, há diversas voltas à centralização na micro e meso história, mas na macro-história se observa o processo de horizontalização de forma mais clara.

Revoluções Civilizacionais mudam, assim, a sociedade objetiva e subjetivamente de forma profunda.

No passado, tais mudanças eram mais lentas e percepção de causa e efeito eram menos perceptíveis. Agora, o processo se dá de forma muito rápida.

Há Ilhas de Futuro que começam a viver de forma intensa a Civilização 3.0 e outras que estão ainda na anterior.

É isso, que dizes?

 

 

Uberizar não é continuidade, mas rompimento planejado.

Por isso, há tanta crise no mercado.

Novas tecnologias de comunicação têm o poder de mudar os modelos de administração das organizações.

Haverá mudança radical em todas as organizações sociais: produtivas, políticas, educacionais, etc.

Novas tecnologias de comunicação têm o poder de criar nova fase civilizacional.
Assim, não se vai conseguir migrar de forma contínua do modelo atual para o novo modelo.

É preciso criar ilhas de futuro para promover a migração.

Espaços separados para experimentar o novo modelo, que tem nova forma resolver problemas e gerar valor.

Isso tem que ser feito de forma estratégica, planejada, através de processo de sensibilização, capacitação e projetos pilotos.

Tais ilhas de futuro vão experimentar o novo modelo. E, aos poucos acabar com o antigo.

É algo inusitado na história da administração, mas coerente com a atual mudança.

Uberizar is to deploy a new Sapiens administration model.

What changes?
It leaves the traditional manager of flesh and bone and enters artificial intelligence, which coordinates the direct relationship between suppliers and consumers.
There is a self-management, in which supplier supervises consumer and vice versa.
Uberized organizations are no longer responsible for products and services.
Coordinate relationships.
It is a decentralized hyper franchise.

Uberized organizations achieve a better cost / benefit ratio than traditional ones.
Establish a more flexible labor relationship.
Uberization, for the advantages it offers, tends to be the hegemonic business model of the next decades.

Uberizar é implantar novo modelo de administração do Sapiens.

O que muda?

Sai o tradicional gestor de carne e osso e entra a inteligência artificial, que coordena a relação direta entre fornecedores e consumidores.

Há uma auto-gestão, na qual fornecedor fiscaliza consumidor e vice-versa.

Organizações uberizadas não são mais responsáveis por produtos e serviços.

Coordenam relações. 

É uma hiperfranquia descentralizada.

Organizações uberizadas conseguem relação de custo/benefício melhor do que as tradicionais.

Estabelecem relação trabalhista mais flexível.

A uberização, pelas vantagens que oferece, tende a ser o modelo de negócios hegemônico das próximas décadas.

Nosso olhar, como nós, se habitua.

O cérebro adora rotina para poder se acalmar.

O olhar também se acostuma, se vicia.

Vivemos num círculo vicioso do mesmo. Olhamos e vemos o que nos habituamos.

A arte visual tem essa missão: provocar a “desabituação”.

Primeiro, é o artista que se desabitua seu olhar.

Domina a ferramenta de expressão. E se desafia a rever e criar imagens.

Recriar o visual clichê.

Procura ver o que não via.E se expressar recriando imagens.

E, só então, é capaz de levar os outros a desabituação.

O artista visual procura ver o que não via para levar os outros a ver também.

E se desabituar.

O compromisso é consigo mesmo. Um eterno desabituar-se.

Levando os outros, se quiserem.

O ser humano não é feliz no vazio.

Há um contexto, que é regido por alguns macro-fatores:

  • complexidade demográfica;
  • capacidade de administrar a complexidade.

Quanto mais gente tivermos no planeta e quanto menor for a capacidade de administrar tal complexidade, menos chance teremos de ser felizes.

Felicidade podemos dizer que é a capacidade de cada um viver a sua diversidade.

Revoluções Civilizacionais têm essa força: permitir que o Sapiens viva com mais qualidade. Mais Sapiens, com mais qualidade de vida.

Saímos de determinados impasses e rumamos para outros, porém há um salto civilizacional que nos permite viver melhor.

Isso ocorreu na chegada da Escrita Impressa, por exemplo, quando acabamos com a escravidão. Muitos podem dizer que a relação de emprego hoje não é o sonho de todos.

Porém, houve um upgrade.

Temos que entender que o Sapiens na macro-história não vai chegar ao paraíso, mas vai sempre para paraísos menos ruins do que os anteriores.

Isso por que optamos, voluntariamente, por viver sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva.

Os novos paraísos possíveis serão sempre relação entre a Complexidade Demográfica Progressiva, que exige novos modelos civilizacionais.

Os paraísos possíveis terão uma taxa de qualidade dentro da possibilidade a cada taxa da complexidade demográfica.

Não podemos imaginar que aumentar radicalmente a população não tem determinado preço na queda da qualidade de vida e na felicidade de todos.

O que temos, assim, são paraísos concretos possíveis, quando conseguimos novas formas de lidar com a complexidade demográfica, que nos permitem ser menos infelizes.

Talvez, esteja aí a qualidade do Sapiens feliz: não procurar a felicidade plena, mas sempre a menor infelicidade possível.

Revoluções Civilizacionais permite um aumento da taxa de qualidade de vida e de redução da infelicidade.

Por quê?

  • Permitem a descentralização da informação, o que reduz o poder das organizações de plantão.
  • E criam novas organizações nas quais a distribuição das decisões é maior do que o modelo passado.

Os dois efeitos permite que um conjunto de modelos inovadores comecem a sair do Armário 2.0 e ir para o Armário 3.0.

Que tem mais possibilidade de lidar com a diversidade na quantidade.

Quando se aumenta a taxa de oportunidades, se aumenta a da diversidade e se reduz a taxa de infelicidade.

Não se trabalha com conceitos absolutos, mas relativos ao que é possível, volto a dizer: com a complexidade demográfica, que é, por si só, fator de redução da felicidade.

É isso, que dizes?

Ilhas de Futuro se aplicam quando precisamos dar saltos triplos e não pulinhos.

 

Ver ppt aqui:

A experiência da China é muito rica.

O país, em função dos impasses entre complexidade demográfica e modelo administrativo, resolveu inventar ilhas de futuro.

Criou áreas de livre mercado, que passaram a ser a locomotiva chinesa, que vai, mais alguns anos ou décadas, tornar a China um dos principais países de livre mercado do mundo.

O modelo centralizador, por mais que resista, vai ruir.

O que fica para quem pensa em cenários, inovação e quer ajudar organizações de todos os tipos a gerar valor hoje e amanhã é o que podemos chamar de Inovação Disruptiva com Foco definido – que pode se resumir em Ilhas de Futuro.

Tal metodologia se aplica em casos em que você tem a necessidade de grandes saltos do ponto “a” para o ponto “b” e que não se pode esperar que o conjunto avance de forma incremental ou mesmo radical.

Isso se aplica em diversas situações como foi o caso do Kindle da Amazon ou a introdução de novas tecnologias bancárias em que o conceito de Ilhas do Futuro foi experimentado.

A China é um caso particular, pois criaram as Ilhas do Futuro justamente para não mudar o passado.

As áreas de livre mercado são apenas uma espécie de ponto de captação de recursos para manter o dinossauro no mesmo lugar, mas o conceito em termos de metodologia é espetacular.

Hoje, vivemos uma situação em que a Inovação das grandes organizações já caminha para esse modelo disruptivo, na criação de Ilhas de Futuro, mas sem foco.

Organizações criam Laboratórios de Inovação, mas com foco em melhorar o dinossauro e não criar novos seres mais adaptados à nova realidade.

A atual Revolução Civilizacional, um misto de mudança na comunicação e na administração, aponta como única saída a criação de Ilhas de Futuro.

A velocidade das mudanças com a atual Revolução Civilizacional não permite que haja, como ocorreu no passado em situações similares, o método de inovação tradicional, na dobradinha incremental-radical.

O modelo Uber de resolver problemas é uma nova forma de administração, de gerar valor, que é completamente diferente do atual modelo.

Ao se plantar a semente da gestão, não se colhe curadoria!

Vivemos hoje dois modelos de administração em paralelo, que demandam em toda a sociedade a ideia da criação de Ilhas do Futuro.

Tudo caminha no ritmo normal nas atuais organizações, mas nas Ilhas do Futuro iniciamos o processo de mudança com foco, na direção dos novos modelos uberizados.

Nele, temos:

  • curador e não gestor;
  • fiscalização pelo consumidor e não  gerente;
  • coordenação com uso intenso de inteligência artificial e não por pessoas de carne e osso;
  • descentralização de informação;
  • e distribuição de decisões.

Assim, podemos sair do impasse do tempo da mudança e promover o necessário ajuste de um mundo mais complexo, que agora com novas ferramentas para dar upgrade civilizacional.

O conceito de Ilhas de Futuro, aliás, deve estar na pauta de todos os políticos sérios que querem realmente mudar o Brasil.

É isso, que dizes?

 

 

 

Doctor in Information Science, Carlos Nepomuceno defends management 3.0: self-management, without managers or intermediaries.

Original text in portuguese.

It’s the end of the alpha leader. To survive and remain competitive in the digital world, companies need to implement “ant governance.” In practice, it means the end of management, the pyramidal structure, the boss-worker relationship. Get out the wolf and his pack, enter the ants. The theory is the fruit of studies that the writer and doctor in information science, Carlos Nepomuceno, has realized in the last ten years. The researcher has advised several companies, such as BNDES, Vale, Natura, Petrobras and for the City of Rio, and defends a new vision of corporate management, in his book: Management 3.0- The Crisis of Organizations (Editora Campus).

For Nepomuceno, digital disruption – and all the new strategies it requires – will kill 40 percent of the world’s companies in the next few years. He argues that it will only pass through this natural selection who implement a new model of organization. There self-management prevails, the direct relationship between supplier and consumer and business occurs on large platforms, mediated by algorithms. Translating: the taxi driver gets a passenger through an application. “You no longer have a boss talking about how to do the service. If the passenger does not like you, you have to turn around,” says Nepomuceno. In a large company, this process could be started on a small scale, in parallel, with the function of innovating, without breaking the bank of traditional structures.

Uber, Airbnb, Free Market are companies that offer services that accompany the new way of making decisions? The basic difference is that they are more decentralized?

Yes. What we see is that the very decentralization process started in the corporate world. In my theory of progressive complexity, every time we increase the demographic peak, we completely change the way you see things. The human being is the only species on the planet that does not ask for permission to grow. The wolf does not grow. If it passes a volume, it leaves killing the pups. From 1500, we became the great planetary species. This was already happening with Incas, Aztecs … but with 1 million, 2 million people, without Internet, Doctors Without Borders, with nothing. Now we turn planetary species, we go from 1 to 7 billion – and that was the great change in society. So the complexity increased (population) and there the model of society, politics, hospital, everything, became obsolete. Then you ask me why it did not happen 20 years ago? Because there was no internet.

So the future is to figure out how to integrate these 7 billion people? Are we talking about platforms in the future, not organizations?
No, Uber is an organization. If we understand organization as people responsible for solving the problems of society, we will always have. Platform is the model in which this organization solves this problem. Exit the pyramid model and enter the platform model. Leave the management and enter the curatorship. It leaves the employee-employer relationship and enters into a micro-supplier relationship with microconsumer. This is what generates value. And I broke my mind to think how to do this when the organization is too big. In the city hall of Rio, we created a participation laboratory, with volunteers that works in parallel. It was the first time we tried to implement the new methodology. Inside the organization had not worked. There it worked partially. A new gateway was created to make innovation. It was a quality leap. But it still has not worked completely.

What was the error?

The mistake is that you need to create a direct consumer relationship with the business. The public server is still connected directly. But the volunteer works separately. In a private company, this would be easier than in a public agency. The challenge is to create a model in which the boss-supplier-consumer relationship is made in self-management. If you get my point, you’re on the platform. If you falter, the platform either puts you in a lower category or takes you out of it. It’s like a cab application, for example. The taxi driver got 3 stars and then, automatically, he does not receive more calls from races than just a five-star taxi driver. But you also think: I’m in a hurry, any taxi that comes is good and accepts the three stars; All right, the platform allows you that choice.

How to educate employers and suppliers for this model of self-management?
The school has to start forming a new generation to think with its own head. We were not educated to think with our own heads. And the school has to train for this new world that will not have more employees. We have to form a school to train microentrepreneurs who will work on these platforms. The taxi guy no longer has a boss telling him to clear the bank, telling him how to do the job. It’s just him with him. If passenger does not like him, he’ll have to turn around.

How do you prepare leaders who will lead these processes in large organizations?
The leader has to learn to be a healer. The big change is to understand that the management era is over. Now is the era of curation. It was the conclusion I reached in my studies. Because? Because who is making money today is not doing management. And who is doing, is not winning. On a day-to-day basis, the leader can implement a laboratory to stop it. Leave the business running exactly the way it is. And you can open a startup, a separate area. Catch up with investor money and experiment. This startup is meant to kill the big company.

And does meritocracy in those organizations gain importance?

Yes. There’s only meritocracy in this new model. The taxi driver who goes alone to clean the car, on his own, wants to improve his assessment to be able to carry more passengers. On YouTube, Twitter, Uber is like this: the best stand out – but the good thing is that everyone can stand out. The problem today is that meritocracy within corporations is defined by a person, by a manager who often does the trick: ‘Ah, you’re cool, you’re comrade, you deserve it.’ Now, who defines in this new age is the consumer. This is what I call post-libertarianism. Power is decentralized. The big political change that will happen is that the whole force goes to the consumer. The camaraderie between manager and employee ended. This camaraderie that put us in the hole, which pulls corruption, low corporatism, lack of transparency. Now the consumer comes in and says ‘this is not cool, that is, I liked it or I did not like it’.

Following this line, there is no risk of becoming a consumer dictatorship?
This is where the algorithm comes in. Returning to the example of the taxi: the passenger takes a taxi and, at the end of the race, says that it will only give three stars in the evaluation. Outraged, the taxi driver asks: but what’s the problem? Did not you like the car? From service? Did I make a good way? The passenger says that everything was spectacular and explains the reason: you really think that a Basque is going to give 5 stars to a flamenguista. It is obvious that the algorithm has to learn culturally how the world works. The guy took 10 5-star races and one in which he scored zero, it’s obvious that that zero, point out of the curve, will not be taken into account by the rating system. The new healer and not manager, will tinker with this algorithm. You will learn that Basque does not give five stars to flamenco. Learn to separate and refine from what can influence assessment – those factors that are cultural, emotional in nature and that the service provider is not to blame. It’s a new model, different. I think in services, media, the whole area of ​​retail, commerce, transaction, can to implement the new model faster. I think today the book market is being much more harmed by the sale of used books than by the sale of electronics. We’re turning securities. Each one is a company in the market. And you have to turn.

In this model, the company ceases to have a role at all in the employee’s life, ceases to be a provider of many other things that go beyond the employee’s salary, such as health care and health care?
First, it is important to think that this change will not happen overnight. It is gradually. But you as a micro-entrepreneur will go on to put everything that was once the company’s benefit in the cost of your project, in its price. He’s learning how to manage himself. It is to see that what we have today is a slavery sofitiscada. You imagine that the employee has to depend on someone to pay for health things. Decentralization will strengthen the individual.

Companies that were born disruptive run the risk of returning to the traditional model of management by getting too large?
There is a risk, yes. But Facebook, for example, can enter other areas, have millions of employees, with few managers because it gains scale. The great thing about building this quiver is that you gain scale. And then the queen does not send anything. Business presidents are not traders: they are healers of a relationship that happens independently of it. The president of Facebook does not say what you will publish on your page, what comment will do.

What do you define by curation?
You leave the management, you are no longer responsible for the final product. Is responsible for relations between customers and suppliers. No more manager. This is the first thing on the model. The company’s role is to take care of the algorithm, to see if it is working, to avoid vandalism, to avoid fraud. This algorithm society is that of curation. The current organization was built for a sound society, based on oral and written. With today’s complexity, these organizations are unable to meet and compete with other organizations that have a better outlet. While we had no alternative, we followed what we had. We need something today that I call civilizational.

A fotografia é, antes de tudo, agora no digital, a impressão de pixels num cartão magnético.  Há duas intenções possíveis que diferencia fotógrafos.

A foto de um mosquito específico serve para identificar o inseto. Tem função prática.

A foto não tem necessariamente valor artístico, vale pelo registro, pois visa ajudar a alguém a conhecer o objeto fotografado sem ter estado diante dele.

A fotografia artística, entretanto, é um exercício de linguagem, como todas as artes. Quer se tirar de cada imagem o que o fotógrafo acha que é belo.

O artista está com a foto dizendo: este é o meu conceito de beleza! É uma discussão filosófica entre ele e ele mesmo.

E entre ele e o mundo, quando resolve apresentar o seu trabalho.

É um personal exercício de musculação do que é beleza para quem está fotografando. É a procurar do belo.

Podemos definir belo como a procura do olhar individual de cada um. A beleza é a diversidade de olhares, que permite encontros.

Quanto mais original for uma foto, melhor, desde que permita encontros com outros olhares.

Assim, deste ponto de vista toda a procura é válida, não há regras, nem fronteiras, apenas o conceito de belo de quem fotografa.

É uma espécie de tenha de aranha para recolher olhares similares.

É uma expansão do artista tanto para dentro como para fora.

Para dentro, visa explorar a curiosidade do olhar.  Quer muscular a sua percepção do mundo, fotografando.

Para fora, o exercício de:

  • procurar os objetos que o atraem de forma particular;
  • se integrar com o equipamento para que mais e mais consiga tirar de cada imagem algo pessoal;
  • se integrar com os softwares e edição para manipular a imagem para enriquecer o resultado final, conforme a sua subjetividade;
  • compartilhar e receber o feedback e aprender como os outros vêem aquilo que expressa.

Para a fotografia da arte, o objeto fotografado é uma ferramenta de descoberta do próprio olhar do artista.

Se pratica um exercício de linguagem.

O objeto fotografado não é um registro, mas tentativa de expressão de dentro para fora.

É a contínua musculação do olhar.

Assim, na foto de registro quer captar o momento. O que vale na foto é o objeto. Na foto artística, é o contrário, o objeto pouco importa, o valor está na foto.

A fotografia é, antes de tudo, agora no digital, a impressão de pixels num cartão magnético.  Há duas intenções possíveis que diferencia fotógrafos.

A foto de um mosquito específico serve para identificar o inseto. Tem função prática.

A foto não tem necessariamente valor artístico, vale pelo registro, pois visa ajudar a alguém a conhecer o objeto fotografado sem ter estado diante dele.

A fotografia artística, entretanto, é um exercício de linguagem, como todas as artes. Quer se tirar de cada imagem o que o fotógrafo acha que é belo.

O artista está com a foto dizendo: este é o meu conceito de beleza! É uma discussão filosófica entre ele e ele mesmo.

E entre ele e o mundo, quando resolve apresentar o seu trabalho.

É um personal exercício de musculação do que é beleza para quem está fotografando. É a procurar do belo.

Podemos definir belo como a procura do olhar individual de cada um. A beleza é a diversidade de olhares, que permite encontros.

Quanto mais original for uma foto, melhor, desde que permita encontros com outros olhares.

Assim, deste ponto de vista toda a procura é válida, não há regras, nem fronteiras, apenas o conceito de belo de quem fotografa.

É uma espécie de tenha de aranha para recolher olhares similares.

É uma expansão do artista tanto para dentro como para fora.

Para dentro, visa explorar a curiosidade do olhar.  Quer muscular a sua percepção do mundo, fotografando.

Para fora, o exercício de:

  • procurar os objetos que o atraem de forma particular;
  • se integrar com o equipamento para que mais e mais consiga tirar de cada imagem algo pessoal;
  • se integrar com os softwares e edição para manipular a imagem para enriquecer o resultado final, conforme a sua subjetividade;
  • compartilhar e receber o feedback e aprender como os outros vêem aquilo que expressa.

Para a fotografia da arte, o objeto fotografado é uma ferramenta de descoberta do próprio olhar do artista.

Se pratica um exercício de linguagem.

O objeto fotografado não é um registro, mas tentativa de expressão de dentro para fora.

É a contínua musculação do olhar.

Assim, na foto de registro quer captar o momento. O que vale na foto é o objeto. Na foto artística, é o contrário, o objeto pouco importa, o valor está na foto.

Soon after the beginning of a Civilizational Revolution we have a delicate moment: the media decentralize, but the decisions are concentrated.

Practices of the ancient civilization, of the organizations that have been concentrating and becoming more and more corporative, are abreast with the informational transparency.

In this first stage of a Civilizational Revolution, the dog wakes up and begins to realize that it is being swayed by the tail.

A set of habits and practices that were hidden by the concentration of exchanges come to light.

The whole environment was created for a technological context, which now allows new possibilities, but we were all formed to live with the old invisible walls.

We are fish swimming in an aquarium that has expanded but we do not have the cognitive-affective ability to swim in the new perimeter.

In this first stage of a Civilizational Revolution, we reject the old, but we can not build the new.

The decentralization of exchanges serves so that we can reject the old and have new proposals in circulation to create the new.

The new, however, does not arise from rejection, but from the creation of philosophical, theoretical, and methodological projects that take time to mature.

Time that at other times was much longer, but not now.

We live and live a violent civilizational conflict, because we have the very old and the old defending the current model. And the little new and the very new, looking to create a new one.

However, all this is involved in rapid, unreasonable or rational changes.

Is that what you say?

Logo depois do início de uma Revolução Civilizacional temos um momento delicado: as mídias descentralizam, mas as decisões estão concentradas.

Descortina-se com a transparência informacional as práticas da antiga civilização, das organizações que foram se concentrando e se tornando mais e mais corporativas.

Nesta primeira etapa de uma Revolução Civilizacional, o cachorro acorda e começa a perceber que está sendo balançado pelo rabo.

Vem à tona um conjunto de hábitos e práticas que estavam ocultos pela concentração das trocas.

Todo o ambiente foi criado para um contexto tecnológico, que agora permite novas possibilidades, mas todos fomos formados para conviver com as antigas paredes invisíveis.

Somos peixes nadando num aquário que se expandiu, mas que não temos capacidade afetivo-cognitiva de nadar no novo perímetro.

Nesta primeira etapa de uma Revolução Civilizacional, rejeitamos o velho, mas não conseguimos construir o novo.

A descentralização das trocas serve para que possamos rejeitar o velho, mas o novo não nasce da rejeição, mas da criação de projetos filosóficos, teóricos e metodológicos que levam tempo para serem maturados e se tornarem hábitos.

Tempo que em outras épocas era muito mais longo, mas não agora.

Vivemos e viveremos um conflito civilizacional violento, pois temos o muito velho e o velho defendendo o atual modelo. E o pouco novo e o muito novo, procurando criar novo modelo.

É tempo, sem dúvida, de turbulência.

É isso, que dizes?

 

Uma Revolução Civilizacional tem duas fases: a descentralização das trocas e depois a distribuição das decisões.

O Sapiens faz algo que não sabíamos. De tempos em tempos dá uma guinada civilizacional e cria um novo modelo administrativo. O objetivo é um só: permitir que a espécie lide melhor com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Tecno-espécies vivem isso. Somos a única do planeta, mas se encontrarmos outra parecida conosco veremos que eles terão problemas similares.

Reinventamos as tecnologias para permitir que mais gente possa saber mais e decidir melhor, a única forma sustentável para lidar com a complexidade.

As outras vão na direção da centralização e baixa inovação, que podem durar curtos períodos de tempo, mas vão contra o que podemos chamar de natureza humana histórica.

Vivemos hoje o momento da descentralização das trocas, que é um momento extremamente conflituosos, como veremos neste post.

É isso, que dizes?

(Google Translate – Help in case of translation errors)

Sapiens has a central demand: to solve problems of Progressive Demographic Complexity. We are the only social species that grows without permission.

Our progressive characteristic makes us slaves to innovation and creates the latency to promote, from time to time, Civilization Revolutions to adjust society to the new level of complexity.

Civilization revolutions should not frighten us, as they are frequent in Macro-History.

The historians on call are far from understanding that human Macro-History is profoundly marked by the media changes that trigger Civilization Revolutions in the exchanges and in the way of deciding.

When we have the massification of new media, the first stage of a Civilizational Revolution we have two phases:

The way of – with the arrival of new media – there are new techno-cultural possibilities that allow new forms of exchanges, that explain the latencies. This phase is practically unconscious, motivated by the indirect effects of the technologies in our subjectivity, which includes involuntary movements of the brain to adjust to the new media apparatus;
The whole of the organizational cultural apparatus necessary to transform new possibilities into methods, new organizations, rules, laws, norms, methodologies and habits. This phase is the awareness of the new possibilities, which makes us transform the new possibilities opened by the new media into habits, which demands the efforts of philosophers, theoreticians, methodologists and entrepreneurs / innovators from the various sectors of society.
The Civilizational Revolution of Printmaking, for example, allowed for new forms of exchange and decision-making, such as the republic and the free market. Then we had all the legal apparatus for this new model to consolidate and transform latencies into habits.

What we live today with the first phase of the Digital Civilization Revolution is the stage of form, the unconscious and emotional phase of the process.

What we will see in the following decades is the continuation of the Digital expansion, the maturation of the new form of administration of the Curatorship and the construction of a new legal organizational and habits apparatus.

The new form is filled with content as Civilization 3.0 consolidates.

Is that what you say?

O Sapiens tem uma demanda central: resolver problemas da Complexidade Demográfica Progressiva. Somos a única espécie social que cresce sem pedir licença.

Nossa característica progressiva nos faz escravos da inovação e nos cria a latência de promover, de tempos em tempos, Revoluções Civilizacionais para ajustar a sociedade ao novo patamar de complexidade.

Revoluções Civilizacionais não deveriam nos assustar, pois são frequentes na Macro-História.

Os historiados de plantão estão longe de entender que a Macro-História humana é profundamente marcada pelas mudanças de mídias, que provocam Revoluções Civilizacionais nas trocas e na forma de decidir.

Quando temos a massificação de novas mídias, primeira etapa de uma Revolução Civilizacional temos duas fases:

  • a de forma – com a chegada de novas mídias –     novas possibilidades tecno-culturais  que permitem novas formas de trocas, que explicitam as latências. Esta fase é praticamente inconsciente, motivada pelos efeitos indiretos das tecnologias na nossa subjetividade, o que inclui movimentos involuntários do cérebro para se ajustar ao novo aparato midiático;
  • a de conteúdo – todo o aparato cultural organizacional necessário para transformar novas possibilidades em métodos, novas organizações, regras, leis, normas, metodologias e hábitos. Esta fase é a tomada de consciência das novas possibilidades, que nos faz transformar as novas possibilidades abertas pela nova mídia em hábitos, o que demanda esforços de filósofos, teóricos, metodólogos e empreendedores/inovadores dos diversos setores da sociedade.

A  Revolução Civilizacional da Escrita Impressa, por exemplo, permitiu novas formas de trocas e de decisão, como da república e do livre mercado. Depois, tivemos todo o aparato legal para que esse novo modelo se consolidasse e transformasse latências em hábitos.

O que vivemos hoje com a primeira fase da Revolução Civilizacional Digital é a etapa da forma, a fase inconsciente e emotiva do processo.

O que veremos nas décadas seguintes é a continuidade da expansão do Digital, o amadurecimento da nova forma de administração da Curadoria e a construção de novo aparato legal organizacional e de hábitos.

A nova forma é recheada de conteúdo, quando a Civilização 3.0 for se consolidando.

É isso, que dizes?

 

There is no chance of understanding the new millennium without McLuhan.

McLuhan was, first and foremost, a philosopher. Philosophers take care of the essence of forces.

McLuhan looked at the story and realized that we are a Tecno species, heavily influenced by the technological apparatus.

The medium is the message can be translated by the human being is formatted by the technological apparatus.

Change the apparatus, change the Sapiens.

The medium is the message can still be changed by the shape is more important than the content!

McLuhan has to rise in status among the most relevant thinkers of mankind.

There are thinkers who create bifurcations in the way that the human being thinks about himself.

  • We can say that Galileo changed our conception a lot when it took us from the center of the universe.
  • Darwin killed Adam and Eve and put us on as a variant of the monkeys.
  • And McLuhan put us as a techno-species, which changes profoundly when we change the media apparatus.

In the last century, we had three currents that analyzed the influence of communication in society.

  • The Europeans, influenced by Marx, who said that the medium is ideology;
  • Americans, who have argued that the means is a good way to make money;
  • And the Canadians who have argued that the medium is the message, change the media, change everything.

In the new millennium, from the radical changes we are experiencing, I believe it is time for McLuhan’s revenge.

Thoughts design scenarios.

And the scenarios happen or do not happen.

Thinkers may not watch the future, they may be massacred in their time, but history will take care of putting each one in its place.

Digital and everything that has brought about change makes what McLuhan’s thinking is most relevant to the new millennium.

Without it, organizations and people will not be able to understand where we came from, where we are and where we are going.

The “bastard” is laughing.

Is that what you say?

Não há chance de entender o novo milênio sem McLuhan.

McLuhan foi, antes de tudo, um filósofo. Filósofos cuidam da essência das forças.

McLuhan olhou para a história e percebeu que somos uma Tecnoespécie, fortemente influenciados pelo aparato tecnológico.

O meio é a mensagem pode ser traduzido por o ser humano é formatado pelo aparato tecnológico de plantão. Muda-se o aparato, muda-se o Sapiens. 

O meio é a mensagem pode ainda ser alterado por a forma é mais importante do que o conteúdo!

McLuhan tem que subir de status entre os pensadores mais relevantes da humanidade.

Há pensadores que criam bifurcações na maneira que o ser humano pensa sobre si mesmo. McLuhan é um deles. Tem que estar na mesma sala de Galileu e Darwin.

  • Podemos dizer que Galileu mudou muito a nossa concepção quando nos tirou do centro do universo.
  • Darwin matou Adão e Eva e nos colocou como uma variante dos macacos.
  • E McLuhan nos colocou como tecnoespécie, que se altera profundamente quando mudamos o aparato midiático.

No século passado, tivemos três correntes que analisaram a influência da comunicação na sociedade.

  • os europeus, influenciados por Marx, que disseram que o meio é a ideologia;
  • os americanos, que defenderam que os meios é uma boa forma de ganhar dinheiro;
  • E os canadenses que defenderam que o meio é a mensagem, muda-se a mídia, muda-se tudo.

No novo milênio, a partir das mudanças radicais que estamos vivendo, acredito que chegou a hora da vingança de McLuhan.

Pensamentos de todos os tipos podem ocorrer, mas têm como consequência a projeção de cenários. E cenários acontecem ou não acontecem.

Pensadores podem não assistir o futuro, podem ser massacrados na sua época, mas a história se encarrega de colocar cada um no seu lugar.

O digital e tudo que tem trazido de mudança faz com o que o pensamento de McLuhan seja o mais relevante para o novo milênio.

Sem McLuhan, organizações e pessoas não vão conseguir entender de onde viemos, onde estamos e para onde vamos.

O maldito está rindo às gargalhadas.

É isso, que dizes?

Quality 3.0

Google translate (help me with errors)

Quality is the best cost / benefit ratio, preserved ethical values.

The cost / benefit ratio is directly related to the Cognitive-Administrative Age that is lived at each time.

What was quality before the digital is no longer after it.

We can not understand quality as something fixed and determined, because the maximum quality we can achieve is directly linked to the technological frontiers that we have available.

What we understood by quality in Management (oral and written cognitive environment) we must begin to understand quality in Curatorial (with the arrival of Digital).

Quality in Management depended on the best possible performance of the manager who was responsible for the flow between the problem and the solution. Here organizations are responsible for products and services;
Curatorial quality depends on the best possible performance of a curator, who uses artificial intelligence capabilities, to create platforms that allow the best relationship between people who negotiate between the problem and the solution. Here organizations are no longer responsible for products and services, only for the Platform.
It is good to understand when we are talking about quality of information, education, health, the right that all the concepts we had were within the Techno-cognitive-administrative limits of the Oral and Written Age – that we call Management.

Today, we have new possibilities to solve the same problems with more quality, through the Curatorship, which allows a better cost-benefit ratio.

What we might call “quality management” gave what had to be done and became obsolete due to the increase in Demographic Complexity.

Today, we must analyze the quality in the Curatorship. And this does not fall from the sky, because there is a set of methodologies that includes training, appropriate people, technologies and processes that make it possible to generate quality in another completely different paradigm.

Fake news, for example, what people have called information in the “post-truth” is, in essence, a symptom of the intermediate moment that we live.

There are many activities that are in a 2.5 World. They left Management, but have not yet arrived in the Curatorial.

That is, there is a practice that:

It is not management, it needs Manager to ensure the quality of the information.
And it is not Curatorship, which needs Curator + artificial intelligence + mass participation to ensure the quality of information.
What reactive people are doing is the following.

As Curatorship is not self-evident and is not yet being implanted with all its potential, they collect problems (there are many) of what we can call a limbo between two Cognitive Eras to reinforce the idea of ​​the old concept of quality.

It is a reactive movement that hides the low quality of management by pointing out the flaws of what is still under construction, taking the first steps.

It is good to say: what killed quality in management was the demographic increase.

Now, the future is no longer crying over the terminally ill (Quality in Management), but run to the nursery to learn and create the new template (Quality in Curating).

Is that what you say?

 

Qualidade 3.0

Qualidade é a melhor relação de custo/benefício, preservado valores éticos.

English version here.

PPT:


A relação de custo/benefício está diretamente ligado à Era Cognitiva-Administrativa que se vive a cada época.

O que era qualidade antes do digital não é mais depois dele.

Não podemos entender qualidade como algo fixo e determinado, pois o máximo de qualidade que podemos atingir está diretamente ligado às fronteiras tecnológicas que temos disponíveis.

O que entendíamos por qualidade na Gestão (ambiente cognitivo oral e escrito) precisamos começar a entender qualidade na Curadoria (com a chegada do Digital).

  • A qualidade na Gestão dependia do melhor desempenho possível do gestor  que era responsável pelo fluxo entre o problema e a solução. Aqui organizações são responsáveis por produtos e serviços;
  • A qualidade na Curadoria depende do melhor desempenho possível de um curador, que usa recursos de inteligência artificial, para criar plataformas que permitem o melhor relacionamento entre pessoas que negociam entre elas o problema e a solução. Aqui organizações não são mais responsáveis por produtos e serviços, apenas pela Plataforma.

É bom assim entender quando estamos falando de qualidade da informação, da educação, da saúde, do direito de que todos os conceitos que tínhamos estavam dentro dos limites Tecno-cognitivo-administrativos da Era Oral e Escrita – que chamamos de Gestão.

Hoje, temos novas possibilidades de resolver os mesmos problemas com  mais qualidade, através da Curadoria, que permite relação de custo-benefício melhor.

O que podemos chamar “qualidade na gestão” deu o que tinha que dar e ficou obsoleta devido ao aumento da Complexidade Demográfica.

Hoje, é preciso analisar a qualidade na Curadoria. E isso não cai do céu, pois existe  conjunto de metodologias que inclui capacitação, pessoas adequadas, tecnologias e processos que fazem com que se possa gerar qualidade em outro paradigma completamente diferente.

Notícias falsas, por exemplo, o que o pessoal tem chamado de informação na “pós-verdade” é, no fundo, um sintoma do momento intermediária que vivemos.

Há muitas atividades que estão num Mundo 2,5. Saíram da Gestão, mas ainda não chegaram na Curadoria.

Ou seja, há uma prática que:

  • Não é gestão, que precisa de Gestor para garantir a qualidade da informação.
  • E não é Curadoria, que precisa de Curador + inteligência artificial + participação de massa para garantir a qualidade da informação.

O que as pessoas reativas estão fazendo é o seguinte.

Como a Curadoria não é algo evidente e não está sendo implantada ainda com todo seu potencial, recolhem problemas (existem muitos) do que podemos chamar de limbo entre duas Eras Cognitivas para reforçar a ideia do velho conceito de qualidade.

É um movimento reativo que esconde a baixa qualidade da gestão ao apontar as falhas do que ainda está em construção, dando os primeiros passos.

É bom que se diga: o que matou a qualidade na gestão foi o aumento demográfico.

Agora, o futuro não é mais chorar sobre o doente terminal (Qualidade na Gestão), mas correr para o berçário para aprender e criar o novo modelo (Qualidade na Curadoria).

É isso, que dizes?

Hoje, estamos saindo de Matrix. Concentrações de mídia geram Matrix. E descentralização de mídia nos tiram de lá.

O que temos em Matrix são organizações concentradas, no qual a subjetividade e a diversidade precisam ser abafadas.

O motivo é o aumento demográfico que demanda ou concentração ou mudança de mídia e modelo de administração.

O que ocorre de maneira geral com a subjetividade geral quando temos Revoluções Cognitivas? Temos que sair de Matrix e da filosofia Zeca Pagodinho: deixa a vida me levar.

Quando a vida me leva, eu não preciso de um guia interno. Basca escolher as opções que aparecem.

Quando iniciamos uma nova jornada coletiva, quando se abrem as mídias e com ela se decentraliza a informação e se inicia o processo de distribuição das decisões, é preciso um fio interno condutor.

Preciso sair do movimento de fora para dentro para o de dentro para fora.

Alguém que eu não conheço, que sou eu mesmo, precisa ter um projeto pessoal, algo que me guie com um teleférico do momento atual até o final da vida.

  • Muitas vezes eu estou na segunda desmotivado, é preciso mudar alguma coisa rápido;
  • Muitas vezes eu estou no final do ano ou no dia do meu aniversário que a vida está passando e eu quero deixar alguma pegada.

Mas qual?

O caminho das novas gerações será o de criar propósito, pois as novas mídias descentralizadas levam a nossa objetividade e subjetividade na direção da diversificação.

Diversificar significa tirar do armário nossa objetividade e subjetividade.

E isso exige que deixemos de trabalhar para o sonho dos outros, mas que tenhamos também os nossos sonhos.

Abre-se negociação.

Movimentos empreendedores precisam acontecer e é preciso negociar o tempo todo para que cada um se sinta potencializando a sua subjetividade diversa.

O problema que percebo nos meus alunos e nos meus mentorados é de que não fomos educados e/ou formatados para conversar com nossos botões.

Não havia espaço no mundo Produtivo 2.0 (complexo e centralizado) para diversidades muito diferentes.

E isso é uma tarefa difícil, pois é de um com cada um, ninguém pode tomar a pílula vermelha por você.

Sair de Matrix é o grande desafio das novas gerações!

Você só vai deixar de ser levado, se souber qual é o teu caminho!

É isso, que dizes?

 

 

Complexity 3.0

(Google translated – with few reviews)

Slides: complexityppt.nepo.com.br

Today, we talk a lot about complexity, complex thinking, but we have to be careful not to start projecting what we want the future to be what it is likely to be.

The problem in projecting the future is to tear away what we might call human nature.

There are changes going on, but you have to see what the human being will really change and what is more perennial.

Generally, people project what they would like the human being to be and make it a theory. But the human being is not what we would like. What is he!

When one experiences very radical changes in society one must go back to the past and “scan” human nature to see what is more or less mutant.

My studies in Anthropology 3.0 lead me to:

To consider Sapiens as Tecnoespécie, strongly influenced by the media and languages ​​on call;
Perceive the influence that the demographic increase has in what we can call “complexity.”
And the strong influence that the arrival of new media and languages ​​exert in Macro-History.
Complexity 3.0 is the result of a world of 7 billion, which had its diversity contained by the limits of the media and languages ​​on call and now comes out of the closet.

As we try to project what will be the passage from what we can call Complexity 2.0 to 3.0 without traveling in mayonnaise we must analyze similar changes in the past.

What we live today is a Cognitive Revolution characterized by the arrival and massification of new media.

There are some reasons and consequences.

The cause is the demographic increase that generates a new level of complexity and generates the latency of a more open and decentralized exchange environment, which initiates a decision-making process.

The impact of this on human thinking is enormous.

The mental model 2.0, let’s call it, was made for an environment with less change, less information, and less power to make decisions.

What we can perceive is the demand for a mental model that was situated within one cognitive environment for another.

This was what happened in the passage from orality to writing, which was consolidated as a mass phenomenon, only with the arrival of the Press.

It requires an “upgrade” in the mental model from “a” (pre-digital) to “b” digital post.

So what we can call Complexity 3.0 is:

From the point of view of the environment – a 7 billion world in which people have gained media power and want more power to distribute decisions;
From the point of view of people – the demand for a new way of thinking, which allows the processing of more information and can make better decisions.
Several names will be used hereafter to characterize this passage from complexity 2.0 to 3.0: holistic thinking, fractal, complex, 3.0, etc.

However, in my view, starting from Anthropology 3.0, is that:

There are two factors that should guide all changes from the Sapiens mental model of Complexity 2.0 to 3.0: a world with more exchanges and more decision power for the tips. The rest is complementary to that.

Is that what you say?

Hoje, se fala muito em complexidade, pensamento complexo, mas temos que ter um certo cuidado para não começar a projetar o que queremos que seja o futuro com o que ele provavelmente virá a ser.

O problema ao projetar o futuro é desgarrar do que podemos chamar de natureza humana.

Há mudanças em curso, mas é preciso ver o que o ser humano vai realmente mudar e o que é mais perene.

Geralmente, as pessoas projetam o que gostariam que o ser humano fosse e fazem disso uma teoria. Porém, o ser humano não é aquilo que gostaríamos. Ele é o que!

Quando se vive mudanças muito radicais na sociedade é preciso voltar ao passado e “escanear” a natureza humana para ver o que é mais ou menos mutante.

Meus estudos da Antropologia 3.0 me levam a:

  • Considerar o Sapiens como Tecnoespécie, fortemente influenciado pelas mídias e linguagens de plantão;
  • Perceber a influência que o aumento demográfico tem no que podemos chamar de “complexidade”.
  • E a forte influência que a chegada de novas mídias e linguagens exercem na Macro-História.

Complexidade 3.0 é resultado de um mundo de 7 bilhões, que teve a sua diversidade contida pelos limites das mídias e linguagens de plantão e que agora sai do armário.

Ao tentarmos projetar o que será a passagem do que podemos chamar de Complexidade 2.0 para 3.0 sem viajar na maionese é preciso analisar mudanças similares no passado.

O que vivemos hoje é uma Revolução Cognitiva que se caracteriza pela chegada e massificação de novas mídias.

Existem alguns motivos e consequências disso.

A causa é o aumento demográfico que gera novo patamar de complexidade e gera a latência de um ambiente mais aberto e descentralizado de trocas, que inicia processo de distribuição de decisões.

O impacto disso para o pensamento humano é enorme.

O modelo mental 2.0, chamemos assim, foi feito para um ambiente com menos trocas, menos informação e menos poder de tomada de decisões.

O que podemos perceber é a demanda de um modelo mental que estava situado dentro de um ambiente cognitivo para outro.

Foi o que ocorreu na passagem da oralidade para a escrita, que se consolidou como fenômeno de massa, apenas, com a chegada da Prensa.

É preciso um “upgrade” no modelo mental de “a” (pré-digital) para “b” pós digital.

Assim, o que podemos chamar de Complexidade 3.0 é:

  • do ponto de vista do ambiente – um mundo de 7 bilhões em que as pessoas ganharam poder de mídia e querem mais poder de distribuição de decisões;
  • do ponto de vista das pessoas – a demanda por uma nova forma de pensamento, que permita o processamento de mais informação e possa tomar decisões melhores.

Vários nomes serão utilizados daqui por diante para caracterizar essa passagem da complexidade 2.0 para a 3.0: pensamento holístico, fractal, complexo, 3.0, etc.

Porém, na minha visão, partindo da Antropologia 3.0, é de que:

Há dois fatores que devem guiar todas as mudanças do modelo mental do Sapiens da Complexidade 2.0 para a 3.0: um mundo com mais mais trocas e mais poder de decisão para as pontas. O resto é complemento a isso.

É isso, que dizes?

A matemática tem alguns desafios que estão há anos para serem desvendados. A educação em países emergentes, idem. O problema é que o paradoxo, antes de tudo, está mal formulado.

Primeiro, antes de tudo, é necessário colocar o fator da multiplicação de forma adequada.

Quando falamos de educação no Brasil, por exemplo, temos que multiplicar qualquer proposta de modelo educacional por 20 milhões.

É preciso ver o custo por cada aluno, somando todas as despesas ao longo da sua formação e multiplicar pelo fator imaginário de 20 milhões.

Pode ser 30, 20, 50, conforme a faixa de que educação estamos falando.

Assim, quando falamos de educação de qualidade é preciso definir que a qualidade está diretamente ligado ao fator quantidade!

A regra que temos que nos acostumar é a seguinte:

Não podemos pensar na Educação 3.0 de qualidade que não possibilite ter escala. Se serve para 20 ou 20 mil tem que servir para 20 milhões!

O principal problema que temos hoje ao projetar a Educação 3.0 é a nossa intoxicação ao atual modelo.

Temos a falsa ilusão de que a Internet vai entrar na escola. Quando faremos justamente o contrário.

Foi o ambiente de comunicação oral e escrito que definiu a escola do passado. E será o novo ambiente que definirá a escola do futuro.

O primeiro passo para um Educador 3.0 é simbolicamente subir numa montanha e jogar fora tudo que ele imaginava sobre educação. E começar do zero.

Revoluções Cognitivas expandem as paredes da cultura, permitindo a solução de problemas que antes eram inviáveis.

O que temos nas mãos hoje são tecnologias e uma nova linguagem que permite que milhares possam aprender com milhares.

O papel do Educador 3.0 é procurar métodos que permitam que milhões tenham ensino de qualidade.

É preciso adaptar a lógica do Waze. do Uber, do Airbnb, do Mercado Livre para a Educação 3.0. Milhões podem aprender, através de curadores e estrelinhas, baseado não mais em assuntos, mas em problemas.

É isso, que dizes?

Muita gente tenta entender o futuro Digital, a partir das lunetas equivocadas.

É comum em palestras a avaliação geracional.

O alfabeto é extenso: geração X, Y, Z.

Ou caminha-se para a economia.

“Agora estamos saindo da égide da Revolução Industrial, a escola da revolução industrial .”

Muitos pegam carona no estudo das redes, comunicação, informação, conhecimento.

Se fosse um jogo de batalha naval os cenaristas de plantão iam ter como resposta: água, água, água e água!

Por quê?

A base para um cenário bem feito é iniciar pelo estudo das forças em movimento.

Analisar as forças principais e quais são aquelas que têm mais possibilidade de sair de uma influência baixa para uma maior.

O cenarista analisa forças que estão com o com tendência de alta e aquelas que estão com tendência de queda!

O problema principal de um cenarista é não entender o papel da filosofia no seu trabalho.

A filosofia, apesar do preconceito que existe sobre ela pelos cenaristas, nada mais é do que o estudo da essência das forças.

 Um cenarista deve se perguntar sempre se existe alguma força no cenário que está sendo sub-avaliada ou super-avaliada.

De maneira geral, os cenaristas mais imaturos de deixam levar pelo senso comum sobre as forças. Um mais experimente vai recorrer à filosofia/teoria para reavaliar as forças que podem estar subavaliadas.

No caso do Digital, por exemplo, podemos analisar:

  • tecnologias de maneira geral são consideradas neutras – erro;
  • tecnologias cognitivas são completamente ignoradas pelos cenaristas.

O que ocorre ao se fazer o cálculo do futuro diante da Revolução Digital?

Damos valores próximos a zero para estas forças, que têm, se fizermos uma reavaliação filosófica-teórica na história o poder até de mudar o modelo de administração da sociedade.

É por isso que erramos feio ao projetar o futuro.

Forças emergentes continuam pessimamente pontuadas e continuam a exercer a sua influência, a despeito das fórmulas dos cenaristas.

Resultado?

Erro em cima de erro!

É isso, que dizes?

É comum pessoas projetarem o futuro a partir da luneta que têm disponível. Porém, fazer cenários exige  ferramental específico.

Um cenarista eficaz é meio filósofo e meio teórico.

Precisa olhar as forças do alto, procurando não se intoxicar com o senso comum sobre elas.

Forças disputam hegemonia no ambiente e o que o cenarista analisa é se existe alguma com mais possibilidade de vir a ganhar a batalha.

Quanto mais equilibrado é a disputa das forças, mais difícil será o trabalho do cenarista.

E o contrário.

Quando determinada força exerce forte influência, mas é mal avaliada por intoxicação, aí o trabalho fica mais fácil.

Construir cenários exige um determinado perfil e conduta. É um especialistas em determinado problema: estudo das forças e análise das que ganharão a batalha.

Quanto mais o cenarista se afasta dos problemas operacionais, mais chance tem de não se intoxicar.

Um cenarista é alguém que trabalha com estratégia.

É isso, que dizes?

Older Posts »