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Promoção da Submarino: o que comprei

 

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Livros – Arte de Conhecer a Si Mesmo, A – ARTHUR SCHOPENHAUER – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Cartas Filosóficas de Voltaire – VOLTAIRE – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Palavras de Sabedoria – DALAI LAMA – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Discurso do Método – RENE DESCARTES – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Paradoxo da Excelência, O – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Estado, O – GEORGES BURDEAU – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Para Além do Bem e do Mal – FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Gandhi: por Ele Mesmo – MARTIN CLARET – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Quem Está no Comando? – ORI BRAFMAN & ROD A. BECKSTROM – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Paz Perpétua, À – IMMANUEL KANT & MARCO ZINGANO – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Sermões Escolhidos – ANTONIO VIEIRA – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Do Cidadão – THOMAS HOBBES – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Galileu: Vida e Pensamentos – MARTIN CLARET – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Iniciação ao Islã e Sufismo – MATEUS SOARES DE AZEVEDO – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Eleições 2.0: A Internet e as Mídias Sociais no Processo Eleitoral – ANTONIO GRAEFF – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Kierkegaard – PATRICK GARDINER – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Comunicação Pra Quê? – MARCIO GONCALVES – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Livros – Buda: o Mito e a Realidade – HERODOTO BARBEIRO – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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Pessoal, é eclética, estou estudando filosofia, pensadores, de como determinadas religiões e pensamentos tem a ver com redes, etc…está aí a minha lista:

 

Livros – Organização Inconformista, A – CELSO CAMPOS – ( Envio normalmente em 2 dias úteis )
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As pessoas colaboram voluntariamente quando consideram que podem, de alguma forma, mudar o mundo Nepô – da minha coleção de frases.

Fala-se em Inteligência Coletiva e relacionamos o conceito à Internet:

“A rede traz Inteligência Coletiva”.

“O objetivo da rede é a Inteligência Coletiva”.

De fato, pode ser.

Depende de diversos fatores.

E pode-se dizer que temos ferramentas hoje que nunca sonhamos para resolver problemas de forma coletiva a distância, vide Linux, Wikipedia, etc…

  • A Inteligência é, assim, a nossa capacidade cognitiva de articular diferentes informações para resolver problemas.
  • A Inteligência coletiva seria a nossa capacidade cognitiva de resolver problemas de forma conjunta, através da co-laboração, do trabalho junto, em redes eletrônicas, a distância, ou, fora delas, presencialmente, conforme cada caso, ou até um misto dos dois;

Os humanos sempre tiveram e sempre terão problemas que precisam de mais gente para ajudar a pensar, seja para ganhar em velocidade, profundidade, qualidade e posterior adesão.

(Quem discute e compartilha do resultado, tem mais facilidade de adesão futura, conforme li e concordei com o livro do Horácio Soares, “O Tiro e o Alvo“.)

A opção pela resolução dos mesmos, via Inteligência Coletiva, do trabalho colaborativo em rede descentralizada, depende de uma postura diante do mundo.

Ou seja, esbarra-se em questões que pedem redes descentralizadas, com as quais as redes centralizadas não se adequam bem.

E, ou, adota-se redes descentralizadas como forma de resolver problemas que as redes centralizadas e controladas pelo status quo não deixam para ter controle das mudanças.

Papo de poder, mermão!

Estou lendo o livro “Levar Adiante“, a biografia de Bill Wilson, um dos idealizadores dos alcoólatras anônimos.

Bill Wilson

Eles tinham um problema: não conseguiam parar de beber.

E viram que só o compartilhamento coletivo dos problemas, da partilha de seus “pecados”, ao invés de uma confissão para o padre, da força mútua, era possível ver uma luz no final da boca da garrafa.

Optaram, assim, pela rede descentralizada, sem líderes, sem estruturas formais, sem patrimônio: um modelo completo, já consolidado, de rede descentralizada, que pode ajudar bastante na tarefa de criação de projetos 2.0.

(O tema, aliás, começa a ser estudado pelos pesquisadores web, veja aqui no “Quem está no comando“, um livro maravilhoso, que fala do poder autônomo dos apaches, do AA, das redes de distribuição de música e da diferença da aranha, que tem uma cabeça central e patas; e da estrela do mar, que não tem nem cabeça e nem patas!)

Se você cortar a estrela do mar, ela se divide e não morre...

O AA e grupos similares de mútuo-ajuda são claramente projetos de inteligência coletiva, sem tecnologia, que vêm dando bons resultados.

A rede descentralizada é adequada, se formos analisar, para a maioria dos problemas, nem todos, diante da rede centralizada, na qual o poder central tem mais controle.

A rede descentralizada dá poder às pontas, mas, por outro lado, define regras de conduta geral que todos seguem para manter a ordem sistêmica.

Não é algo sem controle, mas de um controle diferente, mais auto-regulado, precisando, como veremos adiante, de um propósito maior.

É assim que funciona os grupos dos anônimos e é assim que funciona o Wikipedia, Rede dos desenvolvedores do Linux, etc…

Paulo Freire

Ou seja, tal como na colaboração a distância na Web, os grupos de mútuo ajuda,  a Pedagogia do Oprimido do Paulo Freire, o Teatro do Oprimido de Augusto Boal, os orçamentos participativos do PT são todas propostas de redes descentralizadas, que se utilizam da Inteligência Coletiva, como filosofia, para resolver problemas antes tentados e não conseguidos, através de redes descentralizadas.

Note que todos sem ajuda de redes eletrônicas!!!

Algo que me chama a atenção em todos os exemplos é a necessidade de uma causa maior para que as redes descentralizadas emplaquem.

As redes centralizadas, pelo controle rígido, depende menos da vontade das pessoas, pois há uma fiscalização maior. As pessoas trabalham, pois se não o fizerem sabem que serão punidas de alguma forma por quem está no comando.

As descentralizadas precisam da motivação, de espaço para a iniciativa, portanto, pedem  um objetivo maior que transcenda o ego de cada um. Algo que desperte o bem comum, deixando para a auto-regulação de seus membros também qualquer tipo de punição.

E trabalha-se, portanto, pela motivação e não pela fiscalização, tal como:

  • - Criar uma enciclopédia mundial de graça;
  • - Um sistema operacional livre para todas as pessoas;
  • - Ajudar compulsivos a lidar melhor com suas compulsões (bebida, narcóticos, jogos, prostituição, cigarro, etc.)

O que nos leva a uma reavaliação interessante sobre projetos de redes descentralizadas em empresas e instituições, as tais redes sociais de colaboradores internos, de consumidores, etc…

Será preciso que a visão das instituições se amplie e não se reduza somente ao lucro e ao dinheiro, importantes, fundamentais, mas não necessariamente mobilizantes.

Funcionam na rede centralizada, mas não vão adiante nas descentralizadas!!!

Talvez, para que haja um envolvimento em redes descentralizadas, seja necessário que exista uma causa maior, um envolvimento que faça bem para cada um e para um todo, o bem comum.

Eu faço por que quero, pois vejo o resultado mais geral disso no futuro!

As organizações, caso isso se comprove, terão que, além de querer resolver problemas de consumo, pensar em algo maior, como já vem sendo feito nos projetos de envolvimento social. Ou seja, as redes devem visar o bem da sociedade em primeiro lugar e o resto é consequência, podendo até ser o lucro de alguém, desde que em nome de um bem maior.

O que nos leva a pensar que as redes descentralizadas em torno de projetos de co-criação, as tais redes sociais, devem envolver os participantes, não por benefícios individuais que dividem, mas algo que todos ganhem e que a sociedade também usufrua no médio e longo prazo, mesmo que todos ganhem alguma coisa no processo.

Um bem estar? Um sentimento de dever cumprido? O reconhecimento?

Se for isso, pergunta-se no espanto de uma caixa alta e negrito: ESTAMOS PREPARADOS?

Vamos pensando…por aqui…

Que dizes?

É extremamente reduzida a quantidade daqueles que pensam sobre as próprias coisas, a maioria pensa sobre livro, sobre o que os outros disseram – Schopenhauer - da minha coleção.

Vivemos todos em bolhas de conhecimento.

Não nos relacionamos com as coisas, pois há um filtro entre nós e o mundo.

Somos mais mulas do que filósofos.

Vivemos em filtros conceituais sem nos darmos conta.

Todos os incentivadores de mudança, os revolucionários, lutam, basicamente, contra a maneira que as pessoas vêem o mundo, ao introduzir uma nova maneira.

Aprendemos e incorporamos, em geral, de forma involuntária, um conjunto de filosofias que formam a nossa maneira de ver as coisas.

Há as filosofias e os conhecimentos estabelecidos e os novos conhecimentos.

Para criarmos novos conhecimentos precisamos conhecer os velhos.

Gramsci diz que há em toda a sociedade filosofias e não uma filosofia.

Que as filosofiam se degladiam pela hegemonia.

Que toda a filosofia é histórica, está em processo.

E que só há a possibilidade de conhecer o mundo se conhecemos as filosofias em curso para escolher algumas delas.

Acredito que, até, é impossível uma pessoa dizer que tem a mesma filosofia da outra.

Podem pensar parecido, mas o próprio ato de conhecer, nos leva a mixar conceitos, a partir da nossa cognição, temperamento, interesses, idade, ambiente que vivemos, etc…

Vamos fazendo, cada um a sua salada filosófica.

  • Quanto mais estudamos as filosofias correntes, mas podemos selecionar aquelas que nos agradam;
  • Quanto menos estudamos, mais seremos emprenhados pelo ouvido sem saber que o filho é do outro;
  • A liberdade, portanto, é o conhecimento das filosofias em curso para ter a opção de escolha!

O conhecimento se dá do mesmo jeito.

Vemos as coisas, a partir do que aprendemos sobre elas.

Os poetas e os artistas tentam procurar olhar para elas de forma diferente e reinterpretá-las a partir de uma linguagem artística, que, da mesma maneira, para inovar, precisa conhecer as outras linguagens e optar por uma delas, caso queira inovar.

Para pensar fora da caixa é preciso saber o que existe dentro  da caixa!

Existem, portanto, três possibilidades de olhar para as mesmas coisas de forma diferente:

  • Mentes brilhantes e criativas que consegue linkar o que os outros não conseguiram;
  • Tecnologias que nos permitem ver as coisas de um novo prisma, um microscópio, que vê o invisível a olho nu, um telescópio que vê ao longe, uma radiografia, que vê os ossos, uma ultrasonografia, que vê os órgãos.
  • Ou fatos novos que ocorrem de forma inusitada, que nos obriga a repensar determindas lógicas, o aquecimento global, uma peste ou a Internet, por exemplo.

A ruptura atual trazida pela rede está na terceira hipótese.

Olhamos para um fenômeno que ocorre de forma inusitada, anômala e não temos nem na comunicação, na ciência da informação, nem no estudo do conhecimento teorias viáveis que nos possam servir de parâmetro para entender tal ruptura.

É preciso agora mentes brilhantes para linkar o antes não linkado para entender melhor tudo que estamos passando.

Não é hora da prática, mas da revisão conceitual, de novos filósofos.

Por isso, sempre falo para meus alunos, que irão mais longe fazendo mestrados, do que pós e MBAs.

É preciso repensar a caixa e não repetir a caixa!

Assim, as mentes brilhantes precisam reconstruir como olhamos essa coisa: o fenômeno da informação, da comunicação e do conhecimento, tudo que sabíamos antes só ajuda se for remixado!!!

Criar uma nova lógica,  que é o papel das Ciências, divulgar essa lógica de forma coerente para que possamos lidar com ela no dia-a-dia de uma nova forma, olhando as plataformas de conhecimento, não como no passado, imutáveis, mas mutantes, trazendo-as para o senso comum, é o maior desafio teórico que os pesquisadores de Ciências Sociais e, em particular, os da área da informação, da comunicação e do conhecimento têm pela frente.

Concordas?

Existem dois autores básicos para sair da areia movediça das interpretações “afundantes” e “atolantes” sobre Internet.

As pessoas têm se perdido, ou por não terem lido, ou por não terem dado a importância devida a estes dois pontos de vistas fundamentais.

Recomendo que você escolha ler os dois para avaliar e ter opinão própria sobre os temas.

Pierre Lévy que procura na história outras rupturas similares à Web, tal como o surgimento da fala e da escrita, sugiro o Cibercultura.

Sem esta visão histórica de largo cenário, qualquer visão será limitada, superficial e pouco eficaz!

Cuidado!

Destaco ainda a relevância de Dominique Wolton que nos lembra que conexão é uma coisa e comunicação é outra, sugiro o livro: “O que é a Internet“.

Faço um mix dos dois em um liquidificador.

Existem dois movimentos que caminham em paralelo e não  se encontram naturalmente, só através de muito empenho: a plataforma da conexão e a plataforma da comunicação!!!

A plataforma de conexão é técnica.

É a novidade que a tecnologia da Internet traz ao mundo.

Lévy (e Castells também) afirmam, a meu ver com fortes reflexos na realidade, que é a primeira vez que temos um ambiente de troca de ideias que permite e conexão muitos para muitos, diferente da fase oral (um-um) e da escrita (um-muitos), onde se incluir o rádio, jornais e tevê.

Se você entrar no Facebook e publicar algo, caso não bloqueie ninguém, fala rá com muitos e se alguém comentar em aberto também todos poderão ler a réplica.

Ou seja, sem ideologia, opção, discussão, reflexão essa plataforma web estabelece, como princípio, esta possibilidade de todos falarem com todos a distância.

Diferente da anterior do livro, do jornal, do rádio, da tevê que era algo vertical de um para muitos, quando as pessoas não estavam presentes no mesmo lugar.

Esta é a contribuição fundamental que o Lévy nos traz.

1) visão histórica como princípio para a compreensão, discorde dele, mas apresente outra leitura histórica;

2) a grande novidade do muitos para muitos a distância, idem, idem.

Ou seja, ele é alguém que deve ser questionado, mas nunca ignorado!!!

Lévy

Do outro lado, Wolton, filósofofo, afirma que uma coisa é a conexão, mas outra bem diferente é a comunicação que não está dada com a Internet.

Ele chama a atenção que estamos cada vez mais conectados, mas nos comunicando cada vez menos.

O que é bem relevante.

E aí eu, pensando junto com ele, posso partir do princípio que há uma outra plataforma conceitual, acima da básica das máquinas, que é a iideológica e conceitual: a plataforma de comunicação, que se estabelece na possibilidade nova por sobre a da conexão.

Ou seja, apesar da conexão permitir o muito para muitos ela necessariamente pode não estabelecer a comunicação muitos para muitos, ou ainda, pode ser algo pobre, tão pouco aproximador das pessoas, que não estabelece mudanças.

Fica na superficialidade.

Wolton

Para que isso ocorra, comunicação, é preciso ter uma ideologia, descentralizadora e um conceito de se acreditar na rede como forma de administração de ações humanas.

Este conceito, aí sim, aplicado por sobre uma plataforma de conexão aberta e distribuída, que é uma opção de comunicação descentralizada que fortalece as pontas.

Note que essa ideologia de empoderar as pontas segue uma linha de Paulo Freire, Augusto Boal, Gandhi, Bill Wilson (fundador do AA), o projeto Linux, Wikipedia, etc.

São propostas ideológicas de rede, na qual a tecnologia é um dos elementos relevantes. Algumas propostas, inclusive, bem antes da Web.

Ou seja, naturalmente temos na Internet a tecnologia que viabiliza o muitos para muitos, mas não necessariamente este tipo de conexão desdobra-se numa rede de comunicação muitos para muitos com poder para as pontas.

O empoderamento das pontas é uma opção ideológica em cima da conexão tecnológica.

Pode, alías, haver uma sem a outra, como já tivemos vários exemplos antes da Web.

A conexão não impõe estas opção, apenas facilita, sugere, cria uma certa cultura, dá o gostinho, mas é preciso, para aprofundar a comunicação em rede muitos para muitos, uma opção ideológica e cultural para tirar todo o potencial dessa nova plataforma que estabelece a troca múltipla a distância.

Esta opção está basicamente na decisão de quem hoje detém algum tipo de poder (seja governo, empresa) perceber e procurar estabelecer esse novo tipo de compartilhamento.

A tendência é que todos os adotem, pois:

1) a velocidade atual, exige dinâmica;

2) a dinâmica é obtida dando-se poder às pontas;

3) a plataforma de conexão induz as mudanças e modelos, que influenciam os concorrentes, obrigando todos a migrar para o novo ambiente.

Mas, antes de tudo, é preciso mudar cabeças, filosofias, formas de se ver o controle da informação.

Estabelecendo-se, assim, as bases de uma nova sociedade, com modelos de instituição mais horizontalizados, dos que conhecemos hoje.

No qual aceita-se que o contro saia de em um núcle central e vertical e dê poder às pontas com a participação direta nas decisões de dado ambiente.

Empoderando, assim, as pontas.

Tenho para mim – e isso faz parte dos meus estudos de doutorado – com apoio de Aldo Barreto, que me levou à Galileu e suas teorias de sistemas.

Interpretando do meu jeito Galileu, acredito que essa necessidade de empoderamento das pontas se deve ao aumento do tamanho da população, que empurra, força uma mudança dos sistemas de conexão para que ganhem velocidade para atender às demandas de um planeta cada vez mais habitado.

Barreto

Em resumo, conectar estabelece um ambiente, mas é o primeiro passo técnico, para que um outro conceitual e ideológico aconteça que é o aprofundamento desse novo ambiente.

O primeiro está dado o segundo sempre será opcional e demanda trabalho, envolvimento e metodologia!!!

Este é o trabalho de quem quer trabalhar com informação, comunicação ou conhecimento.

O interessante, conforme li em diversos autores da história, com o tempo esse ambiente conectivo vai permitindo e influenciando, pois passa a ser utilizado por mentes brilhantes e visionárioa que o adotam para fazer as mudanças sociais, demandas e impossíveis na plataforma conectiva anterior.

Acredito que esta maneira de olhar o problema, ou a partir dela e modificando, vai nos ajudar bastante e pode tirar-nos de um certo atoleiro.

É isso, que dizes?

Da arte de receber elogios

Só se deve aceitar os elogios pelas nossas escolhasNepô da minha coleção de frases;

(Das reflexões pós-participação no Intercon.)

nepo_intercon

Foto Simone Schiese (Valeu!)

Faz-se a palestras e se recebe diversos elogios, ainda bem, mas quais devemos moralmente aceitar?

Se eu digo para uma menina:

“Você é bonita!”

Qual o mérito ela teve da beleza?

Não seria diferente se disesse:

“Parabéns, você consegue ser bonita, mas não vaidosa”.

Ou

“Você sabe valorizar a sua beleza!”

Ou seja, ela trabalhou em cima de uma característica herdada, fez escolhas, refletiu e conseguiu não se deixar levar pela beleza.

Acredito que devemos aceitar os elogios, dos quais somos merecedores, a partir de escolhas e esforços do que fizemos. Quanto mais abrimos aos outros nossas escolhas, demonstramos as opções que tivemos, atribuímos os méritos aos outros que nos ajudaram no processo, mais transparente é o caminho e mais possibilitamos que o outro, que vem depois perceba as escolhas do mundo e damos a opção para que ela faça as dele.

De maneira mais sábia e com liberdade.

Viver é escolher.

E ter liberdade é perceber que sempre temos escolhas e somos responsáveis pela nossas vidas, mesmo que tenhamos deixado que outros tenham feito a escolha por nós!

Quanto mais alguém esconde o seu caminho e suas escolhas, mais ele quer atribuir a si mesmo os méritos de ter chegado aonde chegou, evitando, assim, que os outros “cheguem lá”. Querendo todos os elogios apenas para si próprio e dificultando o caminho daqueles que o acompanham.

Ou seja, chegou do nada e ninguém vai até lá.

Uma boa palestra, nem sempre estava preocupado com isso, mas passarei a estar, é justamente aquela em que conseguimos mostrar todas as nossas escolhas, justificando-as e deixando que cada um pense nas que fizeram ou vão fazer.

Ajudando nessa reflexão, estou lendo a biografia de Bill Wilson, o precursor dos Alcóolatras Anônimos.

Depois de uma palestra, quando os outros vinham elogiá-lo de como era positivo o programa do AA e a sobrieredade para a vida deles, tinha uma resposta padrão:

“Foi bom para você? Concordas? É isso mesmo? Leve adiante!

Tirando de si o mérito do conteúdo e se transformando em canal de transformação para ajudar os outros nas suas próprias escolhas daquilo que te ajudou e pode ajudar a alguém.

Ou seja, era o anti-galvão-bueno, não queria se colocar entre as pessoas e o jogo, mas justamente deixar que as pessoas entrassem no jogo, tornando-se transparente, deixando a vaidade de lado.

O “Leve Adiante” me parece uma boa resposta para aqueles que gostaram do que eu disse lá na palestra do Intercon e vieram falar comigo logo depois, ainda durante o evento.

Sou grato a todos.

Mas o que não consegui expressar, pois não havia refletido, é que o elogio não pode ser para mim, enquanto pessoa, das facilidades particulares que tenho em uma palestram, que são minhas qualidades que potencializo.

Mas do mérito das minhas escolhas teóricas cognitivas, políticas, afetivas e profissionais, que me levaram a estar ali, falando as coisas do que eu disse da forma que disse, procurando destacar minhas qualidades e superando os defeitos.

Veja o vídeo feito pelo Vinícius:

Veja o vídeo feito pela Frika.

Mais coberturas do Intercon, veja aqui.

E, se realmente foi importante de alguma forma para você aquilo que disse, repito, com prazer, o velho Bill:

Leve adiante!

Que dizes?

O valor da improvisação

Tudo que pode ser colocado no Youtube não tem mais valor - Nepô, da minha coleção de frases.

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Encontrei o Fábio Sasso da Abduzeedo, no café da manhã, antes do Intercon. ( o louro no fundo.)

A história dele é interessante.

Sua firma de design foi roubada anos atrás: “levaram tudo”.

E para fazer backup de tudo, resolveu criar um blog em inglês, “pois lá ficaria guardado”.

Voltando de uma palestra do exterior e alguns anos depois, ele avalia que chegou aos 35 mil seguidores do Twitter, muitos lá de fora, pergunto: qual o diferencial?

Ele me diz que coloca todo o processo de criação de cada um dos seus trabalhos.

O making of, incluindo como chegou com a solução técnica com o Photoshop.

“Ao invés, dos clientes copiarem, eles nos chamam mais e mais, pois não querem produtos, mas sim ideias novas”.

E acho que isso resume o mundo que estamos entrando.

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O conteúdo, informação, dados, registros precisam de mentes brilhantes para que as coisas se juntem de forma diferente e inovem.

O que é, o detalhe técnico, o que já foi feito perde valor rapidamente, pois a força da cópia é muito forte.

É importante, para se destacar, de mentes diferentes e inovadoras, linkadoras, tipo leite com manga, como a do Fábio.

Que percebe que o seu real valor não está na sua capacidade de operar o Photoshop, mas naquela parte do cérebro, o processador de links, que junta laranja com aimpim e fica um prato gostoso.

Mais e mais veremos que palestrantes, bandas, profissionais de todo tipo se destacarão por improvisar mais e mais, tornar todo o processo disponível em rede, abrindo tudo para a sua comunidade de seguidores, sendo fiel a estes.

E, sobretudo, sendo um espaço de aprendizado sincero, elevando o nível do senso comum.

O que é o caminho natural das empresas, que terão que dar mais e mais poder às pontas, ao consumidor, investindo não no seu cofre do passado, mas na  invenção do presente, com a capacidade cognitiva de improvisar.

No meio do café, entra o Tiago, organizador do evento e comenta que só agora, 7 da manhã, conseguiu arrumar o espaço do teatro, do pessoal da comédia em pé, Marcelo Adnet e Cia, que fizeram um show até às 3 da manhã!!!

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O mundo está virado....

São outros que improvisam a cada espetáculo e colocam tudo no Youtube.

Acordei em São Paulo com o valor da improvisação saltitando nos meus olhos.

Depois falo mais sobre Intercon.

Não é por passar a sua vida interagindo que o homem se comunica – Dominique Wolton – da minha coleção de frases;

    Não adianta colocar a cabeça no buraco.

    A Internet é uma grande mídia, que visa basicamente estabelecer a comunicação entre as pessoas.

    O resto são componentes desse objetivo maior, que não é dado, é construído, suado e batalhado.

    Desta forma, não existem projetos isolados de:

    • Conexão;
    • Informação;
    • Conhecimento;
    • Marketing.

    Todos visam, em última instância, usar a rede para que as pessoas se comuniquem, visando um determinado objetivo em comum.

    Nos perdemos nessa falta (ou erros) de conceito e criamos projetos parciais, que tendem sempre ao fracasso, pois não focamos no problema central: a necessidade dos humanos se comunicarem bem e de maneira positiva para qualquer ação em rede, seja eletrônica, ou não.

    Note que a comunicação exige boa vontade:

    • A conexão ocorre ao ligarmos o computador;
    • A informação quando acessamos uma página qualquer;
    • O conhecimento está lá na cabeça de cada um, sendo transformado;
    • A comunicação, entretanto, não é dada, é opcional, eu posso, ou não, aderir a ela, ou boicotá-la, dependendo da minha vontade pessoal. Sem ela, nada acontece!!!

    Apostamos em todo o resto, pois é mais fácil.

    A comunicação não é assim.

    Mexe justamente na complexidade da subjetividade humana, o que exige muito mais do que apetrechos técnicos.

    Toca em algo que está cada vez mais escasso no mercado: sabedoria.

    Pode ir na esquina e pedir um pote para ver se acha!?

    Qualquer projeto na rede visa garantir que a conexão seja boa, a informação adequada para possibilitar, além de outros ingredientes, para que as barreiras de comunicação possam ser vencidas.

    Somos todos limpadores de ruídos entre a comunicação das pessoas. Profissionais que devem ser capacitados para criar redes de comunicação entre fornecedores, colaboradores, consumidores, etc…

    O resto é falta de visão do todo!

    Só que não nos assumimos, não estamos nos preparando para isso, que é, em última instância, nossa grande e principal missão.

    E nos enredamos nas partes secundárias, nos perdendo do todo: que é garantir o ambiente propício para que a comunicação possa ocorrer.

    Por causa disso, a Microsoft, a empresa mais conectada do planeta, lançou o Windows Vista e se esburrachou lá no chão dos projetos de rede sem comunicação.

    Já começo até a admitir que vivemos sim na sociedade da falta de informação (sem nexo e sem plexo), justamente pelo desvio que isso significa, pois a informação isolada e sem rede de comunicação humana é pífia.

    Não dá um passo adiante….

    Quanto mais informados e conectados estivermos mais será necessário pensarmos na ampliação da comunicação para que os projetos colaborativos possam dar certo.

    Não estamos falando de máquinas, mas de pessoas, certo?

    A revolta dos sem-alma!

    Toda linguagem contem os elementos de uma concepção de mundoAntonio Gramsci – da minha coleção de frases.

    Quando os europeus precisaram de escravos para alavancar seu desenvolvimento social, pediram para a Igreja tirar a alma destes. E num passe de mágica, se fez a nova filosofia oportunista, da hora:

    “Os negros e os índios não têm alma, podem arrepiar”!

    A luta dos abolicionistas foi basicamente de tentar repor a alma para aquelas pessoas!

    Tirá-las da exclusão humana!

    Quando Hitler quis exterminar os judeus, retirou destes o rótulo de humanos.  Elevou os arianos a um patamar superior e do alto mandou exterminar os comunistas, os homossexuais, os ciganos e os judeus utilizando-se, diga-se de passagem a tecnologia nascente dos computadores.

    O outro, sempre foi e talvez sempre será, uma marionete nas nossas fantasias e se adota uma filosofia da hora para justificar determinados interesses conjunturais.

    Grandes crises nacionais são revolvidas com guerras ao “bárbaro exterior”, como foram a das Malvinas (um genocídio de uma juventude argentina) e os recentes conflitos provocados por Israel no Oriente Médio, às vésperas de uma eleição, como foi também a ida em vão dos EUA contra as imaginadas e nunca encontradas armas químicas do Iraque.

    É melhor brigar com o outro!

    No avançar do capitalismo, diferente da relação dos artesãos com seus clientes, se estabeleceu a famosa frase:

    “Negócios são negócios, amizade à parte”.

    Tirando do consumidor, fornecedor, empregados sua alma.

    Pois se deduz, nos negócios eu só tenho inimigos.

    E os inimigos, como se viu aqui, não têm alma!

    No bom filme, Distrito 9, o burocrata recebe um líquido na cara e passa o filme a virar um alien.

    E, como alien, passa da figura de raça superior à inferior, sentindo na carne a discriminação.

    Uma metamorfose do alto da cadeia alimentar, ( logo ele que acreditava tanto!!!), para o posto mais baixo.

    No final, aparece totalmente alien, o que nos permite, por fim, nos identificar com “aqueles camarões gigantes”, pois dentro daquele ser existe um de nós.

    A chegada da Internet, como foi a do livro impresso, em 1450, estabelece novas pontes entre os humanos.

    Um canal novo e poderoso de troca de ideias.

    Margens de rios antes sem contato passam a se conectar, somar conceitos, pensar diferente.

    As academias surgiram dali, o que podemos chamar de Redes Sociais do Papel.

    Os orkuts dos pensadores!

    E isso implica, entre outras coisas, a se rever como vemos o outro.

    Todas as revoluções que se seguiram à invenção de Gutemberg, possibilitadas pelas pontes informacionais erguidas, foram na direção de um empoderamento da alma em camadas, antes fora do tabuleiro, que pediam Igualdade, Liberdade e Fraternidade.

    No filme Piaf, veja a força da alma da menina que canta esse direito:

    No caso, hoje vivemos a luta pelo resgate da alma do cidadão, o consumidor, a população em geral massacrados pela massificação das grandes empresas, da globalização, do afastamento da política da vida das pessoas, de cada um conseguir ser cada um.

    É uma possibilidade que se abre, através de novas pontes informacionais, de estabelecermos um upgrade civilizacional, no qual um conjunto de sem-almas, reivindica o seu novo espaço no mundo.

    Não por causa da tecnologia, que é apenas ponte, mas sobretudo pela possibilidade de troca dos sem-almas, que agora invadem a nova praia e estabelecem que do jeito que estava não vai ficar.

    Assim, é preciso rever como vemos o outro, tanto em outros países, mas em torno de nós.

    Aquele cidadão e consumidor agora quer um novo espaço.

    Sim, eu tenho alma e desejos.

    Quero e vou colocá-los para fora, pois agora posso me manifestar e, conforme sua capacidade de conexão e comunicação pessoal, fazer a diferença, seja se manifestando ou mesmo construindo projetos coletivos, Linux, Wikipedia, Youtube, etc.

    É preciso, assim, a revisão da filosofia de como vemos o outro.

    Um upgrade filosófico de como vemos a alma alheia.

    Estamos impregnados de navios negreiros!!!

    É essa revisão filosófica a base conceitual dos projetos 2.0, seja nas empresas, governo e sociedade.

    O resto tenderá ao vazio, pois os sem almas já não se sentem tão sem alma assim.

    É uma revisão filosófica típica da pós-novas-pontes-informacionais.

    (Sugiro, por fim, ler, ou reler, como é meu caso,  ”Xogum” do James Clavell, uma aventura dos bárbaros europeus nas terras dos bárbaros japoneses, um o tempo todo, estranhando a falta de alma do outro.)

    Que dizes?

    Uma ponte é só uma ponte!

    É preciso usar a tecnologia para o bem, em lugar de usar bem a tecnologiaHorácio Soares Netoda minha coleção de frases,

    Imaginem duas cidades com um rio no meio.

    Se olham, mas não se encontram.

    E se faz uma ponte.

    Passa a haver uma ligação entre as duas, uma conexão.

    Agora, com a ponte, há a possibilidade do encontro, de todos os encontros e desencontros.

    O que vai acontecer, a partir, ou depois da construção da ponte, dependerá de cada habitante, saber usá-la para se encontrar com quem estava, sem contato, do outro lado.

    A Internet é uma ponte.

    Que passou a unir as pessoas distantes geograficamente e aqueles que compartilhavam interesses comuns, que não se conheciam.

    É algo que possibilita o encontro.

    O resto depende de cada um fazer a sua parte e transformar a ponte em algo humano.

    É bom lembrar que nas guerras, os primeiros alvos são justamente, elas, as pontes!

    Se iludir que a ponte por si só fará tudo, é apostar no concreto e não na relação das pessoas.

    Por sobre a ponte é preciso trazer a comunicação humana.

    Essa é a nosso dificuldade hoje.

    A ilusão da conexão, sem comunicação!

    Estamos tão inebriados com a possibilidade da ponte, que achamos que por si só o mundo vai mudar.

    Mas, é bom frisar, que o que se fará com a ponte de um lado e de outro, dependerá basicamente de tudo, menos dela em si!

    Que está ali parada, vendo o rio passar por entre as pernas.

    Concordas?

    Deus 2.0 escreve certo por códigos de programação tortos – Nepôda minha coleção de frases.

    Não estou inventando, está lá no Wall Stree Journal:

    “Para fazer seu novo sistema operacional (Windows 7), a Microsoft Corp. precisava de mais do que consertar as falhas do antecessor (Windows Vista). A empresa também teve de resolver grandes problemas em seu processo de desenvolvimento de software”.

    E continua, minhas marcas em vermelho:

    O esforço de três anos para criar o Windows 7, que chega às lojas nesta quinta-feira, foi marcado pela colaboração mais próxima entre as milhares de pessoas que trabalham nos vários aspectos do produto — reduzindo lacunas de comunicação que contribuíram para atrasos e defeitos no Windows Vista, um dos maiores tropeços da empresa.

    E mais:

    Um grande problema era que a equipe do Windows havia se transformado num conjunto rígido de silos — cada um responsável por recursos técnicos específicos — que não compartilhavam seus planos abertamente. O código de programação que cada um criava podia funcionar bem por conta própria, mas causar problemas técnicos quando integrado com código criado por outros.

    Por fim:

    Em vez de ser um plano controlado por um time, nosso plano era uma parte de todos os times“, diz LeGrow, que liderou a equipe da tecnologia de toque no Windows 7.

    O que este mega-case do anos nos mostra:

    • 1- a empresa mais tecnológica e conectada do mundo, não tinha uma boa rede interna de comunicação. Ou seja se tecnologia fosse tudo, a Microsoft não erraria (será que ela está passando esta experiência para seus clientes, ou só vendendo softwares?)!!!
    • 2- não olhavam a empresa como uma grande rede, que precisava abrir canais entre as pessoas, as máquinas falavam e talvez falem mais alto!!!;
    • 3- a palavra chave, me parece, foi ampliar a comunicação, para só então abrir colaboração, através de uma rede de conexão e não o contrário;
    • 4- não foi por falta de micros, equipamentos, tecnologias, softwares que a Microsoft teve problemas, imagina, a mais poderosa do mundo era um conjunto de feudos. Pode ser que ainda seja, mas agora escancaram, depois da crise, o problema. Quanto perderam no negócio e quanto poderiam ter evitado, se tivessem investido na rede das pessoas?

    (Talvez, o pessoal da rede aberta 2.0 do Linux e similares tivesse algo a ensinar ao Bill Gates, não?)

    • Projetos de empresas 2.0 basicamente são projetos de melhorias das redes de comunicação interna, o resto é papo furado, este caso da Microsoft é um case exemplar. Vou abrir todas as minhas novas palestras 2.0 com isso…Grato Bill!

    O que aprendemos com isso?

    • 1- Conexão é o início, é algo fixo, um suporte. Comunicação, ao contrário, é todo dia, exercício diário, investimento, confiança, reputação, na qual se investe na presença de todo dia. O resto, para o bem ou mal, é consequência disso;
    • 2- a rede das pessoas é o fator mais importante, mas não a física, a conceitual, da relação,, sendo a colaboração e a geração de valor o resultado tangível desse esforço e não dos canais disponíveis. Não é: “Estou usando bem a Internet?”. Mas: “As pessoas hoje se comunicam cada vez mais, a conexão não tem atrapalhado”.
    • `Por fim, é cabo de paz e não de guerra!

    É isso!

    E você o que acrescentaria?

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