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Everyone needs to blame someone for the contemporary crises.

My finger points to the language, Or the package of languages ​​we have used, up to here: gestures, orality and writing.

We have to learn from McLuhan, the Darwin of the Modern Age, that the media change and mark the human ages. And following the teacher’s line and adding new ideas, I would say:

The media change to enable new ways of solving problems;
And such evolutions / revolutions are necessary, for our species grows indefinitely.
The epicenter of the media is languages.

This leads us to say that languages ​​with time become obsolete because they need to be sophisticated, changed or replaced to deal with more complexity.

We have, then, an interesting paradox:

The more people in the world, the more demand horizontality (which implies diversity of decisions) and speed;
The horizontality, however, with the current languages, takes time to decide.
And that is precisely why languages ​​become obsolete, because there is a different rhythm between the ability to decide with more people and the speed of decisions.

Decisions are becoming more and more vertical, less diverse, more charged with the interests of a certain center, because the language on duty has already given what had to give.

Language is the basis of communication and that of administration.

Let’s put a ground wire to make it more understandable.

There is no point in a participatory budgeting project such as the Workers’ Party (PT) suggested in many Brazilian cities as soon as they began to take over town halls. Orality requires time for face-to-face meetings, closure of ideas, processing, return to decide.

Thus, participation in oral-written decisions (the basis of the current management model) has a high cost and a time-consuming time, which makes it impossible to participate, not to mention the vices that the process ends up having.

The third language of clicks that allows a lot more people to participate in decisions quickly, (as seen in Waze, Airbnb, Uber, Mercado Livre) allows you to overcome the horizontality barrier with speed.

More people participating, without the loss of time and the cost that this demanded in the past.

What we have today, then, is the crisis of the second human language, the gestures, orality and writing package, which can no longer be viable in a world so complex: decisions in this model are either very vertical or very time consuming when trying to horizontalise.

Therefore, we are implementing the third language of clicks, which can get us out of this impasse.

The third language enables a new model of communication-administration, allows for a Civilizational Revolution, and opens the door to Civilization 3.0, in which we can overcome the current crisis of speed versus horizontality.

Todo mundo precisa colocar a culpa em alguém pelas crises contemporâneas.

O meu dedo aponta para a linguagem, Ou o pacote de linguagens que utilizamos, até aqui: gestos, oralidade e escrita.

Temos que aprender com McLuhan, o Darwin da Era Moderna, de que as mídias mudam e marcam as eras humanas. E seguindo a linha do mestre e agregando novas ideias, diria que:

  • as mídias mudam para viabilizar novas formas de solução de problemas;
  • e tais evoluções/revoluções são necessárias, pois nossa espécie cresce indefinidamente.

O epicentro das mídias são as linguagens.

O que nos leva a dizer que as linguagens com o tempo ficam obsoletas, pois precisam ser sofisticadas para lidar com mais complexidade.

Temos, então, um paradoxo interessante:

  • quanto mais gente no mundo, mais se demanda horizontalidade (o que implica diversidade das decisões) e velocidade;
  • a horizontalidade, entretanto, com as atuais linguagens, demanda tempo para decidir.

E é justamente por isso que as linguagens ficam obsoletas, pois há um ritmo diferente entre capacidade de decidir com mais gente e a velocidade das decisões.

As decisões vão ficando cada vez mais verticais, menos diversa, mais carregada de interesses de um determinado centro, pois a linguagem de plantão já deu o que tinha que dar.

A linguagem é a base da comunicação e esta a da administração.

Coloquemos um fio terra para ficar mais compreensível.

Não adianta um projeto de orçamento participativo como o PT  (partido dos trabalhadores) sugeriu em muitas cidades brasileiras, logo quando começaram a assumir prefeituras. A oralidade exige um tempo para reuniões presenciais, fechamento de ideias, processamento, retorno para decidir.

Assim, a participação nas decisões oral-escrita (base do atual modelo da gestão) tem um custo alto e um tempo demorado, o que acaba inviabilizando que haja a participação, sem falar nos vícios que o processo acaba tendo.

A terceira linguagem dos cliques que permite que muito mais gente possa participar das decisões de forma rápida, (como se vê no Waze, Airbnb, Uber, Mercado Livre) permite que se consiga superar a barreira da horizontalidade com a velocidade.

Mais gente participando, sem a perda de tempo e o custo que isso exigia no passado.

O que temos hoje, assim, é a crise da segunda linguagem humana, o pacote gestos, oralidade e escrita, que não consegue mais ser viável num mundo tão complexo: decisões nesse modelo são ou muito verticais ou muito demoradas, quando se tenta horizontalizar.

Por isso, estamos implantando a terceira linguagem dos cliques, que consegue nos tirar desse impasse.

A terceira linguagem viabiliza um novo modelo de comunicação-administração, permite que se promova uma Revolução Civilizacional e abre as portas para a Civilização 3.0, na qual conseguiremos superar a crise atual da velocidade versus horizontalidade.

The great impact of a Civilizational Revolution in its first stage is the radical increase of media power of each citizen.

There is a migration from a radical consumer of content to a radical content producer. Everyone ends up having to take their objectivity and subjectivity out of the closet!

There is a pulverization of the power of media and each, wanting or not, passes the tanner / producer / content repeller. And we need to be trained / educated / reflect on and for that.

And more:

In the first moment, we have a crisis that URGENTLY requires educational action. We need to learn how to deal with no longer scarce content, with responsibility for producing and passing content!

There are some phenomena that stem from the rapid and radical power of media:

Excess self-promotion, selfies;
What people have called post-truth, people reproduce unfiltered rumors;
Low capacity for individual reflection to evaluate information;
And inability to cope with the opening of opportunities to each other’s diversity.
It is a global phenomenon that hits the Sapiens in full.

Today, we complain about the phenomenon and see no way out, because the educational model was all set for Sapiens 2.0, which lived in a pre-digital world.

We have to get out of the technophobia and move on to a more philosophical understanding of the phenomenon, not questioning but helping to reflect on it.

Is that what you say?

O grande impacto de uma Revolução Civilizacional na sua primeira etapa é o aumento radical de poder de mídia de cada cidadão.

Há uma migração de um consumidor radical de conteúdo para um produtor radical de conteúdo.  Todo mundo acaba tendo que tirar a sua objetividade e subjetividade do armário!

Há uma pulverização do poder de mídia e cada um, querendo, ou não, passa a curtidor/produtor/repassador de conteúdo. E nós precisamos ser treinados/educados/refletir sobre e para isso.

E mais:

No primeiro, momento temos uma crise que necessita URGENTEMENTE de ação educacional. Precisamos aprender a lidar com conteúdo não mais escasso mais abundante, com responsabilidade de produção e repasse de conteúdo!

Existem alguns fenômenos que são decorrentes do rápido e radical poder de mídia:

  • excesso de auto-promoção, selfies;
  • o que o pessoal tem chamado de pós-verdade, as pessoas reproduzem boatos sem filtrar;
  • baixa capacidade de reflexão individual para avaliar informações;
  • e incapacidade de lidar com a abertura das oportunidades para a diversidade de cada um.

É um fenômeno global e que atinge o Sapiens em cheio.

Hoje, se reclama do fenômeno e não se vê saída, pois o modelo educacional foi todo montado para o Sapiens 2.0, que vivia num mundo pré-digital.

Temos que sair da tecnofobia e partir para a compreensão mais filosófica do fenômeno, não questionando, mas ajudando a refletir sobre ele.

É isso, que dizes?

 

From time to time, Tecnospecies need to promote civilization upgrades as we increase complexity and we need new tools to deal with it.

We are the only Tecnospecies on Earth, but not the only one in the Universe.

Technospecies grow demographically because they can alter their environment, creating new technologies that allow them to cope over time with the phenomenon of Progressive Demographic Complexity.

There are two movements in a Civilizational Revolution:

In the first stage – we have the decentralization of media, which allows greater consumption and information of each citizen in society;
In the second stage – we have the distribution of decision, which allows greater participation of each citizen in collective life.
Sapiens solve problems of complexity, in time, increasing the participation of each citizen.

The first stage of a Civilizational Revolution allows one to assume responsibility for more distributed decision making.

A Civilizational Revolution thus gradually promotes in each individual a sort of objective and subjective change in what we might call the topology of power.

Over time, we move from a more vertical power topology to a less vertical and more horizontal topology.

Obviously, this process is not continuous, there are several rounds to centralization in the micro and meso history, but in the macro-history the process of horizontalization is observed more clearly.

Civilizational Revolutions thus change society objectively and subjectively in a profound way.

In the past, such changes were slower and perception of cause and effect were less noticeable. Now the process is very fast.

There are Islands of the Future that begin to live in an intense way the Civilization 3.0 and others that are still in the previous one.

Is that what you say?

De tempos em tempos, Tecnoespécies precisam promover upgrades civilizacionais, pois aumentamos a complexidade e precisamos novas ferramentas para lidar com ela.

Somos a única Tecnoespécie da Terra, mas não quer dizer que a única no Universo.

Tecnoespécies crescem demograficamente, pois conseguem alterar o seu ambiente, criando novas tecnologias que permitem lidar, ao longo do tempo, com o fenômeno da Complexidade Demográfica Progressiva.

Há dois movimentos em uma Revolução Civilizacional:

  • na primeira etapa – temos a descentralização de mídia, que permite maior consumo e informação de cada cidadão na sociedade;
  • na segunda etapa –  temos a distribuição de decisão, que permite maior participação de cada cidadão na vida coletiva.

O Sapiens resolve problemas de complexidade, no tempo, aumentando a participação de cada cidadão.

A primeira etapa de uma Revolução Civilizacional permite que se possa mais adiante assumir a responsabilidade pela tomada de decisões mais distribuída.

Uma Revolução Civilizacional promove, assim, gradativamente em cada indivíduo uma espécie de mudança objetiva e subjetiva no que podemos chamar de topologia de poder.

Ao longo do tempo, passamos de uma topologia de poder mais vertical para uma menos vertical e mais horizontal.

Obviamente, que esse processo não é contínuo, há diversas voltas à centralização na micro e meso história, mas na macro-história se observa o processo de horizontalização de forma mais clara.

Revoluções Civilizacionais mudam, assim, a sociedade objetiva e subjetivamente de forma profunda.

No passado, tais mudanças eram mais lentas e percepção de causa e efeito eram menos perceptíveis. Agora, o processo se dá de forma muito rápida.

Há Ilhas de Futuro que começam a viver de forma intensa a Civilização 3.0 e outras que estão ainda na anterior.

É isso, que dizes?

 

 

Uberizar não é continuidade, mas rompimento planejado.

Por isso, há tanta crise no mercado.

Novas tecnologias de comunicação têm o poder de mudar os modelos de administração das organizações.

Haverá mudança radical em todas as organizações sociais: produtivas, políticas, educacionais, etc.

Novas tecnologias de comunicação têm o poder de criar nova fase civilizacional.
Assim, não se vai conseguir migrar de forma contínua do modelo atual para o novo modelo.

É preciso criar ilhas de futuro para promover a migração.

Espaços separados para experimentar o novo modelo, que tem nova forma resolver problemas e gerar valor.

Isso tem que ser feito de forma estratégica, planejada, através de processo de sensibilização, capacitação e projetos pilotos.

Tais ilhas de futuro vão experimentar o novo modelo. E, aos poucos acabar com o antigo.

É algo inusitado na história da administração, mas coerente com a atual mudança.

Uberizar is to deploy a new Sapiens administration model.

What changes?
It leaves the traditional manager of flesh and bone and enters artificial intelligence, which coordinates the direct relationship between suppliers and consumers.
There is a self-management, in which supplier supervises consumer and vice versa.
Uberized organizations are no longer responsible for products and services.
Coordinate relationships.
It is a decentralized hyper franchise.

Uberized organizations achieve a better cost / benefit ratio than traditional ones.
Establish a more flexible labor relationship.
Uberization, for the advantages it offers, tends to be the hegemonic business model of the next decades.

Uberizar é implantar novo modelo de administração do Sapiens.

O que muda?

Sai o tradicional gestor de carne e osso e entra a inteligência artificial, que coordena a relação direta entre fornecedores e consumidores.

Há uma auto-gestão, na qual fornecedor fiscaliza consumidor e vice-versa.

Organizações uberizadas não são mais responsáveis por produtos e serviços.

Coordenam relações. 

É uma hiperfranquia descentralizada.

Organizações uberizadas conseguem relação de custo/benefício melhor do que as tradicionais.

Estabelecem relação trabalhista mais flexível.

A uberização, pelas vantagens que oferece, tende a ser o modelo de negócios hegemônico das próximas décadas.

Nosso olhar, como nós, se habitua.

O cérebro adora rotina para poder se acalmar.

O olhar também se acostuma, se vicia.

Vivemos num círculo vicioso do mesmo. Olhamos e vemos o que nos habituamos.

A arte visual tem essa missão: provocar a “desabituação”.

Primeiro, é o artista que se desabitua seu olhar.

Domina a ferramenta de expressão. E se desafia a rever e criar imagens.

Recriar o visual clichê.

Procura ver o que não via.E se expressar recriando imagens.

E, só então, é capaz de levar os outros a desabituação.

O artista visual procura ver o que não via para levar os outros a ver também.

E se desabituar.

O compromisso é consigo mesmo. Um eterno desabituar-se.

Levando os outros, se quiserem.

O ser humano não é feliz no vazio.

Há um contexto, que é regido por alguns macro-fatores:

  • complexidade demográfica;
  • capacidade de administrar a complexidade.

Quanto mais gente tivermos no planeta e quanto menor for a capacidade de administrar tal complexidade, menos chance teremos de ser felizes.

Felicidade podemos dizer que é a capacidade de cada um viver a sua diversidade.

Revoluções Civilizacionais têm essa força: permitir que o Sapiens viva com mais qualidade. Mais Sapiens, com mais qualidade de vida.

Saímos de determinados impasses e rumamos para outros, porém há um salto civilizacional que nos permite viver melhor.

Isso ocorreu na chegada da Escrita Impressa, por exemplo, quando acabamos com a escravidão. Muitos podem dizer que a relação de emprego hoje não é o sonho de todos.

Porém, houve um upgrade.

Temos que entender que o Sapiens na macro-história não vai chegar ao paraíso, mas vai sempre para paraísos menos ruins do que os anteriores.

Isso por que optamos, voluntariamente, por viver sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva.

Os novos paraísos possíveis serão sempre relação entre a Complexidade Demográfica Progressiva, que exige novos modelos civilizacionais.

Os paraísos possíveis terão uma taxa de qualidade dentro da possibilidade a cada taxa da complexidade demográfica.

Não podemos imaginar que aumentar radicalmente a população não tem determinado preço na queda da qualidade de vida e na felicidade de todos.

O que temos, assim, são paraísos concretos possíveis, quando conseguimos novas formas de lidar com a complexidade demográfica, que nos permitem ser menos infelizes.

Talvez, esteja aí a qualidade do Sapiens feliz: não procurar a felicidade plena, mas sempre a menor infelicidade possível.

Revoluções Civilizacionais permite um aumento da taxa de qualidade de vida e de redução da infelicidade.

Por quê?

  • Permitem a descentralização da informação, o que reduz o poder das organizações de plantão.
  • E criam novas organizações nas quais a distribuição das decisões é maior do que o modelo passado.

Os dois efeitos permite que um conjunto de modelos inovadores comecem a sair do Armário 2.0 e ir para o Armário 3.0.

Que tem mais possibilidade de lidar com a diversidade na quantidade.

Quando se aumenta a taxa de oportunidades, se aumenta a da diversidade e se reduz a taxa de infelicidade.

Não se trabalha com conceitos absolutos, mas relativos ao que é possível, volto a dizer: com a complexidade demográfica, que é, por si só, fator de redução da felicidade.

É isso, que dizes?

Ilhas de Futuro se aplicam quando precisamos dar saltos triplos e não pulinhos.

 

Ver ppt aqui:

A experiência da China é muito rica.

O país, em função dos impasses entre complexidade demográfica e modelo administrativo, resolveu inventar ilhas de futuro.

Criou áreas de livre mercado, que passaram a ser a locomotiva chinesa, que vai, mais alguns anos ou décadas, tornar a China um dos principais países de livre mercado do mundo.

O modelo centralizador, por mais que resista, vai ruir.

O que fica para quem pensa em cenários, inovação e quer ajudar organizações de todos os tipos a gerar valor hoje e amanhã é o que podemos chamar de Inovação Disruptiva com Foco definido – que pode se resumir em Ilhas de Futuro.

Tal metodologia se aplica em casos em que você tem a necessidade de grandes saltos do ponto “a” para o ponto “b” e que não se pode esperar que o conjunto avance de forma incremental ou mesmo radical.

Isso se aplica em diversas situações como foi o caso do Kindle da Amazon ou a introdução de novas tecnologias bancárias em que o conceito de Ilhas do Futuro foi experimentado.

A China é um caso particular, pois criaram as Ilhas do Futuro justamente para não mudar o passado.

As áreas de livre mercado são apenas uma espécie de ponto de captação de recursos para manter o dinossauro no mesmo lugar, mas o conceito em termos de metodologia é espetacular.

Hoje, vivemos uma situação em que a Inovação das grandes organizações já caminha para esse modelo disruptivo, na criação de Ilhas de Futuro, mas sem foco.

Organizações criam Laboratórios de Inovação, mas com foco em melhorar o dinossauro e não criar novos seres mais adaptados à nova realidade.

A atual Revolução Civilizacional, um misto de mudança na comunicação e na administração, aponta como única saída a criação de Ilhas de Futuro.

A velocidade das mudanças com a atual Revolução Civilizacional não permite que haja, como ocorreu no passado em situações similares, o método de inovação tradicional, na dobradinha incremental-radical.

O modelo Uber de resolver problemas é uma nova forma de administração, de gerar valor, que é completamente diferente do atual modelo.

Ao se plantar a semente da gestão, não se colhe curadoria!

Vivemos hoje dois modelos de administração em paralelo, que demandam em toda a sociedade a ideia da criação de Ilhas do Futuro.

Tudo caminha no ritmo normal nas atuais organizações, mas nas Ilhas do Futuro iniciamos o processo de mudança com foco, na direção dos novos modelos uberizados.

Nele, temos:

  • curador e não gestor;
  • fiscalização pelo consumidor e não  gerente;
  • coordenação com uso intenso de inteligência artificial e não por pessoas de carne e osso;
  • descentralização de informação;
  • e distribuição de decisões.

Assim, podemos sair do impasse do tempo da mudança e promover o necessário ajuste de um mundo mais complexo, que agora com novas ferramentas para dar upgrade civilizacional.

O conceito de Ilhas de Futuro, aliás, deve estar na pauta de todos os políticos sérios que querem realmente mudar o Brasil.

É isso, que dizes?

 

 

 

Doctor in Information Science, Carlos Nepomuceno defends management 3.0: self-management, without managers or intermediaries.

Original text in portuguese.

It’s the end of the alpha leader. To survive and remain competitive in the digital world, companies need to implement “ant governance.” In practice, it means the end of management, the pyramidal structure, the boss-worker relationship. Get out the wolf and his pack, enter the ants. The theory is the fruit of studies that the writer and doctor in information science, Carlos Nepomuceno, has realized in the last ten years. The researcher has advised several companies, such as BNDES, Vale, Natura, Petrobras and for the City of Rio, and defends a new vision of corporate management, in his book: Management 3.0- The Crisis of Organizations (Editora Campus).

For Nepomuceno, digital disruption – and all the new strategies it requires – will kill 40 percent of the world’s companies in the next few years. He argues that it will only pass through this natural selection who implement a new model of organization. There self-management prevails, the direct relationship between supplier and consumer and business occurs on large platforms, mediated by algorithms. Translating: the taxi driver gets a passenger through an application. “You no longer have a boss talking about how to do the service. If the passenger does not like you, you have to turn around,” says Nepomuceno. In a large company, this process could be started on a small scale, in parallel, with the function of innovating, without breaking the bank of traditional structures.

Uber, Airbnb, Free Market are companies that offer services that accompany the new way of making decisions? The basic difference is that they are more decentralized?

Yes. What we see is that the very decentralization process started in the corporate world. In my theory of progressive complexity, every time we increase the demographic peak, we completely change the way you see things. The human being is the only species on the planet that does not ask for permission to grow. The wolf does not grow. If it passes a volume, it leaves killing the pups. From 1500, we became the great planetary species. This was already happening with Incas, Aztecs … but with 1 million, 2 million people, without Internet, Doctors Without Borders, with nothing. Now we turn planetary species, we go from 1 to 7 billion – and that was the great change in society. So the complexity increased (population) and there the model of society, politics, hospital, everything, became obsolete. Then you ask me why it did not happen 20 years ago? Because there was no internet.

So the future is to figure out how to integrate these 7 billion people? Are we talking about platforms in the future, not organizations?
No, Uber is an organization. If we understand organization as people responsible for solving the problems of society, we will always have. Platform is the model in which this organization solves this problem. Exit the pyramid model and enter the platform model. Leave the management and enter the curatorship. It leaves the employee-employer relationship and enters into a micro-supplier relationship with microconsumer. This is what generates value. And I broke my mind to think how to do this when the organization is too big. In the city hall of Rio, we created a participation laboratory, with volunteers that works in parallel. It was the first time we tried to implement the new methodology. Inside the organization had not worked. There it worked partially. A new gateway was created to make innovation. It was a quality leap. But it still has not worked completely.

What was the error?

The mistake is that you need to create a direct consumer relationship with the business. The public server is still connected directly. But the volunteer works separately. In a private company, this would be easier than in a public agency. The challenge is to create a model in which the boss-supplier-consumer relationship is made in self-management. If you get my point, you’re on the platform. If you falter, the platform either puts you in a lower category or takes you out of it. It’s like a cab application, for example. The taxi driver got 3 stars and then, automatically, he does not receive more calls from races than just a five-star taxi driver. But you also think: I’m in a hurry, any taxi that comes is good and accepts the three stars; All right, the platform allows you that choice.

How to educate employers and suppliers for this model of self-management?
The school has to start forming a new generation to think with its own head. We were not educated to think with our own heads. And the school has to train for this new world that will not have more employees. We have to form a school to train microentrepreneurs who will work on these platforms. The taxi guy no longer has a boss telling him to clear the bank, telling him how to do the job. It’s just him with him. If passenger does not like him, he’ll have to turn around.

How do you prepare leaders who will lead these processes in large organizations?
The leader has to learn to be a healer. The big change is to understand that the management era is over. Now is the era of curation. It was the conclusion I reached in my studies. Because? Because who is making money today is not doing management. And who is doing, is not winning. On a day-to-day basis, the leader can implement a laboratory to stop it. Leave the business running exactly the way it is. And you can open a startup, a separate area. Catch up with investor money and experiment. This startup is meant to kill the big company.

And does meritocracy in those organizations gain importance?

Yes. There’s only meritocracy in this new model. The taxi driver who goes alone to clean the car, on his own, wants to improve his assessment to be able to carry more passengers. On YouTube, Twitter, Uber is like this: the best stand out – but the good thing is that everyone can stand out. The problem today is that meritocracy within corporations is defined by a person, by a manager who often does the trick: ‘Ah, you’re cool, you’re comrade, you deserve it.’ Now, who defines in this new age is the consumer. This is what I call post-libertarianism. Power is decentralized. The big political change that will happen is that the whole force goes to the consumer. The camaraderie between manager and employee ended. This camaraderie that put us in the hole, which pulls corruption, low corporatism, lack of transparency. Now the consumer comes in and says ‘this is not cool, that is, I liked it or I did not like it’.

Following this line, there is no risk of becoming a consumer dictatorship?
This is where the algorithm comes in. Returning to the example of the taxi: the passenger takes a taxi and, at the end of the race, says that it will only give three stars in the evaluation. Outraged, the taxi driver asks: but what’s the problem? Did not you like the car? From service? Did I make a good way? The passenger says that everything was spectacular and explains the reason: you really think that a Basque is going to give 5 stars to a flamenguista. It is obvious that the algorithm has to learn culturally how the world works. The guy took 10 5-star races and one in which he scored zero, it’s obvious that that zero, point out of the curve, will not be taken into account by the rating system. The new healer and not manager, will tinker with this algorithm. You will learn that Basque does not give five stars to flamenco. Learn to separate and refine from what can influence assessment – those factors that are cultural, emotional in nature and that the service provider is not to blame. It’s a new model, different. I think in services, media, the whole area of ​​retail, commerce, transaction, can to implement the new model faster. I think today the book market is being much more harmed by the sale of used books than by the sale of electronics. We’re turning securities. Each one is a company in the market. And you have to turn.

In this model, the company ceases to have a role at all in the employee’s life, ceases to be a provider of many other things that go beyond the employee’s salary, such as health care and health care?
First, it is important to think that this change will not happen overnight. It is gradually. But you as a micro-entrepreneur will go on to put everything that was once the company’s benefit in the cost of your project, in its price. He’s learning how to manage himself. It is to see that what we have today is a slavery sofitiscada. You imagine that the employee has to depend on someone to pay for health things. Decentralization will strengthen the individual.

Companies that were born disruptive run the risk of returning to the traditional model of management by getting too large?
There is a risk, yes. But Facebook, for example, can enter other areas, have millions of employees, with few managers because it gains scale. The great thing about building this quiver is that you gain scale. And then the queen does not send anything. Business presidents are not traders: they are healers of a relationship that happens independently of it. The president of Facebook does not say what you will publish on your page, what comment will do.

What do you define by curation?
You leave the management, you are no longer responsible for the final product. Is responsible for relations between customers and suppliers. No more manager. This is the first thing on the model. The company’s role is to take care of the algorithm, to see if it is working, to avoid vandalism, to avoid fraud. This algorithm society is that of curation. The current organization was built for a sound society, based on oral and written. With today’s complexity, these organizations are unable to meet and compete with other organizations that have a better outlet. While we had no alternative, we followed what we had. We need something today that I call civilizational.

A fotografia é, antes de tudo, agora no digital, a impressão de pixels num cartão magnético.  Há duas intenções possíveis que diferencia fotógrafos.

A foto de um mosquito específico serve para identificar o inseto. Tem função prática.

A foto não tem necessariamente valor artístico, vale pelo registro, pois visa ajudar a alguém a conhecer o objeto fotografado sem ter estado diante dele.

A fotografia artística, entretanto, é um exercício de linguagem, como todas as artes. Quer se tirar de cada imagem o que o fotógrafo acha que é belo.

O artista está com a foto dizendo: este é o meu conceito de beleza! É uma discussão filosófica entre ele e ele mesmo.

E entre ele e o mundo, quando resolve apresentar o seu trabalho.

É um personal exercício de musculação do que é beleza para quem está fotografando. É a procurar do belo.

Podemos definir belo como a procura do olhar individual de cada um. A beleza é a diversidade de olhares, que permite encontros.

Quanto mais original for uma foto, melhor, desde que permita encontros com outros olhares.

Assim, deste ponto de vista toda a procura é válida, não há regras, nem fronteiras, apenas o conceito de belo de quem fotografa.

É uma espécie de tenha de aranha para recolher olhares similares.

É uma expansão do artista tanto para dentro como para fora.

Para dentro, visa explorar a curiosidade do olhar.  Quer muscular a sua percepção do mundo, fotografando.

Para fora, o exercício de:

  • procurar os objetos que o atraem de forma particular;
  • se integrar com o equipamento para que mais e mais consiga tirar de cada imagem algo pessoal;
  • se integrar com os softwares e edição para manipular a imagem para enriquecer o resultado final, conforme a sua subjetividade;
  • compartilhar e receber o feedback e aprender como os outros vêem aquilo que expressa.

Para a fotografia da arte, o objeto fotografado é uma ferramenta de descoberta do próprio olhar do artista.

Se pratica um exercício de linguagem.

O objeto fotografado não é um registro, mas tentativa de expressão de dentro para fora.

É a contínua musculação do olhar.

Assim, na foto de registro quer captar o momento. O que vale na foto é o objeto. Na foto artística, é o contrário, o objeto pouco importa, o valor está na foto.

A fotografia é, antes de tudo, agora no digital, a impressão de pixels num cartão magnético.  Há duas intenções possíveis que diferencia fotógrafos.

A foto de um mosquito específico serve para identificar o inseto. Tem função prática.

A foto não tem necessariamente valor artístico, vale pelo registro, pois visa ajudar a alguém a conhecer o objeto fotografado sem ter estado diante dele.

A fotografia artística, entretanto, é um exercício de linguagem, como todas as artes. Quer se tirar de cada imagem o que o fotógrafo acha que é belo.

O artista está com a foto dizendo: este é o meu conceito de beleza! É uma discussão filosófica entre ele e ele mesmo.

E entre ele e o mundo, quando resolve apresentar o seu trabalho.

É um personal exercício de musculação do que é beleza para quem está fotografando. É a procurar do belo.

Podemos definir belo como a procura do olhar individual de cada um. A beleza é a diversidade de olhares, que permite encontros.

Quanto mais original for uma foto, melhor, desde que permita encontros com outros olhares.

Assim, deste ponto de vista toda a procura é válida, não há regras, nem fronteiras, apenas o conceito de belo de quem fotografa.

É uma espécie de tenha de aranha para recolher olhares similares.

É uma expansão do artista tanto para dentro como para fora.

Para dentro, visa explorar a curiosidade do olhar.  Quer muscular a sua percepção do mundo, fotografando.

Para fora, o exercício de:

  • procurar os objetos que o atraem de forma particular;
  • se integrar com o equipamento para que mais e mais consiga tirar de cada imagem algo pessoal;
  • se integrar com os softwares e edição para manipular a imagem para enriquecer o resultado final, conforme a sua subjetividade;
  • compartilhar e receber o feedback e aprender como os outros vêem aquilo que expressa.

Para a fotografia da arte, o objeto fotografado é uma ferramenta de descoberta do próprio olhar do artista.

Se pratica um exercício de linguagem.

O objeto fotografado não é um registro, mas tentativa de expressão de dentro para fora.

É a contínua musculação do olhar.

Assim, na foto de registro quer captar o momento. O que vale na foto é o objeto. Na foto artística, é o contrário, o objeto pouco importa, o valor está na foto.

Soon after the beginning of a Civilizational Revolution we have a delicate moment: the media decentralize, but the decisions are concentrated.

Practices of the ancient civilization, of the organizations that have been concentrating and becoming more and more corporative, are abreast with the informational transparency.

In this first stage of a Civilizational Revolution, the dog wakes up and begins to realize that it is being swayed by the tail.

A set of habits and practices that were hidden by the concentration of exchanges come to light.

The whole environment was created for a technological context, which now allows new possibilities, but we were all formed to live with the old invisible walls.

We are fish swimming in an aquarium that has expanded but we do not have the cognitive-affective ability to swim in the new perimeter.

In this first stage of a Civilizational Revolution, we reject the old, but we can not build the new.

The decentralization of exchanges serves so that we can reject the old and have new proposals in circulation to create the new.

The new, however, does not arise from rejection, but from the creation of philosophical, theoretical, and methodological projects that take time to mature.

Time that at other times was much longer, but not now.

We live and live a violent civilizational conflict, because we have the very old and the old defending the current model. And the little new and the very new, looking to create a new one.

However, all this is involved in rapid, unreasonable or rational changes.

Is that what you say?

Logo depois do início de uma Revolução Civilizacional temos um momento delicado: as mídias descentralizam, mas as decisões estão concentradas.

Descortina-se com a transparência informacional as práticas da antiga civilização, das organizações que foram se concentrando e se tornando mais e mais corporativas.

Nesta primeira etapa de uma Revolução Civilizacional, o cachorro acorda e começa a perceber que está sendo balançado pelo rabo.

Vem à tona um conjunto de hábitos e práticas que estavam ocultos pela concentração das trocas.

Todo o ambiente foi criado para um contexto tecnológico, que agora permite novas possibilidades, mas todos fomos formados para conviver com as antigas paredes invisíveis.

Somos peixes nadando num aquário que se expandiu, mas que não temos capacidade afetivo-cognitiva de nadar no novo perímetro.

Nesta primeira etapa de uma Revolução Civilizacional, rejeitamos o velho, mas não conseguimos construir o novo.

A descentralização das trocas serve para que possamos rejeitar o velho, mas o novo não nasce da rejeição, mas da criação de projetos filosóficos, teóricos e metodológicos que levam tempo para serem maturados e se tornarem hábitos.

Tempo que em outras épocas era muito mais longo, mas não agora.

Vivemos e viveremos um conflito civilizacional violento, pois temos o muito velho e o velho defendendo o atual modelo. E o pouco novo e o muito novo, procurando criar novo modelo.

É tempo, sem dúvida, de turbulência.

É isso, que dizes?

 

Uma Revolução Civilizacional tem duas fases: a descentralização das trocas e depois a distribuição das decisões.

O Sapiens faz algo que não sabíamos. De tempos em tempos dá uma guinada civilizacional e cria um novo modelo administrativo. O objetivo é um só: permitir que a espécie lide melhor com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Tecno-espécies vivem isso. Somos a única do planeta, mas se encontrarmos outra parecida conosco veremos que eles terão problemas similares.

Reinventamos as tecnologias para permitir que mais gente possa saber mais e decidir melhor, a única forma sustentável para lidar com a complexidade.

As outras vão na direção da centralização e baixa inovação, que podem durar curtos períodos de tempo, mas vão contra o que podemos chamar de natureza humana histórica.

Vivemos hoje o momento da descentralização das trocas, que é um momento extremamente conflituosos, como veremos neste post.

É isso, que dizes?

(Google Translate – Help in case of translation errors)

Sapiens has a central demand: to solve problems of Progressive Demographic Complexity. We are the only social species that grows without permission.

Our progressive characteristic makes us slaves to innovation and creates the latency to promote, from time to time, Civilization Revolutions to adjust society to the new level of complexity.

Civilization revolutions should not frighten us, as they are frequent in Macro-History.

The historians on call are far from understanding that human Macro-History is profoundly marked by the media changes that trigger Civilization Revolutions in the exchanges and in the way of deciding.

When we have the massification of new media, the first stage of a Civilizational Revolution we have two phases:

The way of – with the arrival of new media – there are new techno-cultural possibilities that allow new forms of exchanges, that explain the latencies. This phase is practically unconscious, motivated by the indirect effects of the technologies in our subjectivity, which includes involuntary movements of the brain to adjust to the new media apparatus;
The whole of the organizational cultural apparatus necessary to transform new possibilities into methods, new organizations, rules, laws, norms, methodologies and habits. This phase is the awareness of the new possibilities, which makes us transform the new possibilities opened by the new media into habits, which demands the efforts of philosophers, theoreticians, methodologists and entrepreneurs / innovators from the various sectors of society.
The Civilizational Revolution of Printmaking, for example, allowed for new forms of exchange and decision-making, such as the republic and the free market. Then we had all the legal apparatus for this new model to consolidate and transform latencies into habits.

What we live today with the first phase of the Digital Civilization Revolution is the stage of form, the unconscious and emotional phase of the process.

What we will see in the following decades is the continuation of the Digital expansion, the maturation of the new form of administration of the Curatorship and the construction of a new legal organizational and habits apparatus.

The new form is filled with content as Civilization 3.0 consolidates.

Is that what you say?

O Sapiens tem uma demanda central: resolver problemas da Complexidade Demográfica Progressiva. Somos a única espécie social que cresce sem pedir licença.

Nossa característica progressiva nos faz escravos da inovação e nos cria a latência de promover, de tempos em tempos, Revoluções Civilizacionais para ajustar a sociedade ao novo patamar de complexidade.

Revoluções Civilizacionais não deveriam nos assustar, pois são frequentes na Macro-História.

Os historiados de plantão estão longe de entender que a Macro-História humana é profundamente marcada pelas mudanças de mídias, que provocam Revoluções Civilizacionais nas trocas e na forma de decidir.

Quando temos a massificação de novas mídias, primeira etapa de uma Revolução Civilizacional temos duas fases:

  • a de forma – com a chegada de novas mídias –     novas possibilidades tecno-culturais  que permitem novas formas de trocas, que explicitam as latências. Esta fase é praticamente inconsciente, motivada pelos efeitos indiretos das tecnologias na nossa subjetividade, o que inclui movimentos involuntários do cérebro para se ajustar ao novo aparato midiático;
  • a de conteúdo – todo o aparato cultural organizacional necessário para transformar novas possibilidades em métodos, novas organizações, regras, leis, normas, metodologias e hábitos. Esta fase é a tomada de consciência das novas possibilidades, que nos faz transformar as novas possibilidades abertas pela nova mídia em hábitos, o que demanda esforços de filósofos, teóricos, metodólogos e empreendedores/inovadores dos diversos setores da sociedade.

A  Revolução Civilizacional da Escrita Impressa, por exemplo, permitiu novas formas de trocas e de decisão, como da república e do livre mercado. Depois, tivemos todo o aparato legal para que esse novo modelo se consolidasse e transformasse latências em hábitos.

O que vivemos hoje com a primeira fase da Revolução Civilizacional Digital é a etapa da forma, a fase inconsciente e emotiva do processo.

O que veremos nas décadas seguintes é a continuidade da expansão do Digital, o amadurecimento da nova forma de administração da Curadoria e a construção de novo aparato legal organizacional e de hábitos.

A nova forma é recheada de conteúdo, quando a Civilização 3.0 for se consolidando.

É isso, que dizes?

 

There is no chance of understanding the new millennium without McLuhan.

McLuhan was, first and foremost, a philosopher. Philosophers take care of the essence of forces.

McLuhan looked at the story and realized that we are a Tecno species, heavily influenced by the technological apparatus.

The medium is the message can be translated by the human being is formatted by the technological apparatus.

Change the apparatus, change the Sapiens.

The medium is the message can still be changed by the shape is more important than the content!

McLuhan has to rise in status among the most relevant thinkers of mankind.

There are thinkers who create bifurcations in the way that the human being thinks about himself.

  • We can say that Galileo changed our conception a lot when it took us from the center of the universe.
  • Darwin killed Adam and Eve and put us on as a variant of the monkeys.
  • And McLuhan put us as a techno-species, which changes profoundly when we change the media apparatus.

In the last century, we had three currents that analyzed the influence of communication in society.

  • The Europeans, influenced by Marx, who said that the medium is ideology;
  • Americans, who have argued that the means is a good way to make money;
  • And the Canadians who have argued that the medium is the message, change the media, change everything.

In the new millennium, from the radical changes we are experiencing, I believe it is time for McLuhan’s revenge.

Thoughts design scenarios.

And the scenarios happen or do not happen.

Thinkers may not watch the future, they may be massacred in their time, but history will take care of putting each one in its place.

Digital and everything that has brought about change makes what McLuhan’s thinking is most relevant to the new millennium.

Without it, organizations and people will not be able to understand where we came from, where we are and where we are going.

The “bastard” is laughing.

Is that what you say?

Não há chance de entender o novo milênio sem McLuhan.

McLuhan foi, antes de tudo, um filósofo. Filósofos cuidam da essência das forças.

McLuhan olhou para a história e percebeu que somos uma Tecnoespécie, fortemente influenciados pelo aparato tecnológico.

O meio é a mensagem pode ser traduzido por o ser humano é formatado pelo aparato tecnológico de plantão. Muda-se o aparato, muda-se o Sapiens. 

O meio é a mensagem pode ainda ser alterado por a forma é mais importante do que o conteúdo!

McLuhan tem que subir de status entre os pensadores mais relevantes da humanidade.

Há pensadores que criam bifurcações na maneira que o ser humano pensa sobre si mesmo. McLuhan é um deles. Tem que estar na mesma sala de Galileu e Darwin.

  • Podemos dizer que Galileu mudou muito a nossa concepção quando nos tirou do centro do universo.
  • Darwin matou Adão e Eva e nos colocou como uma variante dos macacos.
  • E McLuhan nos colocou como tecnoespécie, que se altera profundamente quando mudamos o aparato midiático.

No século passado, tivemos três correntes que analisaram a influência da comunicação na sociedade.

  • os europeus, influenciados por Marx, que disseram que o meio é a ideologia;
  • os americanos, que defenderam que os meios é uma boa forma de ganhar dinheiro;
  • E os canadenses que defenderam que o meio é a mensagem, muda-se a mídia, muda-se tudo.

No novo milênio, a partir das mudanças radicais que estamos vivendo, acredito que chegou a hora da vingança de McLuhan.

Pensamentos de todos os tipos podem ocorrer, mas têm como consequência a projeção de cenários. E cenários acontecem ou não acontecem.

Pensadores podem não assistir o futuro, podem ser massacrados na sua época, mas a história se encarrega de colocar cada um no seu lugar.

O digital e tudo que tem trazido de mudança faz com o que o pensamento de McLuhan seja o mais relevante para o novo milênio.

Sem McLuhan, organizações e pessoas não vão conseguir entender de onde viemos, onde estamos e para onde vamos.

O maldito está rindo às gargalhadas.

É isso, que dizes?

Quality 3.0

Google translate (help me with errors)

Quality is the best cost / benefit ratio, preserved ethical values.

The cost / benefit ratio is directly related to the Cognitive-Administrative Age that is lived at each time.

What was quality before the digital is no longer after it.

We can not understand quality as something fixed and determined, because the maximum quality we can achieve is directly linked to the technological frontiers that we have available.

What we understood by quality in Management (oral and written cognitive environment) we must begin to understand quality in Curatorial (with the arrival of Digital).

Quality in Management depended on the best possible performance of the manager who was responsible for the flow between the problem and the solution. Here organizations are responsible for products and services;
Curatorial quality depends on the best possible performance of a curator, who uses artificial intelligence capabilities, to create platforms that allow the best relationship between people who negotiate between the problem and the solution. Here organizations are no longer responsible for products and services, only for the Platform.
It is good to understand when we are talking about quality of information, education, health, the right that all the concepts we had were within the Techno-cognitive-administrative limits of the Oral and Written Age – that we call Management.

Today, we have new possibilities to solve the same problems with more quality, through the Curatorship, which allows a better cost-benefit ratio.

What we might call “quality management” gave what had to be done and became obsolete due to the increase in Demographic Complexity.

Today, we must analyze the quality in the Curatorship. And this does not fall from the sky, because there is a set of methodologies that includes training, appropriate people, technologies and processes that make it possible to generate quality in another completely different paradigm.

Fake news, for example, what people have called information in the “post-truth” is, in essence, a symptom of the intermediate moment that we live.

There are many activities that are in a 2.5 World. They left Management, but have not yet arrived in the Curatorial.

That is, there is a practice that:

It is not management, it needs Manager to ensure the quality of the information.
And it is not Curatorship, which needs Curator + artificial intelligence + mass participation to ensure the quality of information.
What reactive people are doing is the following.

As Curatorship is not self-evident and is not yet being implanted with all its potential, they collect problems (there are many) of what we can call a limbo between two Cognitive Eras to reinforce the idea of ​​the old concept of quality.

It is a reactive movement that hides the low quality of management by pointing out the flaws of what is still under construction, taking the first steps.

It is good to say: what killed quality in management was the demographic increase.

Now, the future is no longer crying over the terminally ill (Quality in Management), but run to the nursery to learn and create the new template (Quality in Curating).

Is that what you say?

 

Qualidade 3.0

Qualidade é a melhor relação de custo/benefício, preservado valores éticos.

English version here.

PPT:


A relação de custo/benefício está diretamente ligado à Era Cognitiva-Administrativa que se vive a cada época.

O que era qualidade antes do digital não é mais depois dele.

Não podemos entender qualidade como algo fixo e determinado, pois o máximo de qualidade que podemos atingir está diretamente ligado às fronteiras tecnológicas que temos disponíveis.

O que entendíamos por qualidade na Gestão (ambiente cognitivo oral e escrito) precisamos começar a entender qualidade na Curadoria (com a chegada do Digital).

  • A qualidade na Gestão dependia do melhor desempenho possível do gestor  que era responsável pelo fluxo entre o problema e a solução. Aqui organizações são responsáveis por produtos e serviços;
  • A qualidade na Curadoria depende do melhor desempenho possível de um curador, que usa recursos de inteligência artificial, para criar plataformas que permitem o melhor relacionamento entre pessoas que negociam entre elas o problema e a solução. Aqui organizações não são mais responsáveis por produtos e serviços, apenas pela Plataforma.

É bom assim entender quando estamos falando de qualidade da informação, da educação, da saúde, do direito de que todos os conceitos que tínhamos estavam dentro dos limites Tecno-cognitivo-administrativos da Era Oral e Escrita – que chamamos de Gestão.

Hoje, temos novas possibilidades de resolver os mesmos problemas com  mais qualidade, através da Curadoria, que permite relação de custo-benefício melhor.

O que podemos chamar “qualidade na gestão” deu o que tinha que dar e ficou obsoleta devido ao aumento da Complexidade Demográfica.

Hoje, é preciso analisar a qualidade na Curadoria. E isso não cai do céu, pois existe  conjunto de metodologias que inclui capacitação, pessoas adequadas, tecnologias e processos que fazem com que se possa gerar qualidade em outro paradigma completamente diferente.

Notícias falsas, por exemplo, o que o pessoal tem chamado de informação na “pós-verdade” é, no fundo, um sintoma do momento intermediária que vivemos.

Há muitas atividades que estão num Mundo 2,5. Saíram da Gestão, mas ainda não chegaram na Curadoria.

Ou seja, há uma prática que:

  • Não é gestão, que precisa de Gestor para garantir a qualidade da informação.
  • E não é Curadoria, que precisa de Curador + inteligência artificial + participação de massa para garantir a qualidade da informação.

O que as pessoas reativas estão fazendo é o seguinte.

Como a Curadoria não é algo evidente e não está sendo implantada ainda com todo seu potencial, recolhem problemas (existem muitos) do que podemos chamar de limbo entre duas Eras Cognitivas para reforçar a ideia do velho conceito de qualidade.

É um movimento reativo que esconde a baixa qualidade da gestão ao apontar as falhas do que ainda está em construção, dando os primeiros passos.

É bom que se diga: o que matou a qualidade na gestão foi o aumento demográfico.

Agora, o futuro não é mais chorar sobre o doente terminal (Qualidade na Gestão), mas correr para o berçário para aprender e criar o novo modelo (Qualidade na Curadoria).

É isso, que dizes?

Hoje, estamos saindo de Matrix. Concentrações de mídia geram Matrix. E descentralização de mídia nos tiram de lá.

O que temos em Matrix são organizações concentradas, no qual a subjetividade e a diversidade precisam ser abafadas.

O motivo é o aumento demográfico que demanda ou concentração ou mudança de mídia e modelo de administração.

O que ocorre de maneira geral com a subjetividade geral quando temos Revoluções Cognitivas? Temos que sair de Matrix e da filosofia Zeca Pagodinho: deixa a vida me levar.

Quando a vida me leva, eu não preciso de um guia interno. Basca escolher as opções que aparecem.

Quando iniciamos uma nova jornada coletiva, quando se abrem as mídias e com ela se decentraliza a informação e se inicia o processo de distribuição das decisões, é preciso um fio interno condutor.

Preciso sair do movimento de fora para dentro para o de dentro para fora.

Alguém que eu não conheço, que sou eu mesmo, precisa ter um projeto pessoal, algo que me guie com um teleférico do momento atual até o final da vida.

  • Muitas vezes eu estou na segunda desmotivado, é preciso mudar alguma coisa rápido;
  • Muitas vezes eu estou no final do ano ou no dia do meu aniversário que a vida está passando e eu quero deixar alguma pegada.

Mas qual?

O caminho das novas gerações será o de criar propósito, pois as novas mídias descentralizadas levam a nossa objetividade e subjetividade na direção da diversificação.

Diversificar significa tirar do armário nossa objetividade e subjetividade.

E isso exige que deixemos de trabalhar para o sonho dos outros, mas que tenhamos também os nossos sonhos.

Abre-se negociação.

Movimentos empreendedores precisam acontecer e é preciso negociar o tempo todo para que cada um se sinta potencializando a sua subjetividade diversa.

O problema que percebo nos meus alunos e nos meus mentorados é de que não fomos educados e/ou formatados para conversar com nossos botões.

Não havia espaço no mundo Produtivo 2.0 (complexo e centralizado) para diversidades muito diferentes.

E isso é uma tarefa difícil, pois é de um com cada um, ninguém pode tomar a pílula vermelha por você.

Sair de Matrix é o grande desafio das novas gerações!

Você só vai deixar de ser levado, se souber qual é o teu caminho!

É isso, que dizes?

 

 

Complexity 3.0

(Google translated – with few reviews)

Slides: complexityppt.nepo.com.br

Today, we talk a lot about complexity, complex thinking, but we have to be careful not to start projecting what we want the future to be what it is likely to be.

The problem in projecting the future is to tear away what we might call human nature.

There are changes going on, but you have to see what the human being will really change and what is more perennial.

Generally, people project what they would like the human being to be and make it a theory. But the human being is not what we would like. What is he!

When one experiences very radical changes in society one must go back to the past and “scan” human nature to see what is more or less mutant.

My studies in Anthropology 3.0 lead me to:

To consider Sapiens as Tecnoespécie, strongly influenced by the media and languages ​​on call;
Perceive the influence that the demographic increase has in what we can call “complexity.”
And the strong influence that the arrival of new media and languages ​​exert in Macro-History.
Complexity 3.0 is the result of a world of 7 billion, which had its diversity contained by the limits of the media and languages ​​on call and now comes out of the closet.

As we try to project what will be the passage from what we can call Complexity 2.0 to 3.0 without traveling in mayonnaise we must analyze similar changes in the past.

What we live today is a Cognitive Revolution characterized by the arrival and massification of new media.

There are some reasons and consequences.

The cause is the demographic increase that generates a new level of complexity and generates the latency of a more open and decentralized exchange environment, which initiates a decision-making process.

The impact of this on human thinking is enormous.

The mental model 2.0, let’s call it, was made for an environment with less change, less information, and less power to make decisions.

What we can perceive is the demand for a mental model that was situated within one cognitive environment for another.

This was what happened in the passage from orality to writing, which was consolidated as a mass phenomenon, only with the arrival of the Press.

It requires an “upgrade” in the mental model from “a” (pre-digital) to “b” digital post.

So what we can call Complexity 3.0 is:

From the point of view of the environment – a 7 billion world in which people have gained media power and want more power to distribute decisions;
From the point of view of people – the demand for a new way of thinking, which allows the processing of more information and can make better decisions.
Several names will be used hereafter to characterize this passage from complexity 2.0 to 3.0: holistic thinking, fractal, complex, 3.0, etc.

However, in my view, starting from Anthropology 3.0, is that:

There are two factors that should guide all changes from the Sapiens mental model of Complexity 2.0 to 3.0: a world with more exchanges and more decision power for the tips. The rest is complementary to that.

Is that what you say?

Hoje, se fala muito em complexidade, pensamento complexo, mas temos que ter um certo cuidado para não começar a projetar o que queremos que seja o futuro com o que ele provavelmente virá a ser.

O problema ao projetar o futuro é desgarrar do que podemos chamar de natureza humana.

Há mudanças em curso, mas é preciso ver o que o ser humano vai realmente mudar e o que é mais perene.

Geralmente, as pessoas projetam o que gostariam que o ser humano fosse e fazem disso uma teoria. Porém, o ser humano não é aquilo que gostaríamos. Ele é o que!

Quando se vive mudanças muito radicais na sociedade é preciso voltar ao passado e “escanear” a natureza humana para ver o que é mais ou menos mutante.

Meus estudos da Antropologia 3.0 me levam a:

  • Considerar o Sapiens como Tecnoespécie, fortemente influenciado pelas mídias e linguagens de plantão;
  • Perceber a influência que o aumento demográfico tem no que podemos chamar de “complexidade”.
  • E a forte influência que a chegada de novas mídias e linguagens exercem na Macro-História.

Complexidade 3.0 é resultado de um mundo de 7 bilhões, que teve a sua diversidade contida pelos limites das mídias e linguagens de plantão e que agora sai do armário.

Ao tentarmos projetar o que será a passagem do que podemos chamar de Complexidade 2.0 para 3.0 sem viajar na maionese é preciso analisar mudanças similares no passado.

O que vivemos hoje é uma Revolução Cognitiva que se caracteriza pela chegada e massificação de novas mídias.

Existem alguns motivos e consequências disso.

A causa é o aumento demográfico que gera novo patamar de complexidade e gera a latência de um ambiente mais aberto e descentralizado de trocas, que inicia processo de distribuição de decisões.

O impacto disso para o pensamento humano é enorme.

O modelo mental 2.0, chamemos assim, foi feito para um ambiente com menos trocas, menos informação e menos poder de tomada de decisões.

O que podemos perceber é a demanda de um modelo mental que estava situado dentro de um ambiente cognitivo para outro.

Foi o que ocorreu na passagem da oralidade para a escrita, que se consolidou como fenômeno de massa, apenas, com a chegada da Prensa.

É preciso um “upgrade” no modelo mental de “a” (pré-digital) para “b” pós digital.

Assim, o que podemos chamar de Complexidade 3.0 é:

  • do ponto de vista do ambiente – um mundo de 7 bilhões em que as pessoas ganharam poder de mídia e querem mais poder de distribuição de decisões;
  • do ponto de vista das pessoas – a demanda por uma nova forma de pensamento, que permita o processamento de mais informação e possa tomar decisões melhores.

Vários nomes serão utilizados daqui por diante para caracterizar essa passagem da complexidade 2.0 para a 3.0: pensamento holístico, fractal, complexo, 3.0, etc.

Porém, na minha visão, partindo da Antropologia 3.0, é de que:

Há dois fatores que devem guiar todas as mudanças do modelo mental do Sapiens da Complexidade 2.0 para a 3.0: um mundo com mais mais trocas e mais poder de decisão para as pontas. O resto é complemento a isso.

É isso, que dizes?

A matemática tem alguns desafios que estão há anos para serem desvendados. A educação em países emergentes, idem. O problema é que o paradoxo, antes de tudo, está mal formulado.

Primeiro, antes de tudo, é necessário colocar o fator da multiplicação de forma adequada.

Quando falamos de educação no Brasil, por exemplo, temos que multiplicar qualquer proposta de modelo educacional por 20 milhões.

É preciso ver o custo por cada aluno, somando todas as despesas ao longo da sua formação e multiplicar pelo fator imaginário de 20 milhões.

Pode ser 30, 20, 50, conforme a faixa de que educação estamos falando.

Assim, quando falamos de educação de qualidade é preciso definir que a qualidade está diretamente ligado ao fator quantidade!

A regra que temos que nos acostumar é a seguinte:

Não podemos pensar na Educação 3.0 de qualidade que não possibilite ter escala. Se serve para 20 ou 20 mil tem que servir para 20 milhões!

O principal problema que temos hoje ao projetar a Educação 3.0 é a nossa intoxicação ao atual modelo.

Temos a falsa ilusão de que a Internet vai entrar na escola. Quando faremos justamente o contrário.

Foi o ambiente de comunicação oral e escrito que definiu a escola do passado. E será o novo ambiente que definirá a escola do futuro.

O primeiro passo para um Educador 3.0 é simbolicamente subir numa montanha e jogar fora tudo que ele imaginava sobre educação. E começar do zero.

Revoluções Cognitivas expandem as paredes da cultura, permitindo a solução de problemas que antes eram inviáveis.

O que temos nas mãos hoje são tecnologias e uma nova linguagem que permite que milhares possam aprender com milhares.

O papel do Educador 3.0 é procurar métodos que permitam que milhões tenham ensino de qualidade.

É preciso adaptar a lógica do Waze. do Uber, do Airbnb, do Mercado Livre para a Educação 3.0. Milhões podem aprender, através de curadores e estrelinhas, baseado não mais em assuntos, mas em problemas.

É isso, que dizes?

Muita gente tenta entender o futuro Digital, a partir das lunetas equivocadas.

É comum em palestras a avaliação geracional.

O alfabeto é extenso: geração X, Y, Z.

Ou caminha-se para a economia.

“Agora estamos saindo da égide da Revolução Industrial, a escola da revolução industrial .”

Muitos pegam carona no estudo das redes, comunicação, informação, conhecimento.

Se fosse um jogo de batalha naval os cenaristas de plantão iam ter como resposta: água, água, água e água!

Por quê?

A base para um cenário bem feito é iniciar pelo estudo das forças em movimento.

Analisar as forças principais e quais são aquelas que têm mais possibilidade de sair de uma influência baixa para uma maior.

O cenarista analisa forças que estão com o com tendência de alta e aquelas que estão com tendência de queda!

O problema principal de um cenarista é não entender o papel da filosofia no seu trabalho.

A filosofia, apesar do preconceito que existe sobre ela pelos cenaristas, nada mais é do que o estudo da essência das forças.

 Um cenarista deve se perguntar sempre se existe alguma força no cenário que está sendo sub-avaliada ou super-avaliada.

De maneira geral, os cenaristas mais imaturos de deixam levar pelo senso comum sobre as forças. Um mais experimente vai recorrer à filosofia/teoria para reavaliar as forças que podem estar subavaliadas.

No caso do Digital, por exemplo, podemos analisar:

  • tecnologias de maneira geral são consideradas neutras – erro;
  • tecnologias cognitivas são completamente ignoradas pelos cenaristas.

O que ocorre ao se fazer o cálculo do futuro diante da Revolução Digital?

Damos valores próximos a zero para estas forças, que têm, se fizermos uma reavaliação filosófica-teórica na história o poder até de mudar o modelo de administração da sociedade.

É por isso que erramos feio ao projetar o futuro.

Forças emergentes continuam pessimamente pontuadas e continuam a exercer a sua influência, a despeito das fórmulas dos cenaristas.

Resultado?

Erro em cima de erro!

É isso, que dizes?

É comum pessoas projetarem o futuro a partir da luneta que têm disponível. Porém, fazer cenários exige  ferramental específico.

Um cenarista eficaz é meio filósofo e meio teórico.

Precisa olhar as forças do alto, procurando não se intoxicar com o senso comum sobre elas.

Forças disputam hegemonia no ambiente e o que o cenarista analisa é se existe alguma com mais possibilidade de vir a ganhar a batalha.

Quanto mais equilibrado é a disputa das forças, mais difícil será o trabalho do cenarista.

E o contrário.

Quando determinada força exerce forte influência, mas é mal avaliada por intoxicação, aí o trabalho fica mais fácil.

Construir cenários exige um determinado perfil e conduta. É um especialistas em determinado problema: estudo das forças e análise das que ganharão a batalha.

Quanto mais o cenarista se afasta dos problemas operacionais, mais chance tem de não se intoxicar.

Um cenarista é alguém que trabalha com estratégia.

É isso, que dizes?

Revoluções Cognitivas são fenômenos macro-históricos. Nossa maneira de pensar e agir é hiper micro histórica. Não vai dar boa coisa.

Todo fenômeno social tem ciclos de início, meio e fim.

Eras Cognitivas são longas.

Já duraram milênios, séculos e agora temos mudanças evidentes em décadas.

Nossos antepassados tiveram mais tempo para se preparar (e não perceber) os efeitos devastadores na sociedade quando mudamos as mídias.

Há três tipos de Revoluções Cognitivas:

  • as incrementais – quando concentramos as mídias existentes, como a chegada das mídias eletrônicas;
  • as radicais –  quando descentralizamos as mídias existentes, como a chegada das escrita impressa;
  • as disruptivas – quando descentralizamos as mídias existentes e introduzimos nova linguagem.

Novas linguagens humanas significam basicamente que podemos passar a tomar decisões de uma nova maneira.

Linguagens têm a função nobre de ajudar as espécies a decidir.

A atual Revolução Cognitiva Descentralizadora Disruptiva Digital (este é o nome científico que dei a ela) introduz nova linguagem que permite o surgimento de novo modelo de administração.

As próximas gerações precisarão conviver com mudanças num curto espaço de tempo que no passado demoraram séculos.

É preciso criar, assim, modelos de capacitação que possam tirar as pessoas da hiper-micro história e alçá-las à Macro-História para que possam sentir, pensar e agir de forma diferente.

É isso, que dizes?

Toda vez que temos fenômenos humanos muito diferentes, é por que algo da essência humana estava mal formulado.

Não é o ser humano que fez o que não podia, apenas agiu de uma forma que não imaginávamos que fosse agir. Havia um erro em como pensávamos a sua essência.

Digo ainda.

A vida sempre tem razão. São as filosofias, teorias e metologias que sempre estão equivocadas.

Quando temos  fenômeno como uma Revolução Cognitiva que modifica bastante a sociedade, é evidente que havia algo da essência humana que não estava no nosso radar.

Na filosofia, quando analisávamos a essência humana, não percebíamos o quanto somos influenciados pela mídia. Há  revisão filosófica a ser feita. Da mesma maneira que tivemos que fazer por ocasião do holocausto nazista. A pergunta que vem à tona é quem de fato afinal somos?

Assim, nestes momentos graves em que há uma dissintonia entre os fatos e nossa imagem de nós mesmos, temos Crise Existencial Civilizacional.

É preciso rever, antes de tudo, o ser humano para recomeçar a pensar na sociedade e seus desdobramentos.

A Antropologia (estudo do Sapiens) nestes momentos de crise passa a ser o campo de reflexão principal, pois temos que voltar a Macro-História e procurar sinais para saber o que passou desapercebido.

Não existe nenhum fenômeno humano que já não tenha tido sintomas no passado. Pode ter se agravado agora, mas certamente já ocorreu antes.

Assim, todos os campos das ciências sociais, passam a aeroportos regionais e secundários, tomando a Antropologia o lugar nobre da revisão paradigmática, aonde os aviões maiores pousarão.

Há uma Crise Existencial Civilizacional e pela ordem, precisamos:

  • Filosoficamente – rever a essência humana, que estava mal dimensionada;
  • Teoricamente – rever as teorias, já dentro da nova visão da essência humana, revendo como vemos o Sapiens na história e o que passou desapercebido.

É isso, que dizes?

Nem toda chave de fenda serve para todo parafuso. É preciso entender que temos na sociedade problemas estratégicos e operacionais. E há  diferença enorme para escolher as ferramentas para agir e pensar sobre eles.

  • Problemas operacionais, de maneira geral, são resultados de impasses metodológicos. Há algo equivocado nos processos, nas tecnologias, nas pessoas (perfil e capacitação). É preciso rever a forma de agir no problema.
  • Problemas estratégicos, de maneira geral, são resultados de problemas filosóficos e teóricos. Há algo de equivocado na maneira de pensar, que resulta na forma de agir. É preciso rever a forma de pensar no problema.

Vejamos:

  • Quando estamos diante de fenômenos conhecidos, diagnosticados, é o caso de aplicar metodologias e fazer ajustes, pois as filosofias-teorias continuam consistentes;
  • Quando estamos diante de fenômenos desconhecidos, não diagnosticados, é o caso de rever metodologias e fazer ajustes, através da revisão filosófica-teórica, que deixaram de ser consistentes.

Filosofias analisam a essência das forças e Teorias as forças em movimento.

Quando temos fenômenos desconhecidos é sinal de que alguma força não era conhecida e provocou mudanças no ambiente.

E se há fenômeno novo na sociedade alguma força foi mal avaliada na sua capacidade de trazer alterações desconhecidas ao ambiente.

E ainda:

Assim, quando há fenômenos novos, é preciso jogar a toalha e procurar as falhas filosóficas e teóricas. Rever paradigmas e não insistir nas velhas metodologias.

Filosoficamente falando, as revisões nos remetem ao próprio ser humano. Se os fenômenos novos são provocados pelas ações humana há necessidade de rever o “quem somos?”.

Filosoficamente falando, as revisões nos remetem a outras forças. É preciso rever como pensamos sobre ela. Há necessidade de cada campo que analisa a história daquela força rever seus paradigmas.

É isso, que dizes?

Chegou a hora de não dar mais mole para os antropólogos: precisam assumir que sem McLuhan não vão entender o Sapiens 3.0!

De certa forma, é uma espécie de acomodamento chamar de Antropologia Cognitiva o estudo das mudanças de mídia.

No fundo, e vou assumir isso agora, temos que chamar de Antropologia 3.0.

Não faz mais sentido, aqui do meu laboratório, pensar a Macro-História humana, papel dos antropólogos, sem incorporar nas análises as mudanças de mídia.

Não se trata de outro campo, ou um ramo da Antropologia, mas uma revisão da própria.

Há um corte epistemológico evidente, quando vemos o mundo dar uma guinada de 180 graus com a chegada do digital e não entender que fizemos o mesmo no passado.

Somos uma Tecno-espécie Cognitiva, que muda completamente quando criamos novos Ambientes de Mídia. Se a Antropologia não incorpora isso, não é mais Antropologia.

A base da Antropologia 3.o parte do princípio de que as tecnologias são extensões dos nossos corpos, almas e mentes. E quando mudam, mudam a sociedade.

E mais: quando temos novas Tecnologias Cognitivas o ser humano abre uma nova etapa civilizacional, quebrando velhos e falsos muros Tecnoculturais.

É isso, que dizes?

O ser humano precisa das mídias para se informar e decidir.

Uma Revolução Cognitiva tem duas etapas:

  • primeiro passo – descentraliza as informações;
  • segundo passo – distribui as decisões.

Existe movimento contínuo macro-histórico da humanidade, conforme vamos aumentando a Complexidade Demográfica em direção à descentralização da informação e à distribuição das decisões.

Não temos outra forma de lidar com a Complexidade Demográfica Progressiva do que descentralizar e distribuir.

A isso podemos chamar de Inovação Civilizacional Progressiva.

Há, sem dúvida, tentativas de centralização da informação e das decisões, mas são sempre pontuais, regionais e curtas ao longo do tempo.

Tentativas de centralização esbarram em fatores objetivos, tais como abastecimento. E subjetivos, sensação de falta de liberdade, que acabarão por implodir os projetos centralizadores no tempo.

Se analisarmos a Macro-História vamos perceber que sempre, ao aumentarmos a Complexidade Demográfica Progressiva, mais dia, menos dia, o surgimento de novas mídias, que vão descentralizar a informação. E, a partir daí, permitir que se distribua as decisões.

Para isso, é preciso cada vez mais ferramentas cognitivas sofisticadas, que nos permitam dar estes “upgrades” civilizacionais.

Isso não é agora, sempre foi assim. E sempre será.

Faz parte das premissas básicas de uma Tecno-espécie.

Se encontrarmos marcianos que desenvolvem tecnologias e se alimentam todos os dias, veremos que eles viverão também sob as regras da Inovação Civilizacional Progressiva.

É isso, que dizes?

Continente 3.0

Uma Revolução Cognitiva é igual a descoberta de novo continente.

Novas mídias permitem que possamos nos comunicar melhor e decidir melhor. Saímos de um Aquário Cognitivo e entramos em outro, como vemos abaixo:

Vivemos, assim, em falsas paredes tecnológicas. Acreditamos em limites para a sociedade que são falsos limites!

Não podemos fazer determinadas ações e pensamos de determinada maneira, pois estamos imersos em uma Ambiente Cognitivo específico.

Quando mudamos o Ambiente Cognitivo passamos a poder fazer algo que não podíamos e pensar de forma diferente do que pensávamos.

Uma Revolução Cognitiva promove, assim, expansão do Aquário Cognitivo, como vemos abaixo:

Podemos pensar formas novas de resolver velhos problemas, pois os antigos limites de comunicação e tomada de decisão se ampliaram.

Há um novo continente a ser desbravado com a chegada de uma Revolução Cognitiva e o principal problema deixa de ser tecnológico e passa a ser psicológico: a incapacidade que temos de ver que os limites antigos não existem mais.

É isso, que dizes?

 

O RH uberizado

Não será fácil a vida para os profissionais do RH no novo milênio.

 

Hoje, temos organizações que estão dentro de Ambiente Cognitivo. E, por causa dele, temos novo Modelo de Administração.

O RH atual trabalha para um modelo administrativo, que está ficando obsoleto.

E isso exige uma mudança radical no paradigma de como pensamos as organizações e a sua evolução no tempo.

Vejamos:

Não são as organizações que definem o modelo de comunicação na sociedade, mas é justamente o contrário: a forma como nos comunicamos é que define o modelo administrativo!

O problema é que mudanças de comunicação são muito lentas e demoradas e parecem que não ocorrem.

Não percebemos, por exemplo, que o atual modelo de gestão é filho do tripé gestos, oralidade e escrita. E que o novo modelo administrativo incorpora os cliques a estes três.

Hoje, basicamente o RH contrata, promove, treina, demite. É o RH da Gestão. O novo RH continua se preocupando com as pessoas, mas não mais da mesma forma.

Numa empresa uberizada não teremos colaboradores contratados e fixos. É um novo modelo de vínculo, baseado na avaliação online entre o colaborador e o consumidor.

O fato mais estranho em tudo isso é o seguinte:

Antigamente, se selecionava para trabalhar. Na Uberização, se trabalha para selecionar.

Muitos analisam a atual Revolução Cognitiva com espanto, nossos netos entenderão muito mais de Sapiens do que nós.

Temos a ilusão da continuidade, pois há um fator primordial da espécie que é invisível para nós: o aumento da Complexidade Demográfica.

O Sapiens é a única espécie social do planeta que cresce demograficamente sem pedir licença para ninguém. E isso nos faz ser uma espécie dependente de inovação.

Assim, quando aumentamos a população, já podemos prever que teremos rupturas na forma como nos comunicamos e nos informamos. E depois no modelo de administração.

Isso é base para o Sapiens.

Nossos cientistas sociais de plantão desprezaram com vontade dois pensadores fundamentais: Malthus (demografia é geradora de crises) e McLuhan (as mídias mudam a espécie).

Assim, precisamos entender qual é o macro-movimento fundamental do Sapiens no novo milênio:

Estamos recriando a sociedade em função do aumento demográfico. Primeiro, vamos refazer o ambiente de comunicação e depois o administrativo.

Fizemos isso no passado e faremos de novo.

Para isso, temos novo aparato de mídia, que nos permite  nova linguagem, a dos cliques. Pela primeira vez, podemos contar com Administradores Artificiais, tomando decisões a partir da participação de massa.

É o que vemos de novidade nos projetos Uberizados.

A uberização permite que possamos decidir melhor, com a participação de mais gente, superando o impasse que tínhamos nos séculos passados.

É isso, que dizes?

Toda a espécie viva tem apenas duas missões: sobreviver e se reproduzir. O resto é lazer.

Até que tenhamos a primeira Revolução Genética, que permita o ser humano se alimentar de luz, seremos dependentes diariamente de água e comida.

Isso faz com que a espécie humana, como todas as demais, seja previsível.

Não é à toa que o leão espera as zebra beber água na fonte. E aranhas fazem a teia em caminhos previsíveis dos insetos rumo às flores.

Muitos tentam ignorar o lado previsível da humanidade, pois ele, de fato, é chato mesmo. Não permite que nossas utopias da sociedade ideal ocorram.

Precisaremos comer, dormir, nos vestir, nos comunicar, ir ao banheiro. Somos seres repetitivos.

Assim, não é muito complicado imaginar onde estamos e para onde vamos no tempo: sobreviver e nos reproduzir. E tudo que fazemos caminha nessa direção.

O ser humano, assim, procura ferramentas que o levem para esse caminho: conhecimento, informação, redes, comunicação e tudo mais que você queira imaginar visa resolver os dois problemas básicos da espécie.

Não são, como muito pensam, metas, mas apenas ferramentas para que possamos sobreviver e reproduzir.

Quando se imagina o futuro do ser humano, a partir destas ferramentas, se cai num enorme equívoco, pois estamos tentando entender o cachorro pelo rabo e não pela suas necessidades.

A isso podemos chamar natureza humana.

Não há possibilidade de compreender o Sapiens sem que se tente compreender, a partir da história, a sua natureza.

Qualquer tentativa de imaginar onde estamos e para onde vamos, vai esbarrar nesse ponto.

A natureza humana, assim, explica Revoluções Cognitivas.

É isso, que dizes?

O conhecimento humano se modifica baseado em alguns fatores: novas tecnologias de medição, acúmulo de estudos incrementais, experiências das mais diversas, novos fenômenos e novos malucos (Einstein, Freud, Darwin, McLuhan e etc).

Marshall McLuhan (1911-1980) é o maluco principal para compreender o novo século.

McLuhan é, antes de tudo um filósofo, que propôs uma revisão no topo dos debates filosóficos ao defender que as tecnologias são uma extensão do ser humano.

Traduzi isso com o conceito de “tecno-espécie” que é filho das ideias de McLuhan. Mas eles disse mais.

Disse que o meio é a mensagem. De que mudanças de mídia mudam o Sapiens, independente do conteúdo que vinculam.

Podemos dizer que tal visão cria um corte epistemológico no pensamento do Sapiens sobre o Sapiens.

Do ponto de vista de McLuhan e toda a Escola Canadense de Comunicação que veio depois, Pierre Lévy, inclusive, a história não se move de forma radical pela economia ou luta de casse.

Mas toda vez que temos fortes mudanças de mídia.

Quando abracei tais pensamentos minha capacidade de avaliar o futuro mudou completamente, pois passei a enxergar melhor o ser humano.

Podemos dizer o seguinte:

A resposta ao “Quem Somos?” a principal da filosofia antes e depois de McLuhan. A proposta dele é deixarmos de ver o Sapiens como uma espécie que usa tecnologias para uma espécie que fez da tecnologia parte integrante da sua vida.

E ainda:

Do ponto de vista de análise de cenário futuro, acredito que temos dois tipos de cenaristas: os que incorporaram McLuhan ao seu cálculo e os que não o fizeram.

Os primeiros, com a chegada da Revolução Digital conseguem perceber o tamanho da atual mudança.

Os segundos, que não conseguem perceber a modificação, pois continuam a considerar que o Sapiens tem um controle acima do que a vida mostra sobre as tecnologias.

E não dão tanta importância para Revoluções Cognitivas.

McLuhan é o Darwin do século XX. Sem ele, o novo milênio fica muito mais nebuloso para ser compreendido.

Organizações que querem migrar para o novo mundo ficam procurando melhores métodos, mas deveriam estar pesquisando os melhores filósofos. Primeiro, é preciso mudar o paradigma e, só então, agir.

É isso, que dizes?

 

 

Não me venham com projetos de educação de qualidade para meia dúzia.

O impasse que temos hoje na educação é que tínhamos os limites tecnológicos cognitivos do passado da oralidade e escrita, que modelou o Ambiente Educacional.

Dentro do Ambiente Educacional temos as Organizações Educacionais.

O problema principal do atual Ambiente Educacional 2.0 é de custo/benefício.

Quando aumentamos a quantidade, derrubamos a qualidade e o benefício. Quando aumentamos a qualidade, aumentamos o custo e reduzimos a quantidade.

É o paradoxo de um ambiente cognitivo que deu o que tinha que der.

Não há saída para Ambiente Educacional que consiga ter melhor custo/benefício dentro dos limites do Ambiente Cognitivo 2.0.

Só conseguiremos reequilibrar custo/benefício, qualidade e quantidade, se passarmos a pensar todo o modelo dentro de novos paradigmas, a partir das novas possibilidades do Ambiente Cognitivo 3.0.

Nele, teremos que repensar o Ambiente Educacional com outros parâmetros, e, só então, falarmos de um Ambiente Educacional 3.0.

É isso, que dizes?

As pessoas estão como um cachorro tentando morder o rabo quando pensam o futuro da educação.

Temos que compreender a sociedade a partir de novo conceito filosófico.

Mudanças no ambiente cognitivo mudam o modelo produtivo.
O modelo produtivo demanda novo modelo de educação.
O novo modelo de educação precisa ser espelho do novo ambiente produtivo.

A educação, assim, não é feita nas nuvens.

É resultado de conjuntura macro-histórias dos ambientes cognitivos e produtivos.

Educadores que querem experimentar novidades terão que fazê-lo dentro das possibilidades do ambiente cognitivo e produtivo de plantão.

Quando se muda o ambiente cognitivo, se irá mudar, pela ordem, o ambiente produtivo e se começará uma demanda por mudanças no aparato educacional.

Dependendo do tipo de mudança do ambiente cognitivo teremos um processo mais ou menos incremental, radical ou disruptivo do ambiente produtivo e educacional.

Hoje, com a chegada da Revolução Cognitiva Descentralizadora Disruptiva Digital temos mudança profunda na sociedade, envolvendo o ambiente produtivo e educacional.

Educadores se iludem, pois acreditam que o debate educacional é controlado por eles, não é.

A educação vive dentro de duas bolhas maiores que estão sobre ele: a bolha cognitiva e a produtiva.

A bilha cognitiva muda muito raramente, mas quando ela se modifica inicia um processo de mudança primeiro no Sapiens, incluindo seu cérebro, que depois impacta nas organizações produtivas e, só então, no aparato educacional.

Discutir qualquer coisa que não compreenda estes diferentes ambientes, é algo bom para uma mesa de bar, mas não para definir estratégias de futuro.

É isso, que dizes?

 

 

Muitos professores e educadores acreditam que podem tudo dentro do ambiente educacional e que depende deles modificar algo nos métodos vigentes. Se iludem.

Professores e educadores vivem dentro do ambiente educacional e de uma organização educacional. O ambiente educacional vive dentro de ambiente produtivo. E o ambiente produtivo vive dentro de ambiente cognitivo.

Vejamos.

  • O que define as bases da cultura de maneira geral é o aparato tecno-cognitivo que temos disponível, que define a forma como resolvemos problemas. As linguagens e os meios que temos para trocas (para produzir e consumir informação, conhecimento e nos comunicar);
  • O aparato produtivo é criado ou migrado de dentro ou para um novo ambiente cognitivo e será o espelho deste. Assim, organizações produtivas serão modeladas e formatadas, explorando o máximo que o ambiente cognitivo permitir a cada momento histórico;
  • O ambiente educacional prepara pessoas para o ambiente produtivo. O ambiente educacional hegemônico, podem ter espaços alternativos, será moldado para que formate crianças, jovens e adultos para o ambiente produtivo de plantão;
  • Por fim, a organização educacional, na ponta, responsável por executar métodos educacionais será resultado desses conjuntos acima.

Obviamente que há  espaço entre o que é o padrão e a experimentação em cada uma destas camadas.

Mas há também paredes tecnológicas daquilo que não se pode fazer por falta de ferramentas. E há paredes organizacionais daquilo que não se deve fazer por ser incompatível com os modelos organizacionais vigentes.

Não adianta massificar um tipo de educação que será rejeitada mais adiante pelo ambiente produtivo.

Isso é fundamental para compreender as mudanças que teremos com a Educação 3.0, que falarei a seguir.

É isso, que dizes?

 

Vídeo correlato:

 

Como tenho dito de diferentes maneiras no meu novo LiquidBook, a vida sempre tem razão e o cenarista nem sempre.

O problema para a construção de bons cenários no novo século é:  a chegada da Revolução Digital arrebenta com as teorias das ciências sociais de plantão. Ponto!

A vida escancara de forma clara e objetiva que a forma como pensamos o ser humano, a sociedade, a história estava equivocada.

É preciso ir para o alto da montanha e ter coragem de começar a jogar nossos paradigmas 2.0 ao vento!

A Revolução Digital demonstra que:

  • as tecnologias não são neutras;
  • tecnologias cognitivas mudam o Sapiens;
  • a história humana é fortemente impactada por mudanças de tecnologia cognitiva;
  • o modelo de administração da sociedade é filho dos ambientes cognitivos e não o contrário;
  • há uma influência da demografia nas mudanças de mídia e na história do Sapiens de maneira geral.

Na minha humilde opinião, sem essa revisão filosófica-teórica, os cenaristas de plantão terão sérios problemas de prever o futuro.

É isso, que dizes?

Um cenarista eficaz sempre acredita que a vida tem razão e é ele que tem que aprender com ela e não o contrário.

Não podemos dizer que há estabilidade e nem estabilidades nos cenários estudados.

Há mudanças como regra e há forças que atuam sobre determinado ambiente que são conhecidas ou não conhecidas.

Quando temos mudanças não conhecidas é sinal de que existem forças que estão fora da teoria do cenarista, nada mais.

É a teoria do cenarista que está obsoleta, pois há  força desconhecida que precisa ser incorporada à teoria.

E aí se exige  revisão teórica para que possa incorporar a força desconhecida ao cálculo do futuro para começar a ter cenários mais eficazes.

Não é, assim, a vida que tem que se encaixar na teoria do cenarista, mas é o cenarista que tem que aprender com a vida, com as forças que não estão dentro do seu cálculo de futuro!

É isso, que dizes?

 

Teoria é o estudo das forças em movimento. O cenarista eficaz escolherá sempre o estudo das forças que causam instabilidade.

Podemos dizer que estabilidade é um cenário previsível pela maioria dos cenaristas. E instabilidade é o contrário: quanto a maior parte dos cenaristas perde a mão.

Um cenarista eficaz é aquele que consegue identificar a principal força que causa instabilidade no cenário.

E inicia um processo de desenvolvimento de uma teoria sobre essa força. No fundo, ele refaz o que podemos chamar de “cálculo do futuro”.

Podemos dizer que teorizar sobre uma determinada força é:

  • classificá-la;
  • conseguir procurar sinais dessa força no passado;
  • comparar essa força com outras similares;
  • aprender com a reação do Sapiens, a partir dela;
  • comparar situações similares;
  • e aplicar esse estudo no momento presente;
  • e, só então, iniciar o processo de projetação de novos cenários.

É isso, que dizes?

Sempre digo que há uma diferença entre um cenarista e um profeta: o primeiro é cientista, o segundo curandeiro.

O cenarista é um cientista que se baseia em determinada teoria e entrega para sociedade prognósticos. Ou seja, ele tem uma teoria que define forças em movimento, que estabelecem momentos de equilíbrio e desequilíbrio.

O cenarista aprende com as forças do seu problema-foco e percebe quando haverá estabilidades ou instabilidades, conforme as correlações de forças.

Um cenarista eficaz é, assim, aquele que opta por escolher as melhores teorias.

Alguém que constrói cenários sem teoria não é um cenarista, mas um candidato a profeta!

É isso, que dizes?

Não, não são os jovens milênios que estão se adaptando, mas todos nós, que assistimos mudanças radicais na sociedade em diversas áreas: comportamento geral, consumo, relacionamentos, política, etc.

A atual Revolução Cognitiva Descentralizadora tem grande novidade, se comparada às anteriores: a velocidade. Nossos antepassados tiveram muito mais tempo para se acostumar com os novos ambientes cognitivos.

Nós estamos vivendo tudo de forma muito rápida e isso dá um nó na cabeça de muita gente. É natural.

Podemos falar também de semelhanças.

  • a descentralização – parecida com a chegada da Escrita Impressa há 500 anos;
  • a introdução de nova linguagem – parecida com a chegada da Oralidade há 70 mil anos.

Vejamos:

  • Descentralização de mídia –  mais transparência, mais informação, mais amadurecimento social;
  • A nova linguagem –  dos cliques que permite que possamos criar a Curadoria, novo modelo de administração, que vai superar a Gestão.

A Curadoria  tem como base principal a participação de massa, regulada por Inteligência Artificial. que aponta a solução de diversos impasses civilizacionais com custo/benefício sustentável.

Todas as mudanças relevantes que assistiremos no futuro serão consequências destas duas características:

  • rápida velocidade – que vai acirrar bastante o conflito entre o velho mundo 2.0 e o 3.0;
  • E novo modelo de administração – que vai modificar de forma disruptiva e profunda as organizações no curto, médio e longo prazo.

É isso, que dizes?

 

 

Vídeo relacionado:

Resumo:

1- é falsa a ideia de que a ciência é feita apenas na academia;

2 – o papel da ciência é resolver problemas complexos, que a sociedade não consegue;

3 – a ciência entrega maneiras novas de pensar e agir para a sociedade;

4 – é possível na Ciência cada um ter seu ponto de vista intocável?

5 – o espaço no qual ideias têm valor em si e não são questionadas é a Arte;

6 – Trabalhos científicos são ferramentas de ação que visam trazer conforto;

7 – pontos de vista viram pontos de ação e podem causar danos para a sociedade.

 

Hoje, se tornou comum a ideia do relativismo teórico. Cada um pensa de um jeito e todo mundo respeita o jeito do outro pensar.

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A Ciência, entretanto, tem que entregar algo para a sociedade e ideias e propostas de ação precisam ser questionadas para se aperfeiçoarem. Não podemos confundir, assim, espaços acadêmicos com galerias de arte.

Vejamos:

  • A Arte foi criada para gerar desconforto e ampliar a linguagem e precisa da liberdade criativa. Uma obra de arte tem valor em si, não é uma ferramenta com a melhor lógica que vai nos levar de “a” para “b”;
  • A Ciência. ao contrário, foi criada para gerar conforto e ampliar a nossa capacidade de pensar e agir sobre problemas complexos;
  • Uma teoria não tem valor em si, mas é proposta de mudança da forma de pensar e agir, que vai nos levar de “a” para “b”.

Mas, você pode querer perguntar:

Pode-se ter diferentes avaliações do que consideramos conforto e desconforto?

Sim, podemos ter diferentes maneiras de avaliar o resultado do que foi entregue. Porém, depois que foi entregue e tocou na vida, na sociedade, em que vive determinado problema.

Há dados para analisar e não suposições “artísticas”.

A crise da Ciência hoje está dentro da crise das demais Organizações 2.0. Se deve ao esgotamento da Gestão, baseada no aparato tecnológico cognitivo que tínhamos e nas linguagens existentes.

O aumento do patamar da Complexidade Demográfica Progressiva tornou as atuais organizações obsoletas. E para tentar resolver a crise, elas se concentraram e acabaram sendo reféns delas mesmas.

O rabo passou a balançar o cachorro.

No caso da Ciência tal fenômeno se explicita num ambiente voltado para assuntos.

Na transformação do espaço de soluções de problemas complexos para uma espécie de galeria de arte.

Na galeria de artes científica de hoje cada se expressa do jeito que quiser, algo que não pode ser questionado, como se trabalhos acadêmicos fossem obras de arte.

Obras que são vistas como valor em si e não ferramentas de mudanças sociais na forma de pensar e agir.

Se entrega pouco para a sociedade, pois cada pesquisador é muito mais artistas, produzindo ciência “pura”, baseada em assuntos de interesse subjetivo do pesquisador para ele mesmo.

A Ciência foi transformada em arte.

A mudança que assistiremos com a Revolução Digital e o novo ciclo participativo é a reabertura para o debate de ideias com a sociedade, cada um defendendo a sua certeza provisória em torno de problemas.

A Ciência 3.0 será muito mais líquida, mais participativa, com pressão de fora para dentro. E talvez o dentro seja cada vez menos dentro.

Será baseada na demanda da sociedade para a solução de problemas complexos.

É isso, que dizes?

 

 

O Sapiens vive sempre em  bolhas civilizacionais.

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Lugares, pessoas, tempos.

Porém, as bolhas estão dentro de uma bolha maior.

E a bolha maior é formada pelo aparato de mídia que temos, que definem as fronteiras do que podemos e do que não podemos fazer.

Entre os humanos há tecnologias cognitivas invisíveis que definem falsas paredes, que são derrubadas com a chegada de novo aparato de mídia.

Assim, temos a falsa ilusão de que somos o que somos. De que a sociedade é o que é, pois vivemos numa bolha civilizacional nos limites das tecnologias cognitivas que temos disponível.

Quando se rompe essa tecno bolha cognitiva, percebemos que muito do que não podíamos fazer não era por limitação humana, mas por falta de tecnologias.

A espécie entra em crise entre o que não se podia fazer e o que se pode agora. Os velhos hábitos na maneira de pensar e agir passam a ser a barreira e não mais a possibilidade concreta.

Saímos dos limites técnicos para o filosófico.

Hoje, nosso problema não é mais o que não podemos fazer, mas a capacidade de deixar de fazer do jeito que estávamos acostumados.

Todo o movimento de mudança que teremos pela frente é superar o modelo mental do século passado, com as tecno-limitações que tínhamos.

E avançar no que podemos fazer agora.

É isso, que dizes?

Quanto custa?

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Esta é a pergunta que pouca gente faz, mas deveria fazer sempre sobre novos métodos de educação, principalmente para o Brasil.

Educação é tratada como algo abstrato, como não tivesse custos e fosse regulada pelas leis da economia: abundância e escassez.

Projetos educacionais inovadores devem se perguntar o tempo todo: quanto custa se pensarmos em milhões ao invés de centenas?

O que se faz hoje, sem esse questionamento, na falta de opção, é criar projetos educacionais de qualidade para pouca gente para criar  espécie de semente para ser espalhada. Mas que nunca o é por falta de verba.

Porém, a pergunta que não quer calar, volta: quanto custa?

Apesar da fantasia que criamos no Brasil que educação é gratuita, pergunte a um gestor educacional se ele não tem contas todo mês para pagar.

O educador joga a culpa no descaso das autoridades, como se ele não tivesse que ser também um pouco economista, fazendo cálculos para que qualidade rime com quantidade.

Vejamos:

O problema de pensar o futuro da educação é que não conseguimos superar os limites da Civilização 2.0, que não tinha disponível o aparato digital e as novas filosofias, teorias, metodologias e tecnologias, que vem no vácuo.

 

 

Assim, projetos experimentais para 200 não interessam muito se não puderem ser replicados para 200 mil, pois não se terá dinheiro para tanto.

E este é o impasse civilizacional que vivemos. O atual modelo geral de educação, baseado no aparato tecnológico cognitivo oral e escrito, que nos legou a gestão, não consegue mais ter qualidade na quantidade de um mundo hiperpovoado.

A superação do impasse qualidade-quantidade será feito, através do uso do novo aparato digital, que criará um modelo novo de educação, através de inteligência artificial, cliques, curadoria, horizontalização.

O atual modelo hegemônico de educação, aliás, usou a escrita para aumentar a qualidade na quantidade, mas chegou a um impasse devido ao aumento demográfico dos últimos 200 anos.

A educação de qualidade do novo milênio para ter escala vai ter que abandonar o modelo professor-aluno, oral-escrito para novo paradigma da qualidade para milhões.

Hoje, quando falamos em qualidade de educação pensamos só em dezenas ou no máximo centenas, mas nunca em milhões. E é daí que se deve conduzir o debate.

É isso, que dizes?

A base de toda filosofia, teoria e metodologia depende de como analisamos a natureza humana.

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Muitos dirão que não existe natureza humana, ou que ela é sólida como uma pedra, ou líquida como água.

Porém, o debate sobre natureza humana é o ponto de partida de qualquer conhecimento individual ou coletivo.

Muitos dirão que há temas em que a natureza humana não entra e eu afirmo que não, pois qualquer conhecimento é do humano para o humano.

Do humano que pensa e faz, ou só pensa, para o humano que faz.

Dependendo de como avaliamos a natureza humana, teremos posições filosóficas, teóricas e metodológicas completamente distintas.

Para um cenarista, é fundamental modular bem os limites do que podemos chamar de natureza humana.

Para evitar a arrogância, de definir uma natureza humana da sua própria cabeça (mesmo que diga que não exista) o cenarista recorre à história.

A história é o fio terra para que possamos definir a natureza humana de forma mais consistente e menos arrogante.

Se o ser humano não fez determinadas coisas no passado por que fará agora?

Novos cenários podem permitir novas facetas humanas? Podemo. Mas é preciso analisar se é um novo cenário realmente, ou é algo repetido que o cenarista simplesmente não percebe a repetição?

E se é totalmente novo, algo raro em tantos milhares de anos, como a antiga natureza humana vai reagir?

Na minha opinião, o que pode haver de realmente novo são mudanças tecnológicas que podem afetar a estrutura genética humana, tal como nos alimentarmos de sol, ou termos pessoas que já nascem sem poder se reproduzir, por exemplo.

É isso, que dizes?

Vídeo relacionado:

 

Resumo:

  1. sempre avaliamos pessoas no trabalho. Quem avaliava era o gerente e agora são os consumidores por uma necessidade da espécie;
  2. não teremos mais um RH central. Coisas que são feitas fora do trabalho pouco importaram no passado. O que importa sempre, ao final de tudo, é o que a pessoa entrega de valor.

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O primeiro episódio da terceira temporada da série Black Mirror imagina que a uberização que se vê nas novas empresas estará fortemente presente nas relações pessoais. E que vamos passar o tempo todo esmolando estrelinhas para poder trabalhar. Diria que preocupados com estrelinhas no trabalho, sim.  Dos amigos, não.

Há duas discussões a partir disso.

  • A filosófica – que nos remete a como pensamos sobre a relação do humano com tecnologias;
  • E o prognóstico do cenário (que é resultado da visão filosófica) – onde afinal a uberização pode nos levar?

Na minha Certeza Provisória atual acredito que o ser humano, como qualquer outra espécie viva, antes de qualquer coisa, é motivado primeiro pela sobrevivência e depois, com ela garantida, se dá ao luxo do vem depois.

Se queremos colocar um fio terra no debate dos cenaristas sobre o novo milênio precisamos recorrer sempre à história.

Não podemos esquecer, e isso é demonstrado pela história, que o que move cada pessoa no mundo é chegar ao final do dia vivo. Para isso, precisa comer, beber, trabalhar e conseguir evitar os riscos de morrer antes de dormir.

Isso vem das cavernas e continua e continuará presente na vida de cada um de forma mais ou menos latente, conforme cada contexto.

De cenários mais adversos, em guerras, terremotos, grandes catástrofes, ao cotidiano.

Na minha Certeza Provisória, diria que tudo que fazemos, todas as ferramentas que criamos e usamos, inventamos, massificamos ontem, hoje e amanhã vem atender a essa demanda principal: sobreviver.

Obviamente, que superados determinados parâmetros de sobrevivência o ser humano começa a se dar ao luxo de ter vícios, prazeres, gostos e iniciamos um conjunto de demandas em torno disso.

Uma orquestra tocando enquanto o Titanic afunda: só em filme.

Gosto da série Walking Dead, bem filosófica, na qual vemos um ser humano tentando sobreviver num mundo sob o ataque de epidemias de zumbis. Ali, está o mesmo ser humano querendo sobreviver em condições muito mais precárias do que a atual, na qual todo o verniz civilizacional vai literalmente para o espaço.

Assim, há uma espécie de “natureza dos seres vivos” – não digo só humana – em que o instinto de sobrevivência em todas as espécies sempre estará presente em alguma medida, conforme a situação limite.

A única mudança radical que alteraria o Sapiens essa máxima, e isso é possível, seria mudanças genéticas, com o domínio dos códigos genéticos, se criarmos uma nova espécie de laboratório que não precise mais comer ou beber.

Aí teríamos  nova espécie com outros paradigmas, abandonando a lógica dos seres vivos.

Enquanto isso não ocorre, a história nos mostra que as tecnologias abriram fronteiras para o ser humano ocupar, com a sua natureza.

E o papel do cenarista é analisar como essa natureza humana – digamos meio líquida, mas dentro de um corpo sólido, vai se adaptar às novas condições de cada época.

(Muita gente vai dizer que não existe natureza humana. É talvez o primeiro equívoco de muitos cenaristas utópicos.)

Podemos dizer que essa natureza humana não é fixa, é mutante, pois uma coisa é um humano mais próximo à natureza, em uma fazenda, e outro um que vive numa megalópole.

Procurar constantemente a natureza humana no tempo e projetar adaptações da mesma para o futuro, mesmo com descobertas de novas facetas, é a atividade principal de um cenarista eficaz.

Assim, imaginar que a espécie vai criar demandas novas, a partir de novas tecnologias, precisaria comprovar algo parecido na história. Ou imaginar que havia algo tão oculto que agora há condições de vir à tona.

E isso tem que ter algum tipo de discurso lógico e não apenas achismo emocional de um cenarista utópico.

Até por que não é primeira vez que alteramos mídias no passado. E podemos analisar que muita coisa mudou. Mas muita coisa TAMBÉM não mudou.

Dito isso, passemos ao que sugere o autor do primeiro episódio da terceira temporada de Black Mirror.

De fato, o aumento demográfico radical dos últimos 200 anos (de 1 para 7 bilhões) tem nos obrigado para sobreviver melhor a criar estrelas para avaliar produtos, serviços, pessoas, textos, vídeos, áudios.

Estamos adotando a comunicação química das formigas, criando um novo modelo administrativo da Curadoria para lidar com problemas complexos, sem solução no atual modelo administrativo da Gestão – filha direta da palavra oral e escrita, que nos acompanha há 70 mil anos.

A uberização significa a passagem do controle administrativo de um gestor do alto para um consumidor, munido de aplicativo, que viabiliza a expansão dos cliques – a terceira linguagem humana.

O prestador de serviços na uberização passa a ter receio do consumidor, que pode, através dos cliques, que são gerenciados por uma Inteligência Artificial, tirá-lo da plataforma ou reduzir o ganho no final do mês, como já ocorre em diversos projetos novos na Internet e até na variável do final do mês das tripulações da Gol.

Isso, entretanto, não é novidade para a espécie.

Avaliações de prestação de serviços sempre ocorreram no tempo e na história.

Quem avaliava, porém, cada prestador era um gestor, que fazia a sua avaliação e tomava as mesmas decisões de demissão, promoção, contratação de forma vertical.

O aumento do patamar de complexidade demográfica, entretanto, tornou o trabalho do antigo gestor obsoleto.

A avaliação do consumidor permite a descentralização da avaliação de baixo para cima, de forma horizontal, com mais meritocracia. É a pulverização do gestor em milhões de micro-gestores.

A uberização é uma saída sistêmica para o aumento da complexidade. Taxistas não eram mais controlados pelo consumidor, que reclamavam em vão. O motorista do Uber é controlado pela dobradinha consumidor – inteligência artificial dentro de uma plataforma administrada por um Curador.

Motoristas do Uber agora temem a avaliação dos passageiros e, por isso, se comportam muito melhor.

O critério de estrelas também se dá para canais de vídeos, áudios, textos e aqui estamos falando de espaços de divulgação de ideias, que podem ser ou não comerciais (no sentido de geração de receita).

A taxa de ética social tende a aumentar na transparência e com o controle da sociedade sobre as organizações e seus parceiros, colaboradores.

Assim, avaliar serviços, produtos  não é algo novo, o que estamos fazendo com a uberização é democratizar a forma de avaliação.

Imaginar que esse sistema de avaliação já existente nas organizações migaria para as relações pessoais é algo a-histórico.

Por que aconteceria agora? Avaliar já ocorre por uma necessidade de ser melhor atendido, por que passaríamos a fazer isso nas relações pessoais?

Só por que podemos?

Já podíamos fazer isso com a fofoca, mas mesmo com toda a fofoca sobre alguém isso não impediu que pessoas sejam amigas ou que tais fofocas impeçam que ela trabalhe em determinado lugar.

O que faz a diferença na hora do trabalho não é com quem você se deita, ou de quem é amigo, mas a capacidade que se tem de gerar valor para quem tem um determinado problema.

Não vejo nada na história que possa demonstrar algo assim. Fornecedores e consumidores, uberizadas ou não, querem pessoas que consigam gerar valor, independente do que fazem, com quem se encontram, de quem são amigos.

O que valeu para o passado e será para o futuro é capacidade que cada um tem de identificar problemas e ajudar a superá-los. É isso que vai sempre ser objeto de avaliações cada vez mais sofisticadas, que serão feitas com as ferramentas cognitivas disponíveis (canal físico e linguagem).

Vejamos.

Pouco importa, por exemplo, se um vendedor de baterias no mercado livre não tem nenhum amigo no Facebook, mas que entrega o produto em dia e todo mundo o elogia. Importa? O mesmo digo de um motorista do Uber ou de alguém que aluga quartos do AirBnb.

Pessoas fazem negócios com outras por motivos mais objetivos e se relacionam com outras por motivos mais subjetivos.

Tais relações passam por diversos critérios de seleção de quem você quer ver todo dia, de vez em quando ou nunca tanto nos negócios quanto na sua vida pessoal.

Porém, nos negócios o que importa mais é a objetividade e na vida pessoal a subjetividade. São critérios diferentes para demandas diferentes.

Acredito que determinadas práticas sociais como galinhagem, grosserias, posições políticas já são mais transparentes e vão evitar relacionamentos pessoais futuros.

Mas isso não vaza para os negócios, pois a ideia de empresas centralizadas, de Recursos Humanos centrais que contratam é algo que não se sustenta num cenário futuro.

Veja o meu debate sobre isso aqui:

Porém, isso não vai importar muito do ponto de vista objetivo, pois as organizações se uberizando, o que vai importar é o karma digital que a pessoa terá ao entregar o produto ou serviço na plataforma.

A ideia de um RH central escolhendo colaboradores tende a ficar cada vez mais obsoleto.

Assim, sim teremos mais transparência nas relações, sim teremos mais informação sobre a prática de cada um na sociedade, sim avaliaremos cada vez mais tudo.

Porém, a ideia de que vou esmolar estrelas do amigo para manter meu emprego, na minha certeza provisória, é pouco provável.

O episódio consegue projetar e radicalizar um futuro sombrio, a partir das tecnologias. A série toda aliás tem esse tom de reativismo melancólico, mas é bem feita e abrem bem o espaço para o debate.

É isso, que dizes?

 

 

 

Vivemos uma crise profunda, pois as organizações científicas vivem o final de uma Era Cognitiva, na qual diagnosticamos um corporativismo tóxico.

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Nestes momentos temos alguns fatos relacionados. O que chamamos de ciência será muito mais parecido com arte ou hobbie.

A ciência que praticamos hoje está muito mais parecida com uma galeria de arte do que um ambiente científico.

O papel da arte é brincar com a subjetividade para alargar as fronteiras da linguagem e dos sentidos.

O papel da ciência é ajudar a sociedade a dar solução para problemas complexos, num ambiente de objetividade, de diálogo e de lógica.

Quando defendemos que cada um tem o seu ponto de vista e que deve ser respeitado, estamos falando de um ambiente artístico.

O papel da ciência é justamente o contrário.

Pontos de vistas devem ser desrespeitados com argumentos, questionados, validados, invalidados. Pontos de vistas estão lá justamente para serem massacrados.

Os que sobreviverem são ferramentas para que tenhamos menos problemas aqui do lado de fora.

Quando alguém me diz que eu tenho um ponto de vista e ele tem o dele, tudo certo, mas o ponto de vista, acaba por virar um ponto de ação.

Ponto de ação é uma prática, uma metodologia, um prognóstico, um diagnóstico, um tratamento que, mais dia menos dia, vai causar mais ou menos conforto ou desconforto para alguém.

O papel da ciência é reduzir desconfortos.

O da verdadeira arte é o contrário: gerar desconforto.

A arte que não gera desconforto, é hobbie, assim como curiosidade sobre conhecimentos que não resultam em solução de problemas.

Mas não ciência!

A visão de futuro de muita gente é de que haverá uma dispersão radical das experiências.

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E de que o mundo hoje é organizado da atual maneira por causa de um centro forte.

Concordo parcialmente.

Haverá de fato mais alternativas, o mundo terá ainda mais camadas de futuro. Porém, não repetimos, imitamos e temos um planeta mais ou menos parecido por imposição.

O ser humano imita os demais por necessidade, pois quer ter sempre o melhor custo/beneficio para resolver problemas.

A ideia de que a Revolução Cognitiva nos levará para um mundo cada vez mais heterogêneo e que será impossível comparar diferentes regiões, me parece um prognóstico não viável.

A diferença entre regiões ou mesmo dentro da mesma região será, como já é hoje, em função da mídia utilizada.

Quanto mais a nova mídia e a linguagem for massificada e eficazmente utilizada, mais e mais aquela região poderá conseguir resolver os antigos problemas de melhor forma.

Quanto mais difundida e eficaz for a mídia utilizada para resolver problemas da espécie, mais no futuro estarão determinadas regiões e vice-versa.

Futuro não quer dizer mais evolução, melhor, bom, correto, apenas é o máximo que conseguimos fazer com o que temos nas mãos, só isso.

É isso, que dizes?

Pode colorir como quiser o projeto educacional, mas…

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…o que importa ao final é o seguinte.

  • Quanto mais homogêneo for o pensamento das crianças no processo educacional mais centralizadora é a proposta de educação;
  • Quanto mais heterogêneo for o pensamento das crianças no processo educacional, mais descentralizadora é a proposta de educação.

Propostas educacionais preparam pessoas para determinada sociedade projetada (vontade de mudar a atual) ou vivida (a que existe).

Há, a meu ver, no mundo dois tipos de sociedade, se puxarmos para os extremos:

  • sociedades que são regidas por um centro, com forte controle do estado sobre a sociedade e os indivíduos. Um modelo mais vertical;
  • sociedades que são regidas pelo a interação das pontas com baixo controle do estado, com o desenvolvimento de uma ordem mais espontânea dos indivíduos. Um modelo mais horizontal.

Digamos, que a primeira é a proposta mais autoritária (e muitas vezes totalitária) de sociedade, do controle de  determinado centro para as pontas e a outra da ordem espontânea, mas aberta e livre.

A filosofia da educação reflete uma ou outra.

Pode não ser no verniz, no discurso, mas no que realmente acaba por entregar homogeneidade ou heterogeneidade?

  • Uma proposta de educação centralizadora/estatizadora fará com que cada pessoa reduza a taxa de diversidade. A individualidade e a subjetividade serão contidas e não estimuladas para a integração no todo. Cada membro se verá incompleto, compondo um todo maior, que contém a completude. As pessoas vão ser preparadas para respeitar à autoridade de plantão e pensar de forma bem próxima dos professores e dos demais membros da escola. É uma escola estatizadora.
  • Uma proposta de educação descentralizadora fará com que cada pessoa aumente a sua taxa de diversidade. A individualidade e a subjetividade individual serão estimuladas para a integração no todo. Cada membro se verá completo para compor o todo maior, que contém a incompletude. As pessoas vão ser preparadas para questionar a autoridade de plantão e pensar de forma bem diferente dos professores e dos demais membros da escola.  É uma escola empreendedora.

Vejamos:

  • A educação estatizadora/centralizadora fortalece sociedades de baixa inovação, forte controle social do centro para as pontas.
  • A educação empreendedora/descentralizadora fortalece sociedades de alta inovação, baixo controle social do centro para as pontas.

Tais propostas são a base de qualquer projeto educacional e de sociedade. Metodologias que serão implantadas refletirão essa realidade.

Antes de defender que o problema do Brasil é educação é bom saber de que tipo de filosofia de educação estamos falando: estatizadora ou empreendedora?

Obviamente, que o debate da Educação 3.0, Curadora, nos leva a uma radicalização da Educação Empreendedora.

É isso, que dizes?

Cenarista é alguém que constrói cenários futuros para que outro alguém tome decisões melhores.

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Cenaristas trabalham com forças em movimento. É preciso entender cada força, novas forças, a relação entre elas e as possíveis modificações e, só então, projetar cenários.

Cenários nada mais são do que a relação das forças em movimentos. E as projeções, a partir de novas configurações.

  • Quando temos forças iguais ou parecidas em ação, a tendência do cenário futuro é de maior taxa de estabilidade;
  • Quando temos novas forças (ou não tão conhecidas) em ação, tendência do cenário futuro é de maior taxa de instabilidade.

Quando temos novas forças, cabe aos cenaristas identificá-las, conhecê-las,  incorporá-las, através do estudo de sua ação no passado e no presente em lugares onde ela está mais atuante há mais tempo.

Novas forças significam que há algo de errado no paradigma do cenarista, que precisa ser refeito.

O cenarista precisa aprender que a vida sempre tem razão e ele sempre está equivocado. A vida ensina e o cenarista aprende.

O ser humano é a principal força a ser estudada pelo cenarista, pois todo o seu trabalho está voltando para que melhores decisões sejam tomadas.

Há cenários, como o clima, terremotos, maremotos, pragas que podem depender mais ou menos das forças humanas, mas o cenarista sempre estará prestando serviço para alguém que precisa tomar uma decisão, a partir do cenário construído.

Quanto mais um cenarista tenha visão mais clara de como reage o ser humano individualmente e coletivamente a determinadas forças, mais terá condições de acertar prognósticos e vice-versa.

O cenarista indica ações no presente para que a pessoa que está sendo orientada possa se adequar melhor ao cenário futuro.

Cenaristas que não estudam o passado, são cenaristas, que tendem a ter maior taxa de arrogância, pois acreditam que apenas o instinto, sua capacidade de percepção, é capaz de prognosticar os cenários futuros.

O passado é uma espécie de âncora de humildade para os cenaristas, pois evita que a taxa de arrogância suba. Que ele comece a projetar o que quer para o futuro e não o que provavelmente vai ocorrer.

Desconfie de cenaristas que não apresentam memória de cálculo passada.

 

Todas as organizações que praticam a gestão estão em crise. A gestão foi o modelo e administração, que conseguiu lidar com um determinado patamar de Complexidade Demográfica.

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A crise que vivemos na sociedade hoje é do modelo de administração, baseada na linguagem oral e escrita, que ficou obsoleto diante do aumento demográfico.

Basicamente, estamos saindo de uma espécie que produzia ruídos, próxima dos mamíferos, que exige líderes-alfas (gestores/palavra oral e escrita) e iniciamos a jornada para espécies de comunicação química (curadoria/cliques).

Isso ocorre em todas as áreas e vai ocorrer também na produção científica.

Existem duas coisas importantes separar neste campo:

O método científico – é estrutural – filosófico. E a
publicação e divulgação é conjuntural – tecnológica.

O método científico, no tempo, exige um problema, uma hipótese para lidar melhor com ele, um teste para validar a hipótese, um comparativo e uma conclusão.

Isso podemos dizer que será algo estruturante de qualquer espécie viva, não só humana, na direção da procura de uma qualidade de vida melhor.

Todos os animais testam melhorias, incluindo os humanos, que fazem isso no geral, e nas questões mais complexas se utilizam de determinadas organizações, que chamamos de academia.

Muita gente confunde método científico que é a eterna busca da certeza provisória, ou da mentira, se quiserem radicalizar com a publicação. Com a publicação.

A publicação, entretanto, não é estruturante, pois dependerá das ferramentais disponíveis a cada período histórico. Como passamos um longo ciclo dentro da Era da Palavra Oral e Escrita criamos a ilusão de que método e publicação é a mesma coisa. Não é!

Antes éramos gestuais, depois passamos às palavras e hoje temos os cliques.

O método científico será praticada na plataforma de publicação disponível e será influenciado por este conjunturalmente.

Hoje, a publicação científica é feita, através da validação das palavras. É o método da gestão, na qual há um gestor, que chamamos de editor ou editores, criam um corpo de pareceristas que avalia o que será publicado.

Filtra-se para publicar.

Segundo o especialista americano de mídias digitais, Clay Shirky, a digitalização do mundo, com suas novas ferramentas, temos o contrário:

Publica-se para filtrar.

A nova linguagem dos cliques permite que pessoas ao lerem determinado artigo, possam, avaliá-lo no processo de leitura. O que podemos chamar de Curadoria Acadêmica.

Tal modelo permite que a Ciência 3.0, possa:

  • ter muito mais interação;
  • ser muito mais líquida;
  • muito mais próxima da sociedade;
  • menos dependente da vontade e interesse dos antigos gestores/editores;
  • mais inovadora;
  • mais descentralizada e distribuída.

A crise da ciência hoje é justamente a mesma de todas as organizações.

Criamos alta taxa de corporativismo tóxico, pois devido à centralização e isolamento da produção científica. A academia ficou cada vez mais voltada parar os próprios interesses do que os da sociedade.

Temos hoje uma ciência conservadora e corporativista, deixando a sociedade sem respostas às questões complexas.

Muitos acadêmicos consideram que qualquer coisa diferente do atual modelo de publicação irá trazer o caos à ciência, pois são reativos às mudanças.

E confundem assim métodos científicos com publicação científica.

A procura da melhor verdade, ou da melhor mentira continuará sempre, o que muda apenas é o método que faremos isso.

Mais gente no mundo, um mundo mais complexo, mais mutante e inovador, exige um novo modelo de produção acadêmico compatível.

O antigo validador oral/escrito dará lugar aos cliques, o uso intenso de inteligência artificial, que permitirá a renascença científica, pois estará muito mais próxima da sociedade do que hoje.

 

´É isso, que dizes?

 

 

 

Existem dois impactos.

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O primeiro é algo mais amplo na base de toda a filosofia, na pergunta mãe:

“Quem somos?”.

Hoje, o principal debate filosófico passa por McLuhan e a ideia de que somos  Tecnoespécie, que se modifica na essência com a chegada de novas tecnologias, principalmente as cognitivas.

Sem este novo paradigma, da Tecnoespécie o novo milênio será um labirinto de minotauro para os filósofos.

Isso, digamos, é algo fundamental que torna consciente algo que já ocorria no passado, tal como as mudanças filosóficas ocorridas na Grécia com a chegada do alfabeto grego ou depois da idade média com a prensa.

Revoluções Cognitivas provocam surtos filosóficos profundos.

A base dos pensamentos filosóficos de plantão ocorrem dentro dos limites Tecnoculturais existentes, que são formados por falsas paredes. Quando elas caem, tudo que estava em cima dela, cai junto.

Porém, temos um impacto em outras camadas da filosofia, no campo moral e epistemológico.

O que antes eram limites humanos não são mais.

Revoluções Cognitivas expandem o “aquário” Tecnocultural, permitindo que o que possamos avançar sobre novas possibilidades.

Um conjunto de pensamentos humanos passa a ser revisto, pois o que achávamos que era sólido, vemos que é líquido.

É isso, que dizes?

 

Marshal McLuhan é conhecido como comunicólogo.

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Mas o novo paradigma que ele defendeu “O meio é a mensagem” é filosofia.

No momento, que sugere que os meios de comunicação são uma extensão do ser humano, entra no campo das perguntas do “Quem somos?”.

McLuhan sugere que o ser humano, por dedução, é uma Tecnoespécie. Introduz um ponto de vista relevante na Filosofia da Tecnologia, que analisa a relação do ser humano com as tecnologias.

Permite o trabalho da Escola Canadense de Comunicação, que passa a estudar as rupturas de mídia no passado para recontar a história humana.

Abre o campo de estudos da Antropologia Cognitiva e permite a obra de Pierre Lévy, que faz um panorama geral sobre as rupturas de mídia.

McLuhan é uma pessoa chave do novo milênio e tem, de certa forma, a importância de Darwin. Temos o mundo antes e depois de McLuhan.

Por quê?

Temos uma visão completamente nova do ser humano, que, na época, pareceu algo exotérico, com baixo impacto de compreensão sobre as mudanças na sociedade.

As mídias eletrônicas trouxeram ou uma Evolução Cognitiva, ou uma Revolução Cognitiva Centralizadora, a gosto, o que reforçou o mundo que já existia.

McLuhan disse algo relevante na década de 60 que só agora se mostra muito mais útil para a compreensão das mudanças humanas, tal como a chegada da Revolução Digital.

Só agora, com a chegada da Revolução Digital, McLuhan passa a ganhar a relevância que merecia.

Não conseguiremos entender o novo milênio sem McLuhan e sua escola.

Não importa tanto o que é dito dentro das mídias, pois as mídias definem a sociedade, pois são uma extensão do ser humano.

Veja ao vivo:

Muito do combate à McLuhan se deve ao questionamento central que essa proposição “o meio é a mensagem” tem e teve sobre o conceito marxista da luta de classes.

McLuhan, ao colocar as tecnologias de comunicação no topo das forças provocadoras das mudanças históricas, elimina o conceito de que a história é filha da luta de classes.

E todo comunicólogo com tendências marxistas baniu McLuhan, ou colocou-o como um pensamento de um excêntrico, digno de figurar num “jardim zoológico” dos pensadores exóticos.

Porém, o novo milênio com as mudanças bruscas que estamos passando, traz McLuhan e sua turma para o centro dos holofotes.

Principalmente, as organizações que querem lideram o mercado precisam de McLuhan para criar cenários mais realistas.

Pela ordem:

  • Da visão filosófica de que somos uma tecnoespécie;
  • De que mudanças de mídia alteram profundamente o ambiente de negócios.

É isso, que dizes?

Vivemos uma profunda crise da ciência. Principalmente das ciências sociais.

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A concentração de mídia nos leva ao corporativismo tóxico, que atinge a todos os setores, incluindo a academia.

Hoje, as organizações criam critérios de produção cientifica de dentro para dentro. Há uma certificação pelos pares, que têm problemas acadêmicos, num círculo vicioso.

Teorias perdem o conceito fundamental, o conceito fica sem consistência.

Teorias são ferramentas humanas para resolver problemas, como detalhei aqui.

Toda boa teoria visa apontar metodologias e, para isso, precisa analisar forças e fazer prognósticos. Teoria que não faz prognósticos não é teoria, é hobbie ou arte.

É na analise dos resultados dos prognósticos e do resultado das metodologias que começamos a saber se uma determinada teoria é eficaz, ou não.

Os resultados demonstram o que pode ser ajustado. Qual é o equívoco que foi feito nas fases preliminares.

As teorias atuais não fazem isso.

Hoje, uma pessoa que se diz cientista é um cientista de assunto, se especializa num tema sem fim, se torna conhecedor de tudo sobre aquele assunto, mas que, de prático, nada ajuda para a sociedade.

Todo estudo tem que ter um problema para nortear o seu caminho, pois é esse o papel da ciência: ajudar a sociedade a viver melhor.

É isso, que dizes?

 

Vídeo relacionado:

O grande problema com os cenaristas modernos é que eles passaram a fazer marketing.

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Por uma questão de sobrevivência, os cenaristas passaram a atuar com os princípios do marketing: o cliente tem sempre razão e vou dizer aquilo que ele deseja ouvir.

Isso dá dinheiro, palestra.

E começamos a ter cenaristas marqueteiros dizendo que a Hillary vai ganhar, que a Inglaterra vai ficar na comunidade européia e que o acorde de paz na Colômbia vai ser aprovado. Que a uberização é algo periférico e que no Brasil essa onda de transparência cidadão vai passar.

O papel do cenarista, bem como do calculista de pontes, do oncologista e do terapeuta não é dizer o que o cliente quer ouvir, mas, baseado em teorias eficazes, tentar apresentar um cenário factível para o cliente lidar melhor com ele.

Vivemos hoje guinada civilizacional, na qual as organizações estão em fase de negação. Estão sedentas para escutar pessoas que garantam que futuro não vai mudar tanto assim.

Porém, é preciso entender o papel dos cenaristas para as organizações.

Todo cenarista precisa de uma teoria para fazer seus prognósticos. A diferença entre um cenarista e outro é a teoria que o embasa. E a sua capacidade de criar em cima das forças analisadas.

Um cenarista dever ter apenas compromisso com a sua teoria e do que ele consegue enxergar no futuro a partir dela. Há um diálogo necessário com o cliente, incluindo alunos, mas tem que se dar em bases argumentativa, teórica e lógica.

Quando o cenarista confunde o seu papel de prognosticar o futuro e começa a dizer o que o cliente quer ouvir para aumentar o seu ganho, algo começa a se complicar. A raposa começa a ser chamada para analisar se as galinhas precisam de proteção.

Quando cenaristas deixam de atuar no campo das ciências e da lógica passam ao marketing. Seminários e palestras deixam de ser espaço de reflexão e racionalidade e passam a ambiente de prece para que o futuro não seja tão impiedoso.

Para um cenarista eficaz, quem tem que ter razão é a teoria desenvolvida, que permite prognósticos, e não o cliente!

O cliente contrata um cenarista para conhecer o que ele estudou e não para reforçar aquilo que ele quer ouvir.

Na atual fase de negação, cenaristas eficazes e não marqueteiros assistem os marqueteiros fazendo sucesso.

O futuro, entretanto, que marketing é bom para vender, mas não para fazer estratégica eficaz.

Há dois filmes que recomendo que evidenciam a luta entre cenaristas marqueteiros e cenaristas eficazes:

A caça de Madoff:

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A grande aposta.

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É isso, que dizes?

Vídeo correlato:

Vamos a elas:

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1 – seja um profissional de problemas e não de assuntos;

2 – faça de seu problema uma missão de vida;

3 – procure fontes e não informação;

4 – procure um padrinho/ curador;

5 – tenha o seu espaço de produção de conhecimento;

6 – faça parte de uma comunidade que vive o seu problema;

7 – tenha alunos e clientes e aprenda com eles.

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Problemas estruturam o pensamento e permitem criar metodologias e respostas da vida (e aliança com os sofredores) para saber se estamos indo no caminho menos equivocado.

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Problemas nos mostram que todo o conhecimento tem um propósito: ajudar a sociedade a viver melhor.

Quando as pessoas se dedicam a assuntos e não a problemas, campos de estudo, ciências da rede, de informação, de comunicação, do conhecimento, ou seja lá o que for, entram no labirinto de minotauro, onde não tem wifi e nem tomada para carregar celular.

As pessoas têm problemas e são motivas por resolvê-los. O papel de pensadores ativos é o de ajudar as pessoas a superá-los, quando possível, ou minimizá-los.

Problemas são:

  • integradores;
  • não tem fronteiras, limites, barreiras;
  • não têm autoridade;
  • são mutantes, pois depende sempre do contexto.

Obviamente, uma ciência baseada em problemas só é possível nesse novo ambiente mais descentralizado e distribuído.

O problema é que as ciências atuais são filhas de um mundo 2.0, de pensadores isolados, em torno de assuntos, dentro de labirintos de minotauros eunucos.

A Ciência 3.0 é mais participativa e interativa, pois tem novas ferramentas de validação do que é mais útil à sociedade. Cliques permitem que a sociedade possa participar mais do processo científico.

Tal mudança vai varrer para o canto do quarto a ciências por assuntos.

A Ciência 2.0, além disso, com o tempo de uso, foi gerando, como em outras organizações, uma espécie de corporativismo tóxico.

Viraram muito mais sindicatos do pensamento corporativistas, do que ferramentas de pensar e agir, que possam ser úteis para a sociedade.

Os novos pensadores que serão valorizados pela sociedade não serão especialistas em assuntos, mas em problemas.

Assuntos são aeroportos que só permitem pousar teco-tecos e rejeitam a chegada de aviões maiores.

Pensadores que não têm problema para resolver e atuar na vida acabam por se perder no mar da falta de prioridades. Perdem a noção do que realmente importa e o que deve ser deixado de lado. Saem da Ciência e vão para as Artes ou Hobbies do pensamento.

É isso, que dizes?

 

Problemologia é uma corrente de pensamento educacional voltada para problemas.

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Isso não é novo.

Porém, teremos um surto de mudanças educacionais na direção do estudo, a partir de problemas.

Por quê?

Novas Eras Cognitivas têm uma primeira fase de forte inovação e precisam de pessoas no mundo mais criativas para lidar com antigos e novos problemas.

Há um surto de inovação generalizado.

As antigas formas de resolver os problemas, dentro dos limites Tecnoculturais que tínhamos, passam a ser questionadas e precisamos de novas.

Há uma demanda por pessoas mais inovadoras, que não repitam velhas fórmulas.

Isso é algo conjuntural, mas será estrutural?

Talvez, possamos dizer que quanto mais gente tivermos no mundo, mais complexidade teremos e mais criativos precisamos ser.

Problemas ficam cada vez mais dinâmicos e precisam de respostas novas o tempo todo.

Há um novo patamar de autonomia de cada indivíduo, que é algo necessário para lidar numa sociedade mais complexa.

Esse novo patamar vai nos obrigar a ter educação mais voltada para a mudança do que a anterior.

Há forte tendência por:

  • aprendizado autônomo;
  • por problemas;
  • permanente;
  • mais horizontal do que vertical;
  • por grupos de interesse em torno do mesmo problema.

Haverá um aumento de taxa permanente de inovação, que não volta para trás.

A nova educação vai trabalhar num novo Planeta 3.0, que tem um novo aparato de mídia e a nova linguagem dos cliques.

Organizações não serão mais tão verticais, será algo na direção do Uber, com independência para cada um lidar melhor com o consumidor.

O que fará com que cada um seja um solucionador da melhor forma de lidar com os clientes e ser bem avaliado.

A educação por assuntos e disciplinas dispersas é cara e incompatível com esse novo cenário.

É isso, que dizes?

A grande novidade do novo milênio é a mudança profunda que o Sapiens está passando.

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Cada indivíduo direta ou indiretamente está vivendo as consequências da chegada de novo aparato de tecnologias cognitivas e uma nova linguagem.

Há uma mudança estrutural, em três níveis:

  • genético/biológica;
  • subjetiva;
  • objetiva.

De cada Sapiens, no novo Planeta Sapiens 3.0.

Há mudanças estruturais que são novas e permanentes.

A saber:

  • empoderamento de mídia;
  • conexão global;
  • acesso 24 horas à conexão global.

É isso, que dizes?

A grande questão filosófica do novo milênio é introduzir as tecnologias na pergunta “Quem somos?”.

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Até aqui a resposta foi incapaz de se aproximar mais do que de fato ocorre.

O Sapiens é uma Tecnoespécie e é o que é pelas tecnologias que consegue criar.

O Planeta Sapiens, tecnológico por natureza, quando recebe novos aparatos se alarga. Passamos a fazer o que não era possível antes. Criamos um vácuo entre o Planeta Sapiens antigo e o novo.

As tecnologias expandem nossos limites e no vácuo criado avançam projetos daqueles que percebem que as falsas paredes do antigo planeta já não existem mais.

Há, porém, mudanças diretas de novas tecnologia no Sapiens. Algo no nosso corpo físico ou mental se altera, pois novas órteses fazem com que tenhamos que nos adaptar a elas.

Principalmente, o cérebro que tem certa independência de seus respectivos donos.

Pessoas que gostam de pensar o futuro, devem olhar para os vácuos que se abrem no Planeta Sapiens com a chegada de novas tecnologias e não para as tecnologias em si.

Tecnologias que abrem vácuos são aquelas que vêm atender à demandas que estavam contidas na parede do antigo Planeta Sapiens.

Há latências da sociedade que não conseguem ser atendidas por falta de tecnologias que as viabilize. Tais tecnologias serão mais rapidamente massificadas do que outras.

Quem gosta de pensar o futuro, deve olhar para as latências e o potencial que são atendidas com novas tecnologias.

É isso, que dizes?

O Sapiens não vive no Planeta, mas numa espécie de Tecnoplaneta particular.

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Outras espécies vivas lidam diretamente com a natureza. O Sapiens se relaciona com a natureza, através de aparato tecnológico.

  • As outras espécies podem sofrer com as mudanças da natureza e se adaptar a elas.
  • O Sapiens altera a sua vida se novas tecnologias surgirem, pois a relação possível com a natureza, com outros seres vivos e outros Sapiens se modifica.

Há graus de adaptação necessária, a partir da chegada de novas tecnologias:

  • tecnologias não cognitivas – variável, conforme impacto sobre a sociedade futura;
  • tecnologias cognitivas – sempre impactante, pois altera a forma de relação dos Sapiens entre si;
  • tecnologias genéticas – sempre impactante, pois poderá  alterar a forma como sobrevivemos, nos reproduzimos, morremos.

Quando novas tecnologias surgem o Planeta Sapiens se modifica, principalmente Tecnologias Cognitivas, o que nos faz defender que determina etapas civilizacionais, a saber:

  • Civilização 1.0 – o Sapiens que gesticula;
  • Civilização 2.0 – o Sapiens que também fala, lê e escreve;
  • Civilização 3.0 – o Sapiens que clica.

Toda mudança civilizacional, a partir de Revoluções Cognitivas (chegada de novas tecnologias de comunicação e informação) introduzem grande mudanças no Planeta Sapiens:

  • genética/biológica, alteração no cérebro;
  • subjetiva, mudanças em como lidamos com o mundo;
  • objetiva, novas formas de resolver o problema das demandas e ofertas.

É isso, que dizes?

Galera, se segura, pois começamos a Revolução Administrativa!

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O ser humano caminha na história aumentando o patamar de complexidade demográfica.

É a única espécie social que faz isso, mas precisa de tempos em tempos promover um forte ajuste em como se comunica e se administra para voltar a equilibrar a espécie.

O diagnóstico da crise que estamos passando é simples:  crescemos demais e nossos modelos de comunicação e administração ficaram incompatíveis.

Como procedemos o ajuste?

  • Começamos introduzindo novas tecnologias de comunicação e informação, com ou sem uma nova linguagem;
  • E depois, a partir das possibilidades abertas por essa novidade, criamos um modelo de administração mais sofisticado, nem melhor e nem pior, apenas mais sofisticado.

Assim, podemos dizer que até aqui com a digitalização do mundo estávamos na fase da Revolução Cognitiva, mas que se abre na segunda etapa: da Revolução Administrativa.

Organizações uberizadas nos mostram que é possível administrar, basicamente tomar decisões, de uma nova forma, através da nova linguagem dos cliques.

Daqui para frente, o que vamos assistir são mais e mais organizações ocupando mais e mais espaços na sociedade embaladas pela novo modelo de administração.

A Revolução Administrativa já começou.

E é ela que vai realmente criar a nova Civilização, a partir das novas possibilidades criadas pela Revolução Cognitiva.

É isso, que dizes?

Quando falamos em especialização, pensamos sempre especialização de assuntos e não de problemas.

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O mundo que estamos saindo é um mundo de ideias e inovação controlados pelo limite das tecnologias, da linguagem, que se tornaram incapazes de lidar com o novo patamar da Complexidade Demográfica.

Quando isso ocorre a tendência é massificar, apostar na repetição, na baixa inovação, no controle e caminhamos para o fortalecimento do agir e pensar em torno dos assuntos.

A educação caminha toda nessa direção.

Assuntos, que podemos chamar de dados dispersos, são ferramentas pré-problemas.

Não podemos incentivar o estudo e prática em torno de problemas em sociedades que não podem inovar.

Vamos estudar em torno de dados dispersos, desarticulados, sem coerência entre si e deixar que os problemas sejam resolvidos por uma parcela pequena da sociedade.

Isso não é maligno, mas a resposta que encontramos para momentos em que a taxa de Complexidade Demográfica aumenta sem o respectivo upgrade nas tecnologias de mídia e na linguagem,

Especialistas de assuntos, ou de dados, são apenas pessoas que quanto mais estudam mais se isolam no mundo.

O estudo de assuntos nos leva sempre a becos sem saída.

Quando recomeçamos nova Era Civilizacional, com novas tecnologias de mídia e nova linguagem podemos, de novo, nos dedicar ao estudo de problemas, pois a taxa de inovação volta a crescer.

O estudo de problemas, ao contrário do de assuntos, é integrador.

Todo o estudioso de problemas vai lidar com os mesmos problemas fundamentais:

  • superar sofrimentos latentes de quem sofre com o problema;
  • dificuldade de que as pessoas encarem novas metodologias para antigos problemas;
  • articulação de diferentes campos de assuntos para lidar com o mesmo problemas, quebrando barreiras disciplinares;
  • questões filosóficas, teóricas e metodológicas.

Assim, o estudo dos problemas por especialistas, ao contrário do de assuntos, não leva pessoas a ruas sem saídas, mas para cruzamentos.

É isso, que dizes?

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